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Se você é fã de ficção científica e nunca ouviu falar dessa série, meu amigo, você não sabe o que está perdendo! Com todas as temporadas disponíveis na Netflix, o seriado é aclamado pela crítica, apesar de não ser tão famoso entre o público em geral. Na trama, a jovem rebelde Sarah (Tatiana Manslany) vê uma mulher idêntica a ela se jogar na frente de um trem, então ela acaba levando os documentos da sósia e tenta roubar sua identidade para ficar com a gorda conta bancária da falecida.

O que Sarah não sabia é que ela estava se envolvendo em uma trama repleta de reviravoltas e conspirações que envolvem grandes empresas do ramo genético e farmacêutico. Ficou curioso? Então se liga na nossa lista onde separamos cinco motivos para você assistir esse que já é um consagrado clássico do sci-fi.

1 – Tatiana Manslany


Bem, não é spoiler que Sarah encontra mais sósias durante a trama (isso é mostrado no primeiro episódio), mas o mais incrível é que todas são interpretadas por ela. Com maestria, a atriz consegue criar uma identidade para cada uma de suas versões, indo desde os trejeitos aos sotaques e impressiona pela alta competência de sua atuação.

Apesar de brilhar na série desde a estreia, em 2013, foi só em 2016 que Tatiana ganhou um Emmy de Melhor atriz, o que, particularmente, foi mais do que merecido.

2 – O enredo


No início do post tentei dar o mínimo de spoilers sobre a história, pois esse é o ponto alto da série. Com cinco temporadas bem fechadas, o programa chegou ao fim no último sábado, dia 12. Orphan Black é um prato cheio para aqueles que apreciam um enredo bem construído, com bom desenvolvimento de personagens e uma trama pensada do início ao fim.

3 – Empoderamento feminino


Nem preciso dizer que o seriado é um verdadeiro show de girl power em todas as temporadas, mostrando a força e a determinação de diversas personagens interpretadas pela mesma atriz. O resultado são mulheres fortes, com seus próprios dramas e um jeito único de enfrentar os vilões da trama.

4 – Humor na medida certa


Apesar do drama, toda série precisa de um aílvio cômico. Nesse caso a responsabilidade fica por conta de Alyson e a família Hendrix. Você nem consegue imaginar as confusões em que esse casal consegue se meter. Vamos apenas dizer que nem toda a família do subúrbio americano é perfeita e que a grama do vizinho com certeza não é mais verde.

5 – Efeitos visuais


Imagine o trabalho que dá fazer com que a mesma atriz interaja com ela mesma em cena, não só com duas, mas várias personagens ao mesmo tempo. Isso exige um trabalho técnico preciso, para que não fique muito falso ou parecido com as novelas brasileiras e as já datadas tramas da "gêmea boa e gêmea má".


Nem sempre o resultado fica satisfatório, mas é inegável a qualidade dos efeitos visuais quando Tatiana entre em cena para atuar com todas as personagens.


Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor e não do site Co-op Geeks.

ATENÇÃO! Este post conterá SPOILERS do episódio "Spoils of War" de "Game of Thrones", leia com atenção!




Os Espólios de Guerra


Começamos o episódio com Jaime retirando o ouro ~muito ouro, Ixalá~ saqueado de Jardim de Cima junto de Bronn, que continua na sua ambição de ter um castelo, o que de certo modo é bizarro considerando que haviam planos do seu casamento com Lollys Stokeworth, porém a razão para isso é que Jaime sabe que Bronn é de algum modo bastante útil, e caso ele tivesse um castelo, ouro e um título, ele se aliaria à Daenerys e não aos Lannisters; o ouro de Jardim de Cima servirá para pagar a dívida do Banco de Braavos, como foi sugerido no episódio anterior e os Tarly estão financiando os Lannisters com a colheita para o inverno.



Enquanto isso em Porto Real, Cersei está conversando com Tycho Nestoris sobre o pagamento das dívidas e revela que Qyburn está tentando contratar a Companhia Dourada à serviço da Coroa. Nos livros, a Companhia Dourada, talvez nunca faria essa investida, pois ela é composta por cavaleiros de casas de Westeros que foram exilados por se rebelarem contra os Targaryen para por bastardos do rei Aegon, o Indigno no Trono e no atual momento estão se preparando para uma invasão à Westeros. 

"O Caos é uma escada"


Bran e Mindinho estão numa sala, e Petyr Baelish decide ~fazer a falsiane~ entregar a adaga de aço valiriano para Bran, a mesma que quase o matou. Ele diz a Bran que gostaria de ter protegido Catelyn e impedido a adaga que a atingiu no coração ele mesmo, e que está em Winterfell para proteger os filhos dela, além de sugerir que ele entende completamente o que ele deve ter passado, naquele mundo cheio de caos... E então Bran repete a frase que Mindinho disse uma vez à Varys, sozinhos: "o caos é uma escada", e a sua expressão é de medo. 

Essa cena, porém é seguida pela despedida de Meera, um dos momentos que foi de partir o coração, Bran não é mais ele mesmo, ele não parece sentir mais nada, na primeira temporada ele perdeu as pernas e agora ele perdeu o coração, se tornou insensível à morte de Jojeen, de Hodor, de Verão e também ao fato de que Meera vai voltar para a sede da casa Reed e talvez eles nunca mais se vejam. 


