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A adaptação do mangá e anime Death Note escrito por Tsugumi Ohba que será lançada pela Netflix ainda esse ano teve seu novo trailer divulgado nesta quinta-feira (29) e tem a sua estreia marcada para dia 25 de agosto, desde o início a produção marcada por polêmicas, tanto de uma boa parte dos fãs da obra original que tem o temor de ver a história ser desmembrada por Hollywood como inúmeras outras adaptações de mídia japonesa (cof, cof Dragonball Evolution), quanto pela questão do whitewashing ser justificável ou não numa transposição da trama para outra cultura. O que se pode esperar do filme só saberemos quando ele for disponibilizado pela Netflix, mas por enquanto podemos observar que o trailer revelou e pode ser especulado.

A história continua muito semelhante à original, um jovem chamado Light Turner (no original Yagami) interpretado por Natt Wolff, brilhante, porém desiludido encontra o Death Note, um caderno que contém o poder de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito em sua páginas, jogado na terra pelo deus da morte Ryuk. Light então resolve passar a usar o Death Note para livrar a terra de todos os criminosos, porém acaba chamando atenção das autoridades e do misterioso detetive L, ao mesmo tempo em que ele passa a ser cultuado por inúmeras pessoas como o Kira - o Assassino - assim iniciando um jogo de gato e rato entre L e Light.

O Shinigami



Ryuk, que será interpretado por Willem Dafoe (o Duende Verde do primeiro Homem-Aranha) com mistura de maquiagem e CGI, ao contrário de outras adaptações japonesas anteriores onde ele era completamente feito por computador. A origem do personagem permanece a mesma, ele é um shinigami, um deus da morte da cultura japonesa, porém, uma aparente mudança foi a maliciosidade feita no personagem.

No mangá e no anime, Ryuk se mantém bastante neutro em relação à Light, enquanto já no trailer o personagem parece ter um papel mais de agente do caos, provavelmente concordando com as afirmações do diretor Adam Wingard de que o filme será mais violento e sombrio, a personalidade do deus da morte que acompanha Light na sua campanha de expurgar o mal sobre a Terra vai ser de incentivar o uso do Death Note e "deixar o circo pegar fogo".

L - o detetive no jogo de gato e rato

O detetive L parece que será um amálgama do personagem original com Mello, aqui ele parece ser mais centrado e propenso a perder o controle pelo menos em algum momento, ele nesta adaptação será interpretado Keith Stanfield (Get Out) que é negro, ao contrário do mangá e anime original onde ele é branco. Muitas pessoas argumentaram sobre essa mudança ser uma espécie de contrabalança no embranquecimento de Light, mas nesse caso, aparentemente isso foi feito para que o personagem seja ainda mais misterioso, como se ele não tivesse uma nacionalidade definida.
Outra mudança interessante é a roupagem do personagem que originalmente sempre se veste de branco, fazendo uma oposição com a amoralidade das suas escolhas na tentativa de desvendar a identidade do Kira. Além disso, o L da adaptação da Netflix aparece numa coletiva de imprensa ao contrário do anime original, onde ele permanece nas sombras durante a maior parte do tempo e sempre prefere aparecer como o seu símbolo, um único L.

Kira

Uma das outras mudanças, quanto ao Kira - a persona que Light assume com a posse do Death Note - aparentemente, não apenas Light será o Kira, mas também a personagem Misa, agora adaptada como Mia Sutton (Margaret Qualley) que também integra parte da personalidade de Kiyome Takada, a ex-namorada de Light que se torna a porta-voz do Kira na emissora NHN TV, no anime original. 




O culto ao Kira parece que será mais proeminente nessa versão da história e os assassinatos serão mais rapidamente identificados, pois como podemos ver no trailer, os criminosos irão se atirar de prédios em vez de simplesmente morrer de ataques cardíacos.  

Sobre whitewashing

Uma das grandes polêmicas em que o filme tem se colocado para o alvo de críticas tem sido a questão do whitewashing - uma prática comum em Hollywood, na qual se substitui um personagem negro ou de outras etnias por atores brancos norte-americanos - outros filmes, e se pararmos pra pensar em sua maioria que adaptam histórias com elementos asiáticos, também retiraram de papel de protagonista personagens asiáticos como "O Último Mestre do Ar", "Ghost in the Shell" e "Dragonball Evolution" - alguns exemplos de filmes que para acalorar o debate, não foram tão bem aceitos pelo público e crítica ou não um pouco criteriosos de se manter manter fiéis à fonte original da história.

