Menu

Nesse Mês do Orgulho LGBTQIA+ estamos celebrando e refletindo sobre a diversidade na cultura pop e como temos personagens da comunidade tem sido retratados em filmes, HQs, séries, desenhos animados e etc. 

Agora com uma nova promessa de futuras representações de personagens LGBTQIA+ em filmes de super-heróis da Marvel e da DC Comics (Aves de Rapina, Thor: Amor e Trovão e Os Eternos), decidimos como uma forma de relembrar exemplos de representatividade no meio dos quadrinhos de super-heróis trazer uma lista dos melhores casais gays das HQs.


Wiccano e Hulkling



Wiccano e Hulkling fazem parte da equipe dos Jovens Vingadores, sendo membros vitais da equipe e começaram um relacionamento quando se conheceram lutando juntos, formando um dos casais mais bem trabalhados e reconhecidos da Marvel. 

Wiccano, cujo nome verdadeiro é Billy Klapan, é a reencarnação do filho da Feiticeira Escarlate, tendo herdados os seus poderes místicos e de manipulação da realidade, além de telecinese, criação de campos de força, projeção astral e conjuração, o seu namorado Hulkling, cujo nome verdadeiro é Dorrek VIII, e mais conhecido pelo o seu nome terrestre, Theodore "Teddy" Altman, é um príncipe híbrido Kree-Skrull, que são duas raças que vivem em constante guerra; temendo pela sua vida, sua mãe, a princesa Anelle, o enviou para ficar em segurança na terra, onde viveria como um humano disfarçado, e foi descobrindo suas habilidades de metamorfose e super-força.

Os dois começaram a namorar durante um longo tempo e eram assumidos para o resto da equipe dos Jovens Vingadores, até mesmo servindo de encorajamento para que o Prodígio, um dos seus colegas, pudesse se assumir como bissexual. Em determinado momento, no entanto, eles passaram por uma crise onde o Teddy (enganado pelo Loki) se questionou se ele realmente existia ou se não seria apenas uma criação da mente de Billy, assim como sua mãe fez anteriormente, para ter o namorado perfeito. Os dois superaram essa crise, depois de alguns meses separados e voltaram a ficar juntos e até mesmo atualmente nos quadrinhos estão noivos.

Apolo e Meia-Noite


Apolo e Meia-Noite (Midnighter, no original em inglês) são dois super-heróis que surgiram na série de quadrinhos 'A Autoridade' criada por Warren Ellis e Bryan Hitch e publicadas pelo selo WildStorm. Os dois faziam parte da equipe Storm Watch, sendo também um dos primeiros casais gays a trocar alianças em páginas de quadrinhos e foram incorporados ao Universo DC em 2011.

Apolo e Meia-Noite faziam parte de um grupo secreto de operações especiais da Storm Watch, mas foram traídos por um de seus colegas, sendo quase mortos, tiveram de fugir e tornaram-se heróis de rua, pelo menos até o ponto do início das HQs. Meia-Noite, cujo nome verdadeiro é Lucas Trent, possui vários implantes em seu corpo, que fornecem força, velocidade e reflexos sobre-humanos e Apolo possui a capacidade de absorver a energia solar, tendo super-força, capacidade de voar, invulnerabilidade e visão de calor.

E eles são a versão do Superman e do Batman desse universo, então sim, temos um casal que é o Homem de Aço e o Cavaleiro das Trevas nas HQs.


Mística e Sina



Durante anos, uma das coisas que ficavam apenas no reino da especulação era que a mutante metamórfica Mística (Raven Darkholme) e a precognitiva Sina (Irene Adler) viviam um relacionamento amoroso. As duas viveram juntas por muitos anos e depois que a Vampira fugiu de casa, as duas a criaram como sua filha. Entretanto, já foi revelado que anteriormente, o roteirista de X-Men, Chris Claremont queria que a Vampira fosse a filha biológica das duas, quando Mística teria assumido a forma de um homem e assim teriam gerado uma criança, mas a censura de HQs que vigorava na época acabou proibindo tanto a confirmação da bissexualidade de Mística, quanto da origem da Vampira.

No entanto, isso mudou recentemente, onde finalmente foi confirmado que as duas são um casal, e há de se dizer, que a morte de Sina teria sido uns fatores que levou Mística a se tornar uma vilã. 

Rictor e Shatterstar



Rictor era um membro da X-Force, um mutante com a habilidade de controlar a terra e forças sísmicas, causando tremores, além de sofrer de depressão e tendências suícidas, ele teve um rápido relacionamento com a mutante Lupina, no entanto, acabou não dando certo. Enquanto isso Shatterstar veio do futuro de uma realidade alternativa conhecida como Mojoverso, onde ele foi criado como um gladiador para lutar em arenas, ele possui a habilidade de conduzir ondas vibratórias através de suas duas espadas, além de possui força, agilidade e um instinto violento, também possuindo uma estrutura óssea oca, que o permite ser mais ágil e leve, além disso ele é pansexual. 


Os dois se conheceram quando Shatterstar saiu da equipe dos Novos Mutantes e foi para a X-Force, eles permaneceram no armário durante um longo tempo até que Rictor o beijou depois de Shatterstar recuperar a consciência ao ser dominado mentalmente durante um longo período de tempo. Os dois formaram assim um dos primeiros casais gays das  equipes mutantes.

Estrela Polar e Kyle Jinadu


O mutante Estrela Polar surgiu nas HQs como um dos membros do time de heróis canadenses, a Equipe Alfa, mas eventualmente se juntou aos X-Men. O seu nome verdadeiro é Jean-Paul Beaubier e ele foi um dos poucos mutantes que manteve seus super-poderes depois dos eventos do arco da Dinastia M. Depois de assumir sua homossexualidade e se tornar um professor no Instituto Xavier para Mutantes, Estrela Polar decidiu pedir seu namorado Kyle em casamento. 

O casamento dos dois foi um dos eventos mais grandiosos da Marvel, com diversos convidados, incluindo Tempestade, Ciclope e o resto dos X-Men
Wolverine e Hércules



Em uma realidade paralela lançada na décima edição de X-Treme X-Men, o relacionamento insinuado no início da revista entre o personagem Wolverine, então na história, o general canadense James Howlett e o personagem Hércules foi confirmado em uma cena de beijo (logo depois de derrotarem um fucking monstro gigante com uma espada gigante!) e foi muito divulgada e comentada por diversos veículos de mídia, causando um escândalo em diversos homofóbicos.

O casal de heróis na história acaba tendo de enfrentar a fúria de Zeus, que não permite que qualquer deus tenha consortes humanos, então para punir seu filho Hércules os joga nas profundezas Tártaro, onde os dois precisaram lutar pela sua vida, mas infelizmente, a revista acabou sendo cancelada com a saída do roteirista principal Greg Park.

Arlequina e Hera Venenosa



Depois de romper seu relacionamento abusivo com o Coringa, a Arlequina decidiu montar sua própria carreira de crimes se tornou parceira da vilã Hera Venenosa. As duas criaram uma forte amizade e uma grande proximidade emocional, que tanto nas séries animadas, quanto nos quadrinhos, dava a entender de que as duas eram mais que amigas. Depois de um bom tempo, com o retorno do arco de Arlequina rompendo com o Coringa, que finalmente se confirmou que as duas formam um casal.

As duas também formaram uma amizade e o grupo das Sereias de Gotham com a Mulher-Gato (que recentemente revelou ser bissexual), onde além de lutarem juntas, também mantinham um relacionamento aberto. O romance das duas se tornou um dos mais interessantes dentre os personagens relacionados a Gotham e provavelmente deve abordado na série animada da Arlequina da DC Universe.



Mas enfim, você conhece mais casais gays nos quadrinhos de super-heróis e qual o seu casal gay favorito das HQs? Deixa nos comentários e acompanhe mais do conteúdo exclusivo do Mês do Orgulho no Co-op Geeks.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQ+ estamos trazendo diversos artigos sobre diferentes tipos de representatividade e uma dessas representatividades que tem crescido é o de mulheres lésbicas

Apesar de muitos erros do passado na representação das lésbicas - por exemplo, o próprio trope de personagens que acabam morrendo no final da história - muito tem se discutido nesse quesito de representação feminina e representação sáfica (relações afetivas entre mulheres e pessoas que se identificam com o feminino). Então para continuar essa discussão trouxemos uma lista das melhores (e mais badass) personagens lésbicas dos quadrinhos:

Batwoman (Kate Kane)


Kate Kane, a Batwoman é a prima de Bruce Wayne, que se inspirou no alter-ego de Batman para também lutar contra o crime. Ela perdeu sua mãe biológica, Gabrielle Kane, e a sua irma gêmea, Beth Kane, durante um tiroteio que sucedeu a sequestro de sua família quando ela tinha apenas doze anos. Depois disso Kate decidiu aprender a se defender por si mesma, entrou na Academia Militar onde, além de tirar notas excelentes e receber diversos prêmios, também se submeteu a um treinamento em estratégia militar, de sobrevivência e habilidades especializadas e se tornou uma hábil ginasta e perita nas artes marciais. 

