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É realmente muito empolgante quando os autores, sejam de séries ou livros, resolvem explorar o cosmos. São diversas ideias criativas que rendem sucessos como a saga Star Wars e a franquia Alien. E eis que, em novembro de 2015, o canal Syfy nos presenteou com a mais nova epopeia espacial em formato de seriado.

Baseado nos livros de James S. A. Corey, a história se passa em um futuro distante (ou não) no qual os humanos colonizaram o sistema solar. Marte se tornou um planeta independente, com impressionante poder bélico, enquanto os moradores do cinturão de asteroides – chamados de belters – vivem em pequenas estações espaciais em situações precárias. Com o passar dos episódios, são revelados vários atritos políticos que deixaram o sistema à beira de uma guerra espacial.

É nesse cenário caótico que o funcionário de uma nave que estrai água de asteroides, Jim Holden (Steven Strait), e sua equipe, descobrem diversas conspirações para que o conflito realmente aconteça, após atenderem um misterioso pedido de socorro.

Já pela sinopse é possível perceber que intrigas políticas são o ponto alto da série, enquanto tentamos descobrir quem está por trás dos planos da iminente guerra. O elenco não possui nomes muito conhecidos, mas contam com Shohreh Aghdashloo (X-men 3: O Confronto Final) e Thomas Jane (O Justiceiro).

Um intrigante sci-fi para a TV


Já com duas temporadas disponíveis na Netflix e a terceira confirmada para 2018, a série vem conquistando público em especial pelos efeitos visuais, que podem não ser a lá Game of Thrones, mas mesmo assim, impressionam. Sendo um detalhe importante para realizar uma ópera espacial de qualidade.

Mesmo com seus toques de pura ficção, o programa se destaca por manter uma certa realidade no enredo. Como o fato dos marcianos não se sentirem confortáveis na gravidade da Terra, por ser um planeta maior, ou os belters que acabam tendo mutações genéticas graves após tantas gerações no espaço.

Repleta de reviravoltas, The Expanse terminou seu segundo ano dando a entender que ainda tem muita lenha para queimar, e os espectadores fãs de sci-fi, agradecem por isso.

Assista o trialer:



Mas e você? Já viu a série? Conte para nós o que achou nos comentários.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo representa as opiniões do autor do texto e não a opinião do site Co-op Geeks.


Na ficção temos todo tipo de personagens diferentes e interessantes, sejam eles protagonistas eles são os grandes movimentadores das histórias nos filmes, HQs e séries, eles nos atingem e são com eles que nos identificamos, além disso a ficção é sempre um reflexo da nossa realidade, seja para melhor ou para pior, mas os escritores e roteiristas sempre partem da sua visão de mundo para criar uma história. E por causa desse impacto que a ficção tem na realidade é que temos a questão da representação dentro desses personagens, especialmente personagens LGBTQ+. E não é incomum que em filmes, séries e outras mídias as representações de personagens bissexuais sejam deles como encarnações perversas e depravadas de desejos sexuais desinibidos ou apenas como confusos e que não sabem o que querem, ou seja: muitas vezes as pessoas acham mais fácil criar um personagem que é um esteriótipo ou só se define por uma característica,  a sua orientação sexual.

Mas calma lá, que também temos personagens muito bons e representativos na sua forma de ser, existem aqueles que podem ser encarados como bissexuais e aqueles que são uma total subversão de esteriótipos que muitas vezes são prejudiciais. E por isso temos aqui uma linda lista de personagens bi/pansexuais:

 Amanita (Sense8)





Amanita, interpretada por Freema Agyeman - que também já foi uma companion em Doctor Who. Um dos problemas em se tratando de representatividade de personagens bissexuais é estabelecer que a sua atração não se restringe a apenas um gênero, no caso de Amanita, poderia-se muito bem pensar que ela é apenas lésbica, afinal está num relacionamento duradouro com a Nomi e tem aquela cena linda dentro da Parada do Orgulho Gay num grupo lésbico de motociclistas, porém, não cogitar a bissexualidade da personagem pode ser uma interpretação limitadora e existe um detalhe que grande parte do fandom de Sense8 notou de primeira: Amanita tem os cabelos tingidos nas cores da bandeira do orgulho bissexual. 
Alguns podem dizer que isso não seria suficiente para qualificá-la como bissexual, porém, detalhes interditos de uma história ou pequenos símbolos, especialmente dentro de uma série que evoca tanto a representatividade, não poderiam passar despercebidos.

Yara Greyjoy (Game of Thrones) 



No episódio 7 "The Broken Man" da sexta temporada de Game of Thrones, a personagem Yara Greyjoy e seu irmão Theon decidem ir para Volantis, e enquanto estão num prostíbulo, Yara decide se divertir com uma das prostitutas do lugar, portanto seria de se supor que ela é lésbica, porém a personagem já demonstrou interesse em homens durante a série, por isso ela seria bissexual. Enquanto nos livros a Asha Greyjoy (que teve o seu nome mudado na série) não é uma personagem bissexual, mas sim uma mulher muito confortável com a sua sexualidade, algo que é bastante incomum na cultura dos Nascidos do Ferro, na série a atriz Gemma Whelan disse que a personagem provavelmente é pansexual, no episódio "Stormborn" Yara diz num diálogo que normalmente ela sempre tem "um garoto no porto que ela chega, ou uma garota dependendo do porto", assim confirmando que ela tem interesse em ambos os sexos.


David Alleyne - Prodígio (Young Avengers)


O mutante Prodígio que ao entrar para o Instituto Xavier para Jovens Super Dotados, integrou o grupo dos Novos Mutantes. Os seus poderes incluem absorver informações de outros indivíduos, que eventualmente se torna bastante útil quando ele entra para os Jovens Vingadores, e é ali que ele assume a sua bissexualidade.

David Alleyne que além de meu crush tem uma possibilidade de relacionamento com o Hulkling (atual namorado do herói Wiccano) e tem o intelecto extremamente desenvolvido, tornando-o um dos grandes táticos da equipe e mesmo depois de perder seus poderes ainda é um membro muito importante da equipe. 

