Menu
» » » Patches e DLCs: Por que eles existem?


Juninho Lima 4.6.15


Quem nunca se decepcionou com um game cheio de bugs, erros e glitches que estragaram a experiência de gameplay? Afinal, todo mundo, um dia, já comprou um jogo que gerou um bom tempo de espera, e às vezes trouxe ar de inacabamento e desleixo, e infelizmente dependeu da desenvolvedora, lançar um patch de correção que torna-se o jogo ao menos jogável.

Ou então, ficou triste por não ter dinheiro para comprar níveis adicionais, ou capítulos para aquele jogo que te deixou doido para descobrir cada ponta do enredo?

Se você já se sentiu assim (e quem nunca?), esse texto é pra você!

Mas por que isso tem acontecido tão frequentemente? Será que as produtoras não sabem desenvolver um bom jogo, completo? Ou será que a facilidade de concertar erros através de atualizações deixou as produtoras mais desmanzeladas e sedentas pelo seu dinheiro?

A culpa é toda da internet!


A internet e o compartilhamento de dados online, são os maiores amigos e inimigos da humanidade. Essa última frase pode ter sido digna de textos conspiratórios sobre um mundo controlado por uma elite, mas acalme-se, irei elaborar.

Hoje em dia, você não precisa mais ir atrás de um livro, ou até mesmo uma aula para aprender qualquer coisa. Tudo tem na internet: vídeos tutoriais, receitas, informações e quase tudo que você pesquisar, encontrará algum resultado aproximado do que procura; e com os jogos de videogame, não é diferente. Aliás, eu duvido que você nunca recorreu a um guia de troféus para conquistar uma platina/conquista, ou a um detonado para passar daquela parte difícil.

A verdade é que a humanidade está preguiçosa, e isso tem afetado todos os campos de produção.

Hoje em dia, é muito fácil para uma produtora acelerar o processo de desenvolvimento de um jogo, na certeza que caso alguns erros apareçam, um simples patch de correção será capaz de sanar todos esses eventuais defeitos e isso é um grande problema

E é aí que entra o outro câncer da indústria atual de jogos: os conteúdos baixáveis (ou as famosas DLCs que todos temos uma relação de amor e ódio).

A nova política da indústria


A possibilidade de disponibilizar pacotes com partes, ou correções de jogos através da internet, popularizou a venda de DLCs: conteúdos baixáveis (e compráveis). Com isso, as empresas viram uma forma de arrancar mais dinheiro do consumidor.

Desde armas, ou personagens novos, as DLCs completam o jogo de certa forma, no entanto, algumas delas chegam ser abusivas e desnecessárias.

E dessa vez, a culpa não é só da internet, mas sua também! Afinal, se há venda, há demanda. E por mais que todos critiquemos esse lado negro da indústria, sempre estamos dando nosso suado dinheirinho em troca de conteúdos, que às vezes são tão medíocres que eles deveriam ser distribuídos gratuitamente.


Chega a ser triste, lembrar que antigamente, passávamos horas na frente do console para desbloquear um personagem, ou conteúdos extras, e hoje em dia, até essas coisas são vendidas, para os mais preguiçosos. A prática ganhou até nome: pay for win.

A culpa também é da pirataria


A pirataria sempre foi uma das grandes inimigas do mercado eletrônico. E por mais que existam leis, algumas medidas devem ser tomadas pelas produtoras de jogos, então a melhor escolha para forçar o público a pagar pelo produto original, é fornecer um jogo com algum bug que impossibilita o gameplay sem a aplicação do patch de correção. E como os jogos piratas não podem ser atualizados, o espertinho que optar pela "versão genérica", vai se dar mal e não terá a experiência que teria caso agisse de maneira honesta.

Apesar das praticidades do mundo moderno, todos sabemos que em geral, as desenvolvedoras de jogos, fazem o possível para entregar um bom jugo ao consumidor, até porque, sua saúde financeira depende disso, e ninguém compra um jogo se ele for ruim.

Mas essas políticas de patches e conteúdos pagos poderiam ser vistos de uma maneira melhor de ambos os lados. Tanto o consumidor, quanto as empresas, precisam entrar em um consenso que dê vantagens para os dois lados. E algumas empresas até já começaram.

Existem exceções


Algumas desenvolvedoras adotaram políticas para amenizar a decepção com bugs, e os gigantescos patches de correções que demandam tempo para serem baixados, como a NetherRealm Studios e a CD Project Red, por exemplo. A cada atualização de seus jogos, o jogador recebe gratuitamente skins, no caso de Mortal Kombat X, e armas, armaduras, funcionalidades, em The Witcher 3: Wild HuntEm contraste, temos as DLCs caríssimas de ambos os jogos, mas que valem a pena. 

Tal atitude ameniza a aversão aos conteúdos disponibilizados online, afinal todos saem ganhando.

Nem sempre foi assim


Quando os videogames ainda não tinham uma comunicação total com uma rede de dados, as produtoras faziam o trabalho obrigatório: trazer para seu consumidor um jogo completo, com o mínimo de erros possível (alguns beiravam a perfeição), para manter e conquistar seu público. E por mais que essa época tenha ficado no passado, não seria pedir demais que durante o desenvolvimento elas pensem na qualidade de seus títulos e não na quantidade de jogos que serão lançados, e consequentemente, vendidos.

Felizmente, temos algumas empresas que atuam com muito esmero e carinho não só com seus jogos, mas com o mais importante: o jogador.

A praticidade traz seus bens e malefícios, cabe a nós a escolha de investir, ou não, naquilo que queremos e precisamos, e não no que já deveríamos ter. 

E você? O que pensa disso tudo? Não deixe de deixar sua opinião aí nos comentários!

Créditos

Texto e Imagens: Juninho Lima

O texto reflete a opinião do autor, e não do site Co-op Geeks.

«
Próximo
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga