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Uma das novas apostas da Netflix, é Dark, lançada no final do ano passado e a primeira série alemã da produtora. Desde seu lançamento, vem arrecadando boas críticas devido seu roteiro e boas mãos na direção dos episódios. Quem assina o roteiro é Jantje Friese, enquanto a direção fica por conta de Baran bo Dar. Ambos já trabalharam juntos em Who Am I, que ganhou alguns prêmios no cinema local.

Vamos começar desmistificando a informação de que Dark e Stranger Things são parecidas, informação esta que, aliás, saiu de dentro da própria Netflix. Suas similaridades não passam do desaparecimento de crianças em uma pequena cidade do interior, que é o lar de uma grande empresa suspeita. E é só isso. Em mais nada uma série remete à outra.

Stranger Things é toda homenagem ao suspense e ficção oitentista, com um ótimo roteiro e atuações. Dark, por sua vez, é um pouco mais profunda, densa e utiliza da ficção científica como pano de fundo para tratar de outros assuntos, como as clássicas questões filosóficas: De onde viemos? Para onde vamos?

Enquanto uma trata de uma terceira dimensão (o mundo invertido), a outra trata de viagem no tempo e entrelaçamento temporal.


A história de Dark se passa na pequena Winden, o lar, doce lar, de uma usina nuclear que está prestes a ser desativada. Nesta pacata cidade, o desaparecimento de crianças resulta em revelações acerca de algumas famílias que lá vivem, trazendo à tona relações corrompidas e vidas-duplas, enquanto viajamos pela história destas personagens.

Em seu primeiro episódio, Dark nos cativa com questões ousadas sem respostas, enquanto nos apresenta a misteriosa Winden e, a partir daí, a série dá um cansaço no espectador trazendo muito mais perguntas do que respostas.

Quando as respostas começam a surgir, é impossível parar de acompanhá-la. Os laços entre os personagens, tanto no passado, quanto no presente, enriquecem a trama a cada detalhe revelado, criando um enredo interessante de se acompanhar, ao mesmo tempo que consegue criar sua atmosfera com sucesso.

A série é um exemplo de bom roteiro e direção, a qual se mostra bem mais sombria do que aparenta de início. Com seu desenvolvimento ao longo dos episódios, passamos a vivenciar momentos em que passado, presente e futuro se misturam em uma linha do tempo nem sempre linear.

Esta linha do tempo é a principal responsável por tornar Dark interessante, pois os mistérios permeiam a história de cada personagem, tornando cada um essencial para o desenvolvimento dos demais. E as revelações ocorrem nos três tempos de cada personagem, trazendo uma trama bem desenvolvida e com pontas bem amarradas.

Pelo roteiro ser um pouco complexo, é muito importante estar atento aos detalhes revelados, principalmente, nos primeiros episódios, onde a série transborda informação a respeito de suas personagens.

A fotografia e a trilha sonora também são pontos altos. Vale destacar que é muito mais interessante escolher o áudio original e não uma das dublagens.

Um ponto fraco da série é encontrada em uma cena do último episódio, que acabou ficando um pouco bizarra pelos efeitos especiais utilizados e pela forma como foi introduzida. Cena esta que resolve um grande mistério da série.


Créditos

Texto e Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A Forma da Água é o novo filme do aclamado diretor Guillermo Del Toro, que também dirigiu O Labirinto do Fauno, A Espinha do Diabo, Hellboy e Pacific Rim, e apenas posso começar essa crítica dizendo que esta obra é um filme sobre um monstro, um filme de amor e, também, um filme de amor aos monstros.


Com toda certeza esse é um daqueles filmes que mistura vários elementos já batidos e formulaicos de Hollywood, mas que acaba criando uma história nova, um conto de fadas moderno. A trama é bem simples: na década de 60, Elisa Esposito (Sally Hawkins), é uma moça muda que trabalha como faxineira num laboratório governamental e mora sozinha em seu apartamento em cima de um decadente e velho cinema. Mas ela não é apenas isso, ela é uma princesa sem voz ou, pelo menos nessa história, a princesa é uma mulher que nunca é vista pelos outros ao seu redor, exceto, talvez, pelos seus dois amigos: Giles (Richard Jenkins), um homem gay não-assumido velho e solitário; e Zelda (Octavia Spencer), uma também faxineira, negra, amigável e faladora.


A história, porém, começa realmente quando Elisa descobre uma criatura que está, agora, sendo mantida no laboratório para testes. Elisa mantém uma amizade com o Homem Anfíbio (Doug Jones), até que descobre que ele será dissecado para servir de teste para um projeto ultrassecreto do governo e decide resgatá-lo. Contudo, essa amizade parecer ser um sentimento muito mais forte entre os dois, pois ela parece estar se apaixonando pelo monstro.



