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Os animes são muito famosos, em especial por sua diversidade. Apesar dos mais conhecidos serem do estilo shonen, voltadas para os jovens masculinos, os japoneses conseguem se destacar com diversas histórias simplesmente incríveis. E é exatamente disso que viemos falar aqui hoje. Aggretsuko, uma animação original Netflix, é uma pérola escondida no catálogo do serviço de streaming que não recebeu praticamente nenhuma divulgação – mesmo sendo tão genial.

Criado pela empresa Sanrio, a mesma da Hello Kitty, Aggretsuko conta a história de uma jovem e empolgada panda vermelha chamada Retsuko. Ela começa a trabalhar na área de contabilidade de uma grande companhia, mas, como a maior parte das pessoas no mundo, acaba caindo na rotina. Chefes abusivos, pessoas fofoqueiras, “falsianes” e puxa sacos são apenas alguns dos desafios que a personagem enfrenta no dia a dia. Diante de tanto stress, Retsuko encontra o seu santuário em um karaôke cantando death metal – sim, você não leu errado!




Sempre que precisa desabafar, a panda solta letras hilárias e, ao mesmo tempo, tristes sobre o sistema capitalista e sua vida no ambiente de trabalho. Quem já trabalhou em escritório irá se identificar logo no primeiro episódio. Todos os personagens são representados por algum animal que, na maioria das vezes, combinam com suas personalidades e geram uma empatia quase que imediata com o espectador que já viveu (ou vive) situações parecidas.

A criadora utiliza o codinome de Yeti e, assim como a cantora Sia, só dá entrevistas usando uma máscara para preservar seu anonimato. É bem difícil conseguir alguma informação sobre ela e de onde veio a ideia para a personagem. Sabemos que seu intuito principal é virar uma mascote para vender produtos, o que é super comum no Japão. 

Sua primeira aparição foi no canal nipônico TBS, em uma série de curtas exibidos entre abril de 2016 e março de 2018. Em abril deste mesmo ano, a plataforma Netflix lançou uma série completa com a história de Retsuko, contendo 10 episódios de 15 minutos cada. Dá pra maratonar super fácil!




Aggretsuko já está renovada para uma segunda temporada prevista para 2019.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.
A possibilidade de jogar com outras pessoas, independente da plataforma, sempre foi um sonho e o cross-platform play, mais conhecido como crossplay, é uma realidade que estamos vivenciando hoje. É possível que usuários de plataformas diferentes possam se enfrentar ou se unir em partidas de Paladins, Terraria, Street Fighter V, Rocket League, Dragon Quest X, entre outros. A comunidade gamer adotou este recurso e apoia as iniciativas.

Press Start

Nos PCs, o crossplay teve seu início quando diferentes sistemas operacionais passaram a utilizar um protocolo de comunicação padrão. Se popularizou com o Steam, famoso serviço de jogos online, criado pela Valve, que foi inicialmente desenvolvido para Windows, expandindo-se ao OS X em 2010 e ao Linux em 2013, abrindo sua API para que fosse possível desenvolver games multiplataforma nestes sistemas operacionais, aproveitando seus recursos, como lista de amigos, comunicação e matchmaking.

Nos videogames, se deu início lá por 2002, quando a Sony possibilitou a jogatina de Final Fantasy 11 entre o PlayStation 2 e o PC. Hoje, a realidade está um pouco diferente, onde já é possível que partidas ocorram entre jogadores de Nintendo Switch e Xbox One, coisa que antes, as fabricantes dos consoles questionavam e não possibilitavam que viesse a acontecer.

As mobilidades também não ficam de fora, com dispositivos Android e iOS disputando usuários mundialmente. Geralmente, o multiplayer entre estas plataformas, acontece com um jogador realizando sua jogada e aguardando o outro realizar a sua, porém, não em tempo real. Como as partidas ocorrem em turnos, não é necessário que ambos jogadores estejam online ao mesmo tempo. Com a chegada de games, como Hearthstone: Heroes of Warcraft, este cenário começou a mudar, possibilitando que o jogador desfrute de uma experiência online e sincronizada com jogadores das diversas plataformas para as quais o game fora lançado.