A questão com Death Note, porém é um pouco mais intrincada, pois, desde o início, sempre se manteve em pé o fato de que a história seria transferida para os Estados Unidos, no caso a cidade de Seattle. E, por isso, adaptações precisariam ser feitas para melhor se ajustar a nova localidade. Mas, alguns fãs mais ferrenhos se mostraram insatisfeitos com essas mudanças, até porque não faria sentido, com tantos lugares no mundo, um Shinigami soltar o seu Death Note numa cidade americana.

O diretor, Wingard afirmou em uma entrevista ao Collider: 


"Nós podemos fazer o que nós quisermos. Essa é uma coisa legal sobre isso, porque é um filme de anime. Então, tecnicamente, é um desenho animado que você trouxe à vida. Para mim, a coisa dos animes, é que eles são muito orientados para adultos"
O que parece intrigante nessa declaração do diretor, é o fato de que no anime original de Death Note não há grandes sequências de ação, perseguição policial ou rodas-gigantes caindo, mas o grande foco da história é o dilema entre justiça e vingança, questionamentos sobre moralidade e o embate psicológico entre duas mentes que estão dispostas a tudo para conseguir vencer o seu jogo de gato e rato.

Muitos fãs do anime (e nisso eu posso me incluir) se mostraram desapontados com a escalação do ator Natt Wolff, cujo trabalho mais famoso foi no filme Cidades de Papel, e não um thriller psicológico ou algum filme com alguma aproximação ao gênero de Death Note - sem contar nas implicações infelizes que são geradas quando lembramos que grande parte da população carcerária dos Estados Unidos é negra ou latina. 

Não sabemos o que virá da adaptação de Death Note, mas é isso que nós já temos para formar alguma ideia do que pode vir da nova produção da Netflix cuja data de lançamento é de 25 de agosto. 




Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



A terceira edição da Gamercom aconteceu nos dias 08 e 09 de julho, em Florianópolis, e contou com a participação de grandes nomes da indústria, como a divisão Xbox e a Playstation, que colocaram grandes stands para o público, nos quais disponibilizaram vários jogos.

Crash Bandicoot, Gears of War 4, Horizon: Zero Down, Injustice 2, Outlast 2, Minecraft, ReCore, Sunset Overdrive, entre outros, foram alguns dos games jogáveis da feira.



Além de jogos mais atuais, Rock Band também teve seu espaço, no X360, com direito a bateria e guitarra! Um dos mais visitados da feira. Para quem ainda não havia jogado com os instrumentos, foi a oportunidade ideal para experimentar e curtir, como a grande maioria que resolveu jogar.

Outra categoria que esteve presente foi a realidade virtual e seus óculos e apetrechos. A Playstation disponibilizou uma experiência no Playstatiton VR com Until Down: Rush of Blood. Outra possibilidade de jogar no gadget da Sony foi no stand da Game Mania, o mesmo stand que também deixou a galera jogar o mais novo game da franquia Bomberman no Nintendo Switch.

A Brainpro disponibilizou uma experiência com o Oculus Rift. Foi outro stand que teve uma fila bem grande e que o público  gostou bastante.



O evento permitiu que os games nacionais e desenvolvidos na região também tivessem seu espaço, como o caso do Arena Gods e Cruz Brothers, que agradaram bastante o pessoal e chamaram muita atenção. Houveram momentos em que a empolgação era tanta que o evento todo parava para ver o que estava acontecendo.

Além dos consoles e realidade virtual, o evento contou com a presença de games nos PCs, onde o público teve espaço para experimentar os games Zula e Blood Strike, jogando com outras pessoas em partidas realizadas localmente. As jogatinas eram transmitidas em uma televisão para todos assistirem, o que reuniu um bom público.

Também tiveram espaço os amantes dos RPGs de mesa e jogos de tabuleiros, que juntou uma galera para jogar nos mais variados games da categoria.



Aconteceram palestras de jogos e competições realizadas durante os dois dias do evento, que promoveram disputas de FIFA 17, Tekken 7, Street Fighter V, Dragon Ball Xenoverse 2 e o último lançamento de Naruto.

Alguns stands também promoveram a exibição de cenários montados com Lego, bonecos de argila desenvolvidos para designe de games, cartunistas que fizeram caricaturas gratuitas para os visitantes, além das tradicionais lojas vendendo os mais variados tipos de produtos gamers/geeks.

Também marcou presença o games retrô (uma espécie de museu dos games) que trouxe grande parte da história dos videogames para o evento. Com mostras que variam do Odyssey ao 3DS, muitas versões dos consoles foram exibidos, desde versões comuns, até versões mais raras. Para quem gosta de história e de videogames, foi uma ótima oportunidade de poder ver a evolução dos consoles e da indústria ao longo dos anos.

