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Não há maneira de começar este texto sobre La Casa de Papel se não por uma piada, ruim, claro. Sabe por que os espanhóis não conseguem terminar uma denúncia? Te lo digo yo: porque se rien antes.

La Casa de Papel mostra ao público estrangeiro uma refrescante maneira de contar uma história de assalto. A maioria de nós está adaptada às produções americanas com diálogos de fácil compreensão, humor superficial e "panos quentes". Afinal, são produtos que precisam se “conectar” com pessoas de diversas culturas e idiomas.

Se no humor americano encontramos estruturas como "isto é uma piada, podem rir agora", principalmente no cinema e nas séries de TV, nas produções de outros países como Inglaterra e Espanha somos surpreendidos pelo emprego do "humor inteligente" ou "sarcasmo", como é possível notar se você assistir aos episódios da série The Office primeiro na versão britânica e depois na versão americana.

Por isso, arrisco a dizer que muita gente anda por aí rindo com a série La Casa de Papel sem perceber que ela estava o tempo todo rindo também, só que da gente mesmo.

Venga, venga, não vamos discutir uma piada, ou vamos? Let’s go for a walk, partners!

Do que se trata a série?


O enredo de LCDP é bastante simples: um grupo de pessoas sem perspectiva na vida, desajustadas socialmente e que aspiram servir para um propósito anti-alienação da sociedade são convidadas por um homem misterioso autodenominado Professor para assaltar a Casa de Moeda e Timbre da Espanha executando um audacioso plano. Menos de três anos depois, o grupo atende ao novo chamado do Professor para voltar a atacar o Estado, agora invadindo o Banco Nacional da Espanha, tendo como principal objetivo recuperar um dos membros da "família" capturado e torturado sob ordens da polícia. A terceira parte da série termina com um desfecho interessante sobre a guerra contra o Estado e a queda do mito da Pátria Mãe. A próxima temporada deverá mostrar como será a nova fuga e qual será o fim dos personagens.

O jogo político dentro do humor

A série costura bem diversas referências às produções americanas, principalmente ao filme V de Vingança lançado em 2006, inspirado na HQ de Alan Moore e David Lloyd publicada nos EUA em 1988. Talvez você não lembre, mas esta mesma história inspirou diversas pessoas no mundo real, do grupo hacker Anonymous a outros crimes.
Outra referência visual da série é o visual de Tokio semelhante ao de Mathilda, personagem interpretada por Natalie Portman no filme O Profissional, de 1994.
A trama de inspirar a sociedade à agir radicalmente para se livrar da opressão é conduzida com muito sarcasmo pelos criadores da série. A ideia central do primeiro assalto é roubar o tempo para produzir dinheiro, e é exatamente o que a série faz. Afinal, enquanto estamos ali mortinhos de curiosidade sobre o que vai acontecer a seguir, tem gente ganhando dinheiro com isso, time is money. Fomos roubados! Roubaram nosso tempo, e se pararmos para pensar mais um pouco, não é a primeira vez, certo?

O jogo político amplia o espectro do humor da série, podemos achar engraçadíssima a gargalhada de Denver, mas também achamos graça de que o personagem mais "malvado" se chame Berlim, e que ele também seja machista e soberbo, como a aristocracia europeia é. O personagem também faz uma referência a Leon, o assassino de aluguel do filme O Profissional.

Mas Berlim ao contrário de Leon tinha regras flexíveis, levando uma refém para seu sacrifício final, faz sua escolha pela glória no lugar de uma cama de hospital. Mas você ainda pode escolher acreditar que Berlim foi altruísta, mesmo que os fatos contradigam isso. Este é o poder e a grande mensagem do personagem.

O jeito como a investigadora Raquel amarra os cabelos para se concentrar é uma referência à Violet Baudelaire, de Desventuras em Série, mas o jeito como a polícia está dividida entre poupar vidas civis e encerrar o assalto da maneira mais sangrenta possível faz referência à vida como ela é de fato. O enredo de LCDP se baseia neste jogo de tensões, incorporando conexões com fantasia e realidade, misturando escândalos reais com ficção, manipulando o espectador. Experimentamos a mesma sensação quando consumimos Fake News - e com que frequência vemos Fake News por aí? All the time, partners

E se você ainda não viu o filme Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock, talvez você não saiba do que se trata LCDP.

Rir de coisas difíceis é inteligente


Mas, afinal, o que é sarcasmo? Sarcasmo é uma palavra que vem do Grego, e se vem de lá, então está entre nós há muito tempo. O sarcasmo estava presente nas peças de teatro antigas e faz parte até hoje das expressões artísticas, principalmente as que incluem política e economia na discussão. É uma forma de humor tida como intelectualmente estimulante que, além do insulto, propõe a necessidade de se olhar para algum fenômeno específico mostrando a fragilidade de nossas crenças e valores. No caso de LCDP, se trata do papel do Estado e seus interesses dissociados dos interesses da sociedade civil.

