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Sim, parece muito contraditório, mas no universo da cultura pop uma distopia pode dar muito errado, se perder em corridas labirínticas como em Maze Runner ou ser tachada a la Jogos Vorazes genérica, como a saga Divergente. O pior não tem limite. Você vai ouvir esta frase muitas vezes em sua jornada neste canto escuro das grandes histórias.

Um futuro distópico é um espaço-tempo onde tudo o que poderia dar errado, (fu)deu. Logo, vem os problemas por parte da construção dos personagens que precisam aprender a viver sob um novo paradigma ainda a ser elaborado, construído, testado e passado como cultura às próximas gerações.

Neste sentido, a carga política das histórias está presente como ponto focal e a partir dos conflitos entre Estado e indivíduo, o desenrolar dos acontecimentos sucede. Há um encolhimento das liberdades individuais e a luta pela sobrevivência é o que permeia e dá cor ao gênero. Resumindo, significa que em uma distopia um novo grupo assume o controle dos meios de produção, como a água em Mad Max ou a terra em Waterworld, e de maneira autoritária impõe suas “leis” aos demais.

Se você é assinante da Netflix tem pelo menos 5 distopias que deram certo para assistir no final de semana.

Os Filhos da Esperança



Os filhos da esperança (Children of men), do diretor Alfonso Cuarón (sim, o mesmo que dirigiu Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), traz marcas de um tempo de intolerância extrema e repressão, em que seres humanos são enjaulados nas ruas e controlados como pragas em um contexto onde nenhum outro bebê nasce há 18 anos. O filme tem uma fotografia eletrizante e em algumas cenas faz questão de embarcar quem está assistindo para dentro da história, com direito a respingos de sangue na lente da câmera. É como uma mensagem subliminar: “ei, você está sentado aí assistindo a tudo isso sem fazer nada…”.

Amores Canibais



Amores Canibais (The Bad Batch), da diretora Ana Lily Amirpour, vem na contramão da seriedade com a qual geralmente se costuma construir uma narrativa distópica. Emplaca cenas de gore em um saudosismo à Jogos Mortais (o primeiro filme da franquia), humor negro e Keanu Reaves (e se você ainda não viu a trilogia Matrix, corre, ela é a nave-mãe das distopias na alvorada dos anos 2000). Jason Momoa no papel de um sarado adepto à proteína também contribui para os ares de humor desta distopia bastante calórica.

WALL-E



WALL-E é uma animação da Pixar que vale a pena rever. Principalmente, porque os temas ali como a questão do destino do lixo, dieta humana, inteligência artificial e conquista espacial ainda são super presentes no imaginário dos diretores atuais. É um bom filme de iniciação para quem procura assistir em família e tentar elevar o nível de discussão do jantar.

Waterworld



Waterworld, do diretor Kevin Reynolds, é um clássico distópico da década de 1980 que inspirou muitas outras distopias naturais (onde a escassez de um recurso natural é parte das dificuldades na luta pela sobrevivência). Vale a pena assistir como curiosidade, mas já adianto que é muito mais provável que se algo assim acontecer (se já não está acontecendo) é a água que será escassa.

O Vingador do Futuro



O Vingador do Futuro (Total Recall), do diretor Paul Verhoeven, é um remake do clássico com Arnold Schwarzenegger de 1990, baseado em um livro de Philip K, Dick (autor clássico de ficção científica). Polêmico entre os fãs, traz dentro do gênero das distopias a cultura cyberpunk como pano de fundo (a decadência através da tecnologia). Com algumas dúvidas sobre a atuação de Colin Ferrell, o diretor consegue atualizar alguns temas, mas sem grandes pretensões políticas.

E se você quiser ir além da rede, pode procurar o clássico dos clássicos, o filme de Orson Wells sobre o livro 1984 de George Orwell. Obra que está no imaginário de todo diretor de distopia. Vale lembrar que uma distopia não é necessariamente um filme pós-apocalíptico. A distopia se caracteriza pela retomada da atividade social, mas com temas morais e éticos invertidos, autoritários, com liberdades individuais cerceadas e geralmente sem final feliz para ninguém. Já no gênero pós-apocalíptico o retrato da sobrevivência é dado no momento seguinte ao acontecimento que destrói a ordem vigente. A distopia se passa quando as pessoas voltam a se organizar em sociedade só que de maneira repressora.

