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Famosa por popularizar produções estrangeiras, a Netflix colocou mais um filme espanhol em seu catálogo disponível no Brasil, Origens Secretas.

“Inglaterra fez seu Rei Arthur, mas Espanha o único que conseguiu cagar foi um louco”, é assim que o agora aposentado inspetor policial define o folclore espanhol no filme escrito e dirigido por David Galán Galindo (óbvio). Retrato de uma Espanha pouco compreendida entre os seus, menos ainda pelos que nunca pisaram lá.

Quando falamos em obras sarcásticas na literatura ou no audiovisual lembramos do humor ácido inglês e logo em seguida do burlesco americano. A verdade é que os brasileiros tiveram pouco contato com o cinema espanhol, já que nossa tradição estava mais ligada ao cinema francês quando queríamos parecer bem phynos.

Superada a fase das videolocadoras de gênero, hoje podemos assistir produções de quase todos os países e então entramos em contato com linguagens até então bem estranhas.

Falar uma língua estrangeira não é só usar um vocabulário diferente com novas regras gramaticais, é também entender o que aquele povo acha engraçado, do que sentem medo, o que pensam do mundo, enfim, com a cultura daquele lugar estrangeiro.

A película é visualmente impactante, sarcástica, colorida e com uma mensagem recorrente nas produções espanholas atuais disponíveis no serviço de streaming: crítica ácida a ideologias.

Munido de arquétipos bem definidos, o longa executa uma paródia dos filmes de super herói e vai costurando por baixo do texto uma mensagem, a crescente onda reacionária que vem ganhando força no país com partidos políticos como o Vox e em outros membros da União Europeia (e no Reino Unido).

Em Estamira, um documentário de 2006 dirigido por Marcos Prado, temos uma imagem muito poderosa usada na época para debater a herança cultural que os filhos herdam de seus pais. No documentário, Estamira alimenta os filhos com produtos recolhidos nos lixões onde cata sua sobrevivência. Assistir a cenas como aquela é impactante, mas o que revela ser ainda mais profundo é o fato dos filhos comerem aquela comida feita de lixo e julgarem-na boa e saborosa.

A crítica gira em torno do descumprimento das promessas do Estado e o papel da família para tornar tudo aquilo tragável. Em Origens Secretas, você vai encontrar a mesma imagem. E talvez seja ela a imagem que fundamenta a mensagem do filme.



Se você é fã de La Casa de Papel, mas não é friki (nerdzão) vai curtir o filme mesmo assim.

Origens Secretas e O Poço são trajes diferentes para a mesma mensagem: a panacota.

Para os jovens espanhóis entre 20-30 anos, a panacota está muito clara, por isso a diáspora de castelhanos para Irlanda, Alemanha, Reino Unido e principalmente Estados Unidos e América Latina.

Vai demorar para que o cinema espanhol atual seja facilmente compreendido na América Latina, mesmo que o pensamento de ultra-direita tenha ganhado adeptos por aqui. Nossa legislação para internet é fraca, temos baixíssima privacidade online e isso abre espaço para quem tem na educação uma vantagem competitiva.

O brasileiro assiste Estamira alimentando seus filhos e se emociona, porque se reconhece ali. E a maioria para por aí. Isso faz do Brasil um excelente lugar para se fazer dinheiro. Abre o olho, Brasil!

Em Origens Secretas, o tema da vigilância vem à tona sob outro aspecto, o militarismo. Pegar em armas para garantir a limpeza das ruas (e da nação) é uma herança bem viva no imaginário do jovem espanhol, principalmente, da juventude madrilenha. Mas o filme extende a mensagem aos países vizinhos que também vivenciam o ressurgimento da “nova política”, que de nova só tem a roupa.

Origens Secretas está disponível na Netflix e sugiro que você assista no idioma original com legendas em português pelo menos uma vez. Caso você queira ver outra obra satírica sobre o mesmo tema (sim, os espanhóis têm 1001 maneiras de falar sobre um mesmo tema), sugiro o clássico Ana e os Lobos (1973) do diretor Carlos Saura.

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Texto e revisão: Valentina Gaztañaga

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Será que já está um pouco tarde para falarmos sobre Umbrella Academy? Se você ainda não viu a segunda temporada (sério, mesmo?), claramente está se arriscando a tomar spoilers por aqui. 

Spoiler alert!!