Claro, se alguém precisa realmente de um lar confortável, estar protegida por um momento e não no meio da neve é Meera, afinal ela arriscou a vida, viu inúmeras mortes, carregou Bran por mais episódios que a lombose de alguém aguentaria assistir, bebeu sangue de coelho e atravessou duas vezes a Muralha. Meus votos é de que ela consiga um final mais feliz e uma recompensa maior que um frio "obrigado" de Bran, agora o Corvo de Três Olhos


Arya e Sansa - um reencontro e uma luta


Como sempre parece acontecer com Arya, ela não é reconhecida por dois guardas quando tenta entrar em Winterfell. Porém, quando ela menciona Meistre Luwin e Sor Rodrik, logo Sansa sabe que a menina que está pedindo entrada no castelo é a sua irmã, e de alguma maneira ela também sabe que Arya estará nas criptas de Winterfell. A cena do reencontro não é tão emocionante quando deveria, quando vemos as interações das meninas na primeira temporada, o modo como as duas são o total oposto uma da outra, o modo como Arya irrita a irmã e vice-versa, o reencontro tem quase tão pouco tato quanto Bran. 

Aliás, temos um ou mais momentos muito estranhos envolvendo a menção da lista de Arya, quando Bran diz que a viu na Estalagem do Entroncamento. Mas, temos um momento importante em que Arya ganha de Bran a adaga de aço valiriano, acho que não é preciso ir muito longe para vermos onde isso irá parar. A cena seguinte de Arya é um treino dela com Brienne, ao mesmo tempo em que é ótimo ver que as lições de luta dela estão muito afiadas, o plot amour da personagem baseado em todo o rodeamento na Casa do Preto e Branco diminui muito o desenvolvimento da personagem. 


Pedra do Dragão - antes mesmo dos Homens...


Tivemos o início do desenvolvimento de uma relação entre Jon e Daenerys, infelizmente no que parece que será romântico. Há algumas semanas, vazaram supostos spoilers da temporada inteira, e agora inúmeras pessoas estão fazendo uma contagem regressiva para uma certa cena que caso se concretize será infame... 

Mas falando de algo mais interessante com esta cena, de certo modo é o paralelo das pinturas rupestres das Crianças com as de homens das conversas ou de aborígenes, no livros, os Filhos da Floresta não tem escrita, nem linguagem, mas na série vemos o padrão de espiral se repetir inúmeras vezes e novamente dentro das cavernas debaixo de Pedra do Dragão. Dany é quase convencida a se juntar a Jon Snow, mas apenas se ele dobrar o joelho à ela e entregar o Norte. 

Depois disso, temos o reencontro de Jon e Theon, muitas pessoas devem odiar o personagem Greyjoy pelo fato dele ser um traidor, e a série não fez tão bom trabalho reconstruindo toda a longa escala de redenção que Theon recebe quando volta à Winterfell, nesse momento, no entanto, temos a inimizade entre ele e Jon reduzida pelo fato de que a vida de Sansa foi salva por Theon. 

O Campo de Fogo


Jaime, Bronn e Dickon estão tendo uma conversa sobre a derrota de Jardim de Cima, e Bronn como sempre sendo sarcástico e ácido, quando ele ouvem um enorme ruído. Os dothraki se aproximam numa horda de muito mais homens que os soldados Tarly e Lannisters que entram em formação; ainda assim Jaime acredita que se eles se manterem poderão derrotá-los... E aí Drogon surge nos céus, e Daenerys comanda: "Dracarys!"



O senso de poder e força de um dragão adulto se mostra nesta cena, apesar de que Drogon ainda não tem o tamanho de Balerion, o Terror Negro, ele ainda se mostra terrível em batalha, a chama do dragão parece ser suficiente para reduzir alguns soldados em ossos e cinzas em poucos segundos e os dothraki desfazem as linhas Lannister. A morte e o fogo que o ataque traz à Tyrion parece ser bastante forte, porém mais aceleradamente fortes ainda são as cenas seguintes em que Jaime tenta ele mesmo dar cabo de Drogon, depois que o dardo do escorpião criado por Qyburn falha, talvez seja um salto suicida para se redimir por tudo o que fez, talvez seja uma bravura heroica que mais uma vez acometeu Jaime ou a raiva pelas vidas que viraram cinzas diante de seus olhos, mas ele no último minuto é salvo por Bronn de ser queimado vivo, e a última imagem que temos do episódio é de Jaime afundando no lago com o peso da armadura.



Já estamos no episódio do meio da temporada, e a nota atual dela para mim seria algo em 7.5. Teremos de esperar o resto da season para saber como o início do fim de Game of Thrones irá corresponder às expectativas de todos.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O texto apresenta as opiniões do autor e não do site Co-op Geeks.


Luc Besson é um aclamado diretor francês que ganhou fama em todo mundo com produções incríveis. Alguns se arriscam dizer que certos títulos são considerados obras primas – e não é para menos. Luc possui uma visão única principalmente quando se trata do nosso queridinho sci-fi, criando filmes divertidos, mas que passam alguma mensagem importante para o espectador.

Mesmo sem nenhum Oscar na prateleira, o diretor é muito competente no que faz e, segundo o Rotten Tomatoes, é considerado o Steven Spielberg francês. Valerian, seu mais recente trabalho, conta com Cara Delavingne, Dane DeHaan, Clive Owen e Rihanna no elenco. Então, para fazer um aquecimento antes de curtir o novo filme de Luc Besson, selecionamos cinco títulos imperdíveis do diretor para você rever ou assistir pela primeira vez.

1 – O 5º Elemento (1997)


Provavelmente o mais fomoso filme de Luc, conta a história da carismática Leloo (Milla Jovovich) e o taxista Korben Dallas (Bruce Willis) correndo contra o tempo para encontrar o quinto elemento e salvar a terra do grande mal – uma bola de fogo gigante que vai colidir com o nosso planeta. A trama futurista e complexa tornou-se um clássico cult e completa 20 anos em 2017.