Na primeira e segunda parte da série temos a crítica aos lucros exorbitantes dos Bancos e sua influência na economia em países como a Espanha. Já na terceira parte, a série estabelece outras conexões com a realidade, como a influência de organizações políticas internacionais em conflitos internos, o abuso de autoridade do Estado pela tortura e outros atos ilícitos e a comoção popular que parece ser manipulada por "ideologias", pela mídia e pelas tratativas do Estado.

Uma leitura possível que exemplifica bem o sarcasmo de LCDP é atribuir à personagem da investigadora Sierra a representação do Estado como Pátria Mãe, naquele jogo autoritário conhecido de que a mão que dá é a mesma que tira. Só que isso feito de uma forma para causar deslocamento de sentido: a personagem é caracterizada por seus pirulitos e balas, com um barrigão de grávida, fumando cigarros, entre outras contravenções do "politicamente correto". É ela que decide desmantelar a família pelo coração, usando a fraqueza do inimigo como contragolpe, exatamente o que propôs o Professor ao explicar para o grupo como seria o segundo assalto: o plano tinha como base a filosofia do Ai Ki Do, usar a força do inimigo contra ele próprio. 

Outra crítica mordaz de La Casa De Papel ao Estado é sobre seu poderio, nenhuma outra instituição ou organização tem tanto poder, dinheiro e influência quanto o Governo, de modo que todo ato de violência social contém uma denúncia de permissividade, ou seja, de algum modo a violência beneficia a manutenção desses privilégios. Nas bases do pensamento liberal encontramos três justificativas para a existência do Estado: garantir o direito à propriedade, à justiça e à segurança do cidadão. Todo país capitalista vive este conflito entre o que a teoria diz e as exigências da população pela manutenção do bem-estar social.

Em uma cena no mosteiro, já na terceira parte, o Professor mostra vídeos de pessoas em atos de reivindicação violenta inspiradas pelos Dalís, usando suas máscaras e macacões. À primeira vista, sem entender o sarcasmo, somos levados a acreditar que o bando possui um propósito político forte capaz de chacoalhar as estruturas da Espanha (e do mundo!).
Além de V de Vingança, a série faz referência a diversos elementos visuais de Breaking Bad.
Mas a mesma série mostrou que mesmo com milhões de euros, anos de planejamento e pessoas especializadas, é tremendamente difícil fazer com que a máscara do Estado caia. Será mesmo que pedras atiradas por pessoas completamente movidas pela adrenalina terão algum efeito? Será que a população está realmente desperta e livre da alienação ao agir por impulso a partir de uma conexão emocional com uma causa planejada?

Não ter consciência de que a própria ação subversiva vai ser cooptada pelos interesses mais sombrios do sistema é mesmo uma grande ingenuidade. E parece ser essa a conclusão que a série chega ao tratar de escândalos políticos reais dentro do enredo, como o dinheiro pago às autoridades marroquinas para impedir a chegada de imigrantes pela fronteira sul da Espanha junto com o financiamento de outros países europeus. É no momento em que a inspetora tem a brilhante ideia de confundir a mídia e os cidadãos misturando fatos forjados com verdadeiros que a série faz a mesma coisa, colocando denúncias reais na cena.

Para saber mais sobre este assunto indico os episódios s01e12 e s02e09 da série Salvados, do jornalista espanhol Jordi Évole, também disponível na Netflix.

Do escracho à mudez social


Se LCDP traz tantas críticas sociais interessantes e um enredo sarcástico que põe luz em vários problemas políticos da Espanha, por que mesmo assim parece que os problemas continuam existindo lá (e em qualquer outro país do mundo)? E mais, por que somos impelidos a gostar tanto da série pela ginástica intelectual que nos provoca e minutos depois olhamos para nossa realidade com extrema preguiça de mudar qualquer coisa?

No pano de fundo da série, também está a grande crítica ao comodismo da sociedade: sua parte no pacto social é fechar os olhos enquanto privilégios mínimos sejam garantidos. Parece algo que Joana, personagem da série brasileira 3%, também questionaria. Em uma cena da terceira parte, a inspetora Sierra afirma: "por essa quantia de dinheiro qualquer espanhol venderia sua própria mãe!". A série traz esta máxima anti-capitalista, a de que o dinheiro corrompe, para dentro de um produto. E é esta a dinâmica adotada pelo Capital, qualquer ideia é uma ponte de conexão emocional com os indivíduos, uma vez "enganchadas" as pessoas entregam seu tempo de bom grado.

Enquanto LCDP insiste em mostrar o riso, o deboche e o insulto, ao terminarmos a terceira parte e voltarmos a incorporar nossos corpos reais, impera-se o silêncio, a falta de atitude, qualquer desculpa para manter as coisas como estão, porque alterá-las levaria uma vida ou gerações. E é este o ponto: mudar a sociedade leva gerações, não é algo imediato como rolar o feed do Instagram ou indolor como alterar o rosto usando filtros fofinhos.

