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» » » » » Tirando da Estante: Time Splitters: Future Perfect


Vitor Oliveira 20.7.15


Quem gosta de videogames sabe que uma partida de um bom FPS não faz mal a ninguém. Seja solo ou em multiplayer, a diversão sempre é garantida. E foi pensando nisso que o Co-op Geeks decidiu tirar da estante um game que, sequer, a própria desenvolvedora lembra: TimeSplitters: Future Perfect.


Afinal, que série é essa?

Todos os três jogos da franquia foram desenvolvidos pela Free Radical Design – hoje, conhecida como Crytek UK – sendo os dois primeiros publicados pela Eidos Interactive e o último por, nada mais, nada menos que a Electronic Arts, a nossa querida EA Games!

O primeiro TimeSplitters foi lançado no ano de 2000, exclusivamente para o PlayStation 2, mas foi a partir do TimeSplitters 2, em 2002, que a franquia meio que se consolidou no mercado dos jogos. O game foi um sucesso nas críticas, recebendo 9.1/10 da IGN e 89% da Rotten Tomatoes, sendo considerado, inclusive, um dos melhores jogos de tiro em primeira pessoa na época.


Um fato curioso é que a atmosfera dos games lembrava bastante os famosos GoldenEye 007 e Perfect Dark. Isso porque a equipe que trabalhou no desenvolvimento destes games, foi a responsável por fundar a Free Radical Design e encabeçar a produção de TimeSplitters, alguns anos mais tarde.

“Mas e esse tal de Future Perfect, como fica?” Calma, já estamos chegando lá! 

Futuro perfeito!

O final eletrizante de TimeSplitters 2 deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. Cortez, o protagonista da série, e seus amigos, conseguiram juntar todos os valiosos cristais do tempo – o grande objetivo do jogo – e sua viagem de volta à Terra já estava pronta. O que ninguém esperava é que o grupo fosse atacado por um misterioso esquadrão de criaturas invisíveis. É aqui que, em uma continuação direta de TimeSplitters 2, começa Future Perfect!

Cortez consegue fugir e entregar os cristais ao seu general, mas antes mesmo que pudesse respirar, uma nova missão lhe é designada: Anya, uma espécie de assistente do general, detectou frequências estranhas no túnel do tempo, levantando suspeitas. E, sem ao menos descansar, o agente Cortez viaja através do tempo para o ano de 1924, encontrando um velho amigo, Capitão Ash. Juntos, os dois investigam um ataque que acontecia na ilha de Urnsay e acabam encontrando um “misterioso viajante do tempo”, o qual indica um sistema de trens na Rússia, em 1969. Sem hesitar, o herói, na companhia do seu novo/antigo parceiro, segue para o local.



Esse é Cortez, o protagonista "badass" de TimeSplitters
Tudo bem, tudo bem... Essa pequena introdução do plot de TimeSplitters: Future Perfect pode não ser tão esclarecedora, mas podemos adiantar que os lugares visitados por Cortez são, sem dúvida, bastante inusitados. Logo no ano de 1994, uma mansão de um cientista maluco torna-se o destino do agente, em parceria com uma jovem aventureira em busca de zumbis yes, fucking zombies! Esse nível, para muitos, é considerado o melhor e mais assustador do jogo. Mas não para por aí: cidades antigas, edifícios futuristas e até a era da guerra das máquinas são explorados durante a trama, que, no fim, promete deixar o jogador de boca aberta!



Future Perfect demonstrou avanços, em relação ao seu antecessor. Aliás, pode-se afirmar que ele é também um divisor de águas, tendo em vista que o arco iniciado no primeiro TimeSplitters é fechado aqui. Seria esse o motivo de uma possível sequela nunca ter sido lançada?

Um dos melhores multiplayers de todos os tempos

Você gosta daquele joguinho de tiro com dois ou três modos diferentes de multiplayer? Desculpa, mas em TimeSplitters: Future Perfect existem simplesmente 19 (isso mesmo, dezenove) modos, além do modo história, para jogar com os amigos. Dentre os modos, estão o Virus, Assalt, Vampire, Capture the bag, Knockout, Deathmatch e Team deathmatch.


Sem sombra de dúvida, os três melhores modos são Capture the Bag, Deathmatch e Team deathmatch. O primeiro, como o próprio título explica, configura-se da seguinte maneira: dois times lutam entre si para ver quem detém a posse de uma mochila que está escondida em algum lugar do cenário, tudo isso, é claro, com muitas batalhas. O modo Deathmatch, no entanto, torna a coisa mais séria quando deixa todos os personagens uns contra os outros, sendo o último sobrevivente considerado vencedor. Por último, o Team deathmatch, cujo conceito é como o do Deathmatch, a diferença é que a luta é entre dois times diferentes.

A grande variação de personagens jogáveis também é um diferencial no game: são 150 tipos, dos mais humanos, como Cortez, aos mais excêntricos. O jogador pode controlar uma garotinha possuída, um macaco ciborge, ou, quem sabe, um veado zumbi. Enfim, são personagens para todos os gostos – inclusive, o protagonista travestido de mulher. Confira o vídeo com a demonstração da tela de seleção:


Na nostalgia, posso dizer que me recordo com carinho da minha época de adolescente, quando perdia horas e horas em frente à TV, na companhia de vários primos e amigos, revezando os controles no modo Team deathmatch.

As possibilidades para o futuro

No ano de 2007, a Free Radical Design anunciou que estaria trabalhando em um quarto título da franquia. TimeSplitters 4, no entanto, foi cancelado devido às dificuldades da empresa em vender a suas ideias, afinal, o sucesso de Future Perfect foi um pouco menor que o do seu antecessor. Desde então, a Crytek UK (antiga Free Radical Design) vem sendo constantemente questionada a respeito dos rumos da série. Em 2011, um insider informou que a empresa estaria trabalhando num novo game para a atual geração de consoles – talvez um port ou remaster. No ano seguinte, o próprio CEO da empresa, Cevat Yerli, demonstrou interesse em trabalhar em uma continuação para a saga de Cortez, porém, em 2014, o desenvolvedor da franquia sugeriu que TimeSplitters 4 nunca seria lançado – ou que isso demoraria a acontecer.

Bem, já estamos em 2015 e o mercado de jogos eletrônicos clama por algo novo. O conceito de TimeSplitters cairia como uma luva para a atual geração de consoles, principalmente quando o assunto em questão é a jogabilidade em modo multiplayer, afinal, desde a última geração, a possibilidade de jogar com pessoas de qualquer parte do mundo excita qualquer jogador.

TimeSplitters poderia fazer muito sucesso na geração atual, devido a sua ousadia e design futurístico executado com perfeição, além do gameplay divertidíssimo!
Não podemos excluir a possibilidade do lançamento de simples ports dos jogos antigos, contudo, em uma análise geral, algo que poderia ser sugerido à equipe da Crytek UK seria um reboot da série. Uma nova narrativa das aventuras de Cortez em suas várias viagens no tempo, com gráficos repaginados e um multiplayer de matar – em seu sentido literal – seria o maior presente para os fãs, que, desde 2005, não veem nada de novo relacionado à série. Enquanto isso não acontece, a única coisa que podemos fazer além de sentar e chorar é aproveitar o magnífico gameplay desse jogo tão memorável e inovador, que é TimeSplitters, no caso, o Future Perfect.

Você jogou TimeSplitters: Future Perfect, e assim como eu, sente falta? Conte-nos nos comentários!

Créditos

Texto: Vitor Oliveira
Imagens e revisão: Juninho Lima

O texto reflete a opinião do autor, e não do site Co-op Geeks.

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