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Vitor Oliveira 25.11.14


Quem nunca passou madrugadas e mais madrugadas jogando o clássico Resident Evil (1996) no seu PlayStation 1, morrendo de medo dos pais acordarem e descobrirem que você, na verdade, não estava dormindo? Ou então gastando todo seu dinheiro em locadoras de videogame... A saudosa época da infância nos videogames não volta mais. Pois é, e quem poderia imaginar que dali a alguns anos, o tão importante jogo ganharia um remake?

Se você lembra da história contada no Resident Evil de 1996, então você com certeza se familiarizará muito rapidamente ao Remake de alguns anos mais tarde. O enredo é o seguinte:

[PODE CONTER SPOILERS]

“Para investigar uma série de assassinatos bizarros, a equipe Bravo do S.T.A.R.S. (Esquadrão de Táticas Especiais e Resgate), é enviada para as Montanhas Arklay, região que fica nos entornos de Raccoon City. O grande problema é que, ao chegar no seu destino, a equipe perde contato com a base, e, portanto, torna-se necessário o envio de uma nova equipe para o resgate: o Alpha Team, composto por Albert Wesker, Barry Burton, Jill Valentine, Chris Redfield, Brad Vickers e Joseph Frost. Ao pousar, a equipe é surpreendida ao ser atacada por criaturas. Joseph é pego pelas criaturas e Brad foge no helicóptero, obrigando a equipe a se refugiar em uma mansão localizada nas proximidades. A partir daí, o jogador toma o controle de Chris ou Jill para investigar os acontecimentos. A história é marcada por muitas surpresas e reviravoltas.”

O game, então, foi lançado no ano de 2002 para... GameCube! Isso mesmo, nada de PlayStation 2, apenas GameCube, o que afetou diretamente nas vendas do título, uma vez que o console da Sony detinha o grande monopólio de videogames da época. Mas isso não significa que o jogo tenha fracassado: ao longo dos anos, mais de um milhão de cópias foram vendidas. Pode parecer pouco, mas como o lançamento ocorreu em apenas dois consoles (sim, em 2009, Resident Evil: Remake foi relançado para Nintendo Wii), podemos reconsiderar os números.

Com o enredo idêntico ao original, o game conseguiu proporcionar nos jogadores, com maestria, o sentimento de nostalgia, e ainda assim, de surpresa! “Ué, mas se o jogo foi refeito com fidelidade, como pôde surpreender aqueles que jogaram o clássico original?” Simples: alguns elementos presentes no Resident Evil de 1996 foram colocados, numa jogada genial, de forma diferente no Resident Evil de 2002.

E por último, só o fato de Shinji Mikami, criador da série, estar na direção do jogo, já podemos criar bastante expectativa. Muitos sustos, clima de suspense, trilha sonora fazendo jus ao título, bastante puzzles e muitas novidades!

E esse tal “HD Remaster”?


Como o REmake era um título exclusivo da Nintendo, a Capcom nada poderia fazer, a não ser “comprar” a exclusividade ou esperar os contratos expirarem. E, pelo visto, foi isso mesmo que aconteceu. Primeiro com a série Chronicles, que ganhou port em HD para PlayStation 3 em 2012, e agora com o REmake, realizando o sonho de todo grande fã da série Resident Evil.

Para quem não se lembra, o anúncio surpresa foi feito há alguns meses pela própria Capcom, confirmando um rumor que surgiu no Twitter algumas horas antes.


Os beneficiados com a versão melhorada de Resident Evil serão os donos de PlayStation 3 e 4, Xbox 360 e One e PC. De uma forma irônica, me pergunto: por que não para Wii U? Aí tem coisa...

“Nunca joguei a versão de 2002, tem algum problema?”


De forma alguma. Aliás, você está lendo um artigo escrito por uma pessoa que mal jogou a versão de 2002.

Como foi explicado mais acima, quando REmake foi lançado exclusivamente para o Nintendo GameCube, muitos fãs deixaram de jogar, uma vez que o grande console da época era o PlayStation 2, da Sony. O negócio era o seguinte: ou você ia jogar em locadoras de videogames que ofereciam GameCube, ou então fazia o download ilegal e emulava no computador, caso contrário, teria de se contentar com Resident Evil 4 e CODE: Veronica.

Portanto, é totalmente compreensível que muitas pessoas – incluindo os próprios fãs – não tenham jogado ainda.

Aspectos técnicos: gráficos, tela, controles e conteúdo extra


Não adianta negar: todo mundo gosta de gráficos bonitos em um jogo! No Resident Evil: Remake, além de deixarem o cenário muito mais bonito e detalhado, os gráficos ainda ajudam o game a fornecer uma melhor experiência de gameplay. O título chegou a ser considerado o mais bonito remake criado, e ainda hoje é referência de gráficos, a julgar pela época de lançamento.

Com a capacidade dos consoles da antiga e atual gerações, a versão remasterizada em alta definição do jogo vai ficar ainda mais bonita: 1080p, 60fps e áudio em 5.1ch no PlayStation 4 e Xbox One, e 720p, 30fps e áudio em 5.1ch no PlayStation 3 e Xbox 360.


Algumas mudanças foram feitas, também, em relação à tela do game: o jogador poderá escolher entre o modo Original (4:3) ou Widescreen (16:9), sendo que no primeiro modo, barras pretas aparecerão nas laterais da TV, e no segundo, a tela se moverá na mesma direção em que o personagem se mover, tornando, desta forma, a jogabilidade bem mais moderna.

Quanto aos controles, uma bela mudança: o jogador poderá escolher um modo onde o personagem se move para a direção apontada no analógico, diferente do controle clássico, onde você deve “girar” o personagem e depois andar. Este foi um dos pontos mais criticados da versão de 2002, e que vai ser corrigido – opcionalmente, claro – na remasterização.


Ah, e não podemos nos esquecer dos conteúdos extras, não é? Na remasterização de Resident Evil: Remake, o jogador poderá jogar com Chris e Jill em suas roupas alternativas – aquelas da BSAA que eles usam no Lost in Nightmares, em Resident Evil 5. Tudo isso graças à campanha de marketing da Capcom, onde o público deveria ajudar a infecção do T-Virus se espalhar pela cidade de Raccoon. É, parece que conseguimos!


Afinal, o que esperamos de Resident Evil HD Remaster?

A Capcom vem provando que quando quer fazer algo bem feito, ela consegue! Todo material do título divulgado, até então, mostra o quão caprichosa é a sua equipe de desenvolvimento, e, se o hype daqueles que jogaram em 2002 já está alto, imagina o de quem não jogou?!


Lá em 2002, o remake de Resident Evil deixou maravilhosas “primeiras impressões”, e agora, em 2014, a remasterização do game já começa a deixar suas incríveis “segundas impressões”. Não importa se tudo isso é apenas mais uma forma de gerar lucro para a Capcom, o que importa é que enfrentar zumbis nunca pareceu tão legal quanto agora.

Confira abaixo o nível do nosso hype e fique ligado na Co-op Geeks para mais notícias e conteúdos especiais sobre o mundo gamer em geral!

Hypômetro


Enredo: 9
Jogabilidade: 9
Gráficos: 10
Criatividade: 8
Inimigos: 10
Personagens: 10
Diversão: 10
Soudtracks: 10

HYPE: 9,5

Ficha Técnica

Título: Resident Evil HD Remaster
Ano de Lançamento: 2015

Créditos

Escrito por: Vitor Oliveira
Revisão e Imagens: Steven L. Andrade

O texto não reflete a opinião do Co-op Geeks, e sim do autor do artigo.

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