2 – Nikita – Criada para matar (1991)


Condenada por matar um policial, a rebelde Nikita (Anne Parillaud) recebe uma segunda chance ao ser treinada por agentes secretos para se tornar uma máquina de matar. Porém, tudo se complica quando a mesma tenta conciliar uma vida normal com seu trabalho sangrento. O filme inspirou duas séries de TV – sendo a mais recente estrelada por Maggie Q – Ada Wong de Resident Evil - e uma versão americana do filme chamada de A Assassina (Point of no Return), de 1993.

Destaque para a atuação de Anne que está impecável, por isso vale muito apena assistir ao original!

3 – Lucy (2014)


Provavelmente um dos meus filmes de ficção favoritos, é estrelado pela maravilhosa Scarlett Johansson. No longa, Lucy (Scarlett) é sequestrada por traficantes de drogas e é obrigada a levar um pacote de uma substância experimental dentro de seu abdome. Mas o produto acaba vazando e expandindo a mente da moça, que ganha poderes surreais.

O filme se baseia em uma antiga premissa de que os humanos usam somente 10% da capacidade cerebral e a tal droga era capaz de fazer o usuário atingir 100%. Isso causou uma certa confusão na época, mas já foi tudo esclarecido e você pode ficar tranquilo, pois usamos praticamente toda nossa capacidade cerebral.

4 – B13 – 13º Distrito (2004)


Nesse filme, Luc não foi o diretor, e sim, o roteirista e produtor. É um prato cheio para os adoradores de Velozes e Furiosos, pois esse longa contém cenas de ação frenéticas e prova que não são apenas os americanos que sabem fazer um blockbuster. Na história, o 13º distrito é dominado por criminosos e, para conter a situação, o governo francês constrói um muro em volta do bairro, isolando a área. Agora cabe ao fora da lei Lino (David Belle) e o policial Damien (Cyrill Rafaelli) se unir para resolver a treta.

5 – Busca Implacável (2008)


Liam Neeson é o protagonista desse filme de ação que fez um tremendo sucesso na época de seu lançamento. A trama conta a história de um policial que tem sua filha sequestrada por traficantes de mulheres em Paris, e cabe ao seu pai salvá-la dos malfeitores. Esse filme já rendeu duas sequências e se tornou uma daquelas franquias que se recusa a morrer, com um primeiro título bem divertido e que vai saciar a sede dos fãs de thrillers policiais.

Luc Besson é um diretor bastante criativo e multifacetado e o seu novo filme, Valerian e a Cidade de Mil Planetas irá estrear em 10 de agosto aqui no Brasil.


Créditos

Texto: Ângelo Prata
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor e não do site Co-op Geeks.



ATENÇÃO! Este post conterá SPOILERS de "Game of Thrones", leia com atenção!



Este episódio já se inicia com a chegada de Jon e Davos em Pedra do Dragão, na praia Missandei e Tyrion os recebem, junto de alguns dothraki, que inclusive tiram as armas deles. Esta temporada que está sendo praticamente a temporada dos reencontros elabora um curto, porém eficiente diálogo entre Jon e Tyrion, de forma que ambos lembrem-se daquilo que ambos tem em comum e saibam que podem, talvez, confiar um no outro. Temos um diálogo momentâneo de Missandei e Davos em que ele questiona o sotaque dela e que gerou uma teoria de que ela poderia ser uma traidora, os jovens gafanhotos deveriam lembrar-se de outras vezes em que teorias interessantes sugeridas pela série, simplesmente não passavam de furos de roteiro.




Temos um momento em que Melissandre discute com Varys sobre Jon e Daenerys, as interações do Aranha com os sacerdotes vermelhos sempre trás algo de interessante. Varys questiona o motivo de Melissandre estar afastada do grupo de recém-chegados, ela afirma que cometeu erros com Jon e Davos e que o seu dever dela está cumprido, ela uniu fogo e gelo e seu destino agora é Volantis, porém, ela irá retornar, e como Varys ela tem o destino de morrer naquela terra estrangeira.


Mas, esquecendo essas possibilidades, temos as interações de Jon e Daenerys, que como o esperado não são amistosas de início. Ambos não confiam um no outro, e realmente não vêem sentido em confiar, eles parecem ser muito diferentes um do outro, apesar de serem muito parecidos de fato. Missandei apresenta Daenerys com todos os seus títulos, Nascida da Tormenta, Rainha dos Ândalos e dos Roinares, Quebradora de Correntes e etc. e Davos apresenta Jon, o Rei do Norte, no que muitos no twitter comicamente apontaram, poderia ser dois colegas apresentando um trabalho para o qual não estudaram na faculdade.

Daenerys exige que Jon dobre o joelho perante ela, e assim una o Norte a favor dela, algo que Jon recusa, considerando a luta pelo Trono de Ferro algo secundário com a chegada do inverno e relembrando as mortes de Starks pelo Rei Louco. A conversa se intensifica até o momento em que Varys chega para avisar de que Theon retornou.

Eventualmente, Tyrion resolve interceder por Jon e pede para Daenerys ceder o vidro de dragão para ele, e esperar que ele seja grato por algo que ela faça por ele.


Cersei -  os Lannisters sempre pagam suas dívidas

A seguir Euron chega em Porto Real, aclamado pelo povo, porém essa incongruência de roteiro fica no ar mesmo, o seu presente para Cersei é "justiça" pela morte de Myrcella, assim já conquistando sua confiança. E agora temos um momento sombrio de vingança de Cersei contra Ellaria, parece difícil para nos relacionarmos com Ellaria de início quando nos lembramos que as ações dela contra Doran e sua sede incontrolável por sangue, porém ainda assim, a atuação de Indira Varma adiciona um drama nesta vingança horrível, a morte lenta e dolorosa de Tyene na frente da mãe é mais um momento de violência de Cersei quase tão chocante quanto a explosão do Septo.