O mercado de realidade aumentada também já vem trabalhando no crossplay e na possibilidade do jogador poder escolher entre os diferentes óculos de realidade virtual disponíveis. O jogador costumava ficar preso a games que fossem compatíveis somente com o seu óculos, coisa que deve mudar em breve.

Um boss atrás do outro

Mesmo que a ideia seja muito interessante e todos vejam os benefícios que o serviço pode trazer, tanto para os próprios jogadores, quanto às próprias desenvolvedoras, ainda existem alguns pontos que prejudicam a experiência.

Com a popularização dos jogos online e o serviço de internet mais estável e melhorado, lá nos consoles PlayStation 3 e Xbox, se tornou necessário que fossem criados serviços de segurança para os dados dos usuários, incluindo serviços próprios, como listas de amigos e mensagens. Embora estes serviços ofereçam muitos benefícios aos players, também ajudam a empresa a gerir e manter uma experiência mais atraente aos seus consumidores, garantindo que jogos, updates e outros conteúdos atraiam novos jogadores para seus próprios consoles. Ninguém quer perder para o concorrente, então, os métodos abordados limitam os recursos para seus produtos apenas. Assim, sua lista de amigos do Xbox não pode ser compartilhado com sua lista da PlayStation nem com da Nintendo, e vice-versa.

Outro fator que dificulta o crossplay é o fato de cada empresa utilizar protocolos de comunicação específicos. Por ser único em cada plataforma, pode gerar problemas em gameplays online, causando os conhecidos lags e travamentos que tanto irritam qualquer jogador. O atraso de qualquer frame, por milésimo de segundo que seja, pode causar a morte de um personagem ou a derrota em um campeonato. É o principal medo que as desenvolvedoras possuem, pois, a frustração de jogadores pode causar na desistência do game e, consequentemente, na migração para o game da concorrente.

Talvez, o principal motivo para que não seja possível jogar com usuários de outras plataformas ainda seja a estratégia das empresas em relação ao mercado. Enquanto Microsoft e Nintendo, por exemplo, já permitem que seus clientes compartilhem a experiência juntos em Fortnite: Battle Royale, mesmo que não utilizando os seus próprios meios, a Sony ainda bloqueia a funcionalidade entre consoles, principalmente, por estar à frente às concorrentes nos números de usuários. É uma estratégia que precisa estar muito bem definida para que não ocasione na migração de usuários para outras plataformas.

Pra zerar!

Consolidando-se aos poucos no cenário atual, o crossplay está se tornando algo frequente nos games, principalmente nos Battle Royale. As desenvolvedoras perceberam o quanto pode ser benéfico permitir que jogadores de diferentes plataformas possam se enfrentar, ou jogar juntos, e, assim, garantir a satisfação da comunidade gamer.

Por mais que existam algumas pedras no caminho, o serviço está crescendo e revolucionando o mercado do multiplayer online. É comum vê-lo entre os consoles de uma mesma fabricante. Nos resta aguardar o caminho que será trilhado para os consoles das diferentes fabricantes e torcer para que elas possibilitem que os jogadores possam jogar juntos independente da plataforma que possuem. A conquista que falta para esta batalha.

Créditos

Texto: Bruno Bolner
Revisão: Bruno Bolner e Jonathan Araújo

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, um dos filmes mais esperados desse ano ganhou um trailer na San-Diego Comic-Con, o filme irá continuar a história de Newt Scamander, interpretado por Eddie Redmayne e sua relação com o jovem professor Alvo Dumbledore (Jude Law), que na tentativa de frustrar os planos de crescimento do poder do bruxo das trevas, Gellert Grindelwald (Johnny Depp), recruta seu ex-aluno Scamander, que concorda em ajudá-lo, sem saber dos perigos que enfrentará pelo caminho junto de Tina Goldstein (Katherine Waterson), Queenie (Allison Sudol) e Jacob (Dan Fogler) , ao mesmo tempo em que Credence Barebone (Ezra Miller) se esconde num circo mágico, e nós analisamos o trailer tentando desvendar os mistérios do próximo filme do Mundo Mágico:


Aula de Defesa Contra as Artes das Trevas?