O sarcasmo vende porque no fundo temos necessidade de justificar nossos fracassos. Ao rir de tudo isso obtemos uma sensação de prazer a partir da dor de nos reconhecermos imperfeitos. A grande mudança talvez surja da consciência de que fracasso/sucesso, perfeição/imperfeição são pares opostos que nos mantêm exatamente onde estamos. Quando nos propusermos uma saída que se desfaça dos extremos é bem possível que sejamos criadores de algo inédito.

Créditos

Texto: Valentina Gaztañaga
Revisão: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

Quase 5 anos depois do lançamento do piloto no YouTube, veio o anúncio da primeira série brasileira produzida pela Netflix: 3%.

A produção até recebeu incentivos financeiros de políticas públicas nacionais, ainda que o piloto tenha um enredo ligeiramente diferente, mas foi sobre os ombros da gigante do streaming de vídeo que conseguiu ter fôlego para chegar à terceira temporada.

O principal argumento de 3% é mostrar os diferentes vieses da construção do conceito de "mérito". O que é mérito? Ele é realmente possível ou não? Até que ponto é possível justificar a desigualdade social através dele? Essas e outras questões caminham pelas três temporadas, cada uma dando uma oportunidade de fala para uma camada diferente da sociedade.

A série recebeu críticas negativas sobre uma possível falha na direção de elenco pela primeira temporada, por outro lado a recepção do enredo e a avaliação da direção de César Charlone foram positivas. Faltava criar um laço emocional com os personagens e diluir uma certa rigidez no desenvolvimento do texto (“não é exatamente assim que a gente fala”, era a principal estranheza).

Na segunda temporada, isso foi corrigido com a chegada da nova personagem Glória (Cynthia Senek) e o aprofundamento dos dramas individuais de Fernando (Michel Gomes), Marco (Rafael Lozano), Joana (Vaneza Oliveira), Rafael (Rodolfo Valente) e Michele (Bianca Comparato).

A terceira temporada estreou em abril de 2019 e concluiu o primeiro arco da história. Há ainda mais uma temporada para o final da série. No final da maratona, é inevitável pensar: qual é o mérito de 3%? Let’s found out, partners!

ATENÇÃO! Este artigo possui conteúdo que pode ser considerado SPOILER das três temporadas de 3%. Leia por sua conta em risco.

“Você merece!”, a frase que incentiva a criação do merecimento


César Charlone, responsável pela fotografia de Cidade de Deus e diretor de 3%, ajudou a reformular a imagem do cinema contemporâneo brasileiro lá fora. O olhar do diretor criou um recorte do que é a desigualdade social no país, deu a ele uma textura, um conjunto de cores e uma tradução visual das possíveis posturas ideológicas adotadas pelos moradores. Em última instância, reuniu embaixo de um guarda-chuva estético um conceito de "o que é ser brasileiro".

Diferente de Cidade de Deus, a série não tem a pretensão de criar uma imagem nacional (ainda que seja uma tentação), mas sim passar ao público uma possibilidade de tradução da desigualdade social. A fotografia, o figurino e o enredo formam seu eixo de sustentação. Uma rede de diálogos é formada entre elementos visuais e verbais para reforçar ainda mais a mensagem, por isso, não há uma preocupação em situar a série em uma região específica do Brasil.

O Continente, local onde 97% das pessoas estão sobrevivendo em um futuro pós apocalíptico, é sujo e violento e, ao mesmo tempo, revelador em seus detalhes. O destaque vai para o trabalho artístico com sucata e a criatividade do visual dos personagens, lembrando a riqueza do artesanato brasileiro principalmente na segunda e terceira temporadas.

Tramas e torções aparecem nas roupas dos moradores do Continente e da Concha, enquanto que no Maralto as vestes são mais funcionais e minimalistas (todos são igualmente merecedores no Maralto). A noção de “merecimento” (torcida sob vários pontos de vista) é colocada para o público como a raiz da meritocracia e exemplificada pela dinâmica do processo.

Ao atingir 20 anos, o jovem tem a ideia de que “o mundo lhe deve alguma coisa” e parte para o exame de habilidades físicas e morais proposto pelo regime político. Lá, tem seu discurso (a ideia que tem dele próprio e da vida) intencionalmente distorcido e estraçalhado pelo sistema. Talvez a ideia de “parecer diferente” só funcione quando você vive em um ambiente em que se acredita que alguns são merecedores e outros não.

Para passar no processo, instrumento de dominação instituído de maneira autoritária pelo Maralto, é preciso merecer, mostrar que o indivíduo tem valor para a alta sociedade destacando-se dos demais através das provas.