Um dos pontos altos da Gamercom foi o concurso de cosplays, que contou com a presença de Reaper, Aloy, NemesisNaruto, Mulher Maravilha, Ranger Verde, Maki Nishikino, Jacob Frye, Coringaentre muitos outros. Dos que não competiram, mas que mostraram um bom trabalho na hora de montar seus cosplays, foram a D.VA, Voldemort, Nazaré (sim, ela estava lá com sua Lindalva no colo!), Mulher Incrível, entre tantos outros...


O espaço EGM serviu para as competições nacionais de League of Legends e Starcraft II, que tiveram as finais ao vivo no evento. As partidas foram bastante acirradas e levaram os expectadores à loucura a cada ataque bem sucedido das equipes.

Erik levou, pela segunda vez na competição, a vitória em Starcraft II, enquanto quem saiu vitorioso em LoL foi a equipe SulKings Gaming, que soma a terceira vitória em Florianópolis.



A Gamercom foi muito bem organizada, contou com um bom público e fez bem seu papel de maior evento de games do sul do país. Já estamos de olho na edição do próximo ano!

League of Legends é um jogo muito popular em quase todo o mundo, com isso, temos diferentes públicos, de diferentes idades. Infelizmente é comum em toda comunidade gamer ter algum tipo de preconceito, esses jogadores tóxicos acabam destruindo a harmonia e o trabalho em equipe do jogo. Por diversas vezes em partidas, já vi muitos jogadores com atitudes machistas como "Você joga muito mal, parece uma garota", "tá jogando ruim assim, vai lavar uma louça" e outros piores que prefiro não citar.

Comentários homofóbicos como: "Joga como homem", "Para de viadagem" e outros impropérios também são muito comuns de se ver. Ofender outros jogadores para se sentir melhor ou culpa-los como motivo da "Derrota" acontece em 80% das partidas.

A empresa Riot já se pronunciou que em algum momento teremos personagens LGBT+ sendo representados no jogo, algo que todos podemos concordar que estava mais que na hora. Dentro da comunidade de jogadores de LOL os dois casais mais famosos criados pelos fans é o casal Taric e Ezreal e o casal Vi e Caitlyn, personagens, mesmo de um jogo, estão sempre dentro da imaginação e interpretação de cada um, e esses ships tão famosos no meio de uma comunidade tóxica só demonstram que todos podem apreciar todo tipo de jogo, indiferentemente da sua orientação sexual ou gênero, e que esse tipo de representação é importante.

Não pense que toda a comunidade do League of Legends é tóxica, mas infelizmente é uma parcela realmente grande, e temos muitas pessoas boas, que de alguma forma acabam se destacando melhor do que os jogadores tóxicos, além disso, como um jogo muito popular, League of Legends tem uma grande diversidade. Pessoas que por um lado podem acabar quebrando certos preconceitos com a comunidade. Nesse texto nós iremos apresentar quatro dos maiores streamers LGBT+ de League of Legends e como eles tem quebrado barreiras para se fazerem notar e outros jogadores da comunidade gaymer.

Queen B (Raphaela De Laet)

Raphaela De Laet, mais conhecida como Queen B é a transgênero mais famosa streamer de League of Legends existente no Brasil e bastante influenciadora. Queen B está presente na comunidade do jogo por um bom tempo, chegando a apresentar alguns programas e ser muito aclamada pelos jogadores, tendo uma grande fama, uma fan-base enorme e respeito dos jogadores.


Samira Close (Wenner Pereira)
Samira Close é uma Streamer que tem o seu próprio estilo, suas lives tem um toque especial pois são muito engraçadas. Ele se caracteriza como Drag Queen.

Não recomendo que você veja uma de suas lives perto de sua familia tradicional, pois as piadas são um pouco pesadas, em relação ao seu vocabulário um tanto peculiar. Samira também faz sucesso sem ter essa caracterização, em diversas lives seus fans pedem para que ela não passe por sua transformação. Faz sucesso de qualquer jeito né mores?


Gabriel Bohm ou Kami é um jogador profissional do jogo, saiu de sua casa na sua adolescência para morar na "Game House" aonde treina e mora com o seu time. O jogador atua no time "Pain Gaming" e fala abertamente sobre sua orientação sexual e reforça que quando foi a publico com ela, mostrou que pelo fato dele ser uma figura publica e por ser um ídolo do LOL, gostaria de mostrar que independente de sua opção sexual ele ainda era um jogador, uma pessoa, um ser humano e que ser ou não homossexual não mudaria nada em sua vida, tentando acabar com o preconceito e mudar alguns conceitos de certos jogadores.