No início do trailer vemos o jovem Newt Scamander numa aula de Defesa Contra as Artes das Trevas lecionada pelo professor Alvo Dumbledore, onde os alunos estão aprendendo o feitiço Ridikullus para repelir bichos-papões, quando chega a vez de Newt, porém, o bicho-papão se transforma numa mesa de escritório, então Newt explica que seu maior medo é ter de trabalhar num escritório. Nos livros, contudo, mais de uma vez foi mencionado que Dumbledore ensinava Transfiguração, a não ser que esse fato tenha sido alterado, porque o professor Dumbledore mudou de matéria? E no que será que o bicho-papão de Newt vai se transformar? Algumas pessoas também estavam se perguntando se nessa cena também não veremos nomes conhecidos, como um Wesley ou um Malfoy da época.


Grindelwald e seus seguidores


O trailer continua com o discurso de Grindelwald: "a magia floresce apenas em almas raras, ainda assim precisamos nos esconder nas trevas", referindo-se diretamente ao Estatuto do Sigilo Internacional em Magia, uma lei criada pela Confederação Internacional dos Bruxos para esconder toda a magia dos trouxas. A ideologia de Grindelwald se baseia na supremacia bruxa, e que os bruxos não devem mais esconder-se dos trouxas, mas sim dominá-los, e ao seu lado, Grindelwald tem vários bruxos das trevas, dentre eles Vinda Rosier (Poppy Corby-Tuech), que é de uma família de futuros Comensais da Morte e Krall (David Sakurai), que aparece brevemente no trailer. 


Muitas pessoas notaram que Vinda Rosier nos trailers está carregando um objeto luminoso e redondo, e muitas pessoas supuseram que poderia ser uma profecia, mas o trailer exibido na Comic-Con, que é mais longo apresentou um crânio com o lema "Pelo Bem Maior" gravado nele, de quem seria o crânio ou porque ele seria tão importante, não se sabe ainda. Além disso, no trailer temos uma menção à visão de Grindelwald que o guiaria para dominar o mundo bruxo, e nesse momento temos uma cena do bruxo das trevas encarando uma espécie de visão de Credence (Ezra Miller), qual será o papel de Credence na guerra que está por vir também não dá pra se saber ao certo: ele é um poderoso obscurial e parece que está conseguindo controlar os seus poderes sombrios agora, seria ele uma espécie de inversão d'O Escolhido? Em vez de salvar o mundo bruxo seria o destino dele destruí-lo?


O desejo mais profundo do seu coração


A relação de Dumbledore e Grindelwald, segundo o diretor David Yates, não seria explorada tão aprofundadamente neste filme, e, até mesmo houve uma polêmica acusação de queerbaiting quando o diretor disse que Dumbledore não seria apresentado "explicitamente" como gay nos filmes. Apesar disso no trailer, temos alguns vislumbres de como a relação entre os dois será representada neste filme pelo menos, uma cena mostra Dumbledore olhando no Espelho de Ojesed e vendo no reflexo a figura de Grindelwald. 

O Espelho de Ojesed tem o poder de mostrar o mais profundo e desesperado desejo do seu coração, o que me parece um pouco mais explícito do que Yates parece entender. Dumbledore vê Grindelwald, o bruxo que pode ou não ter assassinado sua irmã, Ariana e por quem teve uma excruciante paixão na adolescência, mostrando o quanto está dividido e ressentido para enfrentá-lo, e por isso, Dumbledore diz para Newt que ele terá de enfrentar Grindelwald. 

Monstros que ninguém ama...


Várias novas criaturas mágicas são vistas no trailer de Animais Fantásticos, temos novamente a aparição do pássaro que provavelmente será um agoureiro - uma criatura mágica que se assemelha à um abutre, que na tradição bruxa acreditava-se prever a morte, mas na verdade seu canto apenas antecede a chuva - olhando tristemente para Jacob, nos faz pensar se algo não acontecerá com o amigo trouxa de Newt.

