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» » » » O que esperamos de The Evil Within


Mateus Henrique 5.10.14


Rotulado como um jogo que pretender trazer o “puro” Survival Horror de volta, The Evil Within promete ser o promissor jogo que vai trazer o gênero — que um dia foi consagrado — de volta nessa nova geração. E afinal, o que podemos esperar desse jogo?

Conhecendo um pouco sobre a produção.



Produzido pela Tango Gameworks, The Evil Within gira em torno do detetive Sebastian Castellanos e seu parceiro. Depois de testemunhar o assassinato de colegas policiais, um após outro, o detetive é atacado e perde a consciência. Ao acordar, Sebastian se encontra em uma terra tomada por criaturas monstruosas e precisa descobrir como fugir dali. O jogo começou ser desenvolvido no final de 2010, tendo Shinji Mikami como diretor. Após sua saída controvérsia da Capcom, Shinji Mikami ficou um longo tempo sem produzir jogos. Em 2010, Mikami fundou sua própria empresa de desenvolvimento localizada em Tóquio, Japão. Não demorou muito até que sua empresa fosse adquirida pela ZeniMax, empresa que também é dona da Bethesda, que está com parceira no desenvolvimento de The Evil Within.

Inicialmente, “Project Zwei”, como era intitulado, carregava um conceito bem diferente. Em seu conceito inicial, o jogo teria uma trama envolvendo vampiros e até mesmo um modo cooperativo semelhante ao jogo Brothers: A Tale Of Two Sons, porém, após um feedback negativo por parte da produção, Shinji Mikami resolveu investir em um jogo de terror mais tradicional, já que, segundo sua equipe de produção, vampiros não eram tão populares e não seria viável abordar esse tema.

Além de Mikami, outras pessoas que trabalharam na Capcom, e que inclusive trabalharam em jogos da saga Resident Evil, estão na equipe de produção. Masato Kimura, produtor de The Evil Within, já trabalhou na área de efeitos visual de jogos como Resident Evil Remake e Devil May Cry. Naoki Takada, que trabalha no departamento de arte, já trabalhou em vários jogos da saga. Entre eles estão: Resident Evil, Resident Evil 3, Resident Evil 0, Resident Evil Remake e Resident Evil 4. Tango Gameworks também possui funcionários que trabalharam em grades empresas como Grasshopper Manufacture, Platinum Games, Clover Studio.

O que vimos até agora?




O primeiro trailer lançado foi feito em live-action. O trailer foi dirigido pelo veterano Kyle Cooper, que já trabalhou em The Walking Dead, Se7ven, American Horror Story e vários outros filmes e séries. O trailer, basicamente, serve para transmitir à atmosfera presente no jogo. No trailer podemos ver um homem sentado em uma mesa, criando armadilhas feitas de arame farpado; um antigo asilo; uma anomalia bizarra com aparência de mulher e diversas outras bizarrices.

Uma curiosidade é que não foi usado nenhum tipo de CG (efeito de computação), tudo foi feito na base de maquiagem, ao estilo clássico, sem nenhum efeito de computador.


OBS: Não irei postar todos os trailers/gameplayas, porque nem todos apresentam um bom material para discussão ou apresentam uma mesma percepção.

Na E3 2013 nos deparamos com um gameplay, com um pouco mais de 10 minutos.

Nesse gameplay, vemos que perseguições aparentam ser constantes durante o jogo. Avançar de uma forma furtiva (e bem tensa, diga-se de passagem) será necessário para conseguir certos objetivos. O jogador terá que se esconder até esperar seu carrasco sair do local e prosseguir adiante. Também vemos que os inimigos carregam uma certa resistência e erros podem prejudicar muito o jogador.