Contudo, quando conquistou o posto de Oficial Executivo da sua brigada, ela foi tirada do armário anonimamente, se recusando a mentir e também por causa das regras sobre conduta homossexual que vigoravam na época ela foi forçada a deixar a escola, e mesmo recebendo todo o apoio de seu pai, o oficial Jacob Kane, Kate ainda sentia que queria fazer algo da vida. Foi depois de um breve relacionamento com a oficial de polícia Renee Montoya na qual elas se defenderam de um criminoso antes do próprio Batman chegar que Kane percebeu que ela mesma poderia se tornar uma super-heroína.


America Chavez


America Chavez foi criada pelas suas duas mães em uma dimensão fora do tempo e à parte do Universo chamada Paralelo Utópico, enquanto vivia nessa realidade a jovem absorvia o poder mágico que existia ali e passou a desenvolver seus próprios poderes. Quando houve um ataque destrutivo em Paralelo Utópico, as mães de America decidiram se sacrificar mandando sua filha para o Universo, onde ela ficou ao longo dos anos saltando de realidade em realidade e desenvolvendo seus poderes.

Quando encontra Kid Loki (o próprio deus Loki numa forma de criança), America acaba decidindo se unir aos Jovens Vingadores para proteger o Wiccano (que na época estava sendo um hospedeiro de um parasita interdimensional conhecido apenas como Mãe) e se torna sua "guarda-costas", além de ajudar na equipe. Ela também namora Lisa Halloran, uma técnica em treinamento de emergência médica.

America Chavez possui super-força, super-durabilidade, o poder de voar e também o poder de socar portais através da realidade, pelo qual ela pode se transportar para outros lugares, além de levar seus companheiros heróis com ela.


Scandal Savage


Scandal Savage é a filha do super-vilão Vandal Savage e uma mulher brasileira de identidade desconhecida. Ela se torna uma anti-heroína, lutando ao lado do grupo Sexteto Secreto - um grupo de vilões ou associados de vilões que são chantageados por uma figura misteriosa para combater a corrupção na elite política do mundo DC. 

Ela é assumidamente lésbica, além de ter herdado o poder da imortalidade de seu pai, o que significa que além de não poder morrer, ela tem o poder da regeneração e uma super-força, além de lutar com uma luva de lâminas de pesar chamadas Lâminas da Lamentação.


Tormenta


Na série da CW, Raio Negro, onde temos como protagonista o super-herói negro Jefferson Pierce (interpretado por Cress Williams) que retoma o manto de Raio Negro e temos a filha dele, Anissa Pierce (Nafessa Williams) uma meta-humana que herdou os seus poderes e durante a primeira temporada se torna a Tormenta

Além de negra e lésbica assumida, inclusive noiva de Grace Choi, Tormenta se torna uma heroína não apenas inspirada pelo o seu próprio pai, mas também por ver todos os problemas ao seu redor na sociedade de Freeland, depois assumindo a identidade de Blackbird.


Angela 


Aldrif Odinstoddir, também conhecida como Ângela foi uma personagem criada por Neil Gaiman para a série de quadrinhos Spawn de Todd McFalarne, na qual a personagem era de uma raça de anjos cuja missão era caçar os demônios que assombravam a Terra, mas entrou para o cânone da Marvel, onde foi revelado que ela era uma filha perdida de Odin, e portanto, irmã de Thor e Loki

Ela teria sido "morta" durante uma batalha entre Asgard e os Anjos do Décimo Céu, porém um dos anjos acabou decidindo criar o bebê como sua quando a descobriu ainda viva. Angela tem poderes de um anjo e de um asgardiano, sendo realmente imortal, ao contrários dos asgardianos que precisam das maçãs de ouro para sustentar sua juventude, além de ter a habilidade de voar. Durante uma das batalhas, Angela acaba aprisionada e se apaixona por Sera, uma anjo ancorita e que ao contrário de seus semelhantes, se identifica como uma mulher transgênero. As duas escapam juntas e se tornam amantes guerreiras, se envolvendo frequentemente nas aventuras dos Asgardianos e dos Guardiões da Galáxia.


