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O terceiro filme da série Animais Fantásticos foi confirmado oficialmente e se passará no Rio de Janeiro, na década de 30 e também diversas novidades sobre esse novo filme. A Warner Bros. anunciou também no site oficial da franquia Harry Potter, o Wizarding World (anteriormente Pottermore) o retorno de David Yates na direção de Animais Fantásticos 3 e uma novidade: o retorno de Steve Kloves, que será creditado como co-roteirista. Kloves foi responsável por sete dos oito roteiros das adaptações cinematográficas dos livros de "Harry Potter" da Warner Bros. 



No elenco principal tivemos a confirmação dos atores Eddie Redmayne como Newt Scamander, Jude Law como Alvo Dumbledore e Johnny Depp como Gerardo Grindelwald, além de Ezra Miller (Credence/Aurélio Dumbledore), Alison Sudol (a legilimente Queenie Goldstein), Dan Fogler (o não-maj Jacob Kowalski) e Katherine Waterson (a auror Tina Goldstein). Além do retorno do elenco principal tivemos a adição da atriz e comediante Jessica Wlliams, que havia feito uma participação especial em Crimes de Grindelwald como a professora de Ilvermorny, a escola de bruxaria americana, Eulalie "Lally" Hicks
Não se sabe muito sobre a personagem além de que ser uma professora de Ilvermorny, contudo, na sua aparição no segundo filme, ela mantém contato com Nicolau Flamel e de Dumbledore, e quando o elenco do segundo filme foi confirmado, a autora e roteirista J.K. Rowling soltou uma pista em um tweet parabenizando a atriz pelo papel e soltando um emoji de coruja "já que não há um [emoji] de uma garça-vermelha". O que levou os fãs a especularem se ela não seria uma animaga cuja forma animal é uma garça-vermelha. 



Outra fonte de especulações tem sido a personagem Leta Lestrange. Zoë Kravitz foi mencionada anteriormente em um artigo que confirmava ela como a Mulher-Gato no próximo filme do Batman, dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson, contudo o artigo deixou escapar que ela teria de se dividir entre as gravações de Animais Fantásticos e o filme do homem-morcego, o que nos deixa a dúvida, será que a atriz retornará ao Mundo Bruxo? Será que Leta Lestrange ainda voltará aos filmes, e como? Em flashbacks? Estará ainda viva? Ou como um fantasma?



Callum Turner, que interpreta Teseus Scamander, William Nadylam que interpreta Yusuf Kama e Claudia Kim que interpreta Nagini não tiveram seus nomes mencionados o que fez muitos começarem a supor se eles terão mesmo um papel maior no filme ou se farão alguma participação. Precisamos lembrar que depois da recepção negativa do segundo filme da franquia o roteiro para o terceiro filme foi reescrito pelo menos em torno de duas vezes segundo os rumores de bastidores.

Segundo um artigo da Variety, uma fonte interna revelou que o terceiro filme terá muito mais ação dentro de Hogwarts e focado no jovem Dumbledore, interpretado por Jude Law, e há rumores de que o nome do próximo filme teria o nome "Dumbledore" estaria no título, também num podcast da revista Empire, o diretor David Yates revelou que quem quebra o pacto de sangue é forçado a fazer algo, talvez nesse filme vejamos as consequências da escolha de Dumbledore de lutar contra Grindelwald. Além dessas revelações, ao que tudo indica os sets de Animais Fantásticos 3 já começaram a ser construídos nos Estúdios Leavesden, na Inglaterra. 


Muito se especula sobre o que a trama terá agora que vem para terras brasileiras, mais especificadamente no Rio de Janeiro. Sabe-se que durante a década de 30 houve a consolidação da Ditadura Vargas, o tenentismo, sendo que a região Sudeste estava num cenário bem atribulado. Será que essa será a grande oportunidade da J.K. de retratar um momento histórico mais obscuro e realista dos trouxas? Ou vamos ter um foco apenas nos cenários como foi na França? Será que teremos uma aparição de Castelobruxo, a escola brasileira de magia?