Korra e Asami (The Legend of Korra)



Na season finale de A Lenda de Korra, a continuação de Avatar, temos a formação de um casal que para muitos foi inesperado. Na primeira temporada, Mako, Asami e Korra formam um triângulo amoroso complicado, e muitos esperavam que a rivalidade das duas garotas desse triângulo: Asami e Korra, fosse alimentar-se durante o resto da história. Porém, esse cliché é passado por cima durante o desenvolvimento das personagens que se tornam muito amigas durante a série, com isso eu já estava muito feliz. Contudo, ao longo do final da temporada, muitas pequenas pistas são dadas de que o relacionamento entre Korra e Asami está se tornando muito mais forte que uma amizade. A Avatar está quebrada internamente e tendo de lidar com seus traumas, e Asami, que também tem muitos problemas, está ali para apoiá-la.

Então, no final, quando elas tem uma última conversa sozinhas, decidem visitar o Mundo Espiritual juntas, o único lugar que Asami nunca foi junto da Equipe Avatar, elas andam de mãos dadas até o portal recém-aberto para o Mundo Espiritual, olham uma para a outra com carinho e somem num espargir de luz para a próxima aventura, juntas.

Annalise Keating (How to get away with murder) 


Viola Davis fez um grande trabalho interpretando a advogada badass e hiper-competente Annalise Keating na série How to Get Away with Murder, produzida por Shonda Rymes, onde não apenas ela é uma personagem feminina extremamente forte e que por mais que tenha um gênio muito difícil, todos querem ser como ela. Não é uma personagem perfeita, ela é implacável e amoral, e também possui uma paixão e determinação na sua profissão que muitas vezes sublima as sua relações com os seus alunos (e eventuais parceiros de crime, mas não disse como), e na segunda temporada é revelada como bissexual. Na primeira temporada, ela é casada com Sam, um professor de psicologia de Middleton, porém na temporada seguinte é revelado que ela teve um caso com a advogada Eve Rothlow (Famke Janssem) num passado, e ambas até mesmo tem um grande segredo obscuro juntas. 

Magnus Bane (The Shadowhunters)


O personagem Magnus Bane é um dos mais poderosos entre o grupo dos Caçadores de Sombras na série de TV Shadowhunters baseada nos livros de Cassandra Clare. Ele é um Alto Feiticeiro do Brooklyn, com descendência asiática e um estilo bem exótico para roupas, com cerca de mais de quatro séculos de idade e que ajuda frequentemente os protagonistas, mas que ganha mais relevância quando ele passa a formar um relacionamento com o Caçador das Sombras Alec Lightwood, que ainda não saiu do armário como gay. 

De um modo muito interessante, Bane é uma subversão de um esteriótipo do "gay afeminado e frágil", porque apesar de sempre ser descrito com roupas coloridas e espalhafatosas, ele continua sendo bissexual e um dos personagens mais poderosos do grupo e como ele próprio afirma já ficou com: "homens, mulheres, fadas, bruxos, vampiros e até um gênio ou dois".

Max Caulfield (Life is Strange)


Max Caufield de Life is Strange é considerada por muitos como uma personagem bissexual, como ela afirma que ela se gosta de "garotos skatistas", porém seguindo as opções certas o jogador pode levá-la à beijar Chloe no Episódio 3. Chloe afirma que Max provavelmente também teve um crush por Rachel, algo que ela não nega, e em um dos finais ela pode beijar Warren. O jogo basicamente deixa em aberto o modo como o jogador quer interpretar a sexualidade de Max, porém, com isso podemos dizer que sim, ela é bissexual.


Iron Bull (Dragon Age: Inquisition)

Iron Bull é um mercenário da raça dos Qunari, no jogo Dragon Age: Inquisition, e é pansexual. Sendo uma das opções românticas para o jogador, tenha ele escolhido um Inquisidor feminino ou masculino, onde o jogador pode escolher engajar-se romanticamente com ele, independente de raça ou gênero escolhido. Caso tenha escolhido, Iron Bull explica para o seu kadan (que significa "onde seu coração está") que na cultura dos Qunari, é um costume fazerem dois colares com as metades de um dente de dragão, e cada um dos amantes fica com uma metade, assim, não importa onde a pessoa estiver, uma parte do seu amor estará com ela.
  Elphaba (Wicked)

A Bruxa Má do Oeste, no livro e no musical da Broadway Wicked de Gregory Maguire, tem inúmeras razões para ser a vilã detestada por todos em Oz. Nesta versão, o nome dela é Elphaba Thropp, ela é irmã mais velha de Nessarose, que eventualmente se tornaria a Bruxa Malvada do Leste, mas quando nasce é uma garotinha que nasceu sem os braços e sempre necessita da irmã mais velha. A própria Elphaba tem problemas: ela nasce com a pele verde, toda vez que ela toca água sua pele queima, então ela precisa controlar até mesmo as suas lágrimas e Elphaba também tem misteriosos poderes que assustam todos ao seu redor. Eventualmente, ela vai para a Universidade de Shiz onde ela encontra Glinda, a Bruxa Boa do Norte, com quem ela mantém uma rivalidade intensa e também conhece Fiyero Tigellar, o Príncipe da Tribo dos Winkus (uma versão dos winkies nesta história) por quem ela se apaixona. Porém, durante toda a história é muito implicado que Glinda e Elphaba também tiveram um relacionamento amoroso, e que ambas tiveram seus corações partidos quando seus caminhos se separaram para se reencontrar apenas muitos anos depois.

Outra coisa da série Wicked de Maguire, é que devido à estranheza das diferentes formas e diferentes habitantes da Terra de Oz, implica-se que todos os personagens ali podem ser bissexuais até que se prove ao contrário... E sim, até mesmo os Animais Falantes, mas isso é uma longa história...

Deadpool

Wade Wilson - o Deadpool - também conhecido por todos como o Mercenário Tagarela, é o anti-herói com o rosto desfigurado, mas fator de cura, agilidades e proezas sobre-humanas, e principalmente, o fato de que ele quebra a quarta-parede, e começa a falar com você, sim, você mesmo que está lendo esse texto agora. Ele é extremamente sarcástico, violento e quase-heroico, mas não muito.