Karolina Dean


Karolina Dean faz parte do grupo de jovens super-heróis, os Fugitivos, e descobriu que seus pais faziam parte de uma sociedade secreta de super-vilões, o Orgulho, disfarçados como atores famosos de Hollywood, e que ela mesma na verdade era uma alienígena da raça dos Majesdadianos, ela possui poderes de voo e manipulação da energia solar, além de possuir uma pele que brilha fluidamente com as cores do arco-íris.

Durante um bom tempo, enquanto estava junto dos outros Fugitivos, Karolina se sentia como a "estranha" do grupo e a única que precisava esconder sua identidade de não-humana e sua verdadeira forma, mas além disso, ela estava confusa com sua sexualidade, além de estar começando a se apaixonar pela sua colega Nico Minoru

Eventualmente ela saiu do armário e confessou sua paixão pela amiga, que a rejeitou, mas Karolina encontraria uma pessoa para entrar em um relacionamento em Xavin


Renee Montoya


Uma das agentes do Departamento de Polícia de Gotham City, Renee Montoya, surgiu na animação Batman: A Série Animada, mas foi trazida para as HQs logo em seguida. Ela é uma imigrante latina, tendo nascido na República Dominicana e frequentemente se unia ao oficial Harvey Bullock, mas eventualmente foi promovida à detetive, onde ela passou a pegar mais e mais casos que lidavam com a corrupção de Gotham, frequentemente ajudando o próprio Batman quando ele cruzava o seu caminho em investigações e casos de vilões de Gotham.

Mas, como retaliação do vilão Duas-Caras, ela foi tirada forçadamente do armário, além de armar para que ela seja acusada de homicídio. Depois de limpar seu nome, Montoya, que teve sua vida pessoal e profissional muito impactada com essa revelação, além de enxergar a corrupção no próprio Departamento de Gotham, ela se demitiu da delegacia e passou a agir nas sombras como uma vigilante até mesmo assumindo a identidade feminina do vigilante Questão.




E então você gostou da lista? Você conhece mais personagens lésbicas das HQs que mereciam estar aqui? Deixa nos comentários e acompanhe mais do Mês do Orgulho no Co-op Geeks.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



A Assexualidade é a orientação sexual definida pela ausência de atração sexual de um indivíduo pelos outros, e como a maioria das outras letras que formam a comunidade LGBTQA+ muitas vezes é mal representada dentro da mídia (livros, filmes, séries de TV, jogos e etc.). 

Os assexuais são pessoas que têm uma orientação que não se orienta nem para hetero, bi ou homossexualidade, e vivem muito bem assim sem a necessidade de sexo, por essa razão não é incomum que se confunda assexualidade com frieza ou que eles "ainda não encontraram a pessoa certa". Mas apesar disso também não quer dizer que eles não possam se sentir romanticamente atraídos ou que não possam ser personagens interessantes, divertidos e muito amáveis.

Então nesse Mês do Orgulho LGBTQA+ trouxemos aqui uma lista de diversos personagens assexuais (e que acreditamos que sejam assexuais) que existem na cultura pop:


Jughead Jones (Archie Comics)


A série de HQs americana Archie Comics se tornou muito mais conhecida depois de ser adaptada no seriado Riverdale.

Os quadrinhos do Archie originalmente são muito mais parecidos com a nossa Turma da Tina, do que com um drama de mistério, contudo com o tempo os quadrinhos evoluíram junto de seus personagens e com isso tivemos a introdução de personagens de diferentes orientações sexuais e a revelação de que um dos personagens principais é assexual, no caso Jughead Jones

Jughead é o melhor amigo de Archie Andrews, sendo um estudante inteligente, apesar de bastante relaxado, além de possuir uma língua afiada, sendo bem irônico, sarcástico e muito excêntrico. Outra característica de Jughead é que ele ama comida, e muitas vezes parece que ele até prefere comida à pessoas, especialmente as garotas que acabavam se apaixonando por ele em algum momento. Essa característica de ser um comilão passou por revisões ao longo do tempo e eventualmente Jughead se tornou um personagem assumidamente assexual.

Owen Burnett (Os Gárgulas)


A animação Os Gárgulas é um dos clássicos da Disney que assombrou muitas crianças durante a sua exibição original nos anos 90. 