Outros filmes como Distrito 9 e a quadrilogia Jogos Vorazes também são exemplos de distopias que deram certo, por mais contraditório que isso possa parecer. Comenta aqui embaixo, que outra distopia você viu na Netflix?

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Texto: Valentina Gaztañaga
Revisão e imagens: Bruno Bolner

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

X-Men: Fênix Negra e Os Novos Mutantes serão os novos lançamentos da série de filmes dos mutantes produzida pelos estúdios FOX, e muito provavelmente os últimos, considerando a compra do estúdio pela Disney, sendo o primeiro, uma nova oportunidade de contar corretamente a Saga da Fênix Negra, e o segundo, um filme dirigido por Josh Boone (A Culpa é das Estrelas). Estariam eles levando a saga dos mutantes para uma nova direção e permitindo que os filmes do universo dos X-Men comecem a se renovar antes de emergir e afundar no MCU?



O lado sombrio dos mutantes

O trailer de Novos Mutantes foi liberado já há algum tempo, e surpreendeu as pessoas de diversas maneiras, algumas de um modo positivo, outras não, pela sua abordagem sombria e bem próxima de um filme de terror adolescente.



De um certo modo, essa mudança de tom parece muito apropriada para essa equipe de mutantes, afinal, mais que todos os outros, eles são adolescentes e as mudanças que eles sofrem são muito extremas, na mesma equipe temos Miragem, que tem o poder de telepaticamente criar ilusões dos medos e desejos dos seus inimigos, temos a Lupina, interpretada por Maisie Williams, que tem o poder de se transformar em uma loba, e que tem um passado sombrio relacionado com abuso de um reverendo quando vivia na Escócia e sendo extremamente religiosa, além da Magik, interpretada por Anya-Taylor Joy (A Bruxa, Fragmentado), que possui poderes relacionados a demônios e necromancia, além de ter sido sequestrada aos 6 anos de idade para uma dimensão chamada Limbo. 




Além disso, outros elementos que adicionam o elemento creepy no filme é a instalação onde os adolescentes estão presos, com as lápides de mutantes anteriormente, mostrando que a equipe que os mantém presos ali está apenas interessada no uso e provavelmente experimentos que podem ser feitos nos mutantes. 



Novos mutantes, é claro...




Mas, o que parece reforçar um sucesso e continuação dessa linha de filmes seria justamente a possibilidade de apresentar novos mutantes para a equipe, considerando que eles serão sempre adolescentes aprendendo a lidar com seus poderes e com vilões menores e até mesmo sobrenaturais, o vilão deste primeiro filme foi confirmado sendo o Urso Demoníaco, uma entidade que assombra os sonhos de Miragem, que possui uma conexão com ele, devido a sua descendência nativo-americana, além disso, o diretor, Josh Boone já declarou que tem planos de ter pelo menos duas sequências. E, claro, que dentro da nova posição que os mutantes estão agora dentro da Disney, essa possibilidade do filme ter uma sequência e entrar dentro do Universo Marvel é bem grande. 


A Fênix Negra ressurge




X-Men: Fênix Negra, contudo, ao contrário do que a onda de renovação que filmes como Logan, Deadpool e Os Novos Mutantes têm oferecido, parece muito mais um lamentoso canto do cisne da franquia dos mutantes produzida pelos estúdios Fox, apesar do sucesso anterior de X-Men: Primeira Classe e uma recepção boa para mista de Dias de Um Futuro Esquecido, a nova equipe dos X-Men ainda não foi bem estabelecida, do mesmo modo que nas HQs para justificar uma nova adaptação da Saga da Fênix, porque justamente ainda não nos importamos com o romance da Jean e do Ciclope, ainda não vimos os relacionamentos dela com os outros membros da equipe e não os vimos crescer como colegas e amigos, coisa que pode ser estabelecida em Novos Mutantes desde o começo.


Além disso erros anteriores só parecem crescer aos nossos olhos quando olhamos para esse filme, como a exageração do papel da Mística, interpretada por Jennifer Lawrence, que aparece muito menos azul do que deveria nas imagens do trailer e parece que será o pivô de mais conflitos dentro da equipe dos mutantes, especialmente entre Hank Pym e Xavier.

I'm not saying they are aliens, but...




Mas, existem outros elementos que se tiverem sido trabalhados de uma maneira nova e interessante podem adicionar bastante ao universo dos mutantes, ainda que ele esteja fadado ao reboot para se encaixar dentro do Universo Cinematográfico da Marvel.