Deadpool além de ser um dos personagens mais populares hoje, também é confirmadamente pansexual - ou seja, ele não deixa uma orientação sexual ou identidade de gênero restringir suas possibilidades românticas ou sexuais - e, de acordo com Fabian Niceza, um dos criadores do personagem nas HQs: "as células cerebrais de Deadpool estão num fluxo constante. Ele pode ser gau num minuto, hétero no seguinte etc. Tudo é válido". Recentemente, nos quadrinhos Deadpool tem feito duplas com Cable, um mutante viajante do tempo e com o próprio Peter Parker, o Homem-Aranha, com quem ele obviamente tem flertado para desespero (ou não) do Cabeça-de-Teia.

Constantine (Hellblazer)

John Constantine, um detetive ocultista de Liverpool, Inglaterra que costuma resolver casos envolvendo demônios, possessões e possíveis destruições do mundo, ele também é extremamente cínico, sarcástico, desiludido e fumante, e suas atitudes heroicas nem sempre dão muito certo. Porém, ele continua sendo um dos maiores ocultistas do Universo da DC, possuindo um vasto conhecimento em magia, invocação e divinação, sendo que em dado momento até mesmo Morfeus, o Eterno dos Sonhos de Sandman busca a sua ajuda. 

Constantine normalmente prefere trabalhar sozinho, porém ele também faz parte de duas equipes, a Brigada dos Encapotados e a Liga da Justiça Sombria, e ele é bissexual tendo tido vários amantes, homens, mulheres e alguns demônios no caminho, além da maga Zatara Zatanna e o feiticeiro Nick Necro. 
Rose Quartz (Steven Universe)

Steven Universo é um dos desenhos animados atuais que apresenta mais representatividade que muitas séries e filmes por aí, e não apenas isso, mas de uma maneira sensível e bem escrita, com um desenvolvimento de várias nuances dos personagens. Na série, temos Garnet, uma das Crystal Gems que é a encarnação viva de um relacionamento entre duas gems, Rubi e Safira, e temos Pérola, que ainda está lidando com os seus sentimentos por Rose Quartz, que aliás é a personagem bissexual da série.

Rose Quartz era a líder das Crystal Gems e iniciou uma rebelião contra o seu planeta natal, Homeworld, para manter a Terra a salvo do poder das suas superiores as Diamantes que planejavam exaurir todos os recursos da Terra e extinguir a vida no planeta, mas Rose viu potencial nos humanos e na diversidade de vida e procurou protegê-los, mesmo que com isso iniciando uma guerra. No final, depois de muito conflito ela e as suas aliadas conseguiram que as forças de Homeworld recuassem e ela passou milênios vivendo entre os humanos. Ela teve vários relacionamentos passageiros com outros homens, como confirmado por Pérola no episódio "Mr. Greg", mas Pérola nunca se importou, porque no final Rose sempre retornava para ela, até que a líder das Gems se apaixonou por um humano: Greg. Infelizmente, quando Rose engravida ela e o filho não podem existir ao mesmo tempo, então abdica de sua forma física para que Steven possa existir e para que ele possa ter algo único, complicado e extraordinário e que ela nunca pôde ter: uma vida humana.


Oberyn Martell (Game of Thrones)

Oberyn Martell, o Víbora Vermelha de Dorne da Casa Martell é um dos guerreiros e nobres mais famosos de Westeros, conhecido por ser um excelente espadachim, ele também tem a fama de usar venenos nas lâminas de suas armas, um conhecimento que Oberyn adquiriu depois de passar alguns anos estudando na Cidadela para tornar-se um Meistre, apesar de ter largado esses estudos para viajar pelo mundo. Ele faz a sua primeira aparição nos livros em "A Tormenta de Espadas", e na série no episódio "Two Swords", quando ele viaja para Porto Real com a intenção de finalmente vingar o assassinato de sua irmã Elia Martell pelas mãos de Gregor Clegane, o Montanha.

Oberyn viaja junto da sua amante Ellaria Sand, que é mãe de uma das suas filhas, as Serpentes de Areia e também é bissexual. O Víbora Vermelha é um dornês típico, destemido, de língua afiada e sangue quente, além de ser muito fiel à sua família e desde de cedo ter protegido e treinado suas filhas bastardas, as Serpentes, para saberem se defender, cada uma com suas habilidades. Outra característica dele é sua inibidez quanto a sexualidade, como ele mesmo diz: "Quando se trata de guerra, eu luto por Dorne, quando se trata de amor, eu não escolho lados".

Tanto na série, como nos livros ele encontra seu destino nas mãos do Montanha, porém ainda assim conseguindo derrotá-lo, e a sua morte inicia uma grande revolta de Dorne e o início de uma trama que poderia mudar a balança na guerra que ainda está por vir.

Ragnar e Lagertha (Vikings)

Em Vikings, o personagem principal Ragnar Lothhbrok é um guerreiro com ambições de expandir as terras do seu povo, sonhando com as riquezas das terras navegáveis além do mar aberto e é casado com Lagertha, uma mulher forte e igualmente decidida. Eventualmente, Ragnar desenvolve uma forte amizade com um jovem monge cristão que foi capturado vivo por ele, Athelstan, e em certo momento ele o convida para ter sexo à três com a sua esposa, e na segunda metade da temporada 4, Lagertha além de se envolver com um homem e sua esposa, também possui uma amante. 

O que é extremamente interessante é que a série não propõe interpretações mutuamente exclusivas sobre a moralidade dos personagens, especialmente dos vikings, como intrépidos guerreiros e conquistadores que lutam e invadem pela sua sobrevivência ou como saqueadores e pilhadores que roubam o que era legitimamente dos outros, mas também deixa bastante ambígua a relação de vários personagens masculinos que pode ser vista como uma amizade incomumente forte ou como uma possível relação amorosa, já que a sexualidade entre a cultura viking parece ser retratada mais historicamente precisa como fluída.