A série apresenta um clã de criaturas guerreiras conhecidas como gárgulas que se transformam em pedra durante o dia, amaldiçoados a permanecer imóveis até que acabam em um arranha-céu em Manhattan nos dias atuais, e depois de conhecerem a detetive Eliza Maza, passam a proteger os cidadãos de Nova York enquanto descobrem que segredos sombrios e mágicos despertando.

Dentre os vilões, o personagem Owen Burnett, o assistente do grande antagonista David Xanatos foi confirmado como assexual. Além disso, como as Gárgulas, ele também se transforma, se tornando Puck, um dos Filhos de Oberon e que completamente oposto à sua forma humana foi confirmado como pansexual. 

Adrian Veidt (Watchmen)


Na graphic novel Watchmen de Alan Moore, um dos heróis que formavam os Minutemen, Adrian Veidt, um filho de uma família de imigrantes germano-americanos, sempre tendo um grande interesse no faraó Ramsés II, cujo título tornou-se o seu codinome de vigilante: Ozymandias

Ozymandias possuindo um intelecto de um gênio, o conhecimento de todas as artes marciais conhecidas e uma fortuna conquistada pelo marketing usado com sua imagem de super-herói, ele passa a acreditar que super-heróis não são suficientes para salvar o mundo, então decide começar a fazer seus próprios planos, pois acredita que sua vasta inteligência o obriga a salvar o mundo ele mesmo. Embora ele tenha sido retratado como possivelmente homossexual na adaptação de Zack Snyder (2009), ele nunca demonstrou interesses românticos ou sexuais por ninguém em toda a sua vida, Adrian Veidt tem apenas objetivos em sua vida, portanto, é quase certo supor que ele seria assexual. 


Varys (Game of Thrones)



Um dos personagens mais astutos da série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo e da série Game of Thrones, Varys, o Aranha tem o papel de Mestre dos Sussurros na corte em Porto Real. 

Desde a sua primeira aparição na série ele é retratado como um excelente espião, além de enigmático, escondendo seus verdadeiros sentimentos e motivações e utilizando suas habilidades de acordo com seus interesses obscuros. Ele também possui uma rede de espiões que ele chama de seus "passarinhos", que são treinados para ouvir conversas, abrir cartas e lhe trazem informações secretas sobre quase tudo o que acontece ao redor do reino. 

Mas, além disso, no sexto episódio da quarta temporada de Game of Thrones, tivemos uma revelação sobre uma das facetas de Varys: que ele é assexual, e de um modo surpreendente, a assexualidade dele não é relacionada ao fato dele ser um eunuco. Durante a conversa entre ele e o personagem de Oberyn Martell, ele comenta que nunca sentiu atração por ninguém em sua vida, mesmo antes de sua castração e isso o permitiu se virar para outros desejos, e é claro, ele fala isso olhando para o Trono de Ferro... 

Ártemis (Percy Jackson)


Na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos de Rick Riordan, Ártemis, a deusa da caça e da Lua, possui a companhia de diversas outras garotas que fazem parte de seu grupo de Caçadoras, a quem ela oferece a imortalidade em troca de lhe acompanhar na grande Caçada.

Contudo, a deusa Ártemis não é retratada como lésbica, para que essas garotas se unam à ela, precisam abdicar de qualquer amor romântico, e mais recentemente foi confirmado nos livros que isso significa qualquer tipo de relação romântica. Além disso,  Ártemis, apesar de ter tido relacionamentos nos mitos gregos originais, é considerada uma das deusas virgens do Olimpo, algo que também é mencionado nos livros.

Carlinhos Weasley (Harry Potter)


Na série de livros Harry Potter somos apresentados a família Weasleye temos a menção logo no primeiro livro que um dos irmãos mais velhos de Rony e que  trabalha na Romênia com dragões. 

Carlinhos Weasley, o segundo irmão mais velho dentre os sete irmãos Weasley faz algumas aparições e tem menções casuais nos livros, mas não se sabe muito sobre ele, além de seu interesse nas criaturas gigantes e cuspidoras de fogo. Mas, em uma entrevista, a autora J. K. Rowling confirmou que Carlinhos não tem nenhum interesse em casamento e não irá se casar até o fim de sua vida, quando perguntada se ele era gay, ela respondeu que não, mas que "ele apenas prefere dragões em vez de garotas".

Por isso, muitas pessoas interpretam Carlinhos como sendo um personagem assexual. 

