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Igor Oliveira 26.8.15


Uma cantora sem voz com seus lindos cabelos avermelhados. Uma espada falante em busca de justiça e da verdade e uma cidade futurista com muito estilo e robôs a solta. Tudo isso você encontra em Transistor, o título produzido pela Supergiant Games, conhecida pelo aclamado Bastion

Transistor trata-se de um RPG, com uma interpretação única do gênero. Além disso, sua história também é contada de forma diferente e cativante (e tem legendas em português do Brasil).


Simplista, mas envolvente

O jogo começa sem te explicar muita coisa. Red é uma famosa cantora de uma cidade chamada Cloudbank. Logo no início ela é atacada por um grupo chamado Camerata que não obtém sucesso em seu ataque, Red acaba tendo sua voz roubada, e a arma do crime - a espada Transistor, é deixada para trás, cravada no peito de um homem misterioso que sua alma acaba sendo transferida para a espada. 

A história é contada através de diálogos de Red com a espada falante, que pode absorver as almas dos mortos. Portanto, todas as habilidades disponíveis já foram pessoas e você saberá mais sobre elas quando as equipa. Não vou dar spoilers mas o final derrubou o meu forninho!

Na versão da PlayStation 4, somos ainda prestigiados com o uso do DualShock 4, nos momentos de diálogos entre Red e a espada o som emitido pela voz de Transistor sai no microfone do controle, tornando a história mais envolvente. 

A jogabilidade consiste em controlar Red em vários lugares diferentes, batalhando com inimigos em um sistema por turnos misturado com combate em tempo real. Ou seja, Red possui algo chamado "Turn()". Você utiliza isso para congelar o tempo e planejar suas ações. Depois de executá-las (que acontece de forma rápida), Red fica vulnerável até a barra de Turn() encher novamente. Por isso, é de extrema importância você planejar tanto a parte ofensiva quanto a defensiva ou você pode partir para o modo em tempo real, porém a chance de maior dano sofrido aumenta e isso pode causar um grande Game Over.

O sistema de combate em Transistor, é fantástico! Você deverá encontrar a melhor forma de atacar e defender ao mesmo tempo.
O lado que mais me chamou a atenção foi a espetacular trilha sonora, numa mistura entre a música jazz e o estilo eletrônico com uma pegada pop, Darren Korb e Ashley Barrett se tornaram a dupla divina dos jogos da Supergiant Games, a trilha sonora deste jogo é indispensável naquela playlist do seu celular. Confira a trilha sonora na íntegra, logo abaixo (cuidado para não viciar):


Os visuais são incríveis e são harmônicos. Ouso em dizer que o título possui uma arte própria - algo que sempre chama a atenção em jogos indies.

O único lado negativo do jogo é a sua duração que chega a ser em torno de 4 á 5 horas porém o jogo oferece fator replay com alguns conteúdos que valem a pena e essa maravilha merece ser jogada várias vezes (sim eu amo esse jogo).

Provavelmente Transistor pertence a aquela série: "indies que talvez você não deu a mínima". No entanto, depois de ler esse GC INDIEca espero que você aprecie este jogo pois ele tem muito a oferecer e você terá muito com o que se surpreender.

Créditos

Texto: Igor Oliveira
Revisão e Imagens: Juninho Lima

O texto reflete a opinião do autor, e não do site Co-op Geeks.

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