Harley Quinn

Harley Quinn, a Arlequina, surgiu dentro da série animada do Batman como a jovem psicóloga Harley Quinzel, que tentou tratar um dos pacientes mais perigosos do Asilo Arkham, o Coringa, e ironicamente acabou sendo manipulada psicologicamente para se apaixonar por ele e assumir o papel de ajudante dele. 

Contudo, o Coringa precisava mais de uma ajudante nos seus crimes do que realmente uma parceira para um relacionamento, e o desejo de algo mais profundo durante muito tempo foi completamente unilateral, a Arlequina estava presa num relacionamento obsessivo e abusivo com o Coringa, ou como ela o chamava o seu "pudinzinho". Porém, isso tudo muda quando ela conhece a Hera Venenosa, com quem ela passa a ter um relacionamento e também ganha imunidade à venenos e toxinas. Eventualmente, Harley passa de vilã para anti-heroína nas HQs quando se torna parta das Sereias de Gotham, com sua atual namorada, a Hera Venenosa e a Mulher-Gato e executa missões junto do Esquadrão Suicida, apesar de seu lado insano e louco ainda vir à tona às vezes.

Mulher-Maravilha

Diana de Temyscira, a Mulher-Maravilha, uma das membros fundadoras da Liga da Justiça e uma das maiores e primeiras super-heroínas das HQs. Ela nasceu na ilha de Temyscira, a Ilha Paraíso, criada pela mãe, a Rainha Hipólita, onde ela sempre acreditou ter sido feita do barro e ter adquirido vida com um sopro de Zeus, porém essa origem foi reimaginada nos Novos 52, onde ela seria, na verdade uma semideusa. 

A Mulher-Maravilha possui o Laço da Verdade, que é indestrutível e compele aquele que for preso por ele à dizer somente a verdade, as sua pulseiras, um par de braceletes indestrutíveis que ela usa para defletir balas, além de possuir super-força, super-agilidade e vôo. Os seus principais inimigos são Ares, o Deus da Guerra, a Chettah, a Dra. Veneno e o Doutor Psycho.  Em algumas HQs, a própria Mulher-Maravilha já afirmou que "ama as pessoas pelo o que elas são", e deve se tomar em conta de que a cultura dela é completamente livre do modelo de heteronormatividade e do conceito de papéis de gênero, o que se confirmou em 2016, quando ela oficializou um casamento gay e afirmou que para ela era simplesmente um casamento e mais recentemente ainda foi confirmada como uma personagem bissexual. 


No final, o impacto positivo que todos esses personagens possuem, de serem parte da comunidade LGBTQ+ e ainda assim serem mais que sua sexualidade, tendo traços positivos e negativos, e mostrando suas forças enquanto pessoas e bissexuais, é imensurável. E estamos sempre torcendo para que mais e mais escritores e roteiristas se tornem informados da necessidade da representatividade na mídia e de personagens que sejam bem escritos e partes integrais de histórias.


Créditos:

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

Os japoneses sabem criar histórias originais sensacionais, que chamam a atenção e geram milhões de fãs e seguidores. Pensando nisso, esta segunda parte das 5 Animações Japonesas Obrigatórias foi criada para que você conheça outras 5 animações japonesas que são essenciais para quem é fã de animações e/ou histórias incríveis!

One Piece: Strong World



O 10º filme de uma das franquias de maior sucesso no Japão, One Piece: Strong World foi lançado em 2009, mais uma vez pelo estúdio Toei Animation. Dirigido por Munehisa Sakai e escrito pelo próprio Eiichiro Oda em conjunto com Hirohiko Uesaka. Não foi encontrado no site do governo a classificação indicativa, mas, geralmente, os materiais de One Piece são +10


Sinopse:
Depois de alguns anos desaparecido após sua fuga de Impel Down, Shiki, o Leão Dourado, antigo inimigo do Rei dos Piratas Gol D. Roger, volta à ativa e chega a Thriller Bark, onde começa a executar o plano que levou esse tempo todo para concretizar e finalmente conseguir sequestrar Nami. Agora, Luffy e sua tripulação precisam ir atrás de Shiki para impedir que ele realize seus planos e salvar a vida de Nami.

A Garota que Conquistou o Tempo



A Garota que Conquistou o Tempo foi dirigida por Mamoru Hosoda e teve seu lançamento lá em 2006, pela Madhouse. Foi baseado no romance homônimo lançado em 1967, contando uma história sobre viagem no tempo. Não está catalogado no portal de classificação indicativa do governo federal.


Sinopse:
Uma adolescente chamada Makoto Kono em seu terceiro ano do ensino médio passa por eventos estranhos até que descobre que ela tem a capacidade de viajar através do tempo. Assustada com seu novo poder e novas experiências Makoto confia em seus amigos Chiaki e Kousuke que inicalmente não acreditam em tal façanha. Com o tempo, ela tenta usá-lo para sua vantagem e como meio de ajudar o presente, mas logo descobre que adulteração do tempo pode levar a grandes consequências.

Perfect Blue



Para quem gosta de suspense psicológico e animações, Perfect Blue é uma boa opção. A animação é baseada no homônimo de Yoshikazu Takeuchi e foi lançada em 1997, também pela Madhouse. Recebeu 5 indicações a prêmios, vencendo 3 deles, e foi inspiração em grandes produções americanas, como Cisne Negro e Réquiem para um Sonho, ambas de Darren Aronofsky. Também não há registros no portal do governo.


Sinopse:
Mima Kirigoe é uma cantora pop de uma banda CHAM!, mas decide se tornar uma atriz, tendo como primeiro projeto uma série de crime dramática. Muitos de seus fãs ficam chateados com sua decisão e uns deles, obcecado por Mima, começa a perseguí-la e a enviar mensagens a chamando de traidora. Decidida a ignorar tais fatos, ela se preocupa com sua personagem na série que sofrerá um sequestro em um dos episódios. Sem ter noção da possibilidade de ser afetada pela cena, Mima fica traumatizada e começa a não saber distinguir a realidade da ficção. Seu problema maior começa quando seus colegas de trabalho são assassinados e as provas apontam para ela mesma.