Hugo Nasck

Hugo Nasck é youtuber e streamer não-binária de LOL, uma pessoa extremamente gente boa que também faz suas lives com um pouco de humor e sua carisma contagiante. Acredito que muitas pessoas conheceram o termo Não-binário por causa dela, que significa que ela não se identifica com qualquer identidade de gênero, e graças à ela ou elx muitos jogadors talvez até tenham mudado alguns conceitos sobre a questão de gênero. Ela tem uma grande quantidade de fãs e esta se destacando e crescendo cada vez mais, tanto no Youtube como no LOL.


Todos os influenciadores citados acima tem um canal no Youtube ou um canal na Twich, e além disso todos eles sofreram ou sofrem hate de inúmeros trolls de internet, mas ainda estão aí representando a comunidade LGBT para combater as grandes e pequenas atitudes tóxicas que assolam jogos de grande porte como League of Legends, diminuir a violência que ocorre afora em fóruns e jogos online e melhorar a nossa comunidade gamer no Brasil.


Créditos

Texto: Gabriel Borges
Revisão: Felipe Lima

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.


Deuses Americanos terminou sua primeira temporada e trouxe, além de um cliffhanger, vários deuses de diferentes mitologias e culturas que de algum modo foram trazidos para a América. E na próxima temporada Shadow (Ricky Whistle) e Wednesday (Ian McShane), além de resolver as suas pendências, irão se encontrar com outros deuses antigos para se preparar para a futura guerra contra os Novos Deuses: Mr World, Mídia e Technical Boy, porém, apesar do romance escrito por Neil Gaiman (escritor de Coraline, Stardust e Lugar Nenhum) ser extenso e contar com mais de 500 páginas, além de uma edição preferido pelo autor com mais material extra, a adaptação televisiva do canal STARZ supervisionada por Bryan Fuller vai adicionar mais personagens, expandir tramas e dar novos focos não explorados anteriormente.
Em entrevista ao Inverse, Gaiman que também é o produtor executivo da série, contou que algumas de suas cenas favoritas não puderam ser colocadas no livro original e que a próxima temporada incluirá até mesmo um Coming to America ambientado na década de 40.
Em outra entrevista, mas dessa vez ao Crave, Gaiman e Fuller confirmaram também, não apenas que haverá uma sequência explicando a chegada à América de Czernobog e as irmãs Zorya, como também eles adicionarão novas nuances à mitologia do show, como lendas urbanas também sendo reais. 

 Então, enquanto ainda não sabemos que surpresas Gaiman e Fuller nos reservam preparamos esta lista de deuses que podem fazer uma aparição na próxima temporada da série e o papel que podem cumprir na trama.


ATENÇÃO! Este post irá conter SPOILERS do livro e da próxima temporada de "Deuses Americanos", leia por sua conta em risco!

Mama-Ji


Mama-Ji é uma deusa antiga que é introduzida no encontro na House On The Rock, Wiscounsin. De origem indiana, na sua forma mortal ela parece uma velhinha pequena, de pele escura e já meio curvada pelo tempo, mas ela na verdade é Kali - a deusa hindu do Tempo, da Criação, do Poder e da Destruição, cuja forma verdadeira é de uma mulher gigante com a pele azulada, quase preta, a língua vermelha ensanguentada e um colar de crânios em torno do pescoço. Muitas vezes ela também é apresentada dançando em cima do seu prostrado marido, Shiva.
O papel dessa deusa pode acabar sendo ampliado como o de outros personagens menores do livro, mas, sendo ela uma deusa da destruição, não pareceria ilógico que Wednesday procuraria a sua ajuda na guerra que vem a seguir.

Baco 



Baco (ou Dionísio na mitologia grega) é o deus do vinho, das festas e da loucura. No livro original, Gaiman preferiu não inserir na sua trama tantos deuses do panteão greco-romano, pois a ideia geral é a de deuses que de algum modo foram trazidos à América, mas com algumas recentes escavações e descobertas arqueológicas, já se acredita que os romanos sabiam, ou pelo menos suspeitavam da existência da América. Além disso, dois personagens dessa mitologia já fizeram sua aparição tanto no livro, como na série: Vulcan, o deus do fogo aparece no episódio "A Murder of Gods" e uma górgona, que aparece rapidamente em um capítulo, quando Shadow entra num quarto de uma mulher "que recusa a deixá-los ver o seu rosto". Não parece impossível que o deus do vinho e da intoxicação não apareça numa rave ou como um dono de alguma marca de vinhos caros na série.