O filme é uma revisão do conto A Bela e a Fera e de O Monstro da Lagoa Negra com a torção própria para acrescentar, ele todo parece possuir dentro de si as influências de Del Toro como cineasta, o amor por monstros e criaturas, filmes antigos, filmes épicos bíblicos, contos de fadas sombrios e uma mistura do fantástico com o real em momentos de tensão histórica. Se n'O Labirinto do Fauno tínhamos a Guerra Civil Espanhola, aqui temos a Guerra Fria, e a disputa de poder entre os americanos e os soviéticos é uma das tramas paralelas do filme que se colocam como uma barreira entre o amor de Elisa com a criatura.

O relacionamento dos dois é construído de maneira rápida, porém eficaz. A ligação que ambos possuem se faz nas semelhanças entre duas pessoas que são incapazes de se expressar na sua totalidade e são vistos como menos que gente pela sociedade. E o próprio monstro é incrível! A criatura, vivida por Doug Jones, possui uma fisicalidade e beleza única. A delicadeza de Del Toro e seu conhecimento em histórias e lendas se mostra dentro da construção do Homem Anfíbio, que possui um lado selvagem, animalesco e instintivo, mas, também, uma curiosidade, doçura e bondade, dependendo de quem esteja ao seu lado. A maquiagem e as cores do personagem são incríveis. 

Sally Hawkins faz um excelente trabalho ao capturar uma espécie de inocência e compaixão, misturados com determinação, insolência e não-submissão, durante todo o filme, sem pronunciar uma palavra sequer, servindo de contraste para o grande vilão do filme: Strickland, cujo toxicidade masculina do personagem é assustadora e o trabalho do ator, Michael Shannon, de tornar real uma amálgama caricata de uma sociedade normativa é muito eficaz.



Outros personagens do filme recebem seus momentos de destaque, Giles, interpretado por Jenkins, mostra uma paternidade calorosa e afeição por Elisa ao mesmo tempo que uma tristeza e melancolia profunda por sua solidão. O Dr. Hoffstetler apresenta um grande dilema entre o seu dever e sua própria segurança e o seu amor pela ciência e compaixão. E apesar do pouco tempo de tela, Octavia Spencer mostra-se não apenas uma companheira engraçada, mas também leal e sincera.


A fotografia do filme com certeza é um dos maiores acertos e algo em que Del Toro nunca decepciona. Os jogos de câmera e ângulos usados servem tanto para criar a atmosfera perfeita para que se aceite o fantástico no filme, como também criar uma pintura de história. O filme usa muitos tons de verde que remetem à água e ao mundo submarino, igualmente no figurino de Elisa que, ao decorrer do filme, vai tornando-se vermelho, refletindo ao amor e paixão que vai se desenvolvendo ao longo do enredo.


Por fim, talvez os defeitos mais visíveis do filme sejam a sua previsibilidade, que, de certo modo, criam um final ligeiramente ambíguo, e a falta de tempo para desenvolver mais seus personagens que, apesar de muito humanos, ainda são uma representação um pouco elementar de um dilema social complexo. Mas, ainda assim, A Forma na Água é uma obra sobre monstros, sejam criaturas ou monstros humanos, uma carta aos filmes antigos e histórias esquecidas e sem voz, e, como o próprio diretor disse, um filme sobre amor: "A água é como o amor, não tem uma forma. Ela toma a forma de tudo o que ela habita. Ela é o elemento mais poderoso de todo o universo. É gentil, e flexível, mas quebra todas a barreiras".




Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

Vivemos um tempo em que muitos preconceitos e tabus da sociedade estão sendo quebrados. A comunidade LGBT tem conquistado direitos em todo o mundo, as mulheres lutam contra o assédio escancarado que afeta gigantes como Hollywood e a ginástica olímpica. Mais do que nunca, o machismo é combatido com afinco em todas as camadas da sociedade e The Handmaid’s Tale é um excelente exemplo do porquê essa luta é tão necessária.

O seriado que teve sua primeira temporada exibida em 2017, pelo serviço americano de streaming Hulu, é baseado no romance homônimo de Margaret Atwood. Na distopia proposta pela autora, a população mundial vive uma grave crise de infertilidade, na qual os conservadores religiosos culpam a vivência pecadora em que a sociedade se encontra. Aos poucos, eles tomam o poder e instalam um regime totalitário. Com isso, as poucas mulheres férteis que sobraram são obrigadas a se submeter a estupros ritualizados, para gerar os filhos da elite extremista.