Nesta segunda temporada, nossos heróis arruinados, perdidos e completamente desorganizados correm contra o tempo para salvarem o mundo de mais um Apocalipse. Desta vez, provocado por uma guerra entre russos e americanos, que culminou no lançamento de uma bomba nuclear no país de nossos heróis.

Os fãs receberam com críticas positivas o novo arco da série e mesmo que o final não tenha sido unanimidade, esta segunda temporada plantou cenas inesquecíveis em nossos corações, daquelas que levaremos pra vida…

Quem assistiu tem sua cena preferida, porque a fotografia brilhou junto com a ação dos personagens formando uma conexão quase espiritual. Brincando com arquétipos sociais como o Guru, a Militante Negra, o Fortão Fracassado e os frios Vilões Suecos, o roteiro se divertiu falando sobre dramas pessoais, pequenos fracassos da vida, momentos de (in)decisão, superação e todo tipo de dinâmica familiar disfuncional que possa existir.


Por falar em família disfuncional, quem aí ficou curiosx para saber o passado dos tri gêmeos suecos? Foi como ver uma pitada da estética Christian Andersen nessa jornada millenial de autoconhecimento. E ainda bem que o bom-humor nos salva!

Ah, já ia esquecendo, minha cena preferida é aquela em que Vania, Klaus e Allison se divertem juntos no Salão de Beleza onde Alison trabalhava. E a sua?

Umbrella Academy é uma adaptação dos quadrinhos produzida pela Netflix. Já está na segunda temporada e tem no elenco nomes queridos como Ellen Page, Robert She e Kate Walsh.

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Texto e revisão: Valentina Gaztañaga

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Uma nova antologia de histórias de terror está chegando na NetflixSe você é fã da série American Horror Story, com alguns episódios escritos por Ryan Murphy e dirigida por Alfonso Gomez-Rejon, Bradley Buecker, já está familiarizado com este tipo de antologia de histórias em que cada capítulo ou temporada apresenta um eixo temático geralmente baseado em um conto ou romance da literatura de horror com diversas referências do universo cinematográfico.

Mike Flanagan, já conhecido no gênero de horror, escreveu e dirigiu a série A Maldição da Residência Hill para a Netflix. A série foi um sucesso e a produção foi convidada a continuar ampliando o projeto no estilo American Horror Stories.

Foi então que Mike Flanagan começou as filmagens da próxima temporada da série que agora se chama A Maldição. Nesta segunda temporada, ainda sem data confirmada de estreia, vamos acompanhar a história da Mansão Bly, também amaldiçoada.

O tema principal será adaptado do romance A volta do parafuso de Henry James, publicado originalmente nos EUA em 1898. Para dar aquela “sustância” à história, o diretor incluiu adaptações de outros contos do mesmo autor e mais um montão de referências.

Flanagan tem uma linguagem particular de contar histórias de horror. Pouco se utiliza de recursos explícitos como o gore ou mesmo de dark fantasy (o sobrinho-neto do saudoso estilo Gótico), seus trabalhos acentuam mais o terror psicológico do que o pavor ou o horror propriamente dito.

E fica um pouco mais fácil descobrir que tipo de público o diretor busca agradar com suas histórias: terror psicológico, casarões vitorianos, gente com cara de bem-nascida…

Diferente das histórias de amor que conseguem atingir um público enorme, porque quase todo mundo já amou ou está amando neste momento, o medo é uma emoção com recorte sócio-econômico mais complexo, por isso temos filmes tão diferentes buscando provocar terror/horror em quem assiste. Taí uma boa justificativa para a existência dos seus diversos subgêneros.

A Maldição da Mansão Bly já tem algumas imagens divulgadas, além da confirmação de alguns atores. Entre os atores que voltam para esta segunda temporada estão Kate Siegel, Victoria Pedretti e Oliver Jackson-Cohen. Um novo casting de fantasmas também foi prometido e, se antes tínhamos que pausar a cena para descobrir onde eles estavam, agora eles farão parte da trama!


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Texto e revisão: Valentina Gaztañaga

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.


Depois do filme Bacurau e com o sucesso das narrativas de terror/horror por aqui nos últimos anos, já estava mais do que na hora da Netflix olhar para nossa produção cultural sanguinolenta e decidir emplacar pelo menos um dos nossos sucessos em seu catálogo.

Quem conseguiu essa façanha desta vez foi a Editora Darkside com o livro Bom dia, Verônica, da dupla de autores Raphael Montes e Ilana Casoy. Parte da campanha de marketing da obra se baseia no que todo fã brasileiro gosta: um thriller policial inspirado em fatos reais. A união entre ficção e vida real.