Enfim só podemos esperar para saber mais sobre o próximo filme de Animais Fantásticos. A produção do longa deve iniciar na primavera de 2020, quando saberemos de mais informações.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

A trilogia d'O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien é uma das obras mais conhecidas no mundo e depois de ganhar uma das adaptações de maior sucesso, com mais de 11 Oscars e uma das maiores bilheterias da história, é claro que acabaria despertando o desejo de milhares de fãs sedentos por mais da Terra-Média. E esse desejo dos fãs talvez seja atendido em breve com o anúncio de uma série oficial produzida pela Amazon Prime em 2017. E agora nesse post vamos reunir tudo o que sabemos sobre a nova série de Senhor dos Anéis.



A Nova Sociedade 

Em julho desse ano o diretor J. A. Bayona (O Orfanato e Jurassic World: Reino Ameaçado) anunciou que foi contratado para dirigir os dois primeiros episódios da série. Ele, junto da produtora Belén Atienza, que produziu filmes como O Impossível (2012), O Labirinto do Fauno (2005) e Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016), além da série Penny Dreadful, irá produzir e dirigir estes dois episódios e ajudar no tom inicial da série.

John D. Payne e Patrick McKay, que trabalharam em Star Trek: Beyond e Jungle Cruise, um futuro filme de aventura da Disney e um reboot de Flash Gordon, serão os showrunners da série de TV e principais produtores executivos dessa primeira temporada.

Além disso teremos inúmeros escritores e produtores: Bryan Cogman de Game of Thrones e Stephany Folsom de Toy Story 4 serão produtores consultores, enquanto Bruce Richmond, também de GoT, se juntará como produtor executivo, além da roteirista Helen Shang, de Hannibal. Além deles, no time criativo temos nomes como Kate Hawley, que trabalhou no design de figurino de Esquadrão Suicida, Rick Heinricks, que ganhou um prêmio da Academia por Star Wars: O Último Jedi, e dois nomes que já trabalharam anteriormente na trilogia de filmes originais de Senhor dos Anéis: o ilustrador John Howe, que irá criar as artes conceituais e ilustrações para a série e o estudo de Tolkien, Tom Shippey que irá trabalhar como consultor para os roteiristas e showrunners da série. Peter Jackson afirmou que não está ligado ao projeto.



O ator Will Poulter teria se juntado ao elenco e, segundo a revista Variety, teria sido para um papel principal. Além dele, o ator Joseph Mawle, que fez o Benjen Stark em Game of Thrones, e segundo algumas fontes, teria sido escalado no papel de um antagonista de nome Oren. Em junho desse ano, a atriz Markella Kavenagh teria sido escalada para interpretar uma personagem chamada Tyra.

Em 16 de outubro, o ator Maxim Baldry, da série Years and Years, supostamente também teria sido escalado.

Quando vai se passar a história?



Embora não se saibam detalhes da trama da série, se sabe que ela se passará na Segunda Era de Arda, ou seja, muito antes dos eventos de O Hobbit e da trilogia de filmes. O mapa divulgado na conta oficial da série contém a ilha de Númenor, significando que a ilha terá alguma presença na série e terá muita relevância.

A ilha de Númenor é o assentamento dos Homens que lutaram contra o primeiro Senhor do Escuro, Morgoth, e descendentes da união de elfos e homens da Primeira Era: Beren e Lúthien e Idril e Túor. Os númenóreanos criaram um reino poderoso, tendo uma expectativa muito mais longa que os humanos normais e se tornaram velejadores e cavaleiros, porém sendo proibidos de velejar até Aman, as Terras dos Imortais. Contudo, conforme os anos foram passando, os reis de Númenor foram sendo mais e mais suscetíveis a se aliar com as forças do mal, e eventualmente, o rei Ar-Pharazôn torna Sauron o seu principal conselheiro.

Isso significa que podemos testemunhar a Queda de Númenor e também ver Sauron em alguma de suas formas físicas. Além dele, existem outros personagens que já estavam pela Terra-Média nessa época: Elrond, que viria se tornar o senhor de Valfenda, além de Galadriel e Celeborn, que nesse tempo já deveriam estar na Terra-Média.



Ainda não temos uma data oficial para o lançamento da série, nem mesmo do início das filmagens. Mas existem rumores de que a série deve ser filmada na Nova Zelândia, como os filmes. 



Por enquanto não temos muito além de especulações e algumas poucas informações dadas pelos produtores da série em entrevistas, mas, enquanto isso, podemos seguir sonhando com mais aventuras na Terra-Média e revisitar esse universo assistindo novamente os filmes produzidos!

Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

O Segredo Além do Jardim (no original Over the Garden Wall) é uma mini-série produzida pela Cartoon Network e criada por Patrick McHale, que estreou em novembro de 2014. A história segue os dois irmãos Wirt (dublado por Elijah Wood) e Greg (dublado por Collin Dean) que estão perdidos em uma floresta conhecida como o Desconhecido tentando encontrar o caminho de casa, junto da companhia de Beatrice, uma pássaro azul falante e desvendando o mistério da terrível Besta.

Mas essa mini-série não apenas é uma produção incrível com uma animação muito bem feita, como também é uma enorme homenagem ao folclore, contos de fada e uma excelente história sobre a passagem do Outono...

Além do Desconhecido


O Segredo Além do Jardim começa com Wirt e Greg, dois irmãos completamente diferentes, procurando o caminho de casa, numa um perfeita história sobre os caminhos que tomamos, atravessando a infância até o Desconhecido que vem depois dela...


No caminho, os dois não apenas começam a crescer internamente, como também atravessam uma série de dificuldades onde precisam enxergar além das convenções normais de preto-e-branco e entender que o mundo pode ser bem mais ambíguo e complexo do que parece. 

Contos de Fada e Tradições Antigas

Durante a série, cada um dos episódios tem uma espécie de formato que lembra o de um conto de fadas. Muitas pessoas devem se lembrar que esse tipo de história, a dos contos de fada, não eram para crianças, mas a verdade é que não era exatamente assim.

Os contos de fada sempre foram contados de forma a passar de geração para geração, de avó para neto, trazendo lições sobre o mundo ao seu redor ou tradições tão antigas que parecem ter se perdido há tempos atrás.

A figura da bruxa, do sapo, da abóbora e tantas outras que surgem e voltam durante os episódios são tão antigas que sua origem e significado não podem ser classificados, mas ainda assim, de alguma maneira parece que todos nós sabemos o que eles estão nos dizendo. E mesmo as partes assustadoras na série não são feitas de maneira a amedrontar de uma forma ruim: quando os personagens falam da morte, eles simplesmente estão retratando o seu modo de ver o mundo, em ciclos, ou se existe algum perigo., como em histórias como João e Maria ou Branca de Neve, onde esse perigo precisa existir ou pode estar te esperando num bosque...

A Arte da Animação


Além dessas influências, O Segredo Além do Jardim tira bastante inspiração de desenhos antigos. A estética do desenho e de vários personagens vem dos cartoons conhecidos como Merry Melodies e animações criadas desde os anos 1920, o sapo mostrado na abertura do primeiro episódio, por exemplo, parece ser uma homenagem ao personagem Flip, O Sapo criado pelo artista Ub Iwerks, que co-criou o personagem Mickey Mouse.

No terceiro episódio em que os personagens acabam em uma escola cheia de animais antropomórficos, a inspiração parece vir das ilustrações de livros de Beatrix Potter, que criou personagens como Peter Coelho.

Além disso, existem influências de desenhos clássicos como Betty Boop e as versões animadas dos passos de dança de Cab Calloway em curtas-metragens como Betty Boop como Branca de Neve e Minie the Moocher. Esses traços dessa época ficam ainda mais evidentes no oitavo episódio quando vemos os personagens na Cidade das Nuvens.



Sobre o Novo e o Velho Mundo...


Além disso, existem muitas coisas que podemos tirar sobre a relação entre as tradições que foram carregadas desde a Europa e que foram trazidas para a América.

Primeiro que a história parece se passar durante a estação do outono e terminar no inverno, como se fosse um retrato de algo cíclico, como todas as histórias são. À medida que cada folha de cada árvore cai, parece ser um lembrete da Natureza de que tudo tem um fim, e finais e recomeços são um tema frequente nos episódios da série.

Além disso a série parece carregar elementos folclóricos de histórias antigas e atemporais, como quando um protagonista precisa arrumar algo impossível como "fios de prata" ou "o Sol dentro de uma xícara" e consegue isso usando as palavras exatas, e a sua imaginação ou as celebrações que veem desde épocas muito antigas, como festas da colheita e o próprio Halloween.


O Segredo Além do Jardim é uma mini-série animada que realmente merece ser apreciada, seja por causa da sua estética peculiar, seja por causa da animação incrível ou seja porque ela é uma ótima pedida pra quem quer uma história de poucos episódios para assistir no Dia das Bruxas...

Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

Halloween numa quinta-feira é triste pra caramba. Mas já que não dá pra sair aterrorizando por aí, que tal aproveitar para assistir clássicos do terror? Segue esta listinha pro Dia das Bruxas não passar em branco!

Contos do Dia das Bruxas ( 2007)


No filme, acompanhamos a noite de Halloween dos protagonistas, que pode não acabar bem pra todo mundo. Com um prólogo bem violento, a trama vai se desenrolando e aos poucos fazendo laços, por mais que siga a linha antológica. Trazendo vampiros, lobisomens, fantasmas e psicopatas em cenários que variam entre becos escuros e florestas solitárias.

Terrifier (2016)


Imagine que você está indo para uma festa na noite de Halloween e seu carro quebra numa rua deserta.Suas únicas opções são: ficar no carro ou entrar num prédio para pedir ajuda (as escolhas não fariam muita diferença, já que de qualquer forma você seria perseguido por um palhaço assassino). Isso é basicamente um resumo de Terrifier, considerado o slasher mais violento de 2016.

Terror no Pântano (2006)


A trama segue um grupo de turistas nos pântanos de Louisiana, onde acabam sendo perseguidos por Victor Crowley, uma lenda local. Utilizando todos os clichês a seu favor, o filme ganha destaque por sua trama descontraída, seus personagens carismáticos e pelas mortes brutais e criativas. E mais, quem se interessar pode até assistir as sequências que não deixam o nível cair.

A Mão assassina ( 1999)


Alguns assassinatos bizarros estão assustando uma pacata vizinhança, o que ninguém esperava era que uma mão amaldiçoada seria responsável por todas as mortes. Temos aqui um trash bastante divertido, ideal para aquele dia que você não quer pensar muito e apenas se divertir sem exigências. Junte uma mão possuída, uma caçadora de demônios, amigos zumbis, uma vizinha bonita, mortes bizarras e jogue tudo no liquidificador, então teremos “A Mão Assassina”.

Terror nos Bastidores (2015)


Um grupo de amigos acaba aprisionado num filme slasher dos anos 80, o que resulta em consequências hilárias e bastante sanguinolentas. Temos aqui mais uma homenagem aos clássicos oitentistas, uma comédia divertidíssima para quem tem medo de filmes de terror, mas gosta de comemorar o Halloween.

Créditos:

Texto: Otávio Vislley
Revisão: Bruno Bolner

Este texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

O mundo vasto e fantástico criado pelo escritor J. R. R. Tolkien, a Terra-Média, é povoado por diversas criaturas, animais e seres com formas, habilidades e poderes. Mas além das batalhas épicas, dos reinados poderosos e dos Elfos, Anões, Homens e Hobbits, existem outras criaturas mais antigas que o tempo ou mais perigosas do que se pode imaginar. Por isso, aproveitando o clima de Mês do Horror, iremos listar aqui algumas das criaturas mais medonhas e horripilantes da Terra-Média.

7. Criaturas Tumulares


As Criaturas Tumulares, ou no original em inglês Barrow-Wights, são seres que vivem próximos às Colinas dos Túmulos em Eriador. Eles são seres de escuridão que podem mudar de forma, e normalmente assombram cavernas e grutas escuras, mas não bastando isso eles tem o hábito de possuir os cadáveres enterrados dos Antigos Reis nas tumbas ao leste do rio Brandevinho.
Eles costumam parecer com figuras esqueléticas de olhos brilhantes, toque frio como ferro e podem fazer um incauto desavisado cair num sono profundo e acordar enterrado numa das tumbas em que eles assombram.
Durante a sua viagem para Valfenda, Frodo e seus amigos foram atacados por Criaturas Tumulares, mas foram salvos por Tom Bombadil, um antigo morador da Floresta Velha.

6. O Observador Na Água


Nos Portões de Durin, a entrada escondida para Moria, um dos Reinos dos Anões, nas profundezas das águas do lago que fica perto dessa entrada está o Observador Na Água. Ninguém sabe exatamente o que é essa grande criatura, apenas que ela possui longos e enormes tentáculos que ele usa para agarrar as suas vítimas. 
Quando a Sociedade do Anel chegou nos portões de Moria, próximo ao lago, Boromir chuta uma das pedras no lago (no filme, um dos hobbits é quem faz isso) e acaba perturbando a água parada e escura, despertando o Observador que ataca Frodo, agarrando ele com um de seus tentáculos, e assim, todos precisam resgatá-lo e correr para as portas de pedra.