Todd Chavez (BoJack Horseman)


Na série animada da Netflix, Bojack Horseman, um dos personagens principais Todd Chavez, um humano de vinte e poucos anos e sem dinheiro e que vive dormindo no sofá de BoJack Horseman, mas além disso ele é muito amigável, criativo, pode trabalhar incansavelmente quando descobre algo que o interessa e é assexual. Na verdade essa é uma das melhores representações de assexuais nessa lista não apenas porque o personagem é bem escrito, bem executado, como também ele fala em voz alta que é assexual, e isso é algo que é construído através das temporadas.

Na quarta temporada, apesar de inicialmente relutante, Todd começa a aceitar o rótulo da sua orientação sexual, além de conhecer outras pessoas assexuais e até mesmo participando de uma reunião de uma Aliança Assexual.



E então, vocês conhecem mais personagens assexuais? Deixem nos comentários desse post e continuem esperando mais conteúdo para o #MêsDoOrgulho!



Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima




Com a confirmação do cancelamento do filme da Supergirl e o anúncio do lançamento da versão Snyder Cut de Liga da Justiça não se sabe ainda que caminho o Universo Cinematográfico da DC deve seguir com o Homem do Amanhã.



Um dos boatos mais recentes era de que o ator Michael B. Jordan (Creed e Pantera Negra) iria assumir o papel de Super-homem, mas isso foi negado pelo ator, embora relatos de negociações e encontros com os executivos da Warner tenham sido feitos. 

O estúdio agora tem menos clareza sobre o que fazer com o Superman, um personagem que já teve um reboot duas vezes nos últimos 13 anos, uma vez com Brandon Routh em Superman Returns e depois com Henry Cavill com Homem de Aço, e que agora está estrelando a série da Netflix, The Witcher.



Apesar do sucesso de Cavill no papel de antagonista em Missão Impossível: Efeito Fallout e em The Witcher, ainda não dá para se confirmar se a Warner deve trazer ele novamente para o papel nos filmes. A desestrutura do Universo DC e a questão dos conflitos em torno do cachê do ator, o clima de incerteza permanece no retorno ou não de Cavill. 

Mesmo com o anúncio recente do lançamento do Snyder Cut pela plataforma de streaming HBO Max, não se sabe como a Warner deve reagir a recepção do filme. 

Outro problema que a Warner parece está sofrendo é o uso da imagem do super-herói: o Superman também apareceu recentemente em diversas vezes na televisão, seja com a série Lois e Clark, Smallville, na série Krypton do canal SyFy e em uma aparição recente na série Supergirl da CW e ainda deve ganhar mais uma série de televisão, no caso, um remake de Superman & Lois também produzido pelo canal CW. Para ajudar a reencontrar uma maneira de tornar o Superman relevante novamente para o público moderno sabe-se que a Warner deve seguir com o diretor J. J. Abrams (Cloverfield e Star Trek). 

Além de um possível novo filme do Superman, a produtora de Abrams, a Bad Robot, irá produzir uma série da Liga da Justiça Sombria (que teve seu filme live-action cancelado) para a HBO Max e possivelmente terá alguma influência no modo como o Universo da DC deve se moldar daqui para a frente, especialmente se o universo das séries do streaming e os filmes acabarem convergindo em algum ponto.


Agora com a crise da pandemia do CO-VID 19, as produções de filmes estão paradas, mas as produções e planejamentos ainda podem ser iniciados, e enquanto isso, os fãs apenas desejam que a próxima vez que o Homem de Aço apareça nas telonas seja para fazê-los acreditar num homem que pode voar novamente.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



Depois de um longo tempo de campanha dos fãs pelo lançamento da versão original de Zack Snyder do filme Liga da Justiça com a hashtag #ReleaseTheSnyderCut, nessa quinta-feira (20) o próprio diretor confirmou que o Snyder Cut será lançado exclusivamente na plataforma de streaming HBO Max.


O anúncio feito durante uma live de sessão comentada de Homem de Aço (2013) com a presença do diretor e uma aparição surpresa do próprio ator Henry Cavill e que abalou as estruturas da internet já era alvo de especulação há alguns meses, desde novembro na verdade, uma das últimas vezes em que os fãs e curiosos tentaram se unir para comover os executivos da Warner para um lançamento especial.



A versão de Zack Snyder de Liga da Justiça, popularmente conhecida como o Snyder Cut, seguia para lançamento nos cinemas, mas depois de diversos problemas de produção e por conta do trágico suicídio de sua filha, acabou sendo re-modelada com a saída do diretor em 2016. O diretor Joss Whedon assumiu as filmagens, também fazendo supostas mudanças no roteiro e refilmagens de diversas cenas, contudo Liga da Justiça, então lançado em novembro de 2017, sofreu críticas negativas tanto dos fãs, quanto da crítica em geral.