Porém, logo em seguida somos levados para outra questão em Porto Real, Tycho Nestoris, um banqueiro de Braavos chega para cobrar a dívida da primeira rainha de Westeros ~como o Senhor Barriga~ , porém Cersei consegue contornar a situação explicando que Daenerys quebrou o status quo da escravidão em Meeren, Astapor e Yunkai, algo que fez o Banco de Braavos perder muito lucro, outra incongruência com os livros, considerando que Braavos é uma cidade que rejeita totalmente a escravidão. Ela pede uma quinzena para a pagar a dívida, e desse modo sabemos que Cersei tem algum plano.


Bran e Sansa - retorno em Winterfell



Em Winterfell, Sansa está mostrando decisões diretas no castelo, administrando as provisões e das armaduras agora que o inverno chegou, até mesmo lembrando a Catelyn como Senhora de Winterfell. Depois disso, temos Mindinho tentando mais uma vez se aproximar de Sansa, desta vez elogiando as decisões dela e com uma conversa meio Interstellar, porém isso logo é interrompido pela chegada de Bran.

Se o roteiro da série seguisse mais a relação de desencontros à maneira dos livros, Bran teria sido anunciado com um corvo antes de Jon sair do Norte, mas claro, é muito mais emocionante termos Sansa reencontrando o seu irmão perdido e vendo-o vivo, mudado, distante, quebrado. Bran agora é o Corvo de Três Olhos, ele perdeu todo o tato social, ele viu coisas demais, ele está distante de todos e o modo como ele explica para Sansa que ele agora sabe de tudo, relembrando o casamento dela com Ramsay, só demonstra o quão fora da realidade ele está.

Rochedo Casterly - uma vitória e uma derrota dos Imaculados



Tyrion planeja a invasão à Rochedo Casterly pelos Imaculados depois da notícia da captura da frota de Yara, como ele explica Twyn Lannister fez várias modificações ao longo dos anos no castelo tornando-o praticamente impenetrável com seus muros altos e portões resistentes, porém um detalhe que ele esqueceu foi o de deixar Tyrion encarregado dos esgotos do castelo, e assim o Duende tendo este conhecimento fez uma passagem particular para se encontrar com prostitutas, o que permitiu a vitória dos Imaculados e a sobrevivência de Verme Cinzento.

O movimento de xadrez do time Daenerys, contudo, não previu o gambito de Cersei: enquanto eles conseguiram conquistar Rochedo Casterly, em quinze dias, de algum modo que a série não poderia explicar por falta de tempo e talvez de criatividade o resto do exército Lannister marchou e derrotou as defesas de Jardim de Cima.

Jaime Lannister se dirige para a torre onde Olenna Tyrell aguarda, ela como sempre não poupa palavras e questiona logo como será sua morte, Jaime afirma que Cersei tinha inúmeras opções grotescas para a matriarca Tyrell, mas que ele mesmo resolveu oferecer para ela uma morte digna e serve à ela uma taça de veneno. Olenna bebe toda a taça de quase um gole, e continua a falar sobre venenos, além de destilar o seu e revelar para Jaime que foi ela, e não Tyrion, a verdadeira responsável pela morte de Joffrey. 

A Rainha dos Espinhos termina sua participação na série querendo ser lembrada por Cersei como a real responsável pela morte do seu filho, Jaime sai da sala chocado e amargurado, pois mesmo que tenha conquistado o castelo, ele estrangulando a rosa ainda conseguiu ferir sua única mão boa.



Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O texto apresenta opiniões do autor e não do site Coop Geeks.


Este post conterá SPOILERS do segundo episódio de "Game of Thrones", leia com cuidado!



Nascida na Tormenta

O episódio começa numa violenta tempestade em Pedra do Dragão, é por Tyrion dito que Daenerys nasceu numa tempestade com aquela, mas ela replica que não se lembra, e pela expressão dela percebemos que mesmo tendo retornado ao seu tão dito lar, ali ela ainda não se sente em casa.

E nesse momento temos uma confrontação que deveria há muito ser feita, Daenerys questiona a real lealdade Varys, que durante a série sempre pareceu demasiadamente dúbio nas suas reais motivações, embora ele consiga de certo modo se justificar por algumas traições a série ainda falha em responder algumas escolhas do Aranha, como, por exemplo, deixar que um reino estabilizado entrasse em colapso durante o reinado de Robert ou enviando assassinos para eliminar Daenerys.

E a resposta de Daenerys para Varys, caso algum dia ele venha traí-la parece condizer exatamente ao conselho de Olenna, ela é uma Targaryen, do sangue do dragão, enquanto ela mantiver esta postura, porém controlada, ainda se importando com o povo, ela tem boas chances de ser um governante de verdade.




O núcleo de Pedra do Dragão tem permanecido interessante ao tentar mostrar a dinâmica entre diferentes personagens que se tornaram aliados, durante um dos conselhos Yara Greyjoy propõe um ataque direto à capital, algo que Daenerys declina, pois sua intenção é tentar conquistar o reino com menos derramamento de sangue possível, e Tyrion confronta ainda Ellaria pelo assassinato de Myrcela.

Temos também um momento doce entre Missandei e Verme Cinzento, talvez um dos pares de personagens que não sejam tão vocais para o público, mas que introduzem uma trama paralela mais leve e sem grandes pretensões dentro da história maior, além disso o modo como Verme Cinzento, um soldado que viveu toda a sua vida para a batalha, se declara para Missandei como agora descobrindo um medo, numa declaração de amor angustiada apenas prenuncia um final triste para o casal.