5. Ungoliant e Shelob


Ungoliant é uma criatura enorme e monstruosa com a forma de uma aranha que assombrou uma região escura e montanhosa ao Norte. Ninguém sabe exatamente de onde ela veio, apenas que talvez tenha vindo da Escuridão que se formou na criação. Quando o primeiro Senhor da Escuridão, Morgoth, foi derrotado pela primeira vez e enfraquecido, decidiu se unir para ela para destruir as Duas Árvores de Valinor, que serviam como a luz do Sol e da Lua naquela época, fazendo com que toda a Terra-Média acabasse mergulhada na escuridão.
Ela foi uma das criaturas mais terríveis de todas, devorando toda luz e todas as criaturas na sua frente e em determinado momento, ela atacou Morgoth e ele precisou ser resgatado pelos seus Balrogs, até que fugiu para um lugar chamado Nan Dungortheb onde procriou, criando uma terrível prole de Aranhas Gigantes, incluindo a Laracna, também conhecida como Shelob, que passou a viver próximo às bordas de Mordor, numa passagem escura atacando e se alimentando de quem passasse por ali, fosse orc ou não, e sempre faminta...
Dizem que o destino final de Ungoliant foi terrível, sempre com mais e mais fome, ela eventualmente devorou a si mesma...

4. Carcharoth


Carcharoth, também conhecido como Boca Vermelha, foi um dos maiores lobisomens da Terra-Média. Ele foi um dos lobos criados por Morgoth e possuído por um espírito maligno. Ele foi alimentado com carne viva e pelo poder do Senhor da Escuridão para combater o cão Huan. Ele se tornou o guarda dos portões da fortaleza de Angband, onde o exército de orcs se abrigava e precisou ser enfrentado por Beren e Lúthien, um homem e uma elfa que estavam apaixonados e estavam numa missão de roubar as Silmarils - três pedras preciosas e de muito poder que estavam na coroa de Morgoth. 
Enquanto fugiam o grande lobo abocanhou fora a mão de Beren, que ainda segurava a Silmaril, e a luz da pedra enlouqueceu o bicho, que saiu galopando pela Terra-Média matando todos que encontrava no seu caminho até ser derrotado pelo cão Huan... 

3. Vampiros


Acredite ou não, mas existem Vampiros na Terra-Média. Sabemos apenas que essas criaturas misteriosas lembram enorme morcegos monstruosos e que provavelmente se alimentam de sangue. Sauron, quando podia se transformar em diversas formas, tinha a habilidade de se tornar um vampiro com enormes asas escuras e que derramava sangue de seu pescoço. 
Além dele, existia uma tenente das forças do Senhor da Escuridão, Thuringwethil, cujo nome significa a Dama da Sombra Secreta em Sindarin, e servia como uma mensageira de Sauron, e possuía longos dedos e garras afiadas como ferro. Lúthien, a elfa se disfarçou como ela quando precisou invadir Angband para salvar o seu amor Beren...

2. Balrogs


Os Balrogs, ou Valaurakar, são enormes demônios, espíritos que foram seduzidos e corrompidos por Morgoth. Eles tem uma aparência terrível, sendo muito mais altos que um homem, constantemente rodeados por sombras, sendo feitos de fogo e trevas, com longos chifres e muitas vezes usando longas espadas ou chicotes de flamas. 
E um dos mais terríveis de sua espécie, a Ruína de Durin, vivia nas profundezas de Moria, adormecido depois de ter caído debaixo das rochas abaixo do reino. Quando a Sociedade do Anel passou por Moria e acabou despertando os goblins que viviam ali, acabaram também despertando o Balrog, que os perseguiu até a Ponte de Khazad-Dûm, onde ele derrubou o próprio Gandalf...