Também vemos algumas criaturas felinas de enormes olhos azuis dentro no Ministério da Magia Francês, que algumas pessoas acham que podem ser Amassos (Kneazles), Chupacabras, Gárgulas ou Gytrashes, que são espíritos em forma canídea que assombram e protegem lugares mal-assombrados. Além deles, uma enorme e feroz criatura meio leonina com uma enorme cauda rosa-arroxeada que provavelmente é o animal mágico chinês descrito por Eddie Redmayne em entrevistas, que seria um Zouwu, um leão montanhês que é extremamente veloz e sofreria maus-tratos no Circo Arcanus


Em outra cena vemos Newt e Tina entrando em algum lugar do Ministério da Magia Francês e sendo acompanhados por Leta Lestrange, o Pottermore chamou o lugar de Arquivos da Magia, o que será que está guardado neste lugar? Talvez, a receita para a Pedra Filosofal? O que parece é que o desafio final de Newt neste filme será roubar primeiro qualquer que seja aquilo que está guardado no Ministério da Magia da França... Além disso, é nesse momento em diante que veremos de que lado Leta Lestrange realmente está, como ela diz no trailer: "Você é um bom homem Newt, nunca conhecemos um monstro que você não foi capaz de amar", será que isso se refere à alguma criatura muito perigosa? Talvez à Credence? Ou será que ela mesmo, se for, porque Leta seria um monstro?


Temos uma explosão de fogo azul que se transforma numa figura draconina e está prestes a atacar Jacob antes de Tina resgatá-lo, que talvez seja uma espécie de fogomaldito, um feitiço das trevas que conjura fogo ciente e quase que inapagável com água ou mágica comuns.


Além disso temos cenas da fuga de Grindelwald da prisão do MACUSA, o Congresso Mágico dos Estados Unidos da América, que trará de volta a Presidente Picquery e Abernathy, e onde talvez Grindelwald resolva forjar a sua morte (?) para escapar teatralmente numa carruagem puxada por testrálios.


Uma cena rápida de Queenie Goldstein no meio de Paris, com as mãos na cabeça, como que tampando os ouvidos, talvez tentando bloquear algo que esteja ouvindo, ou talvez ela esteja tentando achar alguém no meio da multidão com o seu poder de leitura de mentes, a legilimência. Parece haver algum senso de perigo maior para Jacob, afinal ele se verá cercado por bruxos no meio de lutas perigosas, será que os seguidores de Grindelwald tentarão forçar Queenie a cooperar em troca da vida de Jacob?


Temos algumas cenas da nova personagem, a Maledictus, interpretada por Claudia Kim, andando com Credence por Paris, e pelo o que sugere a montagem do trailer, sendo perseguidos pelos acólitos de Grindelwald, será que o bruxo das trevas sabe da ancestralidade de Credence?


Então temos, o que parece que será o confronto final entre Newt e o seu irmão Teseus Scamander contra Grindelwald, em meio às chamas azuis e aparentemente em algum lugar num cemitério ou no coração do Ministério da Magia Francês e Grindelwald pergunta ameaçador: "Senhor Scamander, você acha que Dumbledore vai chorar a sua morte?"


Então, por fim, temos Jacob em uma casa vendo um velho senhor todo de branco e perguntando se ele é um fantasma. O velho bruxo sorri e diz que não, apenas é um alquimista e imortal, e, inclusive seu nome é Nicolau Flamel (Brontis Jorodowski), nada mais que o criador da Pedra Filosofal e Jacob responde que ele não parece nada mal para alguém com trezentos e trinta e cinco anos.


Pelo visto teremos mais respostas apenas quando vermos o filme, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald chegará aos cinemas no dia 15 de novembro desse ano.

Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O artigo apresenta a opinião do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Game of Thrones, a série-fenômeno produzida pela HBO está acabando, isso não é preciso repetir, contudo, apesar da iminência da chegada da oitava e última temporada da série e o final da história de diversos personagens esse não será o adeus final ao mundo de Westeros, a notícia que correu entre todos os fãs foi de que a emissora HBO fez a encomenda de cinco pilotos para séries derivadas de Game of Thrones, mas afinal, o que podemos esperar por aí?

