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Juninho Lima 10.12.15


A saga Tomb Raider teve início em 1996, tendo o primeiro jogo lançado pela EIDOS Interactive para Sega Saturn e posteriormente para PlayStation. O game foi um dos grandes responsáveis pela ascensão do console da Sony no mercado.

Quem não conhece a franquia, ou até mesmo Lara Croft? Sem dúvida Lara é um dos maiores ícones no mundo gamer, tendo sido nomeada a musa dos games, e até recebido prêmios que envolvem seu sex appeal. Conheça mais sobre sua trajetória ao longo dos anos:


Em seu primeiro game, Tomb Raider: Atlantean Scion, somos introduzidos ao mundo da arqueologia no melhor estilo: temos uma exploradora kick-ass gostosona mesmo com curvas quadradas e triangulares, cenários épicos pra época que ficaram ainda mais épicos e bonitos com o remake Tomb Raider: Anniversary, que veio para "presentear" os fãs e complementar a história, sendo o substituto oficial da história iniciada em 1996, tendo seus acontecimentos declarados oficiais para o cânon da franquia (antes do reboot, claro). 

No game original (depois a gente fala do Anniversary), a aventura de Lara gira em torno de um artefato dividido em três partes, o Scion. A mando de Jacqueline Natla, Ela vai para o Peru, Grécia, Egito e para o lendário continente perdido de Atlântida. 

Em sua primeira aventura, vemos uma Lara justiceira, aventureira e decidida. Ela ainda não tinha trança in-game, tal visual só era visto nas cutscenes, já que o número de polígonos era pequeno para a época. O visual da heroína era demasiadamente quadrado, assim como sua movimentação, dando ao game uma jogabilidade nada fluída, sendo por vezes muito frustrante a transição de uma plataforma pra outra, e pra piorar, o sistema de checkpoints do game não ajudava em nada. Mas assim como todo game, temos os pontos positivos e nagativos. E já no primeiro Tomb Raider, tínhamos uma história magnífica, inimigos interessantes e desafiadores, além de uma trilha sonora que dava uma identidade maior ao título.


Em Tomb Raider II: The Dagger of Xian temos mais uma vez, um enredo inovador baseado em lendas antigas. Dessa vez, Lara está em busca da Adaga de Xian, um artefato usado pelo Imperador da China para comandar seu exército. A lenda dizia que se a adaga perfurasse o coração de um humano, o mesmo se transformaria num dragão, o que aparentemente garantia a vitória para o Imperador em todas as suas guerras. 

Lara se aventura pela muralha da China e pelos belos cenários de Veneza até chegar ao seu destino e finalmente encontrar o artefato. Agora, vemos uma Lara mais sensual se é que foi possível explorar esse lado mais ainda, inimigos mais desafiadores, como caras armados até os dentes e criaturas sobrenaturais. 

As mudanças no design de Lara são significativas nesse novo capítulo, suas curvas quadradas ficam um pouco mais arredondadas mas só um pouco, ela está mais morena, e finalmente, com sua icônica trança in-game.

Em Tomb Raider III: Adventures of Lara Croft, a exploradora sai em busca de quatro poderosos artefatos que estão espalhados pelos quatro cantos do planeta. Lara procura inicialmente na Índia, pensando que a origem dos artefatos seja lá, mas o Doutor Williard acaba a contando a história dos marinheiros de Darwin que encontraram os artefatos fundidos no chão de uma caverna, próximo a um cometa. 

Após invadir um compartimento secreto da Área 51, fugir de canibais com uma relíquia e acabar com os planos malignos de uma empresária, Lara retorna a Antártica para devolver ao cometa os artefatos e deixar com que ninguém os roube de novo, mas Williard rouba para si os artefatos para seus próprios fins, fazendo a heroína ter que ir atrás dele pela Antártica. Depois que Williard se arrepende da aceleração da evolução, ele acaba sendo morto pela protagonista, que foge em um helicóptero, a caminho do Museu Britânico. 

Na nova jornada, Lara está praticamente igual ao game anterior, exceto por singelas mudanças no design de seu rosto, que trouxe um ar mais feminino e delicado já que antes, não era um absurdo dizer que Inês Brasil era a modelo de rosto e corpo da arqueóloga.