1. Nazgûl


Os Nazgûl, os Espectros do Anel, também conhecidos como os Nove Cavaleiros Negros foram nove grandes reis dos Homens que receberam cada um nove Anéis do Poder, contudo, com a forja do Um Anel, acabaram se tornando prisioneiros de Sauron, escravos de seu poder e seus principais tenentes. Com os anos, porém, a influência maligna do Senhor da Escuridão acabou reduzindo-os à espectros sem corpo e sem forma, invisíveis para todos menos o próprio Sauron e o portador do Um Anel. 
Os Nazgûl, os servos mais terríveis do Inimigo, gritam com as vozes da morte. No entanto, quando Frodo Bolseiro acabou precisando sair do Condado, eles foram chamados para achar o portador do Anel, já que eles são aqueles que podem localizar o objeto de poder do seu mestre. 
Além disso, ele possuem terríveis montarias, as Feras Caídas, criaturas aladas e reptilianas que servem para o combate durante a batalha e que lutam ao lado deles durante a Guerra do Anel.


Então, essas são algumas das criaturas mais horripilantes e terríveis de toda Terra-Média! O Co-op Geeks vai ter outros textos para comemorar o Dia das Bruxas e Feliz Halloween!


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

Malévola (2014) protagonizado por Angelina Jolie foi um dos sucessos da Disney que despontou uma nova leva de remakes e reimaginações dos clássicos dos contos de fada durante anos, mas agora a sequência da história da fada madrinha de Aurora (Elle Fanning), chegou com Malévola: Dona do Mal, onde cinco anos depois um novo conflito atravessa o relacionamento das duas quando o Príncipe Phillip (Harris Dickinson) pede a princesa Aurora em casamento, muito para descontentamento tanto de Malévola, quanto da mãe do Príncipe, a Rainha Ingrith, interpretada por Michelle Pfeiffer, que guarda um segredo sombrio...


Malévola ainda nessa sequência continua não sendo a grande vilã que conhecemos em A Bela Adormecida, e esse filme ironicamente, apesar de ter o seu nome tem um foco bem maior na princesa Aurora. Com o pedido de casamento de Phillip, a princesa tenta estabelecer a paz entre sua "fada madrinha", que desaprova completamente o casamento e a família do seu noivo no reino vizinho, porém, a partir do momento em que Malévola acredita que Aurora irá abandoná-la para se unir a outros humanos e "causa" em um jantar desastroso um conflito entre fadas e os humanos se escala. 


Malévola - Dona do Mal, contudo é um filme inchado e desnecessariamente longo, e mesmo com todo o seu tempo não consegue desenvolver todas as suas ideias. Ele apresenta novos personagens, novas criaturas e até mesmo o novo reino, porém nada disso tem muito tempo para ser desenvolvido. Mesmo a fantástica interpretação de Angelina Jolie como Malévola acaba não tendo foco suficiente e se outros personagens  agora acabam tendo mais coisas pra fazer, nenhum deles tem desenvolvimento suficiente. Esse é um daqueles filmes em que se um personagem falasse com o outro, uma grande parte do conflito seria resolvida. Sem falar que essa sequência conflita com as regras estabelecidas no filme anterior, quando não joga algumas coisas do nada. Na verdade, esse filme cria muito mais perguntas do que realmente as soluciona. 


Michelle Pfeiffer consegue convencer muito bem como a vilanesca rainha Ingrith, contudo o roteiro não dá muita coisa pra ela trabalhar. A vilã não parece ter muita motivação sobre seus atos e o jeito que os personagens acabam descobrindo o seu plano do mal acaba sendo muito mais por acaso do que por uma real motivação. Elle Fanning continua sendo uma atriz excelente, porém num papel muito limitador para ela, mesmo que Aurora tenha mais conflito e mais coisas para fazer. Outro ator que também está subutilizado aqui é Chiwetel Ejiofor, como Conall, um dos fadas da espécie de Malévola que não tem muito o que fazer no filme, exceto por alguma exposição e poucas cenas feitas num belíssimo CGI e Ed Skrein, que interpreta Borra, tem muito menos ainda. 


Os efeitos especiais, porém, são realmente muito bem feitos. O design das diferentes criaturas mágicas e das fadas é bastante rico, além dos efeitos dos locais novos e da batalha final, além dos figurinos, que desde as roupas das rainhas, os vestidos da Aurora e as roupas da Malévola continuam a linha do primeiro filme de serem todos impecáveis. 


Enquanto que o primeiro Malévola é econômico, bem fechado, esse segundo filme tem elementos demais e pouca história coesa, deixa muito mais perguntas que as soluciona, além de ter muitas ideias interessantes e elementos novos que poderiam ter sido muito mais bem explorados, mas ele serve bem como um filme pipoca. 