Cinco Centímetros Por Segundo



Cinco Centímetros por Segundo é uma animação da CoMix Wave Films, produzido por Makoto Shinkai e lançado em 2007, é um longa que conta uma história romântica, cheia de emoção e com um toque artístico. Dividido em 3 partes, como se fossem 3 curtas de animação, o filme ganhou uma adaptação em mangá. Não há classificação do portal do governo.

Assista ao trailer (inglês).

Sinopse:
Contada em três segmentos interligados, entre o início dos anos 1990 e 2007, um jovem chamado Takaki Tono e sua melhor amiga Akari Shinohara moram em Tóquio. Devido à mudanças no trabalho de seu pai, Akari acaba se transferindo de cidade com sua família, mas os dois lutam para manter um contato através de cartas. Seus desencontros são constantes e os dois acabam se afastando com o tempo, deixando apenas as memórias de momentos juntos. Novas pessoas surgem em suas vidas, mas Takaki não esquece de Akari, que mesmo com o tempo passado, tem a esperança de encontrá-la novamente.

Metrópolis



Metrópolis é uma animação baseada no mangá de Osamu Tezuka. O filme foi lançado em 2001 pela Madhouse, com suporte conceitual da Tezuka Productions, e contou com a direção de Rintaro e Katsuhiro Otomo, que trabalhou no roteiro de Akira. A classificação no Brasil é 14+.

Assista ao trailer (inglês).


Sinopse:
Metrópolis é uma cidade futurista onde os humanos e os robôs vivem juntos. O local é dominado pelo imenso edifício Ziggurat, onde mora a elite da sociedade, já os pobres são condenados à vida subterrânea. Enquanto detetive Shunsaku Ban e seu sobrinho Kenichi investigam sobre o tráfico de órgãos, eles descobrem a existência do cientista rebelde Laughton e de sua cria, Tima, uma garota-robô destinada a tomar Ziggurat.

Agora é só escolher o filme e boa sessão!

Créditos

Texto e Revisão: Bruno Bolner

O artigo representa as opiniões do autor do texto e não a opinião do Co-op Geeks.


A season finale da sétima temporada de Game of Thrones trouxe algumas surpresas interessantes, porém, também foi um episódio que começa arrastado e deixa à mostra algumas inconsistências de roteiro. 



Começamos com Jaime e Bronn em algum ponto fora de Porto Real, eles discutem sobre as razões de um soldado lutar na guerra e a ironia de estarem cercados por soldados, os Imaculados e como tudo, no final, se resume a pintos. Além disso, Bronn discute como Tyrion preferiu escolher o lado dos desfavorecidos. Então, uma trompa é tocada e o khalasar de Daenerys cavalga para se juntar aos Imaculados no cerco, e Bronn observa que, provavelmente, logo eles serão os desfavorecidos.

Enquanto isso, todos os personagens principais se preparam para um grande encontro no Fosso dos Dragões. Missandei pergunta a razão dele ter sido construído e Jorah explica que foi necessário devido ao perigo constante que era ter vários dragões soltos por aí. Então, temos um reencontro de Podrick e Tyrion, além do encontro entre o Cão e Brienne.


Convenção das Bruxas
A reunião é iniciada com algumas intrigas entre Tyrion e Euron, no qual o líder Greyjoy lança várias provocações ao anão, mas é impelido por Cersei. Euron sai de cena e resolve se esconder nas suas ilhas, alegando que lá ele estaria seguro até todos se matarem em terra firma. O "pacote" de origem "prá lá da muralha" é apresentado e todos ficam impressionados. Mesmo com a demostração, a rainha de Westeros não se convence e termina com a convenção.

Nosso querido Tyrion resolve arriscar a vida e ter uma conversa a sós com a irmã para tentar convencê-la do real perigo que correm, e ambos acabam revirando os fatos que levaram-os a tomar caminhos distintos. Por fim, Tyrion sai com a palavra de Cersei de que ela irá ajudar Jon e Daenerys na luta contra os Caminhantes Brancos.


Fedor, no more!
Theon resolve resgatar sua dignidade e pede permissão para ir em busca de Yara, capturada por Euron, nos episódios anteriores. Ao encontrar os antigos aliados, que se preparavam para partir, Theon precisa provar que deixou "Fedor" no passado, lutando com um dos guerreiros que o resgatou.


Sansa rainha, Mindinho nadinha
Em Winterfell, Sansa resolve acabar de vez com as intrigas entre ela e Arya, convocando um julgamento. Todos os grandes nomes do Norte estão presentes e Sansa despeja todas as grandes traições do réu, Mindinho, remetendo a acontecimentos que culminaram na guerra dos 5 reis, como o assassinato dos Arryn, a tentativa de assassinato a b, a "venda" da própria Sansa aos Bolton e as mentiras que transformaram Lannisters e Starks em inimigos.

O plot de Mindinho se encerra em uma das melhores cenas de toda a série com o réu, que chega a implorar de joelhos antes de receber o que todos nós esperávamos há tempos tanto merecia pelas mãos de Arya, logo após Sansa dizer as palavras "Eu demoro, mas eu aprendo!" .


Voltamos a Porto Real e nos deparamos com Jaime e Cersei conversando sobre estratégias de guerra e o que cada um aprendeu com seu falecido pai. Jaime é ameaçado por Cersei e ele, voltando a ser o Jaime de antigamente, bate de frente com a rainha. Cersei fica, de uma vez por todas, sozinha em seu palácio real.

Jonerys
O episódio corta para o arco de Sam, onde descobrimos que ele finalmente leu o diário abandonado do meistre e, após chegar em Winterfell, tem um encontro com Bran. Uma cena de Jon e Daenerys se pegando, enquanto ambos estão viajando para a grande guerra, é mostrada sob a narrativa de Sam e Bran, que conversam sobre o passado do rei do norte. Ao ouvir o que Sam descobriu, o jovem Stark entra em transe e vê o casamento dos pais de Jon, revelando de uma vez por todas, que o sangue Targaryen corre nas veias do bastardo. A cena de incesto é exibida sem diálogos entre os envolvidos e concluída com a aparição da bundinha de Jon na tela! Obrigado, HBO!