Melisandre chega no salão de Pedra do Dragão, dessa vez ela está exercendo a função de introduzir a nós, pela primeira vez na série, o conceito da profecia do Azor Ahai - ou o Príncipe Que Foi Prometido, ou ainda Princesa Que Foi Prometida, como Missandei revela, já que aparentemente essa palavra em valiriano não tem gênero. 


Não apenas Melisandre parece agora mais sóbria e menos propensa a divagar sobre profecias, além disso ela pede que Daenerys se encontre com Jon Snow, num diálogo que reflete à conversa de Meistre Aegon e Sam, preparando o encontro de dois dos personagens mais prováveis de serem o Azor Ahai, ou duas das Três Cabeças do Dragão.

Winterfell - decisões do Rei no Norte



Em Winterfell várias cartas chegam para Jon, uma de Sam e uma de Tyrion. Algo que de certo modo é estranho, pois parece que nenhum corvo veio da Muralha falando que Bram está vivo ou algo parecido. E, nesse momento Jon precisa tomar uma decisão, ir para o Sul e falar com Daenerys, e talvez conseguir minerar o vidro de dragão que existe debaixo do castelo de Pedra do Dragão, ou permanecer no Norte se preparando para a batalha com os Lordes. Por conveniência do roteiro, é claro que ele resolve essa decisão na frente de todos e decide deixar Sansa governando em Winterfell quando ele está fora.

O conflito estabelecido entre os dois estava sendo criado de uma maneira equilibrada, sempre mantendo os dois pesos em balança, a opinião de Sansa e de Jon contrastavam, porém pareciam plausíveis, porém o modo como a cena foi dirigida dessa vez não parece mostrar uma Sansa preocupada com Jon indo para o Sul, e sim contrariada por ele abandonar o Norte, uma certa de falta de tato de direção que não prejudica a cena em todo quando Jon demonstra o quanto ele confia na irmã deixando-a no poder.

E Jon fez algo que todos os espectadores sempre queriam fazer, dar um safanão e enforcar Petyr Baelish nas criptas, o personagem não tem lugar no Norte, apesar da força dos exércitos do Vale, e a sua influência sobre Sansa já não pode ser forte como antes, a personagem já evoluiu bastante e deve provocar com toda certeza a sua queda. 

Arya - os reencontros 



Na Estalagem da Encruzilhada, dois homens conversam sobre os recentes acontecimentos de Westeros e Arya escuta a conversa, ela está ainda a caminho do Sul. E ali, ela encontra Torta Quente fazendo tortas na estalagem. 

Torta Quente oferece um pouco de cerveja e torta e puxa uma conversa, e pergunta se ela esteve fazendo algumas tortas ultimamente. Arya diz que fez algumas tortas, lembrando dos Frey, e durante toda essa sequência ela está distante e fria, ela é uma figura solitária que não parece reconhecer a camaradagem e conforto que Torta Quente oferece com comida, uma cerveja e a fogueira da estalagem. Porém, quando ele fala de Jon, ainda vivo, ela parece recobrar um pouco de si, de saber que alguém da sua família ainda está viva, assim decidindo voltar para o Norte.

E então, depois desse momento, temos o reencontro de Arya e da sua loba, e ~Sete Deuses~ Nymeria está enorme, chefe de uma alcateia e com toda a certeza, não mais a loba que era quando a Arya a abandonou. Ambas estão diferentes, longe de si mesmas, Arya teve um distanciamento brutal dos irmãos e mais do que todos, ela viu demais, andou demais e quase sempre sozinha, e agora voltando para Winterfell, ela não é mais o que era antes.





Sam e Jorah na Cidadela



Enquanto isso na Cidadela, Sam e o Arquimeistre Ebrose estão dentro de uma das celas destinadas aos infectados com escamagris, e ali está Jorah

Interessante dizer que as cenas de Sam na Cidadela tem sido umas das mais bem editadas da temporada, os cortes são mais rápidos e interessantes, além da fotografia usada nos momentos em que vemos a biblioteca ou os corredores da Cidadela contrastam com a guerra, cinza e neve do lado de fora de Vilavelha. Além disso, Sam acha uma cura deus ex machina para o escamagris, dentro do livro de cura do Meistre Pylos, infelizmente sendo um balde de água fria na teoria de que o vidro de dragão teria propriedades curativas, mas permitindo que Jorah tenha um papel maior dentro da história futura.

Euron Greyjoy



E nesse momento, temos um dos momentos mais fortes do episódio: as Serpentes de Areia, Ellaria, Yara e Theon estão a caminho de Dorne, para buscar o exército dornês para a batalha. Estão conversando, Yara e Ellaria quase num momento mais íntimo, porém são interrompidas por um estrondo e sons de batalha. Vários homens saltam dentro do navio, e Euron Greyjoy salta no navio com um machado de guerra.

Euron é um personagem composto dele com Victarion Greyjoy, e isso o torna assustador, o modo como ele se lança na batalha com seu machado, rindo maníaco, matando todos os homens. Quando lembramos que ele viajou o mundo e aprendeu diversas formas de ataque percebemos porque a Frota de Ferro não foi detectada de longe e o que está incendiando os navios. E quando ele mata as Serpentes de Areia, e captura Yara, só mostra o quão forte e louco Euron pode ser.

A violência do ataque de Euron com toda certeza atinge os gatilhos mentais de Theon da tortura e violência que ele sofreu com Ramsay, e ninguém poderia culpá-lo fugir, por preferir deixar a irmã presa com Euron à enfrentar outro louco sanguinário e ficar a deriva no mar, e nos deixando com uma última imagem do episódio: dois corpos pendurados na frente do navio Silêncio marchando de volta para Porto Real. 





Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

Durante semanas de antecipação sobre a estreia do primeiro episódio da sétima temporada, as notícias de que teríamos uma temporada reduzida, sem os seus habituais dez episódios e que tudo se convergia para o final, Game of Thrones surpreendeu num episódio que está montando um palco para o evento principal. Temos personagens dirigindo-se para seus destinos, tanto metaforicamente, quanto literalmente em estradas que acabam cruzando com o improvável.

ATENÇÃO!! O post a seguir conterá SPOILERS da sétima temporada de "Game of Thrones", leia com atenção!



Arya - a loba assassina as ovelhas


Começamos o episódio com uma abertura cold opening, Walder Frey dando um banquete para os seus filhos e netos, ele menciona a chegada do inverno e resolve fazer um brinde em homenagem à eles. Todos bebem, menos o Lorde Frey e as suas palavras são em "homenagem" aos homens corajosos que massacram uma mulher grávida, mataram a mãe de cinco filhos e o seu próprio rei. Os Frey começam a engasgar e cair, nesse momento Arya Stark retira o rosto de Walder Frey - ela riscou mais nomes de sua lista. 




O arco de Arya da última temporada com os Homens sem Rosto se mostrou bastante confuso e até mesmo poderia ser considerado sem sentido, claro ela recebeu todo um treinamento e ela adquiriu as habilidades de trocar de rosto, mas, um problema recorrente na série, as mecânicas mais exatas dessa habilidade ficaram num limbo de não-explicação. Ela pode se disfarçar como todos apenas trocando seu rosto? Como ela imitou a voz do Lorde Frey? As consequências da morte de todos os Frey no salão também não parece ser algo que os roteiristas estejam interessados em explorar. Outro grande problema foi a elaboração da tensão da cena, desde o início percebe-se muito claramente que aquele que está propondo o brinde não é Walder Frey, a cena decididamente perde impacto nesse momento.

Essas questões ficam para trás na cena seguinte, onde Arya encontra um bando de soldados Lannister ao redor de uma fogueira - e um deles é o Ed Sheeran, mas isso não é relevante aqui - por um momento ela provavelmente deseja roubar as espadas deles, mas um deles oferece um pedaço de coelho assado tornando-a uma convidada, em seguida eles começam a conversar sobre suas famílias, um fala sobre a mãe, o outro fala sobre a esposa grávida e sobre o filho que ele espera, então temos Arya, uma menina consumida pela vingança, percebendo que aqueles homens não são necessariamente cruéis assassinos, mas sim pessoas que estão cumprindo ordens. É um momento de humanização que se contrapõe com o massacre que Arya provocou, uma cena simples dela dividindo vinho de amora com soldados Lannister, e talvez começando a repensar seu caminho.

Jon e Sansa - e o núcleo de Winterfell




O primeiro episódio já mostrou que a relação de Jon e de Sansa como aliados governando o Norte, a primeira cena de ambos é num conselho, onde decidem o destino dos herdeiros das Casas Umber e Karstark, que se uniram com os Bolton na temporada passada. Sansa demonstra não apenas um amadurecimento, quanto um bom conhecimento estratégico quando um dos lordes sugere destruir os castelos e ela declina a ideia, mas a sua palavra tem limite quando ela mesma sugere que os traidores devam ser punidos e as terras dadas aos aliados fiéis. 

Jon tem ideias diferentes, e aqui também podemos notar o crescimento do seu personagem na recusa de executar traidores, que de certo modo não tiveram culpa alguma das ações das suas famílias. As divergências entre os dois demonstram que não apenas eles são um reflexo da maneira como foram criados - algo que Jon demonstra quando fala de Ned - como o que eles tornaram-se durante a separação. Aliás, de um modo interessante, nenhum dos dois está completamente errado: especialmente porque como Sansa lembra, a Muralha ainda está de pé e há muitos inimigos no Sul, porém Jon também precisa manter todos os aliados possíveis por causa da ameaça dos White Walkers e quando somos apresentados ao jovem Ned Umber e Alys Karstark, percebemos que eles são muito jovens.

Temos mais um dos momentos de Lyanna Mormont quando Jon afirma que todos, incluindo as mulheres, deverão lutar contra os Caminhantes Brancos e ela concorda agressivamente, mais uma vez calando o Lorde Glover. 


Depois disso nós temos uma discussão mais alongada entre Jon e Sansa, há duas comparações feitas pelos dois: Sansa diz que Joffrey não costumava ouvir os conselhos de outro, Jon por um momento afirma que Sansa parece admirar o modo irrefreável de Cersei, especialmente quando ela manda uma carta exigindo a lealdade do Norte.

Mindinho continua espreitando ao redor e sendo creepy, e creio que todos nós estamos esperando que esse personagem morra, afinal ele já cumpriu um papel na trama, agora está na hora da sua queda. Particularmente, gostaria de que Brienne e Pod fossem nomeados cavaleiros salvando a Sansa dele.

Cersei e Jaime




Cersei está em Porto Real na sala com um mapa de Westeros sendo pintado e Jaime chega, esse mapa por si só já é bastante interessante: além dele oferecer uma visão completa de Westeros apenas de muito de cima, ele é pintado no chão, de modo que Cersei pisa nas terras de Westeros enquanto caminha. 

Mas a conversa que se segue também tenta amarrar algumas ideias: primeiro, Jaime questiona a morte de Tommen e a falta de aliados de Cersei, cujo único foco agora é ganhar a guerra contra os inimigos que a rodeiam. Além disso, sua paranoia cresceu, como ela afirma "o vencedor da guerra terá uma dinastia de mil anos", sua ambição agora é permanecer no trono à qualquer custo, mesmo que seja se aliar à alguém não confiável.