Créditos

Texto: Felipe Cavalcante
Revisão: Felipe Cavalcante

O texto apresenta opiniões do autor antigo e não do site Co-op Geeks.

Coringa, o novo filme da DC Comics, dirigido por Todd Phillips e protagonizado por Joaquin Phoenix esteve sempre cercado de polêmicas desde o seu anúncio. Se no começo havia o questionamento se esse filme seria um retrato bem feito do Palhaço do Crime depois do fiasco da versão de Leto em Esquadrão Suicida ou se realmente havia a necessidade da existência de um filme desse calibre, logo essa discussão passou a ser sobre retrato da violência, o papel da responsabilidade artística e terrorismo. Mas o que estaria despertando tanto sentimento, controvérsia e discussão seria apenas um mero filme ou haveria mais aos olhos dentro de uma adaptação crua e realista das origens de um super-vilão de HQs?



Coringa se passa numa Gotham City da década de 80 que encarna aspectos de uma Nova York daquela época pessimista: uma metrópole suja, depressiva, violenta e hostil, e sobretudo, em tensão. E num dos bairros pobres dessa Gotham vive Arthur Fleck, um sujeito que trabalha como palhaço para sobreviver, mora com a mãe Penny (Frances Conroy), mentalmente vulnerável, que depende de sete medicamentos diferentes para seus transtornos mentais e que não consegue ter controle sobre sua miserável vida, nem sua risada. Contudo, as circunstâncias desoladoras para Arthur apenas irão piorar, se no seu dia a dia sofrido ele sente as dores do mundo hostil este futuro Coringa logo descobrirá que seu ponto de ruptura não é apenas de um dia ruim, mas de vários dias ruins...



E aqui precisamos todos concordar que a performance de Joaquin Phoenix é simplesmente espetacular, desde o controle Charles Chapliniano que ele tem do seu corpo até o retrato dolorido da condição de risadas incontroláveis que Arthur possui, a construção de seu personagem e a gradação até a transformação final em Coringa é impressionante. 

Um roteiro complexo, uma Gotham perturbadora...

Coringa se trata com certeza de um filme fascinante de se observar em sua construção, mesmo que ele possa ser erroneamente resumido de um lado como "um filme para incels e apologético a violência" ou um atestado para a violência e anarquia. O roteiro também é forte e bem construído, além de melancólico. Arthur Fleck é um personagem que é constantemente esmurrado, muitas vezes literalmente, pelas pessoas ao seu redor. Dentro desta Gotham suja e assombrada pela recessão econômica, a falta do dinheiro e do corte de verbas para o acompanhamento psiquiátrico lentamente corroem uma pessoa que não tem mais a quem recorrer. Essa com certeza não apenas é uma das representações mais realistas e cruas de Gotham City, como essa nova perspectiva apenas torna tudo mais chocante. Não há tanques de produtos químicos, não há gangues de vilões com máscaras e fantasias ou gases do riso, apenas pessoas quebradas o suficiente que acabam conseguindo uma arma. E realmente, depois de ver o destrato que pessoas com desabilidades mentais ou problemas psiquiátricos podem sofrer você passa a entender o porquê do Batman não ousar matar os seus inimigos.



Se a violência do filme pode causar dúvidas e polêmica sua mensagem sobre a importância do trato de pessoas com problemas mentais não pode ser deixado de lado. Mesmo pessoas violentamente insanas ainda são pessoas, e elas se tornam violentamente insanas se deixadas em um meio que lhes dê uma arma, uma doença mental é essencialmente uma doença, e elas se tornam devastadoras para as pessoas sem condições para obter um tratamento adequado e deixadas a mercê de si mesmas.

O roteiro de Coringa não apenas traz essas questões, como também dobra em si mesmo para resolver seus pontos, incongruências que antes parecem gritantes acabam se resolvendo, momentos sutis, porém que revelam muito e tudo isso sendo regido pela ambiguidade da visão de Arthur, o que é real e o que não é se misturam nesse filme, trazendo uma sensação de algo intricado e questionador. Mas é claro, isso pode dar margem para mal entendidos, e é por isso que também precisamos falar sobre...