As provas têm o objetivo de selecionar o melhor candidato com base em critérios que dizem garantir a igualdade de condições de realização. Esse ponto vai ser retomado na terceira temporada, com a criação de um novo processo (na Concha), aumentando ainda mais a fragilidade da ideia de que todos partem do mesmo lugar para provar seu próprio merecimento ante a sociedade.

A ousadia da série está principalmente em brincar com a contradição em termos, quando um produto do capital (uma série da Netflix) é utilizado para criticar ele próprio. O Capitalismo, aliás, é excelente em transformar grupos ideológicos em produtos. Quem lembra do episódio Fifteen Million Merits, o segundo da primeira temporada de Black Mirror?

O surgimento de uma nova classe


A segunda temporada de 3% serve de trampolim para o questionamento do mérito, colocando em risco a imagem da meritocracia construída pelo Maralto com o auxílio das narrativas sociais no Continente. A religião, segundo a série, existe para reforçar a crença na justiça (quase divina) do processo. É nesta temporada também que a Causa ganha um antagonista de peso: a Milícia.

A primeira temporada termina com o sentimento de revanche dos eliminados do processo. Esse sentimento é utilizado como combustível pela Causa e pela Milícia para angariar novos adeptos. Tudo na sociedade de 3% parece funcionar com base na premissa do mérito: até mesmo grupos radicais realizam um processo para selecionar os melhores indivíduos.

Michele, a jovem protagonista da série, começa a desenvolver seu caminho para a liderança política entendendo melhor quem ela é e reconstituindo os fatos de seu passado, eliminando as farsas pelas quais teve sua ideia de mundo formada.

A entrada de Glória, como uma coadjuvante de destaque, fortaleceu a empatia com o público incrementando o caldo de dilemas morais e renovando a crença no processo, já que os demais personagens de uma maneira ou de outra já estavam lidando com a desilusão.

A participação especial do cantor Liniker com a canção Preciso Me Encontrar na segunda temporada (que teve 10 episódios, 2 a mais que as outras) estabeleceu um marco na formação da identidade dos personagens. A partir dali, ganharam mais confiança em suas atitudes e crenças de que estavam com “a razão”.


O final da segunda temporada e a revelação sobre o casal fundador do Maralto, inclusive sua justificativa de criação, ajudaram na formação de uma alternativa aos dois ambientes: surge a Concha como representação da Classe Média.

A partir daí, a série tenta encontrar um novo tom para abordar a desigualdade social dentro do recorte estético proposto escorregando em algumas falsas promessas, mas que ainda assim são coerentes com o enredo. Afinal, se existe uma isca, essa está mais no discurso que coloca a Classe Média como alternativa do que necessariamente na escolha da série em retratá-la.

Michele vai de rebelde revolucionária à líder autoritária, numa alusão clássica da jornada de líderes contrários ao regime que assumem o poder, em que para manter a ordem da conquista é preciso misturar posturas ditatoriais com a sensação de democracia.

“Não bastava um inimigo, agora a gente tem dois” e o lugar de fala de Joana


Outro ponto a favor da série é o desenvolvimento da personagem Joana. A jovem salta do individualismo da primeira temporada para o ativismo social com direito a lugar de fala na terceira temporada. Se ao assumir o poder, Michele tem os seus valores questionados e reconhece que é apenas “o extremo oposto”, Joana assume seus conflitos internos como sendo iguais aos de todos que ainda estão no Continente e se mantém cética em relação à Concha.

A conquista de segurança e bem-estar devem ser vividas por todos, os pequenos prazeres da classe média não iludem a jovem, que adota uma visão mais pragmática da Causa e mantém as pessoas focadas em uma única finalidade: o fim da desigualdade.

Joana quer destituir os meios de produção do Maralto, não apenas acabar com o controle sobre eles. Eliminando a tecnologia do mapa, todos teriam condições iguais para reconstruir suas vidas. Embora seja uma visão bem objetiva do problema, só refaz o trajeto por outra via. Será que os antigos moradores do Maralto aceitariam de bom grado a perda dos privilégios? O irmão de Michele parece demonstrar o contrário e levará este fanatismo às últimas consequências.

A médica Elisa viveu esse conflito. Apegada ao conforto e ao modo de vida do Maralto, mas sem condições morais de romper definitivamente com ideais humanistas, a personagem sinaliza uma crise de identidade (“eu não sei o que estou fazendo aqui”) que parece representar muito bem o conflito ético do profissional de saúde que tem dificuldades de assumir com coerência uma postura política. Uma crítica urgente da série às organizações médicas que fecham os olhos para os problemas de saúde pública do país.

A primeira temporada mostrou o Continente, a segunda o Maralto e a terceira a Concha. Com o arco completo e cada classe tendo seu momento, o público tem a impressão de que está tirando suas próprias conclusões quando a sabotagem da tenente Marcela é descoberta. 