A Longa Noite


Primeiro, vamos esclarecer uma questão: não estão sendo produzidas cinco séries derivadas de Game of Thrones, mas sim, em junho desse ano o anúncio feito foi de que  foram encomendados cinco roteiros com base no universo criado pelo autor George R. R. Martin, e para todos eles, o autor prestará consultoria. Dentre todos os roteiros, o que mais avançou foi o projeto criado por Jane Goldman, cujo piloto recebeu luz verde para ser filmado. Conforme o próprio Martin, se ele fosse dar nome ao projeto, ele o chamaria de "A Longa Noite", e a sinopse apresentada, realmente fala bastante sobre esse momento do passado de Westeros:

 "Ambientada centenas de anos antes dos eventos de Game of Thrones, a série vai narrar a história da derrocada do mundo da Era de Ouro dos heróis até aos seus momentos mais obscuros. E apenas uma coisa é certa: dos segredos horripilantes da história de Westeros à verdadeira origem dos Caminhantes Brancos, aos mistérios do Leste e às lendas dos Stark. Só não é a história que julgamos conhecer." 

A roteirista Jane Goldman, escreveu os roteiros de Kingsman: Serviço Secreto junto do roteirista Matthew Vaughn, assim como co-roteirizou X-men: Primeira Classe, Kick-Ass e Stardust, baseado no livro de Neil Gaiman, além do filme A Mulher de Preto (2012).

Contudo, não há certeza de que essa será a série produzida: "O que me disseram é que vamos filmar pelo menos mais um piloto, talvez mais do que um, nos próximos anos", escreveu Martin. "Nós temos um universo inteiro com dezenas de milhares de anos de história para brincar. Mas claro, em se tratando de televisão nada é certeza".

O Império das Cinzas


Recentemente, contudo, o wiki de Game of Thrones, reportou a notícia de que o projeto do roteirista Max Borenstein, de Godzilla e Kong: Ilha da Caveiratambém estaria sendo cotado para ganhar um piloto filmado, e ele seria focado no Império Valíriano, desde o crescimento dos Senhores de Dragões até os eventos que sucederam-se até a Perdição de Valíria, uma enorme erupção vulcânica que destruiu toda Valíria e os dragões deixando apenas a família Targaryen como os únicos senhores de dragões no Mundo Conhecido. 

A série teria por título "Império das Cinzas", seguindo a origem da Casa Targaryen, uma família menor do Império que vai ganhando força e proeminência suficientes para poder sair da Capital antes da destruição, além disso como temas principais haveriam a intriga política, o colonialismo e os problemas étnicos da época. Um terço ou metade dos personagens principais não seria branco, mas pessoas de outras partes do Império, incluindo de Sothoryos, um lugar que ainda não foi explorado, tanto nos livros, como na série. Além disso, haveria a presença de mais personagens LGBT+ e pelo menos uma domadora de dragões negra e com cabelos platinados que teria de lutar para ser reconhecida como uma valíriana de verdade.

Enfim, ainda não se possui mais informações sobre os outros projetos, nem mesmo se eles serão aprovados, pois uma grande maioria das séries costuma precisar primeiro da aprovação do piloto para depois começar a ser produzida. Sabe-se que o piloto sobre a Longa Noite já tem o início das filmagens previstas para outubro desse ano em Belfalst, e se for aprovado, a série deve ser anunciada logo em seguida, e enquanto isso, só podemos esperar o final de Game of Thrones e tentar descobrir quem vai sentar no Trono de Ferro.



Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Bruno Bolner e Felipe Lima

O artigo apresenta a opinião do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A DC Comics está ampliando os seus horizontes além dos filmes do seu Universo Estendido, novas série de TV e um serviço de streaming que está chegando ainda esse ano, e a primeira série do catálogo apresentada: Titãs ganhou o seu primeiro trailer na San-Diego Comic-Con onde dividiu massivamente os fãs do grupo de heróis Jovens Titãs, será que a série faz jus às HQs? 


F*ck the Batman?


O trailer começa sombrio e com uma aura de mistério, com a narração de Ravena (Teagan Croft) falando com Robin (Brenton Thwaites) no que parece ser uma espécie de sonho ou visão, será que Ravena encontrará Robin por estar entrando dentro dos seus sonhos? 

E então, através do flashback, somos apresentados a um pouco do backstory de Dick Grayson, o primeiro Robin: o garoto que era o mais jovem integrante de uma família de trapezistas e acrobatas de circo "Os Graysons Voadores" vê seus pais serem assassinados a mando do gângster Anthony Zucco, sendo depois adotado por Bruce Wayne e se tornando o Robin, mas aqui Grayson parece já ter separado caminhos com o Batman, provavelmente atuando como policial na cidade de Bludhaven, como nas HQs.