Tomb Raider: The Last Revalation, inicialmente planejado para ser o último capítulo da franquia, se passa todo no Egito. O enredo envolve uma guerra entre os Deuses egípcios: Seth, deus das trevas, e Hórus, filho da luz. Hórus venceu Seth e o aprisionou numa tumba secreta, no dia presente, Lara sem querer liberta Seth da tumba, então ela terá de correr contra o tempo para deter a ira de Seth antes que ele possa mergulhar o mundo na destruição e nas trevas. 

Lara descobre que a única maneira de impedir Seth, é trazendo Horus para combate-lo. Desvendando os mistérios de diversos locais, Lara terá que enfrentar diversos perigos, desde cachorros egípcios, escorpiões, múmias, almas, morcegos, um dragão e os próprios homens de Von Croy, o mentor de Lara que tem alguns negócios inacabados com a heroína, e que também está em busca dos artefatos. 

Ao final do game, fica uma incógnita na cabeça dos jogadores e fãs da franquia, que já temiam o pior, pois Lara acaba ficando presa dentro do Templo de Hórus, abandonada por Von Croy. Felizmente, devido o sucesso da saga e da personagem, Tomb Raider não teve seu fim precoce. 

No quarto capítulo da saga vemos uma melhora drástica no design de Lara, que agora tem suas formas sensuais bem redondas, além de é claro uma jogabilidade bem mais fluída.

Tomb Raider: Chronicles veio para trazer mais dúvidas e expectativas ruins a respeito do final do quarto game. Diante do recente desaparecimento de Lara, todos os mais próximos a ela se reúnem na propriedade dos Croft num dia cinzento e chuvoso para um memorial em sua honra. Mais tarde, os amigos sentam-se juntos e começam a falar sobre as mais diversas aventuras da exploradora.

Mas para a surpresa e alívio de todos inclusive os fãs que já estavam choramingando desde o último game, Lara estava viva e enfim escapou do Templo de Hórus, com a história sobre o deus Seth completa. Seu design e a jogabilidade do título estão idênticos ao do game anterior.


No sexto capítulo da saga, intitulado Tomb Raider: The Angel of Darkness, temos um enredo bastante diferete do que estávamos acostumados. Movida pela vingança, Lara Croft percorre um submundo de sangue e traição. Neste jogo, ela é mostrada com um comportamento sombrio e com habilidades altamente evoluídas em comparação aos capítulos anteriores.

Uma série de assassinatos trazem Lara a um conflito com o sinistro alquimista Eckhardt. Ela é acusada de assassinar seu ex-mentor Werner Von Croy, o mesmo FDP que abandonou Lara presa no Templo de Hórus, fazendo dela uma foragida da polícia. 

No centro deste mistério, estão cinco pinturas do século XIV, as quais o alquimista deseja se apoderar. Ela pode aprimorar suas habilidades à medida que vai superando os obstáculos do jogo. E, pela primeira vez em Tomb Raider, Lara interage com os outros personagens na forma de diálogos, que influenciarão no enredo de sua aventura. Além disso, o sistema de controles foi aprimorado, conferindo à heroína uma série de novos movimentos acrobáticos, de combate corpo-a-corpo e ataques furtivos. Foi neste jogo, também, que foi adicionado um novo personagem jogável: Kurtis Trent, o que de certa forma, revolucionou a saga. A inteligência artificial dos inimigos foi aprimorada, permitindo que eles cooperem entre si. 

Todas essas inovações fariam de Tomb Raider: The Angel of Darkness um jogo que revolucionaria a série. Entretanto, não foi bem recebido pela crítica e nem pelos fãs, sendo o pior Tomb Raider de toda franquia. Na mudança de geração temos sim uma Lara em gráficos bem melhores, mas isso não quer dizer que agradou a todos. No título, a personagem tem uma aparência gótica e obscura, vestindo na maior parte do tempo roupas que lhe dá um visual soturno.


Tomb Raider: Legend marca não só a mudança de desenvolvedora (antes CORE Design, e agora, Square Enix), mas a mudança em Lara Croft como personagem, principalmente em seu design, porém, sem deixar de lado suas características já consagradas (roupas justas e curtinhas, uma dupla de pistolas, e vários traços de sua personalidade já conhecidos). Temos também o acréscimo de Zip, como o amigo nerd e auxiliar virtual de Lara em suas aventuras. Característica claramente baseada nos filmes em Live-Action protagonizados por Angelina Jolie (lançados em 2001 e 2003, intitulados Lara Croft: Tomb Raider e Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life), assim como a mansão arquitetada de forma idêntica à dos longa metragens.