As mulheres também perdem todos os direitos básicos como trabalhar, possuir bens materiais e cargos de liderança. Tudo isso com justificativas bíblicas para que o país possa se recuperar. A protagonista é June Osborne (Elisabeth Moss), que é presa junto com sua filha tentando escapar e logo é subjugada como uma serva (handmaid).

Por mais que a série seja uma obra de ficção, é inegável as semelhanças com a realidade. Não que vivamos literalmente uma distopia, mas sim, um tempo em que o conservadorismo ganhou força e ainda são poucos os que militam pela liberdade e os direitos da mulher. Para eles, o feminismo não passa de “mimimi” de mulheres que não querem se depilar, enquanto homens assediam garotas no transporte público e são soltos praticamente no dia seguinte.

Em tempos de Bolsonaro, é preciso se conscientizar

Não é preciso ser um estudioso de história para saber o quanto o feminino sempre foi tratado como algo inferior. Há menos de um século, as mulheres nem podiam votar ou aprender a escrever, e isso se reflete em nossa sociedade atual, pois esse tipo de pensamento é algo moroso de se erradicar. Em The Handmaid’s Tale somos levados ao extremo de forma tão imersiva, que faz o espectador masculino pensar nas mulheres da própria família: mães, filhas, sobrinhas, irmãs.


A fotografia é outro ponto espetacular, transmitindo a sensação de um local apático, onde praticamente todos os cenários fechados estão com a luz do sol entrando pela janela, como se Deus estivesse o tempo todo observando o estado em que a humanidade se encontra. Elisabeth Moss é outro show a parte, tanto que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz em 2018.

Por fim, a série acaba sendo uma aposta mais que bem-vinda, cutucando a ferida da misoginia que atrasa o âmbito social há séculos. A segunda temporada está prevista para abril deste ano, mas infelizmente, o serviço ainda não está disponível no Brasil.




Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A sequência do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam teve seu título finalmente revelado, Os Crimes de Grindelwald será o nome do novo filme com roteiro escrito pela escritora J. K. Rowling e direção de David Yates que trará novamente o magizoologista Newt Scamander, além de Tina Goldstein e Queenie Goldstein, e o no-maj Jacob Kowalski numa nova aventura dentro do universo mágico que já nos foi apresentado anteriormente em Harry Potter, porém dessa vez atravessando as tensões crescentes do final da década de 20, além de se passar também em Paris.

No elenco também temos novidades Jude Law interpretará Alvo Dumbledore e a longa polêmica do filme, a presença do ator Johnny Depp, recentemente acusado de violência doméstica pela sua ex-esposa Amber Heard, que interpretará Grindelwald. Agora com a finalização das filmagens e a iminência de novidades, começamos a temporada de especulações sobre esse filme, que pode ser decisivo dentro dessa nova fase do Universo Bruxo nos cinemas.

ATENÇÃO! Este post conterá possíveis SPOILERS do primeiro filme de "Animais Fantásticos" e da série "Harry Potter", esteja avisado!

Os Animais Fantásticos



Muita especulação havia sido feita sobre o nome do novo filme, considerando que o primeiro Animais Fantásticos e Onde Habitam vinha do título de um dos livros didáticos usados por Harry no seu primeiro ano de Hogwarts e é o manuscrito que o personagem do Newt (Eddie Redmayne) está escrevendo, sendo esse o trabalho da sua vida. 

Alguns fãs haviam especulado que o nome seria algo relacionado ao outro livro, Quadribol Através Dos Séculos estaria na sequência, ou que o nome seria completamente diferente. Contudo, J. K. Rowling se manteve fiel à um tweet na qual ela dizia que Animais Fantásticos permaneceria no título, pois esse título não iria se referir apenas aos animais mágicos estudados por Scamander, mas também às feras interiores que todos temos dentro de nós, que perigosas ou não, conseguem ser fantásticas.

Nesse sentido, provavelmente a presença dos animais mágicos de Newt deve diminuir ao longo dos filmes, mesmo que não acabe completamente, afinal, a sua paixão pelos bichos e o trabalho de magizoologista continua para ele o resto de sua vida. Além do quê, o Pelúcio (niffler) e o Pássaro Trovão foram dois grandes destaques do filme e favoritos dos fãs, gerando o desejo de todos e meu também de bichos de pelúcia, e o Rapinomônio, foi essencial para o desfecho do primeiro filme, o papel dos animais poderá ser de aliados importantes para Newt nas futuras batalhas que lhe aguarda, pois tempos sombrios vem aí...