Provavelmente, a conexão entre Ravena e Robin, e a própria trama dessa primeira temporada, será baseada nos poderes demoníacos de Ravena e como eles podem ser perigosos. Mas, o que poderia ser interessante no trailer é tomado por uma outra cena: Robin lutando com alguns bandidos, a brutalidade em que ele fere esses homens é cruel, ele até quebra o pescoço de alguém enquanto pisa nele! Como isso irá se encaixar dentro da proposta dos Jovens Titãs não se sabe, mas como Dick logo dispara no trailer: fuck the Batman

Narm ou bom? 



Existe uma expressão da internet chamada Narm, onde um momento que deveria ser intenso ou sério, por causa do seu excesso de melosidade, por absurdo da situação ou má execução acaba soando brega ou involuntariamente engraçado. 
Pelo o que o trailer indica, Titãs parece estar sofrendo de um severo problema com os efeitos especiais e com um excesso de seriedade, ou pelo menos nessa primeira temporada, há alguns meses, quando ocorreram vazamento de fotos dos atores, os fãs não ficaram nada felizes, porém, neste trailer tivemos atualizações da caracterização de alguns dos favoritos: Mutano (Ryan Potter) terá sim a sua característica cor verde das HQs, contudo, em nenhum momento do trailer ele é visto se transformando.

Ironicamente, Estelar, interpretada pela atriz Anna Diop, que infelizmente recebeu as críticas mais duras e problemáticas desde a escalação do elenco, parece ter o visual mais bem resolvido, com os efeitos especiais interpretando o seu poder como um ataque de fogo e uma aura rosa-dourada emergindo quando ela usa os poderes. De qualquer modo, a atriz parece ser experiente suficiente para fazer jus ao papel de Estelar.

Escuridão demais...


No final, além de uma cena de luta rápida de Rapina (Alan Ritchson) e Columba (Minka Kelley), temos várias cenas de Ravena usando os seus poderes demoníacos para causar dano. O que é mais inquietante é que, no final do trailer, ela diz que às vezes gosta da escuridão. Escuridão, porém, não parece estar beneficiando a série Titãs, que esperamos que ganha alguma melhora antes da sua estréia.


Titãs tem previsão de chegar ao serviço de streaming da DC Universe ainda esse ano.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner


O artigo apresenta a opinião do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Ação, aventura, drama e personagens carismáticos. Essa é uma receita infalível para uma série de sucesso. Sem deixar de lado, claro, uma boa história para contar. Foram essas características que fizeram Sense8 se tornar um dos seriados mais queridos pelo público. Tanto que mesmo a produção sendo extremamente desafiadora, mostrou um grau de qualidade e preocupação com detalhes visto em poucos programas do gênero.

Criado por Lana e Lili Wachowski (Matrix), Sense8 acompanha oito personagens, em diferentes lugares do mundo, que descobrem que suas mentes estão de alguma forma conectadas. Eles conseguem compartilhar emoções, conhecimentos e habilidades – sejam elas boas ou ruins – para fugir de uma corporação maligna que caça esses seres especiais. Cada um deles, está em uma parte do mundo, com suas profissões, cotidiano e dramas individuais. Graças à essa pluralidade de protagonistas, as criadoras de Matrix deram um show de diversidade.

Em junho de 2015, fomos apresentados ao grupo composto por Nomi Marks (Jamie Clayton), Wolfgang (Max Riemelt), Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Will Gorski (Brian J. Smith), Sun (Bae Donna), Kala Dandekar (Tina Desai), Riley (Tuppence Middleton) e Capheus (Ami Ameen na primeira temporada e Toby Onwumere na segunda). Os trailers e comerciais da série mostravam o que parecia ser mais um blockbuster televisivo de ação, mas ao assistir o delicado e profundo roteiro das irmãs Wachowski, podemos perceber que era muito mais do que isso.