Era uma vez, uma Muralha...
Outra coisa que esperávamos desde os primórdios da humanidade acontece, com a queda da muralha pelas mãos, ou melhor, pelas labaredas azuis do dragão de gelo, em uma bela cena onde o Rei da Noite monta em Viserion. O exército de mortos-vivos, agora, tem o caminho livre para marchar em direção ao sul e causar a destruição de Westeros.


Com o fim desta temporada, ficamos no limbo até 2019, ano em que está prevista a estreia da última temporada de Game of Thrones, que contará com apenas 6 episódios. Teremos que aguardar até lá para saber como será o desfecho de um dos maiores programas de televisão da última década. Só nos resta torcer para George R.R. Martin lançar o tão aguardado sexto livro das Crônicas do Gelo e Fogo.

Créditos

Texto: Felipe Cavalcante e Bruno Bolner
Revisão: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões dos autores do artigo e não do site Co-op Geeks.

Netflix anunciou a adaptação de Death Note e o público ficou na expectativa, afinal, o mangá é um clássico e possui uma enorme legião de fãs, conquistados, também, pelo ótimo anime. Além disso, possui outras adaptações japonesas para o cinema, que retrataram a história de forma mais parecida com a obra original. Com um legado grande de fãs e uma longa jornada, era normal o alto hype em cima do filme da Netlfix, e a decepção foi quase unânime quando o filme chegou à plataforma.

O que mais incomodou foi perder o que o mangá e o anime já haviam mostrado. O suspense psicológico e as mentes brilhantes de L e Light para resolver os enigmas que os envolviam, se perdem para uma trama que tenta, sem sucesso, ser um besteirol americano e um thriller psicológico ao mesmo tempo. Na primeira aparição de Ryuk para o Light já é perceptível o que estaria por vir: uma adaptação que não agradaria.

As mudanças no roteiro, tal como a mudança das etnias dos personagens, ou mesmo a localização e nomes de personagens, são aceitáveis para que a adaptação coubesse no tempo total do filme. Até as mudanças no caderno são bem vindas. Talvez, esses pontos tenham sido as boas coisas do longa, pois foram alterações compreensíveis para que as coisas se encaixassem. O que não se esperava era que haveriam tantas mudanças e o envolvimento no drama seria tão cru.


O formato do longa é parecido com o apresentado em seriados, com cenas curtíssimas e muitos cortes, mas, por se ter menos tempo para contar uma história, acabou por prejudicar na construção de personagens e na construção do clima. Momentos que deveriam ser mais sérios acabam se perdendo com tantas interrupções. A própria trilha sonora não ajuda nessas construções, fazendo com que as coisas fiquem muito superficiais, não convencendo que o filme é realmente sobre Death Note.

O casting de atores não é dos melhores, mas todos se saem bem em suas atuações, fazendo o melhor que podem com o que tinham para suas personagens. Nat Wolff é um bom Light, sem sua mente brilhante, é claro, mas consegue se superar em alguns momentos. Assim como o L de Lakeith Stanfield consegue trazer o detetive da melhor forma possível, sendo um cara caricato e estranho do começo ao fim. Talvez os exageros tenham prejudicado um pouco a empatia pelos personagens, mas o grande problema aqui é a forma rasa com que eles foram tratados. O destaque das caracterizações fica para o Ryuk, que, apesar de ter se tornado uma espécie de ditador neste longa, teve muito de sua originalidade visual preservada.


As reviravoltas do filme funcionam para quem não conhece o original, deixando os que “já são de casa” entediados na maior parte do tempo. O drama que envolve Kira, L e Light são tão superficiais que deixam os telespectadores frustrados pela adaptação não ter uma identidade digna de Death NoteTampouco, as questões sociais levantadas, passam desapercebidas que nem cabem na discussão.

O resultado disso é uma adaptação que é, ao mesmo tempo, qualquer outra coisa que tem elementos de Death Note, sem nenhuma originalidade, identidade e profundidade no drama e suspense psicológico aos quais os protagonistas são explorados no mangá original.

Créditos

Texto e revisão: Bruno Bolner

O texto apresenta a opinião do autor e não do site Co-op Geeks.

ATENÇÃO! Este post conterá SPOILERS do quinto episódio de "Game of Thrones". Leia por sua conta em risco




O episódio começa com Bronn resgatando Jaime do fundo do lago, cuja intenção era matar Daenerys e acabar com a guerra, temos um momento engraçadinho em que Bronn diz que se alguém vai matar Jaime, será ele mesmo e por não pagar o ouro prometido, mas a cena começa a contornar os próximos passos de Jaime, ele e Bronn discutem o poder dos dragões, agora que ele mesmo viu o quão fatal pode ser um ataque de Daenerys e dos seus dothraki, ele então se dirige para Porto Real para avisar Cersei do perigo iminente. 

Daenerys e os Tarly


Depois da vitória esmagadora de Daenerys contra o exército Lannister começamos a ver Tyrion passando pelas cinzas e destruição deixadas por Drogon e vê dothraki roubando objetos de cadáveres jogados, nesse ponto o desenvolvimento do personagem parece estar começando a voltar aos eixos, com um início de conflito entre as pessoas que ele quer manter vivas e as que ele não pode evitar mais destruição. Conforme os derrotados se juntos ao sopé de um morro, Daenerys explica para os soldados Lannister-Tarly que ela não é o que Cersei diz, mas sim que ela deseja "quebrar a roda que beneficia apenas os ricos e poderosos" e oferece duas escolhas: se ajoelhar diante dela ou ser executado.

E nesse momento, Tyrion tenta ser o mais diplomático possível, pois dentre os derrotados, alguns não se ajoelham e entre esses estão Randyll e Dickon Tarly; Randyll então ridiculariza Tyrion, por ele ter matado o próprio pai e por ter se juntado a um exército de selvagens e afirma que Daenerys não é sua rainha; à eles é oferecida a chance de ir para a Patrulha da Noite, mas os dois rejeitam a oferta. E então, cumprindo com sua posição de conquistadora, Daenerys sentencia os dois às chamas de dragão. De primeira, parece meio impiedoso para a Mãe dos Dragões executar à sangue frio não muito frio dois grandes senhores de uma das Casas mais importantes de Westeros, mas creio que isso apenas traça ainda mais paralelos entre ela e Aegon, o Conquistador, que afinal foi a pessoa que incendiou o castelo de Harrenhall. 