A personagem de Jessica Chastain ainda não possui uma identidade confirmada, sendo referida apenas como Agente Smith, e supostamente tendo poderes de metamorfose. Especula-se que ela poderia ser, na verdade, Lilandra, a imperatriz do Império Shi'ar e isso expandiria as possibilidades de como os mutantes surgiram no mundo, e rezemos, não aconteça o mesmo que aconteceu com os Inumanos.

Ainda assim, existem outros rumores de que na verdade ela seria Cassandra Nova, a irmã de Charles Xavier que foi morta ainda no útero da mãe, mas cuja consciência ainda teria sobrevivido e jurado vingança contra o irmão (sim, os mutantes tem uns plots estranhos às vezes...), embora as chances para isso sejam poucas.


Enfim, teremos de esperar mais notícias para saber qual será o futuro para os X-Men nos cinemas e o que será dessa nova geração que mal se formou e provavelmente não irá sobreviver muito tempo, de novo...





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Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner



Este artigo expressa opiniões do autor e não do site Co-op Geeks.



Todo nerd que se preze curte uma boa ficção científica, seja sobre uma experiência que deu errado, alienígenas ou viagem no tempo. O importante é desafiar as leis da ciência e da física de um jeito crível e, ao mesmo tempo, fantástico. Para ajudar você a escolher seu próximo vício futurístico, separei algumas sugestões de seriados.

1 – V


V é baseado no seriado homônimo dos 1980. Essa releitura de 2009 conta a história de alienígenas aparentemente idênticos aos humanos que chegaram à Terra em busca de água e minerais. Endeusados por sua tecnologia e aparência, logo alguns personagens descobrem que a intenção desses seres intergalácticos vai muito além de apenas uma visita.

Com uma história repleta de reviravoltas e a incrível Morena Baccarin (Deadpool) como antagonista, essa série acabou sendo cancelada após a segunda temporada deixando os fãs desolados e sem final. Na época, até fizeram uma campanha enviando centenas de cartas para a emissora ABC pedindo a renovação do programa, que infelizmente, nunca mais irá dar as caras. Mesmo assim, a história tem um desenvolvimento tão marcante que merece ser apreciada pela galera fã de sci-fi.

2 – Ascension


Um projeto ousado, e secreto, dos Estados Unidos envia uma nave com centenas de tripulantes para uma missão só de ida para um novo planeta. O mais interessante, é que isso ocorreu nos anos 1960, em plena guerra fria, e toda tecnologia analógica da época está presente. Após 50 anos de viagem, a tripulação da Ascension testemunha o primeiro assassinato da nave, levando os personagens a uma série de revelações sobre o real motivo da existência do projeto.

Apesar de seu tema superinteressante, Ascension é uma minissérie com apenas seis episódios. Foi produzida pelo canal Syfy em parceria com a CBS em 2014. Este é mais um daqueles seriados que valem a pena pela premissa intrigante.

3 – The Expanse


Daqui a 200 anos, a humanidade terá colonizado o sistema solar, mas não terá se libertado de seus problemas políticos. Marte, um planeta independente, compete com a Terra sobre os recursos naturais presentes em todo o sistema, enquanto os moradores do cinturão de asteroides são explorados pelos marcianos e terráqueos, vivendo em condições precárias.

The Expanse possui uma trama política complexa que vai se desenvolvendo no decorrer dos episódios. Elogiado pela crítica, também foi cancelado após a sua terceira temporada. A boa notícia é que o serviço de streaming Amazon Prime Vídeo comprou os direitos do canal Syfy para produzir os novos episódios.

4 – The 100



Após um apocalipse nuclear, as estações espaciais que estavam em órbita se juntam para formar a Arca e permitir a sobrevivência dos tripulantes até a Terra se tornar habitável novamente. 97 anos depois e com recursos cada vez mais limitados, as regras da estação espacial ficaram mais rígidas. Todos os crimes são punidos com a morte se o infrator for maior de 18 anos, enquanto os jovens são encarcerados até atingir a maioridade. Para testar as condições de sobrevivência do planeta, 100 desses delinquentes são enviados à Terra com a missão de comprovar se é seguro para os humanos retornar.

Repleta de personagens mulheres em papéis de liderança, The 100 surpreende por ser uma série teen que não se prende ao básico. Com uma trama consistente, continua surpreendendo mesmo depois de cinco temporadas. Vale também ressaltar a representatividade que o programa traz com seus personagens LGBT, asiáticos e negros.