Sentimentos à flor da pele


Seu primeiro ano foi aplaudido pela crítica e pelo público, mas o que mais chamou a atenção dos que não faziam ideia sobre o que se tratava o programa foram as cenas picantes (episódio seis, estou falando de você). E foi nesse mix de ficção científica com ação desenfreada, que os espectadores se apaixonaram por oito personagens fictícios, que possuem muito em comum com as nossas vidas reais.

É claro que não estou falando das habilidades de luta ou poderes sobre humanos. Mas sim, sobre o drama de uma mulher trans que não consegue a aprovação dos pais, um gay que precisa esconder sua sexualidade do mundo para conseguir respeito ou um jovem que vive em condições precárias tendo que ajudar a mãe doente. Todas essas histórias entrelaçadas e compartilhadas entre os protagonistas, causou o principal sentimento de todo o seriado: empatia.

Em um momento que o mundo parece estar cada vez mais acostumado em segregar quem é diferente, as roteiristas e diretoras de um dos filmes mais aclamados do cinema nos entregam esse incrível presente. Ao assistir, foi difícil não lembrar das brigas com os amigos e parentes, ou das pessoas que eu escolhi julgar e fazer piadas para diminuí-las. Me perguntei em diversos momentos: “E se eu pudesse sentir a dor que causei nessas pessoas?”. Essa é a principal mensagem de Sense8.

Não se trata dos carros explodindo, dos tiros ou das acrobacias. O ponto é refletir como tratamos as outras pessoas e a mágoa que podemos causar durante toda nossa vida. A famosa frase “ponha-se no lugar do outro” nunca fez tanto sentido. Infelizmente, no mundo real, nós não temos essa habilidade de compartilhar emoções com tanta facilidade. O que é uma pena.

Mas nem tudo está perdido. É possível sim se tornar um “homo sensorium”. Basta refletir mais sobre como tratamos os outros, ponha-se no lugar das pessoas que magoa ou que te magoaram, tenha EMPATIA. Tenho certeza que, desta forma, conseguiremos melhorar pelo menos o ambiente que vivemos e as pessoas que sempre estão ao nosso redor.

Representatividade ameaçada


Renovada para uma segunda temporada, que demorou dois anos para ficar pronta, a produção passou por maus bocados. Começando pela saída de Lilly Wachowski do grupo de roteiristas e produtores. Depois, o ator Ami Ameen (Capheus) também abandonou o projeto. Os fãs suspeitam que foi um caso de transfobia por parte dele, mas nada foi confirmado. Para quem não sabe, além da atriz Jamie Clayton, Lilly e Lana também são mulheres trans.

Outro problema foi a questão orçamentária, viajar ao redor do mundo levando toda a equipe de atores, encontrar locações, equipe e efeitos especiais não era nada barato. Para se ter uma ideia, o piloto de Sense8 foi mais caro que o de Game of Thrones. Para manter um projeto tão grandioso é necessário uma audiência equivalente, o que o não era o caso. A série foi um sucesso estrondoso no Brasil, mas nos Estados Unidos – e em outros países – não causou tanto alarde.

Por esse motivo, em junho de 2017, um mês após a estreia da segunda temporada, Sense8 foi cancelada. Os fãs ficaram insanos! O último episódio deixava uma enorme ponta solta na história, causando uma comoção geral. Girl Boss, The Get Down e Gypsy, foram algumas das outras vítimas do serviço de streaming. A internet brasileira foi às ruas (mais conhecida como Twitter) e começaram as campanhas para renovação do seriado.

Não foi fácil, a Netflix chegou a divulgar uma nota oficial explicando que entendia a preocupação dos fãs, mas não iria fazer uma temporada inteira. Porém, Sense8 tinha o seu fator diferencial que o destacava dos outros programas cancelados: a importância da série para a comunidade LGBT. Foram tantas pessoas que se viram representadas por esses personagens, que a gigante da internet cedeu à pressão dos assinantes que ameaçavam cancelar o serviço. Não haveriam 12 episódios, como nos anos anteriores, mas um episódio final com duas horas de duração.

Uma despedida digna


Os nervos se acalmaram e as expectativas subiram. Agora, em junho de 2018, pudemos ver o tão aguardado series finale, que não deixa a desejar. É perceptível que tiveram dificuldade em comprimir tudo em apenas um único episódio, mas só de vermos os oito desfrutando do tão aguardado desfecho foi uma sensação sem igual. Para nós, espectadores, fica o sentimento de alegria e gratidão, por um programa que celebra a diversidade como nenhum outro. Reforçando a reflexão sobre a maneira de como tratamos uns aos outros.