Dentre as supostas cenas que teríamos na versão original de Liga da Justiça: a aparição do Caçador de Marte, uma aparição dos Lanternas Verdes, uma aparição do personagem Vulko (William Dafoe) em Atlantis, uma aparição do personagem Dr. Ryan Choi (interpretado pelo ator Ryan Zheng) que nos quadrinhos se torna o Átomo, uma batalha da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) contra o Steppenwolf (Cíaran Hinds), uma cena de viagem no tempo que se encaixaria com Batman v. Superman, cenas aprofundando a mitologia das Caixa-Mãe, uma cena da fazenda dos Kent entre Clark e sua mãe Martha (Diane Lane), uma aparição de Íris West (Kiersey Clemmons), o interesse amoroso do Flash, o encontro do Superman com o Alfred e o suposto uniforme preto do Superman.

Pelo o que se sabe agora, o projeto agora além de lançado pela plataforma de streaming HBO Max, também será exibido em um filme de quatro horas ou uma mini-série de seis horas de duração, com o retorno do elenco principal para refilmar algumas cenas inacabadas, um orçamento de U$ 20-30 milhões e nenhuma data definida além do ano de 2021. Nesse momento, o diretor Snyder afirma que trabalha reunir a equipe de pós-produção para finalizar efeitos especiais, refazer os efeitos da versão teatral e planejar as refilmagens com o elenco.


E então, você vai assinar a HBO Max para assistir ao Snyder Cut?


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima




She-Ra e as Princesas do Poder é uma série animada da Netflix, um reboot da série original dos anos 80, e segue a história de Adora - uma garota órfã que cresceu como uma soldado da Horda descobre uma espada mágica que a transforma na She-Ra, a Princesa Guerreira, a Escolhida que deve salvar o mundo de Eteria do mal e proteger a todos, mesmo que para isso precise se juntar aos Rebeldes. Depois de se voltar contra a Horda e o tirano líder Hordak, Adora precisa criar o seu próprio caminho, controlar os seus poderes e restabelecer a união em Eteria ao lado de dois novos amigos: a princesa Cintilante e o Arqueiro, ao mesmo tempo que enfrenta sua antiga amiga da Horda: Felina

Apesar de ter começado sendo muito criticada pela sua mudança no design original, a série se provou não apenas muito bem executada, com uma animação linda, temas relevantes e uma história cativante, como também uma referência para novas séries animadas atuais.

Uma história diferente...



Esse reboot de She-Ra apesar de trazer as mesmas questões do desenho original: a luta do bem contra do mal, a necessidade de lutar sempre e a guerra, dessa vez também traz uma bela repaginada da história original com personagens bem mais tridimensionais, diversidade e mais temas ao mesmo tempo dramáticos, complexos e sem perder a parte divertida, mágica e infantil da história.

Adora é uma personagem que possui conflito, logo no começo com a troca de lado da Horda pela Rebelião não é fácil, e os questionamentos de porque a espada a escolheu, porque só ela consegue se transformar em She-Ra e qual a origem de seus poderes guiam sua jornada tanto quanto tentando desvendar o seu passado.


Além disso, a sua relação com Cintilante e Arqueiro é muito bem construída e os dois também tem seus próprios arcos (não é um trocadilho intencional com o Arqueiro): Cintilante é uma princesa que precisa começar a construir sua própria auto-confiança e que quer orgulhar a sua mãe, a Rainha Angela, e o Arqueiro, como descobrimos mais tarde, quer se provar em uma aventura e seguir o seu próprio caminho. A amizade entre os dois é de infância e a chegada de Adora na vida deles, assim como o fato de que ela se comprova como a escolhida não vem sem problemas e confusões.

A amizade dos três não se inicia de uma vez, mas vai sendo construída a partir dos episódios, até o momento em que eles não apenas se identificam um com o outro, mas também conseguem confiar um no outro.

Felina, um vilã cativante e temas maduros...



A relação de Adora com Felina também é um destaque na história: as duas são órfãs e viveram juntas desde a infância crescendo nas instalações da Horda sobre a regência da feiticeira Sombria, e criaram uma cumplicidade e amizade que se vê testada quando Adora muda de lado. 