Joana, que sempre viu a Concha como uma oportunidade de atingir fatalmente o Maralto, agora encontra respaldo na opinião dos moradores da nova comunidade que querem uma alternativa livre de controle. As decisões já não são tomadas em assembleias diretas. Tendo Michele como palavra final, a Concha ganha um conselho deliberativo que decide como serão as coisas dali em diante. E é aí que o público percebe o engano, “okay, eu já vi esse filme…”.

Essa caricatura da dialética descrita por Karl Marx utilizada como pano de fundo de um “objeto de entretenimento” concentra toda acidez diluída nos discursos de Joana, Michele, Marco e Glória, personagens-chave para o desenvolvimento do núcleo político da Concha.



O mérito de 3%, além de conseguir um espaço em um serviço mega gigante como a Netflix, está em não esconder que a busca pela igualdade social também é uma narrativa ideológica. No frigir dos ovos, existe o humano e a consciência de si como fenômeno ético e civilizatório. E se você ainda não leu o conto A Igreja do Diabo de Machado de Assis, fica a dica de leitura de apoio para entender melhor as contradições mostradas pela (e da) própria série.

As três temporadas da série 3% estão disponíveis na Netflix e a quarta e última temporada estreia em 2020. Apesar da lentidão dos processos de renovação, a rede de streaming, que já tinha anunciado que a série foi o produto de língua não inglesa mais visto nos EUA em sua primeira temporada, manteve o show no ar até o desfecho final da história. Mais um mérito para a produção brasileira.

Créditos:

Texto: Valentina Gaztañaga
Revisão e imagens: Bruno Bolner


O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

Kate Kane (interpretada pela atriz Ruby Rose) aparecerá com sua versão fit do manto negro de Batman na apresentação do piloto de Batwoman neste sábado (20/07/2019) na première da série em seu painel da Comic Con. A spin-off do canal de TV americano The CW faz parte do Arrowverse, um conjunto de séries interconectadas de super heróis da DC Comics para o canal, que inclui The Arrow, Super Girl, The Flash, Legends Of Tomorrow e agora Batwoman

Além do primeiro episódio, o canal levará para a Comic Con os produtores e os atores da série para conversar com os fãs logo após a exibição. David Nutter, que também já dirigiu episódios de The Flash e Game of Thrones, assina o piloto. Greg Berlanti é o produtor-executivo e Caroline Dries está à frente como showrunner e roteirista.

Foram divulgados um trailer, três teasers e a sinopse oficial até agora. Os vídeos mostram a heroína lésbica e boa de briga - ainda sem a cabeleira ruiva - se encaminhando para assumir o manto negro durante o sumiço do herói das ruas de Gotham.


Confira a sinopse oficial divulgada pelo canal:

“Kate Kane (Ruby Rose) nunca planejou ser a nova vigilante de Gotham. Três anos após o misterioso desaparecimento do Batman, a cidade está desesperada. Sem o Cruzado Encapuzado, o Departamento de Polícia foi sobrecarregado por gangues criminosas. É aí que entra Jacob Kane (Dougray Scott) e sua empresa militar Crows Segurança Particular, que agora protege a cidade com poder de fogo e milícia onipresentes. Anos antes, a primeira esposa de Jacob e sua filha foram mortas numa troca de tiros. Ele enviou sua única filha sobrevivente, Kate Kane, para longe de Gotham para sua segurança. Após uma dispensa do colégio militar, e anos de um brutal treinamento de sobrevivência, Kate volta para casa quando a gangue Alice no País das Maravilhas mira seu pai e sua empresa, raptando sua melhor agente dos Crows, Sophie Moore (Meagan Tandy).

Apesar de casado novamente com a rica socialite Catherine Hamilton-Kane (Elizabeth Anweis), que financia os Crows, Jacob ainda sofre com a perda de sua família, enquanto mantém Kate (a filha que ainda tem) distante. Mas Kate é uma mulher cansada de pedir permissão. Para ajudar sua família e sua cidade, ela terá que se tornar a coisa que seu pai mais odeia, uma vigilante das trevas. Com a ajuda de sua bondosa meia-irmã, Mary (Nicole Kang), e o engenhoso Luke Fox (Camrus Johnson), filho do guru de tecnologia das Empresas Wayne, Lucius Fox, Kate Kane continua o legado de seu primo desaparecido, Bruce Wayne, como Batwoman. Ainda tendo um sentimento por sua ex-namorada, Sophie, Kate usa tudo em seu alcance para combater os planos sombrios da psicótica Alice (Rachel Skarsten), que está sempre entre a sanidade e a insanidade. Armada com uma paixão pela justiça social e sem medo de falar o que pensa, Kate voa pelas ruas escuras de Gotham como Batwoman. Mas não a chame de heroína ainda. Em uma cidade desesperada por um salvador, ela deve primeiro superar seus próprios demônios antes de abraçar o chamado para ser o novo símbolo de esperança.”

