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» » » » O que achamos de Until Dawn (SEM SPOILERS)


Igor Oliveira 1.9.15


Sem prometer muito, Until Dawn chegou deixando bem claro que se trata de um jogo interativo com aspecto de filme, cujo qual suas escolhas determinam a maior parte dos acontecimentos do jogo usando o efeito borboleta, ou seja nada de mimimi falando que não foram avisados.

Inspirado por filmes do sub-gênero de terror, slasher, Until Dawn entrega uma experiência inédita no mundo dos games - e logo mais você entenderá que não estamos falando do fato do game ser interativo como os aclamados Beyond: Two Souls e Heavy Rain.

O game foi desenvolvido pela Supermassive Games, e é um exclusivo do PlayStation 4. Se você ainda não jogou Until Dawn, não se preocupe, esse review está livre de spoilers!

Escolha suas ações com cuidado

No jogo você é o diretor. Você decide se a “líder de torcida” ira beijar o garanhão ou se a "vadia da turma" irá ter um fim trágico. Mas lembre-se cada escolha pode ter um efeito no futuro desde um simples taco de beisebol colocado no chão à uma discussão fútil.


Until Dawn se inspira em alguns filmes de terror/suspense, como: Psicose, Halloween, Pânico, entre outros; ou seja, não se espante em perceber vários momentos e personagens clichês no jogo pois ele usa e abusa dos clichês e estereótipos, desde a garota enrolada na toalha sendo perseguida por um assassino, ao garoto nerd que gosta de sua amiga. Se você for fã de filmes de terror conseguira matar várias charadas no jogo logo de cara. Mas isso, de longe, é um dos maiores diferenciais do jogo, pois quanto mais você acha que tudo está óbvio demais, mais o desenrolar do game te pega de surpresa.



A sua história é uma entre várias possibilidades



Tudo começa com um grupo de amigos em uma festa, e como todo adolescente de filmes de terror, eles acabam fazendo uma brincadeira de muito mal gosto, que resulta no sumiço de duas amigas, irmãs gêmeas. Isso acaba fazendo que o grupo se separe, e um ano depois do acidente eles decidem se reunirem no local da tragédia.

A história é contada de forma dinâmica, intercalando entre os personagens e dividindo em capítulos - que são horas até o amanhecer. Isso te ajuda a ter vários pontos de vista do que está acontecendo. 

À esquerda - Matt, Jessica e Chris. No centro - Sam e Josh. À direita - Emily, Mike e Ashley.
Matt é o espirituoso certinho, Jessica é "a-garota-dos-hormônios-aflorados"; Chris é o nerd "virjão"; Sam é a politicamente correta, Josh é o paizão do grupo, Emily é a "bitch", Mike é o pegador e Ashley é a garota tímida. Sim, bem clichê, e isso é sensacional!

Cada personagem tem qualidades e defeitos. Tudo isso, é apresentado no jogo em um sistema de status, onde vemos esses adjetivos constantemente mudando de acordo com as ações do jogador. Assim como o estado de relacionamento entre eles.


Esses fatores somados ao inovador "Sistema de Efeito Borboleta" te mostram exatamente o impacto de suas ações e como elas mudaram o curso da história. Mas não pense que o enredo contém mudanças drásticas. Assim como títulos onde suas decisões afetam o desenrolar do enredo, o final e pontos críticos, acontecem independente de suas escolhas.



Todo e qualquer personagem pode morrer durante o gameplay, e isso colabora para o fator replay, e diversos finais alternativos. O mais interessante, é que a morte de determinado personagem, influencia na sobrevivência de outros. Bem como, a sustentação do clima de terror, opressão e imprevisibilidade.

Você nunca estará seguro


Toda produção de terror exige um cenário digno de tal drama, como Crystal Lake de Jason 
Voorthrees, ou a nave espacial Nostromo, de Alien. Em Until Dawn temos Blackwood Pines - uma montanha com resort de esqui. A propriedade é gigantesca e abre portas para os mais variados locais. De um chalé sofisticado com corredores apertados a uma mina aberta escura abandonada ou um sanatório caindo aos pedaços e até uma floresta fria.

Haverão momentos que jumpscares não serão necessários, pois os ambientes terão força suficiente para te deixar amedrontado a cada ruído pelos cenários. O jogo sustenta do início ao fim, um clima melancólico e assustador.

A fotografia do game é outro espetáculo à parte - você tirará muitas fotos do game usando o botão Share do Dualshock.

O começo pode ser meio monótono e sem motivação, mas ele rapidamente muda e só vai ganhando força para te assustar a cada novo ambiente.

Silêncio! Não respire, ou mova um músculo - se não, você já era!


A jogabilidade tem elementos dos já mencionados títulos da Quantic Dream e pega emprestado a câmera fixa de jogos como Resident Evil e Dino Crisis. Você deve explorar os cenários e encontrar pistas que ajudam a compreender os mistérios que rondam Blackwood Pines, e  totens que ao serem encontrados revelam pequenos flash backs que indicam uma cena de perigo, perda, entre outros acontecimentos que podem, ou não acontecer - incluindo a morte de personagens; e tudo isso dependerá das suas escolhas.