Alviss



Alviss, filho de Vindalf e o Rei dos Anões, é um personagem da mitologia nórdica que já foi enganado por Thor quando pediu a filha do deus do trovão em casamento. Ele também faz sua primeira aparição em Wiscounsin, na House of The Rock e é sempre confundido com Elvis - o que o deixa bastante irritado - e pode ser bastante útil para a luta que Wednesday está armando, já que anões são conhecidos sempre por serem ótimos ferreiros e ferozes lutadores.

Ganesha 




Ganesha, o deus hindu da sabedoria, da prudência e do saber. Ele é na maioria das vezes retratado com uma cabeça de elefante - e até já fez a sua aparição na abertura da série. Nos livros a sua aparição é inesperada e não valeria a pena descrevê-la aqui, mas existe uma grande probabilidade dele ter algumas cenas já na próxima temporada.

O Pássaro-Trovão




No livro, durante os sonhos com o orquidário de ossos Shadow também vislumbra vários pássaros que carregam consigo relâmpagos e trovoadas, até o momento nenhum deles fez uma aparição na série, mas o Pássaro-Trovão é uma entidade importante para a cultura norte-americana. Os Pássaros-Trovões são figuras em inúmeras culturas de diferentes tribos nativo-americanas, entre elas os Ojibwe e os Menominee, onde são um símbolo de poder e força, algumas lendas retratam o grande Pássaro Trovão como inimigo das Serpentes Chifrudas - as Misikinubik - e impedem elas de devorarem a terra e os seus habitantes, além de serem mensageiros do Sol, curiosamente em algumas tribos, sonhar com um pássaro-trovão significa que deve-se ir à guerra...

Bast



Bast ou Bastet - a deusa gata da mitologia egípcia - tem uma aparição bastante interessante no livro e que permeia a história até o final de um modo bastante sutil, e para quem estava prestando atenção à série ou entende de mitologia egípcia pode notar a sua participação rápida durante a cena com a Sra. Fadil. Nenhuma atriz foi ainda anunciada para o papel, mas considerando que Mr. Ibis e Mr. Jacquel tiveram um papel na primeira temporada, provavelmente já teremos a personagem interagindo com Shadow.

Mr. Wood - e os Mooks



Mr. Wood já fez a sua primeira aparição na série, ou pelo menos é o que pensamos. No episódio "Lemon Scented You" temos essa grande forma de galhos que cresce a partir de uma das cadeiras da estação de polícia, matando todos os agentes e os consumindo, além de atacar Shadow. Mais tarde, Wednesday explica o que é o Mr. Wood:


"Sempre houve um buraco com o formato dos deuses na cabeça dos homens. Mr. Wood era as árvores. Mr. Wood era a floresta. Ele era um deus muito velho que viu algo muito novo: uma sociedade temente à Deus se virando para a completa industrialização. Então o que ele fez? Sacrificou as suas árvores. Sacrificou sua floresta e se tornou algo novo"

Então basicamente, Mr. Wood é uma entidade muito antiga que se tornou objetos industrializados para poder sobreviver. Nos livros, porém, Mr. Wood tem uma aparição humana e junto de outros deuses: Mr. Town, Mr. Stone, Mr. Road... Eles são conhecidos como os Mooks, agindo como os agentes dos Novos Deuses. Na série essa função parece ter sido dada às Crianças - o grupo de homens sem rosto criados pelo Technical Boy - mas isso não impede a futura aparição desses antigos deuses que já sofreram o rebranding dos Novos Deuses. 


Teremos de esperar a próxima temporada para ter certeza de que esses deuses irão com certeza ter sua divindade representada na série, mas como o inesperado é a marca das mentes doentias e maravilhosas de Bryan Fuller e Neil Gaiman é melhor não criar expectativas e simplesmente esperar pelo melhor. A próxima temporada de Deuses Americanos ainda não tem data de estreia e enquanto isso não se esqueçam: do not piss off those bitches in airports.





Créditos:

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

American Gods mal teve sua primeira temporada exibida e já foi renovada pelo canal STARZ, além de ser distribuida pela plataforma de streaming da Amazon, a série que é baseada no livro de Neil Gaiman - sim, o escritor de Coraline, Stardust e Sandman - e centrada no ex-presidiário Shadow Moon (Ricky Whistle) em luto pela sua esposa Laura (Emily Browning) entrando no mundo seu misterioso empregador Mr. Wednesday (Ian McShane) nos apresentou uma história sobre a forma como os deuses e suas histórias estão sendo rapidamente substituídos pela tecnologia e as novas formas de adoração que talvez nós nem estejamos vendo. 