O Circo Bruxo e Credence


Um dos mistérios que ronda essa nova série de filmes é o real papel de Credence Barebone, o personagem de Ezra Miller ~ vamos admitir o crush de todo mundo ~ e o seu destino nos próximos filmes. Contudo, sabe-se muito bem que Credence acabou fugindo de New York para um circo. Logo após a estreia do primeiro filme, o diretor David Yates afirmou que tinha a intenção de incluir uma cena no final em que veríamos Credence embarcando em um navio, mas não se sabe se ele continua sendo um Obscurial (um jovem bruxo que reprimiu sua magia de modo a desenvolver um parasita mágico e das trevas) ou se ele agora é apenas um bruxo. 

Além disso, uma arte produzida pelos designers de arte dos sete filmes, a dupla MinaLima, pode revelar o seu paradeiro, a imagem que havia sido criada para o primeiro Animais Fantásticos foi divulgada online trata-se de um pôster anunciando a apresentação de um circo, o Circo Arcanus.


O Circo Arcanus foi confirmado no filme, e o dono do circo Skender, será vivido por Ólafur Darri Ólafsson, além disso a atriz Claudia Kim, interpretará uma Maledictus, que foi descrita no Pottermore, o site oficial de conteúdo da série atualmente, como uma bruxa que possui uma maldição de sangue que a transforma numa fera. Tendo como base o pôster divulgado, especula-se que ela se transformará numa serpente, e será uma das atrações bizarras do Circo: a Snake-Girl (Garota Serpente). 

Talvez, o motivo pelo qual Newt e seus amigos irão se envolver com o circo, será justamente a presença de uma Maledictus ou de outras criaturas mágicas, mas encontrando Credence ali qual será a reação deles? E de Credence, será que ele ainda permanecerá ao lado de Grindelwald, ou vai tentar se manter neutro de tudo?

Lestrange, Travers e Rosier

Ainda com a primeira imagem do filme tivemos a revelação que Leta Lestrange (Zoë Kravitz) está noiva do irmão de Newt, Teseus Scamander, que será interpretado por Callum Turner. Os dois personagens que tinham recebido menção no primeiro filme, aparentemente estarão em Paris durante os eventos da sequência, e não se sabe como Newt vai reagir à essa novidade. Foi revelado que Newt e Leta eram muito amigos em Hogwarts, porém era uma amizade venenosa, enquanto ele obviamente era apaixonado por ela, Lestrange conseguiu metê-los numa experiência com um animal mágico que quase matou alguém e resultou na expulsão de Newt, uma vez que ele assumiu toda a culpa. 

Não se sabe qual será o lado que Leta irá tomar dentro do filme, algumas teorias existem de que ela estaria dando Amortentia para Teseus, já que ele seria um herói de guerra, e portanto um marido muito melhor que Newt. Outros dizem que ela é uma espiã que trabalha para Grindelwald. Deve-se lembrar, porém que na época do filme, não existiam ainda Comensais da Morte, apenas as famílias puro-sangue de longa linhagem.

Mas o ator Derek Riddell interpretará o personagem Torquil Travers e a atriz Poppy Corby-Tuech será Rosier, personagens com sobrenomes conhecidos, pois são nomes de famílias que apoiaram a ascensão de Voldemort ou tiveram conhecidos membros que tornaram-se Comensais da Morte.

Newt, o protagonista?


Uma das grandes discussões geradas pelo primeiro filme foi: seria Newt Scamander um bom protagonista? 

Muitos críticos afirmaram que a performance de Redmayne e o personagem Newt não eram bons o suficiente para levar a liderança de três filmes, nesse caso, agora cinco. Porém, uma das coisas em que se tem levado em consideração com Newt é o fato dele ser um herói incomum, sendo tímido, vulnerável e tendo problemas para se relacionar com pessoas, ele ainda tem qualidade muito incomuns para heróis de franquias de filmes: ele tem essa incrível habilidade de não apenas gostar de cuidar de animais, ele os entender e essa inabilidade de se conectar com pessoas. 

Newt Scamander é um personagem que sai da esfera do que é esperado de um personagem principal masculino, ele não é um guerreiro ou o Escolhido, ele é sensível e não fala alto, nem olha as pessoas nos olhos (o que mais de uma pessoa considerou que poderia significar que ele poderia estar dentro do espectro do autismo), mas principalmente foge do esteriótipo de masculinidade que muitas vezes atravessa os protagonistas de filmes blockbusters, algo que com toda certeza deveria acontecer mais vezes.