Quando criança, Lara sofreu um acidente de avião junto com sua mãe. Elas cairam nas montanhas do Himalaia, onde a mãe de Lara desaparece. Anos mais tarde, a horoína já crescida resolve desvendar os mistérios acerca da espada Excalibur, que está intimamente relacionada ao sumiço de sua mãe. Ela então decide recuperar todos os fragmentos desta enigmática espada a fim de entender o que se passou naquele infeliz episódio de sua infância. 

Um inovador sistema de acrobacias e a possibilidade de se agarrar em montanhas através de um cabo magnético marcam a inovação na jogabilidade.


Tomb Raider: Anniversary, o remake do primeiro game da franquia, trouxe as mudanças e melhorias na jogabilidade realizadas em Legend, e trouxe de forma magistral todos os cenários, figurinos e acontecimentos do primeiro capítulo, acrescentando também algumas mudanças no enredo que serviriam para complementar a história do próximo game da franquia.


Em Tomb Raider: Underworld, temos a sequência direta aos acontecimentos de Legend, que coloca nossa heroína em busca do martelo de Thor. Para isso, é preciso encontrar antes as luvas e o cinturão de Thor, o que a leva à locais como o sul do México, mar Mediterrâneo, Tailândia, subterrâneo da Mansão Croft, Valhalla e Helheim (Avalon). 

Temos a volta da vilã do primeiro game, que agora trabalha ao lado da vilã de Legend. Underworld encerra a trilogia iniciada por Legend, e obriga Lara a confrontar a verdade sobre o desaparecimento de sua mãe. 

O título não foi muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, devido a seu enredo fraco e seu sistema de jogabilidade, que ficou cansativo e pouco intuitivo. Pela primeira vez, temos uma Lara pouco carismática, fazendo a personagem perder seu brilho e tornando Underworld decepcionante, o que ocasionou posteriormente um reboot à franquia.


O reboot da franquia veio para inovar, mudar e salvar a história e a personagem. Pela primeira vez, temos uma Lara que precisa usar de seus poucos recursos para sobreviver, a deixando mais humana. Essa evolução nos prende à personagem de uma forma nunca vista antes. 

Lara nunca foi tão carismática e nunca nos cativou tanto como nesse game. É possível sofrer junto com a heroína no decorrer de sua trajetória já que a mesma sofre mais que a Maria do Bairro no dramalhão mexicano, exibido anualmente pelo SBT

Recentemente graduada em arqueologia, Lara possui teorias sobre a localização do reino perdido de Yamatai. A família de sua melhor amiga, Samantha (que são descendentes do povo de Yamatai), financiam uma expedição em busca do reino perdido, mas durante a viagem de navio, ocorre uma tempestade inesperada, que causa um naufrágio e separa nossa protagonista de seus amigos, a deixando sozinha em uma ilha cheia de perigos desconhecidos. A nova Lara Croft, tem um visual frágil e realista, além de estar altamente emotiva ela chora, ela grita, esperneia e treme mais que vara verde. Apesar das mudanças, ela continua a mesma mulher determinada de sempre, e prefere deixar seu objetivo de encontrar Yamatai de lado para localizar seu grupo e conseguir escapar da ilha com vida.

Nem é preciso dizer que o novo design da personagem é o melhor já visto, além de ser sexy sem ser vulgar bonita, Lara agora é como uma jovem qualquer, o que reforça sua ascensão a sobrevivente. A jogabilidade do reboot é realista e muito intuitiva, deixando o jogador o mais imerso possível ao enredo.



É notável a evolução de Lara Croft como personagem no decorrer dos anos e das gerações. Ela é sem dúvida o maior ícone feminino dos games e revolucionou a indústria. A beleza sex appeal, determinação e habilidades da exploradora a colocaram num pedestal imortal que a eleva no decorrer do tempo.

Esperamos que tenham gostado do nosso artigo sobre a evolução da musa dos games no decorrer de toda sua história. E para os fãs da franquia, fica a dica de acompanhar o site Lara Daily para ficar por dentro de toda e qualquer novidade relacionada a ela.

Texto: Juninho Lima
Imagens e revisão: Steven L. Andrade

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