Nesse gameplay, feito pelos próprios funcionários da Bethesda, vemos o tão quanto o jogo é desafiador. O jogador morreu inúmeras vezes e progrediu muito pouco em seu gameplay pelo simples motivo de não ter montado uma estratégia e ter errado muito. Logo no começo já vemos que a munição é escassa e deve ser usada com cautela. Tiros errados, ou não eficientes, são quase sempre fatais e nem adianta tentar usar golpes físicos para eliminar os inimigos. Armadilhas também atrapalham a vida do jogador; se o jogador passar despercebido, é Game Over. 

Vejam o gameplay por si mesmos e veja o tão quanto o jogo desafiou esse pobre funcionário da Bethesda. Ele poderia ter progredido mais caso tivesse mais cautela.


O trailer mais recente, intitulado como “Every Last Bullet”, mostra que correr ou se esconder dos inimigos é sempre melhor do que tentar enfrenta-los na desvantagem. O trailer mostra que se você errar em suas ações, você será facilmente eliminado pelos inimigos ou armadilhas. O jeito é buscar alternativas: uma delas é usar ataques furtivos.


No vídeo abaixo, vemos como foi feito os efeitos sonoros do jogo. Você não vai acreditar. Os efeitos sonoros foram feitos com comida, isso mesmo, comida. O produtor mastiga todos os alimentos e reproduz sons bizarros. É uma boa curiosidade.


Recentemente, Adam Sessler entrevistou Mikami e o produtor Masato Kimura. São quase 20 minutos de entrevista, onde Mikami fala sobre o jogo e seus conceitos, inspirações e objetivos. É uma entrevista bem interessante que mostra como toda à equipe está trabalhando ao máximo para trazer uma experiência única para o jogador. 



O que os sites especializados dizem sobre o jogo?


Alguns sites escreveram previews com base de demonstrações. Veja o que andam dizendo por aí sobre o jogo - Lembrando que os links de cada preview ficará no final do artigo.

Érico Borgo, do Omelete, diz que: “o titulo tem uma atmosfera extremamente densa, daquelas que deixam o jogador esperando surpresas atrás de cada porta.”. Ele também menciona que, apesar de boas armas, nem sempre o tiro “certeiro” é à solução para o jogador e que a furtividade será o aliado do jogador.: “O protagonista dispõe de armas poderosas, mas nem sempre o famoso "tiro na cabeça" tem o desfecho esperado. Enquanto alguns perecem com a boa e velha bala no meio dos olhos, parte dos inimigos precisa ser incapacitada primeiro. Outras criaturas simplesmente não morrem se não forem queimadas (uma providencial caixa de fósforos acompanha o herói o tempo todo) e as restantes, as piores, simplesmente são invencíveis - e fugir é a única (e desesperada) opção.” - Há maneiras de evitar o combate. Esconder-se dentro de um armário ou debaixo de uma cama são opções válidas quando se está sem munição ou evitando alguém particularmente poderoso (golpes de faca ou murros não vão funcionar aqui nem com o melhor dos jogadores). Esses segmentos fornecem sequências assombrosas, já que é necessário esperar o monstro passar - e às vezes ele demora minutos para fazê-lo. A demo - o Capítulo 8 do jogo - envolveu também diversas armadilhas, que precisavam ser evitadas a todo custo, seja usando furtividade ou habilidade... Para escapar, só mesmo atirando, nos breves segundos antes do gosmento desfecho, em um painel de controle. Armadilhas e o ambiente, porém, podem ser usados contra oponentes dependendo da habilidade do jogador ou sua percepção do espaço.”

Para ele, “The Evil Within é, assim, uma sucessão de cenas ora aterradoras, ora urgentes, desafiadoras ou simplesmente exploratórias. Me senti nos bons tempos de Alone in the Dark, Resident Evil... E os gritos das pessoas que testavam o game nas estações ao meu lado, na mais completa escuridão, não me deixam mentir.”