A violência, mídia e a ética dos artistas

Em julho de 2012, um homem armado atirou contra os espectadores numa sessão de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge em um cinema na cidade no Colorado, Estados Unidos,  o atirador teria entrado na sessão com o cabelo tingido de vermelho-alaranjado e uma máscara de gás e dizendo para a polícia "ser o Coringa", o atirador feriu 70 pessoas e conseguiu matar 12. A Warner Bros. à época cancelou a premiere em Paris e reforços policiais foram espalhados nas sessões de cinema para evitar copiadores.

Um dos pontos dentro do filme Coringa é a influência da mídia, bebendo bastante da influência de Frank Miller nas HQs do Batman. E recentemente criou-se uma enorme discussão sobre o filme do Coringa: seria ele violento demais? Seria ele um filme irresponsável? Seria ele um filme que endossa o comportamento de incels



Infelizmente o termo "incel" - que infelizmente explicarei brevemente aqui para não voltar mais a tocar no assunto, trata-se uma abreviação de "celibatário involuntário", ou seja homens que acreditam que não conseguem sexo porque são sistematicamente rejeitados, que as mulheres devem sexo a eles e se organizam em fóruns de internet para discutir meios de conseguir sexo rápido, seja com formas como assédio, estupro ou coisas piores e culpam também movimentos liberais como o feminismo, movimentos de direitos das mulheres ou pessoas de cor pelas sua frustrações - acabou sendo tomado pela mídia, como jornais e revistas de uma maneira irresponsável e arriscada, da mesma maneira que muitas vezes acontece quando se tomam termos de internet e eles acabam uma notoriedade. Estaria a mídia certa ao causar tanta atenção pra este filme? Estaria ela servindo de alerta ou de contribuidora para um possível futuro desastre ao pintar uma interpretação da narrativa de forma tão forte?

Parafraseando o que o ator Joaquin Phoenix disse em uma recente entrevista sobre o assunto: "se uma pessoa está mentalmente instável ao ponto de tomar uma arma e atirar em alguém, qualquer coisa se torna um gatilho", ironicamente, as declarações recentes do diretor Todd Phillips sobre o chamado "politicamente incorreto", parecem indicar que na visão do diretor, a arte deve passar por cima de certas sensibilidades e não possa ser uma incitadora de violência. Infelizmente algumas preocupações não são infundadas. Um filme, um artista ou um diretor não tem a obrigação de ensinar o certo e o errado para o seu público ou tornar mais explícita uma mensagem dentro dele para que as pessoas a apreendam, porém seria também inviável negar que o filme pode ser interpretado errado. O filme pode ser visto como um apelo para o desarmamento, mas também uma pessoa poderia argumentar que Arthur Fleck apenas consegue se defender da crueza do mundo com uma arma e que isso é algo "positivo". Não apenas isso, como é muito fácil que uma pessoa acabe se simpatizando com o personagem, concordando com seus pontos de vista e até seus métodos. A violência fictícia é catártica, mas o que acontece quando estamos em um momento sócio-político onde parece que algumas pessoas se veem sensíveis a ponto de não distingui-las? Infelizmente parece irônico que muitas pessoas hoje possam não entender que a mensagem do filme de homens brancos e supostamente heterossexuais que se sentem no direito de exercer sua violência e domínio possa suplantar temas mais relevantes que a dureza das metrópoles, pobreza, de como pessoas de classes baixas são excluídas, da falta de civilidade entre as pessoas hoje em dia e do abandono de incapazes pelo estado, especialmente de quem sofre de problemas mentais.
Talvez um dos únicos momentos que quase em unanime foi considerado como um pouco romantizador do filme seria a sua cena final, ainda que ela tenha um apelo estético. E infelizmente numa era trumpista-bolsonarista não é difícil que uma plateia aplauda a tragédia que é uma pessoa com transtornos mentais ser destratada por todos ao seu redor ao ponto de quebrar e passar de vítima para perpetrador da violência. 


Coringa vai longe demais? Sim. Isso é errado? Não. Ele é um filme irresponsável por ser lançado nesse momento? Sim e não. As afirmações de Todd Phillips sobre a "woke culture" hollywoodiana foram infelizes? Completamente. O Coringa deixa de ser um filme incrível por conta de tudo isso? Com toda certeza, não. 


Créditos:

Texto: Felipe Cavalcante
Revisão: Felipe Cavalcante e Bruno Bolner

O texto apresenta opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

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