Já rolou também a primeira participação da mulher morcego em um crossover com a série Super Girl.



O acesso à Batcaverna e às tecnologias cibernéticas de espionagem de Bruce colocam Kate Kane no primeiro escalão de super heróis, talvez em um patamar mais privilegiado do que Kara Zor-El, a Super Girl. Não fica muito claro se Kate também terá acesso ilimitado à fortuna e aos círculos sociais frequentados pelo morcegão.

A trama parece apontar mesmo para problemas urbanos da clássica Gotham. E como mostram as cenas com Arlequina, a violência vai permear as interações entre os personagens, um pouco diferente de como é retratada em The Flash e Super Girl. Batwoman tem alguns elementos de lutas marciais e uma pancadaria um tanto estranha (quem lembrou das cenas de luta de Jessica Jones?). 

A série parece trazer um conteúdo mais adulto, tanto pela temática sombria e violenta da cidade corrupta, como também pelo caráter sensual das relações entre Kate e Sophie. Nos quadrinhos, Batwoman nunca foi assumidamente (ou escondidamente) lésbica, teve versões em que era filha do comissário Gordon, entre outras.

A contratação de Ruby Rose, no entanto, deu o tom de como a série poderia ousar. Na contramão de Matthew Bomer, a atriz se tornou conhecida pelo grande público em uma série em que a expressão da sua sexualidade era a mesma da sua personagem, quando interpretou Stella em Orange is the New Black na temporada de 2015. Nenhum ator deve estar fadado a representar um esteriótipo de sua sexualidade, mas ter que passar o tempo todo interpretando a mesma identidade de gênero deve ser um pouco chato... Seria uma zona de conforto dos roteiristas, talvez?

Ainda não é possível afirmar em LETRAS GARRAFAIS que a construção da personagem não cairá em um clichê típico masculino - lembrando que a roteirista é uma mulher -, mas os trailers já mostraram um recorte interessante. 



O visual de Kate Kane se destaca inicialmente pela androgenia. O ser andrógeno é aquele que aparentemente não se sabe definir o gênero, se vale de uma mistura de características físicas, de posturas e de estilo que não ficam nem lá, nem cá. Na participação especial no crossover Elseworlds, o visual está ligeiramente diferente, mais exagerado. A androgenia geralmente é marcada pela “ilusão de ótica” em poucos elementos. Quando a extravagância toma conta, o visual ganha ares (alegres) de Drag. 

Enquanto Kate Kane em sua versão “civil” aparece com roupas escuras tidas como “mais masculinas”, sua Batwoman ganha elementos caricaturais: o cabelo ruivo falso, o batom vermelho, bota de salto e a própria roupa que pode ser entendida como uma fantasia. Kate e Batwoman formam uma mistura estética que “confunde” pelo excesso, e não pela falta de referências. Essa “confusão” que o visual da prima de Bruce Wayne provoca exemplifica bem a complexidade da construção social de gênero ao tentar definir o que é ser mulher, ser feminina.

Embora seja um produto da indústria cultural e, como tal, sem nenhuma “obrigação” de abordar o feminismo com rigor acadêmico, a série coloca temas do chamado feminismo “branco” em evidência (ainda que sua ex-parceira, a agente Sophie Moore, seja negra). Debates acalorados estão por vir com frases emblemáticas do tipo “não vou deixar um homem levar os créditos pelo trabalho de uma mulher”. Será que foi daí que veio a ideia para a cabeleira ruiva fake e os outros traços de “feminilidade” da roupa?

Batwoman irá ao ar todo domingo às 18 horas no canal CW dos Estados Unidos, com estréia prevista para 06 de outubro de 2019.

Créditos:

Texto: Valentina Gaztañaga
Revisão e imagens: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

Em 16 de julho de 1969 a espaçonave Apollo 11 foi lançada ao espaço com a missão de levar Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin à Lua. Com pouso realizado em sua superfície no dia 20, somente após seis horas da alunissagem que o homem pode caminhar pela primeira vez na lua, representado por Armstrong, já no dia 21. Com a ajuda de Aldrin, os dois coletaram materiais para pesquisas e se encontraram com Collins para retornar ao nosso planeta. Os três astronautas amerissaram na Terra no dia 24 de julho do mesmo ano.

Por isso, no dia 20 de julho comemora-se a primeira viagem que levou o homem a pisar na Lua e, por este motivo, listamos alguns filmes, documentários, jogos e livros sobre o tema, pois, em 2019, comemora-se o aniversário de 50 anos dessa conquista histórica!

Da Terra à Lua


100 anos antes da NASA enviar seus astronautas ao espaço, Julio Verne já imaginava como seria a experiência do homem em uma viagem desse tipo. O famoso escritor lançou o livro De la Terre à la Lune (Da Terra à Lua) em 1865.