5 – Westworld


Deixando o espaço um pouco de lado, Westworld é uma megaprodução do canal HBO. Na história, um parque de diversões baseado no velho oeste americano é povoado por robôs idênticos aos humanos. Os visitantes pagam milhares de dólares para fazer o que quiserem com as máquinas. O que eles não esperavam é que a criatura não obedeceria o seu criador para sempre.

Um dos maiores destaques do enredo de Westworld é o questionamento sobre o que é ser humano. Pode até parecer confuso no começo, mas não desista. É possível criar diversas teorias enquanto tentamos desvendar as verdadeiras motivações dos personagens, além de se surpreender descobrindo que todas estavam erradas.

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Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner


Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.


Com a aproximação da estréia de Venom, o próximo filme da Sony derivado do Universo do Homem-Aranha e que será estrelado por Tom Hardy, e as novas imagens de Joaquin Phoenix como o Coringa num filme solo produzido pela Warner Bros., vem junto uma nova onda de polêmicas sobre os filmes de vilões. Afinal, nós realmente precisamos de filmes solo de vilões das HQs? Investir nesse tipo de filme seria um erro ou uma boa decisão?

O caso da Sony


A ideia de um filme solo do vilão Venom tem flertado com a Sony Pictures Entertainment já há algum tempo. Os filmes do Homem-Aranha foram, de longe, uma das franquias mais lucrativas feitas pelo estúdio que, até aquele momento, possuía parte dos direitos do Cabeça de Teia obtidos de uma Marvel que beirava a falência. Como nem só de Homem-Aranha vive o homem, haviam rumores de que a Sony planejava fazer spin-offs com o personagem Venom, naquela época vivido pelo ator Topher Grace. Mas, com o fracasso retumbante de Homem-Aranha 3, seus planos foram adiados e a visão de Sam Raimi do Abutre em um quarto filme nunca nem deixou os storyboards...

Passou-se o tempo e veio o reboot protagonizado por Andrew Garfield, que foi extremamente divisivo, com um novo Peter Parker, novas tramas que se desenrolariam a partir dos segredos da família Parker e uma desesperada tentativa de se criar um universo compartilhado, onde rumores bizarros, como um spin-off protagonizado pela Tia May que infelizmente provou-se verdade e de filmes solo de personagens secundários da Nova York de Peter Parker, iam e vinham.


E aí tudo mudou, quando a Nação do Fogo atacou... Na verdade, o ataque foi feito pela Marvel, num acordo, antes sem precedentes, com a Sony, onde ofereceriam uma espécie de assessoria para os filmes e, em troca, teriam mais um personagem para Guerra Civil. O que Kevin Feige não poderia prever seria o anúncio do filme solo de Venom, com Tom Hardy, e com a presença do Dr. Carlton Drake (Riz Ahmed), que será o simbionte Riot. Se os trailers são confiáveis como qualquer indicadores sobre o filme, com certeza será algo que poderia facilmente ser produzido nos anos 90, cheio de diálogos ligeiramente sombrios e cenas de ação macabras. Fica a dúvida: será satisfatório?

O Palhaço do Crime


Enquanto isso a Warner Bros. está apostando em uma nova abordagem para os seus filmes. Depois de uns bons fracassos e recepções mistas, a sua parceria com a DC Comics está depositando todas as fichas em um filme solo do Coringa, que será dirigido por Todd Phillips (Se Beber Não Case, Cães de Guerra), com roteiro co-escrito por ele e o roteirista Scott Silver, e estrelado pelo renomado ator Joaquin Phoenix (Gladiador, Ela) interpretando um personagem chamado Arthur Fleck, um humorista em crise que eventualmente se tornará o Palhaço do Crime em Gotham City.

Ainda não existem muitos detalhes para esse filme, sabe-se que ele se passará todo na Gotham City de 1980, que terá o personagem Thomas Wayne (Brett Cullen), um homem de negócios de moral questionável que estará concorrendo para prefeito, e ainda contará com Zazie Beetz (Deadpool) e Frances Conroy (American Horror Story) no elenco, respectivamente como o interesse amoroso de Fleck e a mãe terminalmente doente, Penny Fleck. O que mais se tem notícia é de que esse filme tem como inspirações os trabalhos do diretor Martin Scorsese: Taxi Driver, The King of the Comedy e a graphic novel de Alan Moore, A Piada Mortal.