Por mais seriados como este e mais empatia no mundo. <3

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Em 2016, 3% chegou na Netflix causando certo alvoroço. Enquanto gringos aplaudiram a série e ansiavam por mais, aqui no Brasil muitas pessoas se quer passaram do primeiro episódio. Quando perguntadas sobre o porquê de não gostarem, tinham uma imensa lista de defeitos para apontar – como se fosse diferente com produções estrangeiras.

Resolvi assistir ao primeiro seriado brasileiro do serviço de streaming de coração aberto, relevando qualquer problema menor que eu possa perceber enquanto acompanho a história. O resultado foi um programa nacional tão competente quanto os seriados americanos.

Futuro distópico

O tema não é nada novo. Afinal, futuros que não deram certo e cabem aos jovens arrumarem todas as tretas não é uma novidade. Porém, 3% consegue se diferenciar trazendo um tema muito debatido no mundo, especialmente em um país como o nosso. A trama se passa em um mundo devastado pela superpopulação e consumo exacerbado de recursos naturais. Para fugir dessa situação degradante, ao completar 20 anos, todos têm a oportunidade de participar de um processo seletivo, no qual somente 3% conseguem passar. O prêmio é uma vida longe da miséria em um refúgio chamado de Maralto.


A primeira temporada possuía recursos bem limitados. E até encontraram soluções inteligentes para os mesmos. Focaram mais em contar uma boa história, que passa a maior parte dentro do prédio onde ocorre o processo. As atuações tinham seus destaques, mas uma parte ainda não conseguia entregar de forma convincente as emoções que as cenas pediam. Felizmente, praticamente todos os problemas foram corrigidos para o segundo ano.

Em 27 de abril, pudemos conferir todas as melhorias que os produtores inseriram na trama que está ainda maior, com 10 episódios ao invés de 8. Os efeitos visuais ainda deixam a desejar, mas isso é algo aceitável devido ao cuidado com o roteiro que se esforça para surpreender. Pedro Aguilera é um escritor que fez a lição de casa muito bem, entregando uma segunda temporada competente, expandindo ainda mais o universo apresentado em 2016.

Conseguimos ver o Maralto, mas confesso que ficou bem diferente do que eu havia imaginado. Na primeira temporada, temos somente uma imagem do local com prédios modernos em formatos futurísticos. Na realidade, o lugar parece mais um spa em uma ilha paradisíaca, sem muitas construções chamativas. Com certeza, a grande sacada da segunda temporada foram os mistérios resolvidos que foram apresentados no primeiro ano. 

O desenvolvimento dos personagens é outro ponto forte da trama, já que os protagonistas apresentam motivações distintas para desafiar o sistema. Bianca Comparato parece estar mais à vontade no papel de Michele. Enquanto a maravilhosa Vaneza Oliveira, brilha mais uma vez interpretando a impetulante Joana. Prepare-se também para muitas reviravoltas, pois os episódios estão lotados de flashbacks que contam o que ocorreu com os personagens durante esse ano de intervalo entre o processo 105 e o anterior.

Deixe seus preconceitos de lado


Antes da estreia de La Casa de Papel, a produção brasileira era a série de língua estrangeira mais assistida na Netflix e não é por acaso. Com uma história intrigante e que prende o espectador, 3% dá uma aula de diversidade. Vemos atores de várias etnias e LGBTs, interpretando papéis de diferentes níveis hierárquicos. Isso é algo para realmente aplaudir de pé, pois ainda são poucos os autores que possuem esse cuidado em abordar um tema tão importante nos dias atuais.

Se você desistiu de assistir no primeiro episódio ou nem começou a ver por ser um produto nacional, fica a minha dica: dê uma chance para esse e outros conteúdos nacionais e esqueça o padrão estabelecido na nossa TV aberta. Você irá se surpreender e incentivar novos conteúdos dos mais variados temas, que nós nem imaginaríamos que seriam possíveis.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto, não do site Co-op Geeks.

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