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» » » » Nintendo fora do Brasil: Tudo o que você precisa saber!


Aluísio Jiménez Teixeira 17.1.15


Sim, o título diz tudo: Uma das maiores empresas de games do mundo, Nintendo, retirou oficialmente os seus serviços do Brasil. Depois de 4 anos, a Gaming do Brasil deixou de distribuir os produtos da empresa no país. Bill Van Zyll, Diretor e Gerente Geral para América Latina da Nintendo of America, explica a decisão:

O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável. Estes desafios incluem as altas tarifas sobre importação que se aplicam ao nosso setor e a nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local. Trabalhando junto com a Juegos de Video Latinoamérica, iremos monitorar a evolução do ambiente de negócios e avaliar a melhor maneira de servir nossos fãs brasileiros no futuro. 

Afinal, o que aconteceu?

A Nintendo ficou sem uma distribuidora que estava apenas gerando insatisfação e também, em parte, a tributação atrapalhou as relações da empresa com as terras verde e amarelo. O nosso país está sofrendo com a baixa competitividade e algumas empresas estão se retirando devido a isso. As taxas de juros e burocracia podem não ser o principal motivo, mas são um obstáculo que complica muito em termos de atrair empresas de fora.

“Mas e as concorrentes Sony e Microsoft?” Você já deve ter escutado isso. Bem, estas duas empresas possuem uma maior estabilidade no Brasil comparada a Nintendo. Um dos motivos são os seus produtos – Nintendo só fabrica consoles e jogo, enquanto Sony lida também com TVs e outros eletrônicos e a Microsoft detém como sua principal “arma” o sistema operacional Windows, o mais utilizado nos computadores. Por falar em Windows, ele é muito utilizado para os games da famosa Steam: o Brasil está crescendo muito nela. As forças da Nintendo para competir é limitada neste aspecto.


Vale ressaltar que há bastante tempo a Nintendo ignorou o Brasil: o seu sistema online, a eShop (similar ao Playstation Network e Xbox Live da Sony e Microsoft, respectivamente) é primitiva, comparada a dos concorrentes e tem um ingresso muito lento no Brasil – sem um cartão de crédito internacional não há como a utilizar, tanto que é comum usuários criarem uma conta internacional (normalmente a canadense devido a tarifação de apenas 5%) para poder comprar e baixar conteúdos, como games e as famosas DLCs.

O que fazer agora? 


Nintendistas não vão mais poder desfrutar dos seus games prediletos? Não necessariamente. A única coisa que mudou de fato é que não haverá por enquanto uma distribuidora oficial: em algumas lojas e importadoras os games ainda vão continuar, sendo que a única diferença é que o produto será diretamente dos EUA, ou seja, aquela “luva” (embalagem oficial que fica acima da capa do game) estará ausente. Os preços certamente irão aumentar e o mercado de importados (e infelizmente o ilegal também) vai ampliar. Eu particularmente compro meus Amiibos diretamente do Japão e os games da Nintendo de lojas e site como a E-bay, Amazon, outras importadoras e até mesmo a um tanto falha, eShop.

De quem é a culpa? Parte é da Nintendo, pois nunca se esforçou para ter uma administração eficiente no Brasil. A tributação tem culpa? Em parte, pois afeta a competitividade não só no mercado de games, mas em outras áreas também. Minha opinião particular como gamer? Não mudou nada, pois a Nintendo sempre esteve afastada do Brasil e irei continuar a consumir seus produtos da mesma forma que sempre fiz: importando.

Créditos

Escrito por: Aluísio Jiménez Teixeira
Revisão e Imagens: Juninho Lima

O texto não reflete a opinião do Co-op Geeks, e sim do autor do artigo.

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