Não se tem muita certeza sobre o sucesso ou fracasso do filme mas, até o momento, todo o material que foi divulgado parece ter convencido os fãs mais convictos do "Mr. J" de que esse será um retrato incomum e cruel do vilão. Um teste de câmera que revelou o pré-visual final de Joaquin Phoenix como o vilão e pequenos trechos de cenas filmadas num metrô, onde podemos ver o Coringa se deliciando com o caos, corroboram tais expectativas... Mas será que o próprio filme, independente do Universo Estendido da DC, já não demonstra caos e instabilidade?

Jared Leto: uma carta coringa?


Enquanto o filme novo do Coringa está recebendo atenção redobrada, o mesmo já não pode ser dito do anteriormente cogitado filme solo estrelado por Leto. O ator que causou rebuliço e polêmica ao ser contratado para viver o Palhaço do Crime em Esquadrão Suicida e não alcançou a popularidade desejada, foi de certo modo colocado pra escanteio, mesmo com a Warner Bros. ainda afirmando que os projetos de um filme do Coringa e Arlequina continua nos planos do estúdio.

Além disso, um filme de Morbius foi anunciado pela Sony e será estrelado por Jared Leto. O vilão secundário das histórias do Homem-Aranha nos quadrinhos, retratado apenas na série animada, é um cientista que se transforma em um vampiro após um acidente de laboratório. Enquanto seria interessante trazer novas histórias para o universo compartilhado que a Sony parece estar querendo construir - como a tragédia de um vilão que acaba precisando consumir plasma humano para sobreviver - outras ideias  e anúncios feitos recentemente parecem mostrar que os filmes de super-vilões são muito mais uma tentativa desesperada de lançar um hit.



A Sony também anunciou um filme solo de Kraven, o Caçador, um vilão que tem uma obsessão em caçar o Homem-Aranha e tem papel num dos momentos mais sombrios das HQs do Amigo da Vizinhança, A Última Caçada de Kraven. Ao que parece, os engravatados dos estúdios parecem não entender o verdadeiro apelo dos vilões de HQs e de qualquer boa história, transformando-os apenas no mal a ser combatido pelos heróis. Os vilões são conflituosos, torturados ou confusos, e isso só faz a tragédia de estarem no lado negro da Força mais tocante para nós espectadores. Esperamos que essa onda de filmes solo dos vilões, pelo menos, renda bons frutos para os blockbusters de super-heróis...

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Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Quando gostamos de uma série é praticamente impossível não se apegar. Ficamos contando os dias para a próxima temporada, ano após ano, tornando cada vez mais desafiador para os roteiristas trazer novidades que continuem prendendo nossa atenção. Por mais doloroso que seja dizer, alguns programas simplesmente não se justificam mais como uma história que ainda precisa ser contada e acaba despencando em seu nível de qualidade apenas para se tornar um produto pura e simplesmente movido pelo dinheiro.

Pensando nisso, listamos alguns dos seriados americanos que claramente estão perdidos no tiroteio e precisam acabar, pelo bem de nossa sanidade mental!

1 – Grey’s Anatomy


Por ser um fã da série, é com muito pesar que eu coloco Grey's Anatomy nessa lista. Não acompanhei desde a estreia – na verdade assisti tudo na Netflix – o que pode ser algo positivo no momento de justificar essa decisão. Apesar de ter momentos emocionantes e personagens memoráveis, é cansativo ver os personagens mais interessantes se tornarem insuportáveis, irem embora ou morrerem de forma dramática.

Atualmente na 15ª temporada, o programa já mostra sinais de que não há mais razão para existir, com dramas bobos e que se resolvem num passe de mágica. E falando a real, Meredith merece um pouco de paz, o que essa personagem passa não é pra qualquer um...

2 – Supernatural


As aventuras dos irmãos Winchester já passaram da hora de terminar há um bom tempo. O criador de Supernatural planejou cinco temporadas excelentes e com um final digno, mas o capitalismo pode ser bem irritante quando se trata de entretenimento. Eles já mataram incontáveis criaturas e conheceram todas as divindades possíveis. Nada mais justo do que dar um descanso para os caçadores de demônios e, também, para o público.

3 – Once Upon a Time


Once Upon a Time é mais um exemplo do que o desgaste pode fazer com um seriado incrível. A ideia inicial de misturar contos de fadas e contar as suas versões “verdadeiras” foi de encher os olhos nos primeiros anos. Porém, mesmo com ideias muito boas para inserir na história, elas eram muito mal trabalhadas e só tinham desfechos medíocres (Dark Swan, estamos falando de você).