ATENÇÃO: o seguinte post CONTERÁ SPOILERS sobre a primeira temporada de "American Gods", leia com atenção!

Os deuses vivem e deuses morrem

Uma das primeiras coisas que podemos notar na série é a abertura cuja trilha sonora produzida por Brian Ritzell remete diretamente à música Immigrant Song da banda Led Zeppelin (especificamente o cover de Trent Reznor and Atticus Ross) , o que é extremamente apropriado levando em conta um dos temas centrais da série: a América é formada por imigrantes.


Os deuses que foram de algum modo trazidos à América, todos vieram pela força da fé de imigrantes, de pessoas que de algum modo chegaram ao Novo Mundo e enfrentaram as dificuldades de se estabelecer num país que não lhes pertencia, numa cultura que não lhes pertencia ou mesmo sendo pessoas que não pertenciam aquele lugar. 

Nas sequências de Coming to America - que são apresentadas por Mr. Ibis (Demore Barnes) - somos apresentados às histórias da chegada de Mad Sweeney, por exemplo, mas o grande foco é na personagem Essie McGowan (que também é interpretada por Emily Browning), a garota irlandesa que acredita nas fadas e em sua proteção com tamanha fé que isso a ajuda durante as privações no seu percurso para a América e também na história de Salim (Omid Abtahi) que está preso numa vida como um vendedor fracassado, além do esquecimento e estado de miséria vistos no apartamento onde Czernobog (Peter Stormare) e as irmãs Zorya se encontram, os Estados Unidos podem ser hostis para os imigrantes que chegam ali e os deuses que são trazidos ali estão morrendo pela falta de fé dos seus adeptos. 




Muitas vezes quando confrontados pelas dificuldades essas pessoas que vieram à América chamaram seus deuses, mas agora os tempos são outros e os Velhos Deuses reunidos por Wednesday precisam reagir para evitar o seu esquecimento.

Representatividade de minorias

Um dos grandes triunfos de Deuses Americanos com toda a certeza é além do seu elenco diverso, a falta de medo em tocar em temas delicados. Como um retrato da vida atual nos Estados Unidos a série aborda a questão do racismo, da xenofobia e da violência crescente contra mulheres na atualidade de um jeito extremamente simples: permitindo o olhar do outro. 




Uma das cenas mais controversas foi a do personagem Salim, que além de ser gay, também muçulmano, se vê preso entre o trabalho de vendedor e uma vida infeliz de alguém que não se encaixa dentro do espaço em que está. A sua cena com o Djinn (Mousa Kraish) não é apenas uma das cenas mais gráficas de sexo gay exibidas na televisão, mas também uma cena de duas pessoas em uma completude, um preenchimento do vazio de duas pessoas perdidas num país que não é o seu, imigrantes e diferentes.




Outra faceta desta representatividade que se mostrou na série foi a personagem Bilquis (Yetide Badaki) que teve uma expansão do seu papel original, a divindade que também é conhecida como a Rainha de Sabá explora a bastante o tema da sexualidade nos dias de hoje, como o vazio das relações feitas por aplicativos servem apenas para alimentar momentaneamente a falta de orações de Bilquis, e, também, o lado feminino do sexo. No episódio "Come to Jesus", Anansi (Orlando Jones) começa a contar a história de uma deusa que foi privada de seu poder pelos homens, o culto à Bilquis é a comunhão com o divino através do sexo, mas as restrições masculinas tiraram isso dela, e ironicamente é a mesma história da Páscoa (Kristin Chenoweth) privada e esquecida, sendo obrigada a aliar-se aos Novos Deuses e ser relegada à papel de fundo na nova ordem.

Temos diferentes tipos de mulheres na série, e muitas vezes uma reflete a outra no seu total oposto, como Essie, que carrega desde criança a crença no Povo das Fadas e Laura, que nunca conseguiu acreditar em nada. 




Outra das cenas mais marcantes da série, também foi o Coming to America de Anansi - o Deus africano que por muitas vezes toma a forma de aranha e contador de histórias - onde ele aparece num navio negreiro que está quase chegando à então colônia que era os Estados Unidos; a visão ácida que ele apresenta sobre o futuro dos negros na América, do racismo e das repressões policiais torna-se extremamente forte e somente comparável à cena da morte da encarnação do Jesus Mexicano, morto ironicamente por milícias cristãs atacando imigrantes ilegais nas margens do Rio Grande.