A personagem da Felina é muito interessante, ela desde criança sofre os abusos da criação por Sombria, que por sua vez serve à Hordak. Ela ao mesmo tempo que enxerga o lado de Adora que sempre esteve ao seu lado em todos os momentos, também traz à tona o fato de que todos acham que Adora é muito melhor que ela. O tratamento de Sombria com as duas é muito diferente, e, ao longo da série, Felina vai descobrindo que agora sozinha, tudo o que lhe resta é obter e conquistar poder que antes não tinha. Se ela não pode estar do lado de Adora na Horda, ela vai se tornar melhor que ela na Horda e se tornar sua pior inimiga.



Por causa dessa questão Felina passa a ter um comportamento auto-destrutivo, todas as relações que se aproximam dela, ela afasta, machuca e repete constantemente que vai ser abandonada, exatamente como foi abandonada por Adora e quando elas, enfim se afastam, ela culpa a pessoa que se afastou. She-Ra traz uma personagem vilã que não apenas é complexa, também é vítima e abusadora num ciclo de relação tóxica que normalmente não vemos em séries animadas.

Além disso, sem dar muitos spoilers, mas todos os vilões da série tem motivações interessantes e críveis para sua construção e os personagens são bastante móveis, sempre tendo uma novidade em relação ao que está acontecendo com eles naquele momento.

Representatividade bem executada




Outra coisa incrível em She-Ra é a sua diversidade de personagens, além de diversas personagens femininas, todas princesas com diferentes poderes, tipos de corpos, designs e personalidades a quem somos apresentados como Perfuma, Gélida e Serena, também temos personagens LGBTQ+, como o casal Netossa e Spinerella, e outros personagens com diversas identidades de gênero e orientações, além de termos diferentes culturas dentro de cada reino. O desenho procura sempre criar personagens diferente e na medida do possível reais.



Enfim, She-Ra e as Princesas do Poder é um projeto ambicioso e maravilhosamente bem-feito, Noelle Stevenson, a showrunner e criadora executiva da animação, trouxe uma visão muito detalhada, diversa e inovadora para a história da Princesa Guerreira, provando que histórias como essa merecem ser contadas  e o público sempre estará de braços abertos para elas. 


A quinta e última temporada de She-Ra estreou agora na Netflix no dia 15 de maio com a sua grande season finale.


Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima



Depois de um longo tempo de negociação finalmente foi confirmado que a série de livros Percy Jackson e os Olimpianos do autor americano Rick Riordan será adaptada numa série live-action da Disney Plus


O anúncio de uma nova adaptação de Percy Jackson e os Olimpianos foi anunciada pelo autor Rick Riordan em seu twitter, nesta quarta-feira (14) e confirmou que a adaptação será uma série e que estará envolvido em cada aspecto do projeto:

"Ei fãs de Percy Jackson, pela última década, vocês trabalharam duro para conquistar uma adaptação fiel do mundo de Percy Jackson. Alguns de vocês sugeriram que seria ótimo uma série na Disney Plus. Não poderíamos concordar mais. Não posso dizer mais nesse estágio, mas estamos muito entusiasmados sobre a ideia de uma série live-action da maior qualidade seguindo a storyline dos primeiros cinco livros."

A série de livros se baseia em mitologia grega e os traz para o mundo moderno, onde semideuses (os filhos de deuses gregos com humanos mortais) enfrentam monstros, aprendendo tudo o que podem no Acampamento Meio-Sangue. O personagem principal Percy Jackson, um semideus filho de Poseidon, o deus dos mares, precisa enfrentar perigos e monstros ao lado de seus dois amigos: Annabeth Chase, uma semideusa filha de Atena e o sátiro Grover Underwood. A série também possui mais duas séries de livros continuando e expandindo a história. 


Anteriormente, os fãs tiveram duas adaptações em filmes live-action baseados nos dois primeiros livros: O Ladrão de Raios (2010) e O Mar de Monstros (2013) pela Fox, que não foram bem recebidas pelos fãs da série de livros e pela crítica, e agora essa adaptação pode ser a segunda chance dessa franquia, como a adaptação da Netflix de Desventuras em Série

Até agora está muito cedo para termos mais notícias sobre casting e produção, mas se sabe que o roteiro do primeiro episódio deve ser escrito pelo autor Riordan. E então o que vocês esperam dessa série na Disney Plus, Semideuses?



Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima


Reviews

Previews

Artigos

Vídeos