E o escolhido agora é Euron Greyjoy, dessa vez o ator Pilou Asbæk fez um trabalho ao destacar um lado mais "piratesco" do nascido de ferro. A frota de mil navios prometida por ele na última temporada está pronta, e ela chega em Porto Real impressionante e aterrorizante. Jaime questiona a decisão de Cersei de se aliar com os Nascidos de Ferro, já que não apenas eles são famosos pelo pilhar, matar e estuprar, como ele mesmo já lutou contra eles. Algo que Euron Greyjoy lembra durante a sua audiência com a rainha demonstrando a sua sede por sangue.




O que Euron pede em troca de sua aliança, porém, é algo que Cersei recusa bastante firmemente de início: a sua mão em troca do apoio da Frota de Ferro, mas para provar que é digno de confiança ele decide que irá trazer um "presente" para a Rainha dos Sete Reinos, ou melhor Três.



Sam na Cidadela


Sam está na Cidadela preso em uma realidade de tarefas monótonas e nojentas, o episódio apresenta uma montagem muito engraçada e nojenta de carregar livros, limpar latrinas e servir ensopados, onde ele não está aprendendo muito sobre os White Walkers ou achando soluções para a guerra que virá. Porém, logo depois de uma conversa com o Arquimeistre Ebrose, o encarregado dele, interpretado magistralmente por Jim Broadment (o professor Slughorn e Professor Kirke de Nárnia) ele decide entrar na "seção restrita" da Grande Biblioteca da Cidadela.

O que é interessante nesta sequência do episódio é a afirmação do Mestre Ebrose que ele até acredita nos Caminhantes Brancos, mas a função dos Meistres e da Cidadela é a de ser a memória e a história do Mundo Conhecido. Realmente, como afirma Ebrose, sem a História os homens seriam reduzidos à cães que apenas esperam a próxima refeição e que durante a existência do Homem, sempre houveram momentos onde todos pensaram que o mundo iria acabar e como seguiriam em frente, mas é Sam que age, ele que busca o conhecimento escondido e tenta fazer algo com ele, e assim ele nos revela duas informações importantes: primeiro, a existência de uma montanha de vidro de dragão em Pedra do Dragão e segundo, o paradeiro de Sor Jorah Mormont.

O inimigo se aproxima...



Algo que os fãs discutiam já fazia algum tempo seria o que acontece com os cadáveres dos gigantes, agora reanimados e no meio do exército dos mortos, sob o comando dos Caminhantes Brancos, depois percebemos que isso é uma visão de Bran, ele e Meera chegaram na Muralha. Rompendo com as expectativas do que muitos de nós esperávamos, Bran não derruba a Muralha com a marca que o Rei da Noite deixou em seu braço. 

Edd Doloroso, agora o Lorde Comandante os recebe bizarramente sem muita dúvida e permite a sua passagem, logo depois que Bran prova que ele viu o Rei da Noite e sabe muito mais do que aparenta.

O Cão e a Irmandade Sem Bandeiras 



Enquanto isso temos Sandor Clegane, o Cão ainda em viagem com a Irmandade Sem Bandeiras, ao lado de Thoros de Myr e Beric Dondarion. As cenas deles não são aquelas que causam muito impacto no enredo, mas fazem parte do arco de Clegane, e isso é feito com um call back de temporadas passadas, quando o Cão retorna à pequena fazenda onde roubou a prata do pai de uma filha, que na época havia os abrigado e agora eles são dois cadáveres insepultos.  . 

O passado ainda não abandonou o Cão, e também o medo de fogo, porém ele decide olhar as chamas quando questiona a existência de algum papel maior tanto para as pessoas, quanto de Beric e dele mesmo. Nesse momentos duas coisas acontecem: a primeira, Sandor consegue ver algo nas chamas, os mortos caminhando e "uma montanha com uma forma de flecha" e depois, uma referência à um momento dos livros, onde o Cão aparentemente está trabalhando como um coveiro, e ele enterra os corpos dos camponeses no meio da noite, solitário apesar da companhia de Thoros, e talvez podendo fazer um novo caminho. 

Daenerys Targaryen chega à Westeros


A cena é completamente silenciosa, um barco sai de um dos navios da armada de Daenerys, então ela, Tyrion e o seu conselho: Missandei, Verme Cinzento e Varys também descem e chegam à terra. Pela primeira vez na vida ela toca a terra onde ela nasceu, a expressão de Emilia Clarke não é de tristeza, ou de alegria, mas talvez expresse mais um não saber o que sente. 

Ela e os dragões chegam no castelo de Pedra do Dragão, é um erro de roteiro que não haja ninguém ocupando o local, mas talvez o impacto da cena seria perdido caso houvesse um momento para explicar tudo. Daenerys atravessa a sala principal, ela olha por um momento o trono, mas não senta nele. Ela retira a bandeira de Stannis mostrando que realmente os roteiristas odeiam ele e se dirige para a sala que nós já conhecemos das temporadas anteriores, com a mesa que tem mapa de todo o continente de Westeros que foi esculpido pelo próprio Aegon, o Conquistador. Daenerys assume a sua posição ao lado de Tyrion e dirige para ele a sua única fala:" shall we begin?". Assim começando realmente a temporada e como ela mesmo afirma, talvez quebrando a roda.


O texto representa as opiniões do autor e não do site Coop-Geeks


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



A adaptação do mangá e anime Death Note escrito por Tsugumi Ohba que será lançada pela Netflix ainda esse ano teve seu novo trailer divulgado nesta quinta-feira (29) e tem a sua estreia marcada para dia 25 de agosto, desde o início a produção marcada por polêmicas, tanto de uma boa parte dos fãs da obra original que tem o temor de ver a história ser desmembrada por Hollywood como inúmeras outras adaptações de mídia japonesa (cof, cof Dragonball Evolution), quanto pela questão do whitewashing ser justificável ou não numa transposição da trama para outra cultura. O que se pode esperar do filme só saberemos quando ele for disponibilizado pela Netflix, mas por enquanto podemos observar que o trailer revelou e pode ser especulado.