Technical Boy - o troll de internet e a modernidade




Uma das grandes evoluções na humanidade como um todo hoje foi a internet - e na série, essa tecnologia foi encarnada no Novo Deus, o Technical Boy (Bruce Langey), e hoje a internet tem se tornado cada vez mais um lugar cheio de ódio e violência, embora um deus jovem em comparação com os Velhos Deuses, o poder sobre sete bilhões de pessoas no planeta desnivela a balança entre os Novos Deuses, que recebem seus sacrifícios pelas horas em que as pessoas passam em frente à telas de televisão ou computador ou no sistema de globalização e mercado em que estamos todos presos.

As aparições da Mídia, interpretada pela maravilhosa Gillian Anderson, também demonstram toda esta faceta de personas famosas de filmes ou da TV pelas quais as pessoas tem enorme apreço e admiração que estão escondendo um lado muito mais violento, um lado que calmamente bombardearia a Coréia do Norte inteira sem motivos militares, mas apenas para acalmar Wednesday e evitar uma guerra.



Oh Pretty Thing You...

A fotografia da série é muito bem executada, Bryan Fuller traz de volta quase toda a produção que ele usou em Hannibal, desta vez misturando uma palheta sombria e acinzentada com a loucura de néons de motéis beira de estrada, luzes celestiais e muito sangue - muito e muito sangue - que muitas vezes se justifica pela aura de estranheza que acompanha a série toda.




Essa diferenciação na palheta de cores também aparece na separação de núcleos, temos o grupo Mad Sweeney, Laura e Salim andando por regiões rurais e verdes dos Estados Unidos e temos Shadow e Wednesday muitas vezes chegando à cidadezinhas acinzentadas. 

Porém, mais do que isso, American Gods é uma adaptação que tem sido bastante fiel ao estilo narrativo de Gaiman, além de abrir discussões pertinentes sobre o "american way of life" e sobre a frialdade que a modernidade carrega, os Novos Deuses enxergam a existência da crença como um mercado e os Velhos Deuses são muito humanos, cheios de qualidades e vícios. No meio dessa guerra, temos Shadow, alguém que por algum motivo teve seu destino moldado pelos deuses, por qual motivo? Provavelmente só saberemos quando acontecer essa batalha, que sendo vencida ou perdida, será gloriosa.

A segunda temporada de American Gods ainda não tem previsão de estreia, mas já está confirmada, por enquanto só podemos esperar a próxima parte da história e "wow, it does sounds good already".




Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A nova temporada de Game of Thrones vai estrear no dia 16 de julho deste ano trazendo expectativas e o início do fechar de um enredo que se costura já há seis temporadas. Entre batalhas sangrentas, dragões e diplomacias nada amigáveis esta nova temporada promete trazer o enfrentamento final da história tanto entre Starks e Lannisters (ou o que sobrou deles) pelo reino de Westeros, quanto entre os Homens e os Caminhantes Brancos. Além da chegada da Kahleesi, Mãe dos Dragões e Quebradora de Correntes, Daenerys Targaryen a Westeros com seus três dragões. No último dia 12, a HBO liberou o segundo trailer oficial para essa temporada e agora podemos especular as cinco coisas que precisam acontecer em GOT.




ATENÇÃO: Esse texto CONTERÁ POSSÍVEIS SPOILERS da próxima temporada de "GAME OF THRONES", leia por sua conta em risco, pois a noite é escura e cheia de spoillers!

A revelação do papel de Sam



Samwell Tarly (John Bradley-West) tem sido um companheiro leal e dedicado ao seu amigo Jon Snow durante toda a série, mas agora o seu crescimento pessoal o levou à um caminho próprio e que provavelmente terá uma grande relevância no final da série. Da última vez que vimos Sam ele estava acompanhado de Gilly (Hannah Murray) e do bebê Sam, entrando dentro da biblioteca da Cidadela, o lugar onde os Meistres se formam e acumulam todo o conhecimento possível de Westeros e do resto do Mundo Conhecido.
Sabemos que o ator Jim Broadment (o professor Slughorn de Harry Potter e Nikolai da adaptação de Guerra e Paz da BBC) foi escalado para o papel de um Meistre da Cidadela, portanto, um ator de peso presente neste núcleo sugere não apenas uma importância, como também a necessidade de uma interpretação carismática.

É possível que ali seja o local onde Sam descubra a origem dos Outros ou a maneira final de derrotá-los.