A questão do Johnny Depp


O ator Johnny Depp, como já foi noticiado tantas vezes na mídia, foi acusado pela agora ex-esposa, Amber Heard de agressão e violência doméstica. Tanto a acusação, quanto fotos e um vídeo do caso acabaram vazando online, gerando uma série de discussões e críticas sobre a escalação do ator no papel de Gellert Grindelwald, o bruxo das trevas que será a grande ameaça nos próximos filmes.
A polêmica que havia se iniciado com poucos protestos dos fãs, fosse pela atuação de Depp, fosse pelo fato de outros atores melhores poderem ser escalados respeitando as descrições do personagem Grindelwald, que é descrito como loiro, europeu-germânico se tornou mais espinhosa com a revelação do título do segundo filme e a recente série de demissões, acusações e protestos contra atores que já tiveram parte em violência e assédio sexual no meio da indústria de filmes (como no caso de Kevin Spacey e Harvey Weinstein).
O diretor do filme, David Yates, teve uma declaração extremamente infeliz sobre o caso, o dando como encerrado e dizendo que mais de um relacionamento de Depp, anteriormente, já haviam feito acusações semelhantes sobre o ator. Já a escritora J. K. Rowling, que já afirmou ter sido vítima da violência de seu primeiro marido e é conhecidamente ativa ao falar sobre violência contra a mulher, estendeu seu silêncio o máximo que pôde e até mesmo bloqueou uma fã no twitter ao ser questionada sobre o caso. 
Depois de muito tempo, a escritora quebrou o silêncio e postou um texto onde explicou a sua posição: 


"Quando Johnny Depp foi escolhido para interpretar Grindelwald, pensei que ele seria maravilhoso para o papel. No entanto, enquanto ele filmava sua participação para o primeiro filme, algumas histórias surgiram na imprensa que me preocuparam profundamente, e também a nós todos envolvidos mais profundamente com a franquia. (...)"
"Para mim foi pessoalmente, dolorosa, difícil e frustrante a impossibilidade de falar abertamente com os fãs sobre esse problema. No entanto, os acordos que foram feitos para manter a privacidade de duas pessoas que expressaram o desejo de manter as suas vidas precisa ser respeitado. Baseado no nosso entendimento das circunstâncias, os produtores e eu não estamos apenas confortáveis em continuar com nossa escolha original, mas genuinamente felizes por ter Johnny interpretando um personagem tão importante nos filmes."


As declarações da escritora e do diretor do filme causaram espanto e longas discussões dos fãs, alguns mesmo afirmaram que não pretendem assistir aos próximos filmes dessa franquia e pretendem boicotar a sequência. Não se sabe exatamente quando o contrato de Johnny Depp foi assinado e que restrições contratuais amarram a Warner Bros. com o ator, mas com toda certeza a demissão dele deve custar tanto quanto o apoio dos fãs potterheads. O ator Johnny Depp até o presente momento não declarou nada.


Então é isso meus caros bruxos e bruxas, o próximo filme da série Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald tem a data de estréia marcada para 18 de novembro de 2018. 

Will we die just a little?


Créditos


Texto: Felipe Lima
Revisão: Bruno Bolner e Felipe Lima

A DC vem sofrendo com a qualidade de seus filmes mais recentes, mesmo com um público gigantesco de fãs que prestigiam os heróis a cada título lançado. Com a crítica especializada a situação fica ainda mais complicada, já que somente o merecido “Mulher Maravilha” possui as notas mais altas. Enquanto a Marvel ria à toa com seus filmes que, em sua maioria, conseguem equilibrar uma boa história com personagens mais coesos a DC sofre para achar um equilíbrio em seu suposto “universo expandido” no cinema.

Liga da Justiça, o mais recente capítulo da saga dos heróis da DC, já acumula uma enxurrada de críticas negativas e, dessa vez, também por parte dos fãs. Porém, nem tudo foi ruim e podemos destacar alguns erros e acertos do longa que junta os poderosos heróis dos quadrinhos.

Fique tranquilo! O texto a seguir NÃO CONTÉM SPOILERS do filme.

A Mulher Maravilha continua incrível


Zack Snyder (diretor de Liga da Justiça) não é muito popular entre os fãs da DC, por isso um grande receio era que a grandiosidade da única personagem feminina do grupo fosse alterada ou diminuída. Felizmente isso não aconteceu, ou quase, tirando uma cena em que todos eles levam uma completa surra.

Ciborgue foi uma ótima adição ao grupo


Confesso que meu maior conhecimento sobre Liga da Justiça vem do desenho animado dos anos 2000. Sendo assim, não possuo bases dos quadrinhos para argumentar qual seria a formação original do grupo. Porém, uma adição mais que bem-vinda foi o Ciborgue, que apesar de não fazer parte da formação do desenho animado, mostra-se o personagem mais obscuro e denso do filme. Fiquemos no aguardo do filme solo.