A história continua muito semelhante à original, um jovem chamado Light Turner (no original Yagami) interpretado por Natt Wolff, brilhante, porém desiludido encontra o Death Note, um caderno que contém o poder de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito em sua páginas, jogado na terra pelo deus da morte Ryuk. Light então resolve passar a usar o Death Note para livrar a terra de todos os criminosos, porém acaba chamando atenção das autoridades e do misterioso detetive L, ao mesmo tempo em que ele passa a ser cultuado por inúmeras pessoas como o Kira - o Assassino - assim iniciando um jogo de gato e rato entre L e Light.

O Shinigami



Ryuk, que será interpretado por Willem Dafoe (o Duende Verde do primeiro Homem-Aranha) com mistura de maquiagem e CGI, ao contrário de outras adaptações japonesas anteriores onde ele era completamente feito por computador. A origem do personagem permanece a mesma, ele é um shinigami, um deus da morte da cultura japonesa, porém, uma aparente mudança foi a maliciosidade feita no personagem.

No mangá e no anime, Ryuk se mantém bastante neutro em relação à Light, enquanto já no trailer o personagem parece ter um papel mais de agente do caos, provavelmente concordando com as afirmações do diretor Adam Wingard de que o filme será mais violento e sombrio, a personalidade do deus da morte que acompanha Light na sua campanha de expurgar o mal sobre a Terra vai ser de incentivar o uso do Death Note e "deixar o circo pegar fogo".

L - o detetive no jogo de gato e rato

O detetive L parece que será um amálgama do personagem original com Mello, aqui ele parece ser mais centrado e propenso a perder o controle pelo menos em algum momento, ele nesta adaptação será interpretado Keith Stanfield (Get Out) que é negro, ao contrário do mangá e anime original onde ele é branco. Muitas pessoas argumentaram sobre essa mudança ser uma espécie de contrabalança no embranquecimento de Light, mas nesse caso, aparentemente isso foi feito para que o personagem seja ainda mais misterioso, como se ele não tivesse uma nacionalidade definida.
Outra mudança interessante é a roupagem do personagem que originalmente sempre se veste de branco, fazendo uma oposição com a amoralidade das suas escolhas na tentativa de desvendar a identidade do Kira. Além disso, o L da adaptação da Netflix aparece numa coletiva de imprensa ao contrário do anime original, onde ele permanece nas sombras durante a maior parte do tempo e sempre prefere aparecer como o seu símbolo, um único L.

Kira

Uma das outras mudanças, quanto ao Kira - a persona que Light assume com a posse do Death Note - aparentemente, não apenas Light será o Kira, mas também a personagem Misa, agora adaptada como Mia Sutton (Margaret Qualley) que também integra parte da personalidade de Kiyome Takada, a ex-namorada de Light que se torna a porta-voz do Kira na emissora NHN TV, no anime original. 




O culto ao Kira parece que será mais proeminente nessa versão da história e os assassinatos serão mais rapidamente identificados, pois como podemos ver no trailer, os criminosos irão se atirar de prédios em vez de simplesmente morrer de ataques cardíacos.  

Sobre whitewashing

Uma das grandes polêmicas em que o filme tem se colocado para o alvo de críticas tem sido a questão do whitewashing - uma prática comum em Hollywood, na qual se substitui um personagem negro ou de outras etnias por atores brancos norte-americanos - outros filmes, e se pararmos pra pensar em sua maioria que adaptam histórias com elementos asiáticos, também retiraram de papel de protagonista personagens asiáticos como "O Último Mestre do Ar", "Ghost in the Shell" e "Dragonball Evolution" - alguns exemplos de filmes que para acalorar o debate, não foram tão bem aceitos pelo público e crítica ou não um pouco criteriosos de se manter manter fiéis à fonte original da história.

A questão com Death Note, porém é um pouco mais intrincada, pois, desde o início, sempre se manteve em pé o fato de que a história seria transferida para os Estados Unidos, no caso a cidade de Seattle. E, por isso, adaptações precisariam ser feitas para melhor se ajustar a nova localidade. Mas, alguns fãs mais ferrenhos se mostraram insatisfeitos com essas mudanças, até porque não faria sentido, com tantos lugares no mundo, um Shinigami soltar o seu Death Note numa cidade americana.

O diretor, Wingard afirmou em uma entrevista ao Collider: 


"Nós podemos fazer o que nós quisermos. Essa é uma coisa legal sobre isso, porque é um filme de anime. Então, tecnicamente, é um desenho animado que você trouxe à vida. Para mim, a coisa dos animes, é que eles são muito orientados para adultos"
O que parece intrigante nessa declaração do diretor, é o fato de que no anime original de Death Note não há grandes sequências de ação, perseguição policial ou rodas-gigantes caindo, mas o grande foco da história é o dilema entre justiça e vingança, questionamentos sobre moralidade e o embate psicológico entre duas mentes que estão dispostas a tudo para conseguir vencer o seu jogo de gato e rato.

Muitos fãs do anime (e nisso eu posso me incluir) se mostraram desapontados com a escalação do ator Natt Wolff, cujo trabalho mais famoso foi no filme Cidades de Papel, e não um thriller psicológico ou algum filme com alguma aproximação ao gênero de Death Note - sem contar nas implicações infelizes que são geradas quando lembramos que grande parte da população carcerária dos Estados Unidos é negra ou latina. 

Não sabemos o que virá da adaptação de Death Note, mas é isso que nós já temos para formar alguma ideia do que pode vir da nova produção da Netflix cuja data de lançamento é de 25 de agosto. 




Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima


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