Sinopse: Após o fim da Guerra da Secessão, os membros do Gun Club (com sede na cidade americana de Baltimore), de pretensões militares e envolvidos principalmente com a indústria de canhões, anseiam por uma nova empreitada armamentista. O presidente do famigerado clube, Impey Barbicane, propõe construírem o maior projétil já visto e enviá-lo à Lua. Fonte: L&PM

Há algumas coincidências do livro com a expedição do homem na lua, como a descrição do módulo espacial com três astronautas, o local de partida da nave em Tampa (EUA) apenas a 30 km de distância de onde foi o lançamento da Apollo 11 cem anos depois e as semelhanças do nome do personagem Michel Ardan com os nomes dos astronautas Michael Collins e Buzz Aldrin.

O livro de Verne inspirou H.G. Wells a escrever The First Men in the Moon (Os Primeiros Homens na Lua, em tradução livre) em 1901 e que, por sua vez, inspiraram o filme Le Voyage dans la Lune (Viagem à Lua), de Georges Méliès, cuja trama envolve um grupo de homens que viaja para a Lua em uma cápsula lançada por um canhão gigante e são capturados por "homens-lua". Este filme foi lançado em 1902 e revolucionou o cinema como a primeira obra cinematográfica de ficção científica.

2001: Uma Odisséia no Espaço


Um ano antes do homem ir para a Lua, Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke lançavam 2001: A Space Odyssey (2001: Uma Odisséia no Espaço), um filme e livro de ficção científica, que conta a história de uma estrutura em forma de pirâmide encontrada na Lua que servia de transmissor para uma raça alienígena que havia descoberto, há muito tempo atrás, a possibilidade de desenvolver vida inteligente e civilização na Terra.

O filme, que é baseado no conto The Sentinel (1951) do próprio Arthur C. Clarke, recebeu muitas indicações a prêmios, dos quais se saiu vencedor na maioria deles. É interessante apontar que o filme foi produzido em paralelo à criação do livro e, apesar de ambos terem sido criados simultaneamente, as mídias possuem muitas diferenças entre si. Vale a pena conferir as duas obras.

Autobiografia de Michael Collins


Após o sucesso da viagem à Lua, veio a fama, as condecorações e homenagens. Em 1974, Michael Collins lança sua autobiografia, Carrying the Fire: An Astronaut's Journey (O Fogo Sagrado: A Jornada de um Astronauta), onde conta sua trajetória até se tornar um astronauta, relatando sua experiência como um dos 3 homens que foram para a Lua.

Em sua edição brasileira, o livro foi dividido em 2 volumes. O primeiro volume trata da época de piloto de provas e seus primeiros passos na NASA, até a missão Gemini 10. O segundo volume continua sua história até a missão Apollo 11. A autoria do livro é de Michael Collins e Charles Lindbergh.

Lunar Lander


Com a curiosidade e fascinação pela ficção científica, reforçada pela conquista do homem ao pisar na Lua, muitos filmes, séries, desenhos animados, livros e jogos foram ganhando vida ao longo dos anos. Uma dessas homenagens é Lunar Lander, um game desenvolvido pela Atari para Arcade e lançado em 1979.

O jogo simula, de certa forma realista, a alunissagem de um módulo de pouso no satélite natural da Terra, onde o jogador precisa ficar atento ao solo, combustível e velocidade para realizar o pouso com segurança. Para quem tiver curiosidade em joga-lo, há uma versão oficial do game em flash disponível no site da IGN.

Apollo 13


Se você pensa que todas as pesquisas pelo espaço realizadas pelos americanos tiveram sucesso, está enganado. Durante a Guerra Fria, os EUA estavam numa disputa geopolítica com a União Soviética, quando os soviéticos lançaram o Sputnik 1, em 1957, o primeiro satélite artificial da história, e os americanos sentiram o impacto. Os soviéticos mostravam poder nuclear e desafiavam a superioridade militar, econômica e tecnológica que os EUA reivindicavam, ocasionando na Corrida EspacialQuando os americanos pensaram em colocar o primeiro homem em órbita da Terra, lá estava Iuri Gagarin, em 1961, o soviético que se tornou o primeiro homem a ir para o espaço, dando uma volta completa em órbita ao redor do planeta.

Com a intenção de ir além dos soviéticos, os EUA decidiram pisar na Lua, fundaram a NASA e iniciaram o Projeto Apollo. Porém, logo de cara, paralisaram abruptamente o Apollo 1 devido a um incêndio que levou 3 astronautas à óbito.

Em 1970, em sua terceira missão para pousar na Lua com o Apollo 13, outro acidente acontece, causando uma explosão do módulo de serviço, impedindo a descida do satélite em solo lunar. E é exatamente esta história que Ron Howard adapta em 1995 sob o título Apollo 13.