E sem dúvida, um dos maiores trunfos de Until Dawn, é utilizar todo o potencial do controle DualShock 4, como nenhum outro jogo alternativo fez antes. VOCÊ SENTIRÁ QUE REALMENTE ESTÁ NAQUELA SITUAÇÃO DENTRO DO JOGO - É SÉRIO! Interagir com os personagens é algo crucial. E nos momentos de tensão, o jogo não perdoa - os controles variam entre escolhas com um timer, Quick Time Event’s e às vezes você tem que ficar com o DualShock imóvel, pois qualquer movimento pode gerar a morte ou entregar a localização de seu personagem.

O jogo mais belo do PS4?


É muito comum durante a jogatina de Until Dawn, você parar apenas para admirar os detalhes gráficos do game, e assistir as cutscenes olhando fixamente para as expressões dos personagens e as texturas usadas nas ambientações. 

O título possui um dos melhores trabalhos gráficos já realizados no mundo dos games, e com certeza, marca uma nova era gráfica na nova geração. A engine utilizada, é a Cryengine. Aquela mesma de Killzone 4: Shadow Fall; só que no título da Supermassive Games, o trabalho é mais polido e exibe o potencial do PlayStation 4.

Toda a parte gráfica, ficou nas mãos de Will Byles, ele foi o artista por trás da captura de movimentos e expressão facial, que estão perfeitas e realistas. Tudo em Until Dawn, parece impecável e isso é bem nítido no clima e cenas cinematográficas.

Elenco Hollywoodiano


Os atores por trás das capturas de movimento e dublagem, formam um elenco de peso, e isso só aumenta a qualidade de Until Dawn. Sim, você está jogando um filme interativo de qualidade imensurável!

Da esquerda para direita: Hayden Panettiere, Rami Malek, Galadriel Stineman e Brett Dalton.
Os maiores destaques ficam para Hayden Panettiere, como Sam; Rami Malek, como Josh, Galadriel Stineman, como Ashley, e Brett Dalton, como Mike. Os demais atores, não deixam a desejar, no entanto, esses quatro se destacam no grupo e te cativarão com intensidade, no decorrer da história, que está sempre mudando e se renovando, como o caráter dos personagens - você irá surpreender, como começará odiando alguns, e até o final, os amará de maneira inacreditável.

Fator replay chamativo, mas nem tanto

O fator replay deixa a desejar, pois algumas escolhas não “mudam” quase nada, jogando na segunda, ou terceira vez. Em um novo jogo você pode salvar personagens que morreram em sua primeira jogatina, alterar algumas escolhas e encontrar os colecionáveis, porém a dificuldade permanece a mesma, e algumas situações que você provavelmente vai querer mudar, acontecem da mesma forma.

Outro detalhe que deixa a desejar é que alguns personagens só morrem em um momento especifico. Você pode fazer de tudo para matá-la, porém, você não irá obter sucesso.

Na sua primeira jogada, é muito provável que alguns personagens não se salvem, e você não tenha o final que esperava, no entanto, isso te fará iniciar uma nova jogada, ou rejogar algum capítulo, apenas para ver as maneiras diferentes de finalizar Until Dawn - isso é fantástico!


Os coletáveis além de fornecerem mais conteúdo para a trama, revelam um vídeo de extrema importância para o enredo. E coletar os totens, são de extrema importância, pois eles revelam dicas do que fazer, ou não, e muitas das vezes, eles só te deixarão mais tenso e com medo de acabar matando, ou prejudicando algum personagem que você gosta.

Melodia opressora 


Jason Graves - você já deve ter ouvido esse nome. Esse cara fez um trabalho espetacular com a trilha sonora de Until Dawn, e não é a toa que ele é um dos compostores mais cotados do mundo dos games. O cara é responsável por dar vida ao terror do game e sem exagero algum, a parte sonora é um dos motivos que te causará mais tensão e sentimento de opressão. Principalmente em momentos de perseguição, ou de uma escolha muito importante.

Jogue Until Dawn, até o amanhecer


Podemos concluir que Until Dawn vai te arrancar muitos sustos, tensão e momentos que você vai gritar por ter feito o seu personagem favorito morrer. Então se a sua dúvida era se vale a pena, a resposta é sim.

O game inova, e renova o gênero de jogos que parecem filmes interativos, mas não espere um jogo onde suas decisões levam a finais muito diferentes, porque isso não acontecem. E também não pense que as suas decisões não tem impacto, pois elas têm muito mais do que você imagina, e mais do que tentamos transmitir nesse review.

Se você não poderá jogar Until Dawn por não ter um PlayStation 4, ou não está se aguentando e precisa assistir; temos um convite especial: assista nossa série de Until Dawn, no nosso canal do YouTube. Os seis primeiros capítulos do game, já estão disponíveis, e muito em breve, teremos um guia com todos os coletáveis do jogo! Assiste aí:


Until Dawn, é o começo de uma nova era dos games de terror, e jogos interativos onde suas escolhas afetam a trama. E é um título obrigatório para qualquer gamer que curta o estilo e precisa de uma experiência única e exclusiva do PlayStation 4.

Hypômetro


Enredo: 9
Criatividade: 9
Personagens: 8
Desafio: 9
Jogabilidade: 10
Gráficos: 10
Diversão: 10
Soudtracks: 10

NOTA FINAL: 9,5

Ficha Técnica

Título: Until Dawn (Supermassive Games) 
Plataformas: PlayStation 4
Lançamento: 25 de Agosto de 2015

Créditos

Texto: Igor Oliveira e Juninho Lima
Imagens: Juninho Lima e Steven L. Andrade
Revisão: Steven L. Andrade

O texto representa as ideias e opiniões dos autores do texto, e não do site Co-op Geeks.

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