Muitas piadas, pouco conteúdo


Uma coisa que não funcionou muito bem foi a química do grupo. O ar mais sério que os filmes anteriores apresentaram é praticamente esquecido e todos os heróis parecem que estão prontos para um stand-up comedy. Acreditem, até o Batman, O BATMAN, vira um humorista fajuto com piadinhas sem timing e mal trabalhadas.

Um vilão diferente talvez?


Lobo da Estepe não é um vilão tão conhecido quanto Darkside, por exemplo. Para a estreia da maior liga de super heróis da DC, os roteiristas poderiam usar um personagem mais ameaçador. Pois até o nome do cidadão não intimida muito, ou intimida?

Cenas de ação de encher os olhos


As cenas de lutas e os efeitos especiais impressionam. Principalmente quando os mocinhos usam seus poderes para salvar o dia. Mas nem tudo é perfeito, o Flash correndo em algumas cenas aparentava mais que estava flutuando. Em compensação, as cenas de lutas embaixo d'água são fantásticas e muito bem produzidas.

É necessário escolher um caminho


O esforço para entregar um filme digno dos principais heróis da DC é notável, mas a história fraca e o roteiro pobre não dá para aceitar. É necessário que a Warner decida, definitivamente, qual o rumo que os personagens terão, será a linha mais família e comédia da Marvel ou mais sério e denso como os longas anteriores. Tentar misturar estes dois universos, até o momento, não tem dado nada certo.

Créditos

Texto: Angelo Prata
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

A nova temporada de Stranger Things já teve a sua data de estreia definida para 27 de outubro e tanto o trailer apresentado na San-Diego Comic-Con como o trailer final já revelou mais sobre a trama da série, deixou mais mistérios gravados em nossas mentes, apresentou novos personagens e deixou mais clara a trama dessa temporada e o que acontecerá daqui para a frente com os moradores da cidadezinha de Hawkins.



No começo do trailer liberado na Comic-Con temos Will, Dustin, Lucas e Mike jogando em um fliperama Dragon's Lair, quando Will tem uma visão e como na última cena da primeira temporada ele retorna para Upside Down, só que de uma maneira diferente. O céu de Hawkins está avermelhado e tempestuoso, e existe alguma coisa enorme, e essa coisa aparentemente sente a presença de Will...

Novos personagens

Nessa temporada seremos introduzidos à um novo cenário que não Hawkins no primeiro episódio e seremos introduzidos à novos personagens que se tornaram regulares e outros cujo papel ainda não foi revelado ainda, como por exemplo Dr. Owens, que será vivido pelo ator Paul Reiser, que como afirmou que seu personagem será um membro de alto escalão do Departamento de Energia Elétrica que "irá consertar a bagunça deixada por Brenner na primeira temporada".




Billy, interpretado pelo ator Drace Montgomery (Power Rangers) que é descrito como um cara hiper-confidente, festeiro e que dirige um Camaro preto, e que parece legal no início, mas pode se tornar violento e imprevisível, ele aparece numa festa, com uma referência à Garotos Perdidos no primeiro traile e é o meio-irmão da Max, que é interpretada pela atriz Sadie Sink que inclusive é a personagem que dá nome ao primeiro episódio da temporada "Mad Max", because everybody and Captain America loves references...


O Retorno da Eleven


Uma das constatações mais óbvias e uma das primeiras a serem confirmadas foi o retorno da Eleven (Millie Bobby Brown), agora como esse retorno se dará na série ainda é um mistério. No final da primeira temporada, aparentemente Eleven havia sido desintegrada à nível atômico junto do Demorgorgon, porém nas cenas apresentadas nos trailers ela deve estar no UpsideDown, ainda viva, e, algumas portas entre o nosso mundo e o UpsideDown parecem não estar completamente fechadas, fornecendo assim uma forma para que ela possa atravessar novamente para Hawkins. Mas, se a Eleven não morreu, será que o Demorgorgon ainda está vivo em algum lugar? Ele pode acabar voltando? Talvez a teoria de que o Demorgorgon seja a Eleven esteja um pouco mais ou um pouco menos longe da verdade do que imaginamos.

Will, the Wise

Um dos grandes pontos principais para a série vai ser a questão do trauma de Will. Depois do seu resgate do UpsideDown ele parece ainda ter flashes e visões, onde ele está numa espécie de limbo, entre o nosso mundo e a "terra sombria e devastada". Segundo os criadores da série, os irmãos Matt e Ross Duffer, Will terá de lidar com o seu trauma e será a resposta para tudo, as visões que ele tem oferecerão as pistas que os personagens precisam, mas também serão um desafio, já que por vezes, durante elas, ele ficará num estado quase catatônico. 