Basta lembrar das narrativas jornalísticas dos crimes mais famosos do país nos últimos 30 anos. Tenho certeza que você já ouviu falar nos casos da Família Richthofen, dos Nardeli, no caso do Goleiro Bruno e da menina Eloá. Todos eles exaustivamente cobertos pela mídia, detalhe por detalhe, de modo que nos tornamos íntimos dessas histórias a um ponto de quase esquecer que de fato crimes ocorreram, que de fato não eram apenas histórias.

O imaginário do brasileiro que consome narrativas “não-ficcionais” através de programas de TV, rádio e jornais populares é povoado de elementos contidos nas mais viciantes histórias policiais. Chamam a atenção a ousadia do crime, os requintes de crueldade, mas também o modo como o crime é contato, sempre com muito suspense, imagens do procedimento que culminou na morte das vítimas, revelação de pistas ou destaque para os mistérios que permanecem. O que todas essas narrativas têm em comum é a completa ausência de interesse do público em problematizar as motivações e suas consequências.



Percebendo esta tendência no gosto do fã, Raphael Montes e Ilana Casoy costuram uma narrativa com muito suspense, detalhes perturbadores e mistério. A história segue Verônica Torres, uma escrivã da polícia civil de São Paulo, que passa a investigar um possível serial killer e um golpista por conta própria.

O thriller foi publicado pela Darkside em 2016 e a série tem estreia programada na Netflix para o dia 01 de outubro de 2020.

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Texto e revisão: Valentina Gaztañaga

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A Netflix está produzindo uma série live-action baseada na saga de jogos Resident Evil da Capcom.

A série cuja primeira temporada terá oito episódios com roteiros de Andrew Debb (Supernatural) que também será o showrunner e o produtor executivo deve focar em duas linhas de tempo diferentes separadas por décadas e contando a história das irmãs Billie e Jade Wesker, as filhas do vilão Albert Wester o capitão da S.T.A.R.S (Serviço Especial de Táticas e Resgate) que se mudam para a cidade de New Raccoon City, totalmente controlada pela Umbrella, enquanto desvendam segredos sombrios da empresa e do seu próprio pai.

Uma imagem oficial divulgada no anúncio da série revelou que o primeiro episódio da série, inclusive deve se chamar "Bem-vindos à Nova Raccoon City".


A produção ainda não deve seguir as novas personagens em uma linha do tempo completamente diferente dos eventos dos videogames e dos filmes.

Ainda não há nenhum anúncio de elenco ou mesmo uma previsão de estreia de Resident Evil na Netflix.

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Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

O ator Chadwick Boseman, conhecido por interpretar T'Challa, o Pantera Negra, faleceu nesta sexta-feira (29) aos 42 anos, depois de quatro anos de luta contra um câncer de cólon.

Nascido no estado da Carolina do Norte, o ator faleceu em sua casa nos Estados Unidos ao lado da esposa e da família segundo a nota divulgada nas redes sociais do ator. Boseman nunca falou publicamente sobre a doença e esteve em tratamento durante a filmagem dos filmes em seu papel mais famoso.

Chadwick Boseman, ator, diretor e roteirista, ficou conhecido pelo o seu papel nos filmes da Marvel como o super-herói Pantera Negra, um dos primeiros heróis negros das HQs, além de outros papéis como Jackie Robinson em "42 - A História de Uma Lenda" (2013), interpretando James Brown na cinebiografia "Get Up: A História de James Brown" (2014), o filme "Destacamento Blood" (2020) do diretor Spike Lee e o seu último trabalho ainda inédito com a atriz Viola Davis, "Ma Rainey's Black Bottom".

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Textoe revisão: Felipe Lima

As Meninas Super Poderosas irá ganhar uma série live-action pela CW.

Segundo a revista Variety, a animação clássica do Cartoon Network das irmãs Florzinha, Lindinha e Docinho deve ganhar uma nova versão com uma série live-action produzida pelo canal CW.

A série irá focar nas garotas agora com os seus vinte e poucos anos e ressentidas de terem perdido a sua infância lutando contra o crime e deve reunir como roteiristas e produtores executivos a ganhadora do Oscar Diablo Cody (Juno e Garota Infernal) e Greg Berlanti (Arrow e Supergirl).




A série animada original de As Meninas Super-Poderosas criada por Craig McCracken foi exibida pela Cartoon Network pela primeira vez em 1998 e durou seis temporadas e um filme animado.

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Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima

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