Pablo Raphael, do Uol Jogos, diz que “The Evil Within é tudo o que Resident Evil deixou de ser. Castellanos encara brigas que sempre podem acabar mal. Exceto na dificuldade padrão, basta um disparo errado, um movimento que não foi pressionado a tempo, para Castellanos acabar morto. Para cada elemento em comum com Resident Evil 4, The Evil Within mostra, na demo testada por UOL Jogos na E3 2014, alguma coisa nova, que dá ao game de Mikami uma personalidade própria. Ao lutar contra os zumbis, por exemplo, não basta estourar suas cabeças. É preciso queimar os corpos quando estão no chão, ou os mortos-vivos voltam a se levantar. Outros inimigos exigem abordagens mais cuidadosas ou, em alguns casos, obrigam o jogador a fugir e se esconder embaixo de camas ou dentro de armários.”

Por fim: “Após jogar The Evil Within, dá para entender os sucessivos atrasos sofridos pelo game”. Com valores de produção elevados, o capricho dos desenvolvedores é visível nos elementos de cenário, na direção de arte única e primorosa e nas excelentes mecânicas de jogo.”


Para Colin, do IGN, The Evil Within carrega todos os elementos que um jogo de terror deveria ter. Coisa que ele não via desde quando jogava Resident Evil em seu PS1.

“Do breve tempo em que joguei The Evil Within, senti tudo o que eu estava esperando: atsmofera, sustos, a exploração não linear, terríveis inimigos e um cenário assustador.”

“O jogo tem muitos dos ingredientes para criar uma grande experiência Survival Horror, e eu estou realmente esperando que isso tudo venha na versão final. Nós vamos descobrir em 14 de outubro.”

E então, o que esperar? 



Depois de tudo que vimos, não restam dúvidas que podemos esperar um grande jogo de Survival Horror. Apesar de The Evil Within ter uma familiaridade em certos aspectos com Resident Evil, o jogo possui sua própria identidade e tem tudo para ser o começo de uma grande franquia.

Shinji Mikami e sua equipe certamente tomaram os devidos cuidados nesse jogo. Ele já mencionou que está mais difícil assustar os jogadores e que precisa de novos métodos --- Que provavelmente ele implantou em seu novo jogo. Ele também disse em uma entrevista recente, que tomou os devidos cuidados nos elementos de Survival Horror; munição escassa, inimigos que oprimem o jogador e faz o mesmo buscar uma estratégia e/ou fugir, ambientes abertos serão constantes, porém ameaçadores (essa era uma preocupação de Mikami e sua equipe: ambientes abertos geralmente não soam como um ameaça, já que carregam grande espaço para o jogador, mas Mikami garante que conseguiu trazer um sentimento ameaçador até mesmo em cenários abertos.). Tudo isso e mais um pouco foi imposto no jogo, deixando o mais perto do “puro” Survival Horror que Mikami tanto planejou para seu jogo.

Quem jogou, elogiou o jogo. Praticamente todos os previews são positivos em relação ao jogo. A propósito, foi revelado que o jogo tem em torno de 18 horas de gameplay. Até agora não vimos nem 10% do jogo, ou seja, temos muito que nos surpreender ainda, fora o enredo do jogo, que sabemos muito pouco sobre e promete ser bem perturbador.

Por fim, se The Evil Within cumprir o que prometeu, e seguir à mesma formula mostrada em gameplays, o jogo tem tudo para trazer a melhor experiência de Survival Horror.

Pra quem vai na Brasil Game Show, o jogo estará disponível para o público. A BGS acontecerá de 8 a 12 de outubro.

Hypômetro



Enredo: 10
Jogabilidade: 8
Gráficos: 8
Criatividade: 5
Inimigos: 6
Personagens: 7
Diversão: 8
Soudtracks: 7

HYPE: 7,5

Ficha Técnica

Título: Mateus Henrique (Psycho Break)
Ano de Lançamento: 2014


Créditos

Escrito por: Daniel Ortega
Revisão e Imagens: Steven L. Andrade

O texto não reflete a opinião do Co-op Geeks, e sim do autor do artigo.

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