A ameaça se aproxima...


Começamos essa nova cena com uma aérea de vários corvos sobrevoando Além-da-Muralha, a mesma cena de um dos trailers, eles passam pelas terras nevadas e então passam por cima do exército de mortos que estão tentando cruzar o  mar congelado e chegar ao Sul, os corvos se aproximam, mas então o Rei da Noite percebe a presença de Bran, que está wargando aquele bando de corvos em frente à Árvore-Coração de Winterfell. 

O poder de Bran tornou-se muito mais forte agora, o que nos fornece algumas questões, o quanto de tudo no Mundo ele sabe? Quem ele é agora? E o que vai acontecer quando ele não precisar mais ser o Corvo? A cena dos corvos parece se encaixar bem com a ideia de que Bran não iria mais andar, mas sim voar mencionada pelo Corvo de Três Olhos original algumas temporadas atrás. De qualquer modo, com este conhecimento de que os Caminhantes Brancos estão se aproximando cada vez mais, Bran pede ao Meistre Wolkan que escreva uma carta para Jon e para a Cidadela.


Jon Snow e Drogon

Temos alguns momentos interessantes aqui no núcleo Pedra do Dragão: primeiro, quando Daenerys retorna para o castelo, pousa num monte onde Jon está e Drogon deixa Jon tocá-lo, num requiem de Como Treinar Seu Dragão, e Daenerys vê isso com um misto de surpresa e interesse, que é quebrado no momento em que Jon diz que os três filhos de Dany são "bestas incríveis", depois temos a chegada de Jorah em Pedra do Dragão, um momento tocante em que ele pode finalmente tocar Daenerys e, ao contrário de Jon, imediatamente se ajoelha diante dela e novamente afirma sua lealdade. E temos Varys e Tyrion discutindo, sentados diante do trono de pedra, um detalhe pequeno que me chamou atenção foi o fato de que Varys divide um gole de vinho de Tyrion, mostrando que o conteúdo da carta que ele leu é muito mais desconcertante que o pensado...

Sam e Gilly - a Cidadela e as suas revelações




Os Meistres da Cidadela recebem a carta de Bran que afirma que os Caminhantes Brancos são reais e que eles estão se aproximando da Muralha, e formam um conselho para discutir esta afirmação, e, como o esperado, afinal nada é tão fácil assim, eles não acreditam em uma palavra sobre o perigo que vem do Norte. Sam tenta convencer os Meistres da urgência de procurarem informações sobre a Longa Noite, algo que eles recusam, obviamente.

Frustrado com a recusa dos Meistres em acreditarem nele, Sam decide roubar vários pergaminhos e livros da seção restrita de Biblioteca e parte pela noite com Gilly e o Pequeno Sam, e aqui nós conseguimos ver duas coisas importantes: primeiro, com as sequências na Cidadela, Sam ainda não sabe da morte do pai e do irmão dele, e dois, Gilly descobriu um plot point que grita FORÇAÇÃO DE BARRA dentro de tudo que o Meistre Maynard escreveu, o anulamento do casamento do príncipe Rhaegar com Elia Martell, o núcleo do Sam, obviamente está sendo aquele que desatará os nós da história, trazendo todas as informações necessárias para os personagens principais, uma pena, pois eu não gostaria de que todos os pergaminhos que Sam está arrumando fossem a resposta pra tudo em Westeros. O que é muito estranho é que esse divórcio/anulação do casamento em Rhaegar e Ellia, deserda os outros dois filhos dele mesmo, e essa formalidade foi feita em Dorne, um dos reinos apoiadores dele durante a Rebelião, uma das soluções que muitos fãs teorizavam era de que Rhaegar e Lyanna teriam se casado diante de uma árvore-coração na Ilha das Caras, diante dos Velhos Deuses, o que de certa forma burlaria a necessidade de uma anulação do casamento e daria um papel maior para Bran, que aliás continua sumido na internet das árvores, mas enquanto isso...

O bastardo crush reaparece



Davos e Tyrion se inflitram dentro de Porto Real, numa tentativa de parlamentar com Jaime sobre a ameaça de Caminhantes Brancos. E, enquanto Tyrion tem uma profunda discussão com Jaime, Davos caminha pela Rua do Aço e encontra nosso bastardo favorito, depois de passar bastante tempo remando Gendry está novamente trabalhando na forja, fabricando armas para os soldados Lannister, e é claro, todo esse tempo ele esperava que alguém aparecesse buscando por ele, fosse para matar ou para pedir sua ajuda, o que justifica a decisão de Gendry de seguir Davos tão rapidamente. Os dois são abordados por dois guardas, e suborno nenhum de Davos ou caranguejos fermentados são suficientes quando eles vêem Tyrion, mas Gendry mostra que ele é realmente bom com o martelo de guerra e então eles retornam para Pedra do Dragão para traçar o que eu chamarei de agora em diante de O Pior Plano de Todos

Cersei está grávida




Jaime chega em Porto Real e vai falar com Cersei, depois da sua conversa com Tyrion. Qyburn está saindo dos aposentos dela. Ela não parece mais irritada com a revelação de Olenna, e diz que as intenções dela são de uma trégua com Daenerys, afinal ela precisa tecer um futuro para o bebê que ela está carregando. Jaime se espanta (infelizmente não com esse momento escalafobético de novela das 8) e fica emocionado, pois como rainha da porra toda ela pode assumir o filho de Jaime para todo mundo. Um artifício de roteiro previsível para manter Jaime ligado à ela, mesmo com Cersei sussurrando no ouvido dele "nunca mais me traia"...

Winterfell - Arya buscando tretas


Havia um sério problema com o arco da Arya desde que ela havia chegado na Casa do Preto e do Branco, uma série de escolhas ruins de como seguir a história, além de muito plot armour para a Arya. E nesse momento, tudo toma seu pico e é elevado à potência, pois ela e Sansa estão tendo um conflito. Mas o modo como esse conflito se dá é muito estranho.