Com roteiro baseado no livro Lost Moon: The Perilous Voyage of Apollo 13, de Jim Lovell e Jeffrey Kluger, o longa recebeu diversas indicações e prêmios nas cerimônias do Oscar, Golden Globe, BAFTA e SAG Awards. Além disso, o longa também possui a icônica tagline "Houston, we have a problem" (Houston, temos um problema) dita pelo personagem de Tom Hanks, frase esta, baseada na fala original "Okay, Houston, we've had a problem here" (Ok, Houston, tivemos um problema aqui) dita pelo astronauta John Leonard "Jack" Swigert Jr.

In the Shadow of the Moon


Entre 1968 e 1972, foram lançadas 9 naves espaciais à Lua pelos EUA e 12 homens pisaram em sua superfície. Com tantas missões espaciais, erros, acertos, acidentes, tensão, medo, alívio e alegria vivenciados pelos astronautas que viajaram pela NASA, muita história tinha pra se contar. Com isso, em 2007, foi lançado In the Shadow of the Moon (Na Sombra da Lua, em tradução livre), um documentário com imagens inéditas e entrevistas exclusivas, que conta as histórias dos astronautas das missões Apollo.

David Sington e Christopher Riley receberam críticas positivas por seu documentário, que lhes renderam algumas indicações e um prêmio do Independent Investigations Group (IIG) em 2008, por promover o ceticismo científico na mídia.

Lunar


Em 2009, a Lua foi tema de outro filme de ficção científica: Lunar. Neste enredo, um homem experimenta uma crise pessoal enquanto enfrenta o final de sua missão na Lua, que já dura 3 anos. É o filme de estréia de Duncan Jones (Contra o Tempo, Warcraft), lhe rendendo indicações e prêmios de melhor diretor e filme em diversas premiações, com o ator Sam Rockwell impecável no papel principal.

É notável, em Lunar, as inspirações de Kubrick, trazendo cenários minimalistas, um enredo com um bom peso dramático, um roteiro bem construído e com um final que dá todas as respostas das questões levantadas durante o longa.

Moonbase Alpha


Apesar de focada em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial, a NASA também desenvolve jogos. Dentre seu portfólio, destaca-se Moonbase Alpha (2010), uma game de simulação espacial imersivo, com modo cooperativo online, onde o objetivo é explorar o solo lunar para realizar pesquisas científicas, identificar a possibilidade de colonização pela raça humana, mapeamento de toda a superfície da Lua e realização de conserto de máquinas e robôs. O jogo está disponível na Steam e é gratuito.

Toda a extensão do universo é fascinante para uns, assustadora para outros, desinteressante para tantos outros. Mas as pesquisas realizadas fora da Terra, que tiveram grande impacto com as viagens à Lua, foram responsáveis por diversos avanços tecnológicos. É difícil não ter caído em alguma conversa sobre a ida do homem à Lua, com alguém (ou você mesmo) questionando se a missão realmente aconteceu. Mas fica aqui estas obras que podem trazer conhecimento, reflexão ou só diversão por alguns momentos.

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre algumas das agências espaciais do mundo, seguem os links:

Créditos:

Texto: Bruno Bolner
Revisão e imagens: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.
De 1995 à 2010, a cada nova animação de Toy Story, acompanhamos a evolução de uma amizade, uma história de lealdade e companheirismo, onde sempre foi pregado que amigos sempre devem ficar juntos. Em 2019, demos de cara com uma amizade baseada em novos ideais, não importando a distância e sim o que é melhor para cada um. Mergulhamos numa jornada de autoconhecimento junto com Woody, Buzz, Betty e novos brinquedos.
Ao longo do filme seguimos o Xerife numa trajetória de desconstrução de ideais. Ele sempre está com aquela dúvida “Sair ou não sair da bolha?”, afinal, nos três primeiros filmes, Woody sempre pensou mais nos amigos do que nele mesmo e o reaparecimento de Betty acaba trazendo questionamentos pra cabeça do cowboy.
A vida dele sempre girou em torno de alguém, já Betty demonstra total independência e amor próprio, nem parece aquela pastora indefesa dos primeiros filmes. Podemos enxergar isso como um ótimo exemplo de independência emocional.

O que falar de Garfinho, um dos personagens mais fofos da franquia? Um objeto descartável que devido ao seu histórico, acha que é lixo. No fim, ele acaba enxergando seu verdadeiro valor, com uma mãozinha de Woody.
Dessa vez os roteiristas optaram por um vilão menos... vilão. A partir do momento que você entende as motivações de Gaby Gaby, acaba criando empatia pela personagem. Mais uma vez, Toy Story trabalhando com “as aparências enganam”.
O filme acaba com um leve tom de despedida, onde processos foram finalizados e nenhum dos personagens termina como começou. Será que essa será a última vez que veremos nossos brinquedos favoritos nas telinhas do cinema?

Créditos:

Texto: Otávio Vislley
Revisão e imagens: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

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