O destino de Cersei


Cersei Lannister agora está na posição que ela sempre almejou: sentada no Trono de Ferro. Infelizmente para ela, o preço disso foi a morte dos seus três filhos, aquilo que ela realmente amava. Agora o que os roteiristas da série reservaram para a Rainha Lannister provavelmente será a sua queda final, a situação onde ela se encontra tem muita reminiscência dos antigos reis de Westeros que não se curvaram contra a superioridade bélica de Aegon, o Conquistador

Além disso, Cersei, explodiu o Septo de Baelor, o grande símbolo da Fé dos Sete e lugar de esperança para os plebeus. Não será nenhuma surpresa se o povo eventualmente se revoltar contra o reinado Lannister e derrubá-la, ou que alguém muito querido dela resolva traí-la.


Que lado Jaime vai escolher


Jaime Lannister tem sido um personagem que no início da série começou uma grande jornada de encontrar o seu eu e se redimir. Porém, com o seu retorno a Porto Real e dedicação de lealdade à Cersei, muitos fãs pareceram extremamente infelizes com a mudança repentina do desenvolvimento do personagem. Agora no trailer, Jaime está liderando as tropas Lannister contra o exército de Daenerys, que provavelmente irão invadir Lannisporto sobre a liderança de Verme Cinzento (Jacob Anderson), talvez com o auxílio de Tyrion. 

As ações que vão decorrer deste ataque parecem nebulosas, mas não duvido que o Jaime da série acabe instigado a permanecer ao lado da irmã tanto pelo ataque ao lar da Casa Lannister, quanto em busca de vingança contra Tyrion pela morte de Twynn. 


A revelação de Jon



Agora no final da sexta temporada tivemos a confirmação da teoria R + L = J, em que Jon Snow não é o filho bastardo de Ned Stark, mas sim o filho de Rhaegar Targaryen com Lyanna Stark

Porém ainda não se tem ideia de como isso será tratado na série, pois, mesmo que Jon descubra que ele é filho de Rhaegar, sua bastardia não vai ser revogada, ele apenas será o filho do antigo Príncipe de Westeros, além disso, depois de tudo o que pudemos conhecer de Juan de las Nieves as suas últimas pretensões são o Trono de Ferro, a grande luta dele é a luta contra os White Walkers

Além disso, esta não é a única grande revelação que precisa ser feita. O Príncipe Que Foi Prometido, ou Azor Ahai, o herói da profecia pode ser o Jon Snow, e se isso for revelado nesta temporada, o papel de Jon mais que nunca se afasta de um rei que se sentará no Trono de Ferro e passará para aquele que vai proteger todos da ameaça iminente.

O reencontro de Bran



Meera e Bran no começo do trailer chegam à Muralha, vemos os portões sendo levantados para eles, com toda certeza essa será uma das primeiras cenas da nova temporada, já que Bran agora teve o seu treinamento com o Corvo de Três Olhos abruptamente completo e não tem mais razão para se demorar Além-da-Muralha.

Em outra cena, Bran está wargando em vários corvos em pleno ar aparentemente monitorando os movimentos do Rei da Noite, ou atacando alguém. Ele também está fazendo isso em frente à uma árvore-coração, sentado numa cadeira de rodas de madeira - muito cosplay de Charles Xavier - em Winterfell. Isso parece indicar que talvez Bran não seja a causa da queda da Muralha, uma das grandes apostas dos fãs da série e dos livros.



As Três Cabeças do Dragão



Uma das teorias mais comentadas dos fãs de GOT tem sido a das Três Cabeças do Dragão, que supõe que na batalha final contra os Outros surgirão três pessoas que irão montar os dragões de Daenerys: Drogon, Viseryon e Rhaegal. Os três candidatos mais óbvios para esta teoria são Tyrion, Jon Snow e a própria Daenerys e a possibilidade de tal teoria se confirmar na série tem bastante embasamento, Game of Thrones se tornou uma série massivamente popular em pouco tempo, as cenas chocantes e impressionantes já fazem parte do imaginário da maioria dos espectadores da série, por isso, finalizar o grande conflito com a união dos três personagens mais queridos do público não seria surpreendente, apesar de ganhar o júbilo de todos os fãs que esperam apenas uma coisa: que seu favorito sobreviva no final.

Logo mais saberemos o destino dos nosso personagens queridos e vamos ter o começo do fim da história de George R. R. Martin, mesmo que modificada pelos produtores da série D&D, enquanto isso só podemos especular e lembrar sempre: Valar Morghulis


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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