A série teve seu cancelamento na sétima temporada, depois da PROTAGONISTA se recusar a renovar o contrato para o último ano e os números de audiência despencaram. Ainda não vi a temporada final, mas a essa altura, quem se importa?

4 – The Walking Dead


Um dos seriados mais ousados da última década, The Walking Dead levou uma temática de relacionamento humano complexa para um universo pós-apocalíptico com zumbis. Por mais genial que fosse no início, o seriado é o rei quando se trata de fillers e enrolação. O ator Andrew Lincoln, que interpreta o protagonista Rick, também já se despediu do programa e terá seu final na 9ª temporada. Ainda assim, o canal AMC já anunciou que pretende manter o seriado no ar por pelo menos mais uma década.

5 – 13 Reasons Why


Bullying, que é uma coisa séria e pode ter consequências graves, foi o alerta da primeira temporada de 13 Reasons Why. Em seu segundo ano, a série tentou chocar ainda mais e deixar os vilões impunes para que a história possa se estender para uma terceira temporada! Só que não é fácil assistir os mesmos personagens ainda insistindo no erro e tomando decisões estúpidas. O que todos temiam aconteceu, o seriado acabou se perdendo na mensagem que gostaria de passar, fazendo muita gente desistir de acompanhar.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Os animes são muito famosos, em especial por sua diversidade. Apesar dos mais conhecidos serem do estilo shonen, voltadas para os jovens masculinos, os japoneses conseguem se destacar com diversas histórias simplesmente incríveis. E é exatamente disso que viemos falar aqui hoje. Aggretsuko, uma animação original Netflix, é uma pérola escondida no catálogo do serviço de streaming que não recebeu praticamente nenhuma divulgação – mesmo sendo tão genial.

Criado pela empresa Sanrio, a mesma da Hello Kitty, Aggretsuko conta a história de uma jovem e empolgada panda vermelha chamada Retsuko. Ela começa a trabalhar na área de contabilidade de uma grande companhia, mas, como a maior parte das pessoas no mundo, acaba caindo na rotina. Chefes abusivos, pessoas fofoqueiras, “falsianes” e puxa sacos são apenas alguns dos desafios que a personagem enfrenta no dia a dia. Diante de tanto stress, Retsuko encontra o seu santuário em um karaôke cantando death metal – sim, você não leu errado!




Sempre que precisa desabafar, a panda solta letras hilárias e, ao mesmo tempo, tristes sobre o sistema capitalista e sua vida no ambiente de trabalho. Quem já trabalhou em escritório irá se identificar logo no primeiro episódio. Todos os personagens são representados por algum animal que, na maioria das vezes, combinam com suas personalidades e geram uma empatia quase que imediata com o espectador que já viveu (ou vive) situações parecidas.

A criadora utiliza o codinome de Yeti e, assim como a cantora Sia, só dá entrevistas usando uma máscara para preservar seu anonimato. É bem difícil conseguir alguma informação sobre ela e de onde veio a ideia para a personagem. Sabemos que seu intuito principal é virar uma mascote para vender produtos, o que é super comum no Japão. 

Sua primeira aparição foi no canal nipônico TBS, em uma série de curtas exibidos entre abril de 2016 e março de 2018. Em abril deste mesmo ano, a plataforma Netflix lançou uma série completa com a história de Retsuko, contendo 10 episódios de 15 minutos cada. Dá pra maratonar super fácil!




Aggretsuko já está renovada para uma segunda temporada prevista para 2019.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.
A possibilidade de jogar com outras pessoas, independente da plataforma, sempre foi um sonho e o cross-platform play, mais conhecido como crossplay, é uma realidade que estamos vivenciando hoje. É possível que usuários de plataformas diferentes possam se enfrentar ou se unir em partidas de Paladins, Terraria, Street Fighter V, Rocket League, Dragon Quest X, entre outros. A comunidade gamer adotou este recurso e apoia as iniciativas.

Press Start

Nos PCs, o crossplay teve seu início quando diferentes sistemas operacionais passaram a utilizar um protocolo de comunicação padrão. Se popularizou com o Steam, famoso serviço de jogos online, criado pela Valve, que foi inicialmente desenvolvido para Windows, expandindo-se ao OS X em 2010 e ao Linux em 2013, abrindo sua API para que fosse possível desenvolver games multiplataforma nestes sistemas operacionais, aproveitando seus recursos, como lista de amigos, comunicação e matchmaking.