Temos cenas de Will tendo alguma espécie de convulsão numa maca, assistido pela mãe e pelo namorado dela Bob Newby, que será interpretado pelo ator Sean Astin (Os Goonies e a trilogia do Senhor dos Anéis), o que implica que ele será assistido pelos agentes do governo que estão encarregados de tudo o que vem acontecendo em Hawkins.



Aparentemente os problemas que agora estão crescendo em Hawkins levarão Hooper de volta ao laboratório. Temos uma cena de Nancy e Jonathan entrando em um recinto junto de um personagem ainda não identificado, mas que aparentemente será um cientista ou um conspiracionista onde uma névoa escura está se formando...


O Monstro das Sombras


Quem estava apostando todas as suas fichas de que o Tessalhydra seria o monstro dessa temporada acertou, mas também errou. Numa entrevista para a Entertainment Weekly, os irmãos Duffer e Noah Schnapp, o Will, afirmaram que a grande inspiração para este monstro, referido como o Monstro da Sombra é algo mais lovecraftiano, enquanto a inspiração para o Demorgorgon era o Tubarão (1975) de Spielberg, esse monstro é muito maior do que antes e totalmente fora da compreensão humana. 

Além disso, a ameaça parece ser muito maior, se antes a trama envolvia desvendar o mistério da Eleven e resgatar Will Byers, essa temporada parece que irá envolver algo muito maior, impedir que uma ameaça do UpsideDown venha para a Terra e destrua tudo.



Enfim, amanhã dia 27 de outubro teremos a estreia da nova temporada de Stranger Things e finalmente teremos respostas para essas perguntas... ou não.




Créditos

Texto: Felipe Lima 
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

É meus amigos, mais um ano está chegando ao fim e com ele se vai essa edição HISTÓRICA da BRASIL GAME SHOW de 2017, dedicada especialmente para amantes e entusiastas dos games. Estivemos lá por 4 dias inesquecíveis e vamos contar um pouco de como foi a experiência esse ano.

Atrações internacionais em peso!
Kojima e sua legião de fãs na BGS.
Lembrem-se deste ano: 2017. O ano em que Hideo Kojima (vulgo Hideus Kojima), criador do Icônico Metal Gear, colocou seus pés em terras tupiniquins.

Também tivemos presenças de outras grandes figuras importantíssimas do meio retrô, tais como Ed Boon (criador do Mortal Kombat), Nolan Bushnell (fundador do ATARI) e David Crane (criador do Pitfall).

Como grande destaque da feira, Hideo Kojima veio ao Brasil e nos encantou com sua humildade e carisma. 

Recebeu o troféu exclusivo do evento, o “Life Time Achievement Award”, que lhe foi entregue por um fã. Além do prêmio, deixou também sua marca no “Wall of Fame” da BGS e foi jurado de cosplays no stand da Kinoplex. Mas que homão!

Em seus painéis de quinta e sexta, Kojima respondeu algumas perguntas da imprensa especializada brasileira. Abaixo algumas das principais respondidas por ele:

- Quando você decidiu trabalhar com jogos?
HK – “Quando eu estava na faculdade, costumava jogar Super Famicom e foi ali que me aproximei e vi a oportunidade de trabalhar na criação de jogos.”.

- Qual o seu jogo favorito, e por quê?
HK – “É uma pergunta muito difícil de responder, mas se fosse para escolher eu diria que ‘Super Mario Bros.’ que me influenciou bastante. Se não fosse por esse jogo eu não estaria aqui hoje.”.

- Qual foi o seu maior desafio na criação de jogos?
HK – “Tive vários desafios, mas considero a própria criação de um jogo um desafio muito grande. Requer muita qualidade, um nível de trabalho muito alto. Meu trabalho é difícil, pois sempre tenho que criar algo novo.”.

- Que conselhos você daria a quem quer começar a carreira com games?
HK – “ O mais importante é você nunca desistir, nunca parar de criar e continuar sempre.“.

- O que mais você gostou do Brasil e da BGS?
HK – “Gostei muito das pessoas, estou muito impressionado com os fãs emocionados e apaixonados.”.

Na quarta feira tivemos a oportunidade de dar nossos cumprimentos em seu Meet and Greet. Como não tínhamos nenhum item para ele autografar, decidimos improvisar:



Sim gente, isso é uma nota de 5 reais que o Val deu para ele autografar, será que é assim que se valoriza a moeda nacional?