Primeiro, ela vê Mindinho conversando com Meistre Wolkan e perguntando se um certo pergaminho era o único no castelo, depois pagando uma menina com uma moeda de ouro e guardando algo dentro do seu quarto. Sem hesitar, Arya faz a xeroque holmes e espia o quarto do Mindinho, pois, aparentemente ele está tramando alguma coisa, ela revira tudo e acha o pergaminho, é a carta que os Lannisters forçaram Sansa a escrever enquanto ela ainda seria noiva do Joffrey, e como a trama só piora é aqui que vamos para o episódio "Beyond the Wall".



Acho que aqui precisamos entender uma coisa: talvez a rivalidade da Sansa e da Arya nunca tenha sido superada, mas não há nada que justifique a atitude de Arya. Na verdade, o modo como esta trama foi conduzida faz pouco sentido de todo modo: primeiro pelo fato de Mindinho espiar a Arya depois que ela acha o pergaminho, o que aparentemente significa que apesar de dois anos de treinamento com os Homens Sem Face ela ainda é menos capaz que Petyr Baelish; segundo, as coisas que a Arya passou não podem se comparar com o que a Sansa passou, foram situações diferentes com pessoas diferentes e terríveis de qualquer modo. Enfim, fato é: a treta entre Arya e Sansa cresce de modo que Brienne precisa se afastar para não entrar no jogo de Mindinho, mas deixando Sansa sem proteção. 

O esquadrão das Neves


Toca "Back in Black" do AC/DC no fundo da cena enquanto o nosso Squad favorito sai da Muralha. Ok, não aconteceu, mas poderia. Seria até uma melhora num episódio bem desastroso como foi este "Beyond the Wall". Ele foi todo baseado em facepalms para Arya e Jon, e claro para os roteiristas e todos envolvidos... 
No final de "Eastwatch" temos um grupo: Tormund, Beric Dondarion, Thoros de Myr, Gendry, Sandor Clegane, Jorah Mormont e Jon indo para além da Muraha executar o Pior Plano de Todos - capturar um wight e mostrar para Cersei o perigo que todos deveriam estar combatendo.

No caminho temos boas cenas, como a de Gendry argumentando com os dois membros da Irmandade Sem Bandeiras sobre o modo como eles o venderam e de Jon e Jorah, sobre a espada Garralonga, que pertencia ao Velho Urso e Jorah simbolicamente diz que pertence à Jon. Porém, há outros tantos diálogos entre esses personagens diferentes que isso se torna cansativo.
Temos uma sequência bem criativa e bem feita de um ataque de um urso das neves ressuscitado, Thoros de Myr e Beric acendem suas espadas tal qual sabres de luz, porém infelizmente um deles não sobrevive ao fim do episódio, Thoros acaba sendo morto pelo urso e morre congelado.

E a partir daí eu entro no modo "miga não tem como te defender", pois em primeiro lugar existem três redshirts descarados nessa cena, eles aparecem do nada e morrem do nada, apenas para mostrar o quão perigoso está sendo aquele lugar, e, por ser tão perigoso que não entendemos como Gendry, que nunca esteve no Norte antes pôde sair correndo até o castelo de Atalaialeste para pedir ajuda quando nossa trupe acaba cercada por wights, porque sim eles acabam cercados numa ilhota.

Os teleportes de personagens dentro de GOT sempre foram a parte mais problemática da série, não saber exatamente a distância e tempo faziam com que a série se movesse do modo que bem entendesse e o público que tentasse criar uma lógica, porém a chegada de Daenerys com seus dragões na hora mais oportuna foi um deus ex machina muito previsível, como tem sido, aliás boa parte da temporada.


Eu queria que Sor Ilyn Payne tivesse a mira do Rei da Noite tentando acertar Daenerys, e eu queria ter a mira do Rei da Noite para acertar o coração do crush como ele acerta o Viseryon, mas enfim nem tudo podemos ter nessa vida e a lança que o Rei da Noite acerta no dragão o derruba em meio à sangue e fogo, fazendo cair nas profundezas do lago congelado.

Nesse momento Jon percebe que fez merda e grita para Daenerys "CORRÃO CAMBADA", enquanto ele novamente banca o herói e continua a matar wights em vez de correr para o fucking dragão. Daenerys sai voando com os outros e Jon cai no lago congelado. E nessa confusão toda Tio Benjen UncLE BENJEN aparece do nada para salvá-lo e assim morrer e terminar sua participação na série. 

Jon Snow sobe no pangaré de Benjen e é resgatado para o barco onde Daenerys e os outros estão. Temos então uma cena infame: Daenerys está ali observando Jon Snow devivamente descamisado e inconsciente e percebe a facada no coração dele, ele acorda e explica tudo para ela. Ela compreende e ambos seguram a mãozinha, Jon decide ajoelhar para Daenerys e a Mãe dos Dragões decide que irá ajudar Jon na batalha contra os White Walkers, porque afinal se ela não fizesse usaríamos a placa "você não está fazendo mais que sua obrigação"



Sim, eu vivi para ver Jonerys se tornar real, isso nos faz refletir bastante sobre fanservice não? Como isso acaba gerando numa história que de início era bastante estruturada e bem-feita para uma série de ações incoerentes de personagens que levam a cenas legais e que vão gerar alvoroçadas discussões. Também vivemos para ver a teoria do dragão de gelo ser real. Quando eu a ouvi primeiro, achei meio louca, mas fazia sentido, porém, conforme refleti mais e mais, percebi que ela adicionava um elemento fantástico a mais, uma problemática a mais, outras tantas questões a mais, e estava ficando perto demais da teoria que eu mais abominava em todo o fandom de GOT, a de que Bran poderia wargar um dragão. Mas é isso aí, temos uma cena em que dezenas de wights puxam o corpo de Viseryon da água gelada com correntes e pousam-no no gelo, o Rei da Noite toca nele e os olhos dele se abrem, azuis gelados.



Este texto apresenta opiniões do autor e não de todo o site Coop-geeks.

Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

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