Nos videogames, se deu início lá por 2002, quando a Sony possibilitou a jogatina de Final Fantasy 11 entre o PlayStation 2 e o PC. Hoje, a realidade está um pouco diferente, onde já é possível que partidas ocorram entre jogadores de Nintendo Switch e Xbox One, coisa que antes, as fabricantes dos consoles questionavam e não possibilitavam que viesse a acontecer.

As mobilidades também não ficam de fora, com dispositivos Android e iOS disputando usuários mundialmente. Geralmente, o multiplayer entre estas plataformas, acontece com um jogador realizando sua jogada e aguardando o outro realizar a sua, porém, não em tempo real. Como as partidas ocorrem em turnos, não é necessário que ambos jogadores estejam online ao mesmo tempo. Com a chegada de games, como Hearthstone: Heroes of Warcraft, este cenário começou a mudar, possibilitando que o jogador desfrute de uma experiência online e sincronizada com jogadores das diversas plataformas para as quais o game fora lançado.

O mercado de realidade aumentada também já vem trabalhando no crossplay e na possibilidade do jogador poder escolher entre os diferentes óculos de realidade virtual disponíveis. O jogador costumava ficar preso a games que fossem compatíveis somente com o seu óculos, coisa que deve mudar em breve.

Um boss atrás do outro

Mesmo que a ideia seja muito interessante e todos vejam os benefícios que o serviço pode trazer, tanto para os próprios jogadores, quanto às próprias desenvolvedoras, ainda existem alguns pontos que prejudicam a experiência.

Com a popularização dos jogos online e o serviço de internet mais estável e melhorado, lá nos consoles PlayStation 3 e Xbox, se tornou necessário que fossem criados serviços de segurança para os dados dos usuários, incluindo serviços próprios, como listas de amigos e mensagens. Embora estes serviços ofereçam muitos benefícios aos players, também ajudam a empresa a gerir e manter uma experiência mais atraente aos seus consumidores, garantindo que jogos, updates e outros conteúdos atraiam novos jogadores para seus próprios consoles. Ninguém quer perder para o concorrente, então, os métodos abordados limitam os recursos para seus produtos apenas. Assim, sua lista de amigos do Xbox não pode ser compartilhado com sua lista da PlayStation nem com da Nintendo, e vice-versa.

Outro fator que dificulta o crossplay é o fato de cada empresa utilizar protocolos de comunicação específicos. Por ser único em cada plataforma, pode gerar problemas em gameplays online, causando os conhecidos lags e travamentos que tanto irritam qualquer jogador. O atraso de qualquer frame, por milésimo de segundo que seja, pode causar a morte de um personagem ou a derrota em um campeonato. É o principal medo que as desenvolvedoras possuem, pois, a frustração de jogadores pode causar na desistência do game e, consequentemente, na migração para o game da concorrente.

Talvez, o principal motivo para que não seja possível jogar com usuários de outras plataformas ainda seja a estratégia das empresas em relação ao mercado. Enquanto Microsoft e Nintendo, por exemplo, já permitem que seus clientes compartilhem a experiência juntos em Fortnite: Battle Royale, mesmo que não utilizando os seus próprios meios, a Sony ainda bloqueia a funcionalidade entre consoles, principalmente, por estar à frente às concorrentes nos números de usuários. É uma estratégia que precisa estar muito bem definida para que não ocasione na migração de usuários para outras plataformas.

Pra zerar!

Consolidando-se aos poucos no cenário atual, o crossplay está se tornando algo frequente nos games, principalmente nos Battle Royale. As desenvolvedoras perceberam o quanto pode ser benéfico permitir que jogadores de diferentes plataformas possam se enfrentar, ou jogar juntos, e, assim, garantir a satisfação da comunidade gamer.

Por mais que existam algumas pedras no caminho, o serviço está crescendo e revolucionando o mercado do multiplayer online. É comum vê-lo entre os consoles de uma mesma fabricante. Nos resta aguardar o caminho que será trilhado para os consoles das diferentes fabricantes e torcer para que elas possibilitem que os jogadores possam jogar juntos independente da plataforma que possuem. A conquista que falta para esta batalha.

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Texto: Bruno Bolner
Revisão: Bruno Bolner e Jonathan Araújo

Este artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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