Ao decorrer do tempo que Kojima esteve no Brasil, pudemos notar uma leve abrasileirada em seu espírito. Abaixo uma foto que explica exatamente o que quero dizer:



Pois é... esses 3 dias ao lado desse ícone passaram tão rápido... e a única certeza que temos é que a história de amor entre Kojima e o Brasil é reciproca. Obrigado mestre, foi uma honra!

A feira não se trata de jogos? Então vamos a eles!

Devido a absurda procura pelos stands mais famosos da BGS, e suas filas colossais para testar os jogos, não conseguimos jogar muita coisa esse ano, mas isso não quer dizer que não terá uma parte especial para as desenvolvedoras e seus principais jogos e franquias aqui no nosso artigo.

Xbox


Com a presença especial de Phil Spencer, chefão do Xbox, a Microsoft permitiu que os visitantes da feira testassem seu mais novo produto, o Xbox one X, que está previsto para chegar ao Brasil no mês de dezembro.

Além de poder testar o novo console, o stand da Xbox trouxe também um arsenal de jogos exclusivos da empresa para a alegria dos visitantes, dos quais alguns ganham destaques, como: Forza Motorsport 7, Sea of Thieves, Killer Instinct, FIFA 18, Dragon Ball Fighter Z e a febre do momento, Cuphead.

Playstation


Possuindo um stand robusto e super animado, o pessoal da Playstation também marcou presença na feira fazendo brincadeiras com o público e sorteando brindes. Além de jogos, como os aguardados Detroit Become Human, Call of Duty World War II e Monster Hunter, a empresa anunciou que o Playstation VR chegará ao Brasil oficialmente em dezembro.

Com esse anúncio, alguns jogos da plataforma VR puderam ser testados pelo público, sendo eles alguns já lançados como Resident evil 7 e outro que está em evidência na mídia, The Impatient, que nada mais é que uma prequel do exclusivo da sony, Until Dawn.

Os visitantes também puderam testar títulos já lançados pela Playstation, como Uncharted: The lost Legacy, Horizon Zero Dawn, entre outros.

Ubisoft


Com um jejum de dois anos, a Ubisoft volta com um título de peso: trata-se de Assassin's Creed Origins. Com novas mecânicas, e uma jogabilidade sem igual, o novo jogo da franquia promete inovar com uma história situada no Egito antigo, explicando a origem dos assassinos templários.

Outro título da desenvolvedora que tem seu merecido destaque, é Far Cry 5. Muito bem recepcionado pela mídia especializada, ganhou destaque na E3 2017, mostrando seu gameplay cheio de mecânicas novas. Na BGS não foi diferente, as pessoas tiveram a oportunidade de testar esse jogo, e logo em seguida puderam tirar uma foto no stand personalizado.

Alguns outros jogos da empresa puderam ser jogados pelo público também, dentre eles South Park: A fenda que abunda força, e Just Dance.

CD Project Red


A desenvolvedora do nosso amado Geralt de Rivia, da franquia The Witcher, também compareceu na BGS 2017 com seu stand de GWENT, jogo de cartas derivado de The Witcher 3 Wild Hunt. Contando, inclusive, com um campeonato entre os pró players mais habilidosos do jogo.

Se você tem interesse pelo jogo, ele está em uma versão Beta, que pode ser baixado gratuitamente no PS4, Xbox e PC.

Warner Bros


A maior distribuidora de jogos no Brasil também compareceu: trata-se da Warner Bros. Além de um palco com atrações o dia inteiro para o público, a empresa também ofereceu os principais títulos que eles distribuem por aqui. Sombra da guerra, LEGO Super Heroes 2, Injustice 2, Marvel vs. Capcom Infinite e Need for Speed Payback estavam na lista.

Área Indie

É uma área muito especial para quem queria conhecer mais de perto o desenvolvimento de jogos Indies aqui no Brasil. O espaço era gigantesco e contava com as principais empresas do ramo. A galera teve a chance de bater um papo com os desenvolvedores e jogar seus respectivos jogos.

O veredito!

A Brasil Game Show 2017 não decepcionou, apesar da E3 ter sido bem morna esse ano, o evento conseguiu se manter firme ao anunciar grandes ícones da indústria dos games. As desenvolvedoras também estão de parabéns por apresentar stands temáticos, acolhedores, alegres, e o melhor de tudo, com um conteúdo digno para o público.

Um agradecimento especial à equipe de assessoria de imprensa da BGS, que nos tratou como se fôssemos seus filhos, incentivando, assim, nossa presença confirmada na edição do ano que vem!

See u guys next year!


Créditos

Texto e imagens: Val Emboava
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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