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Paloma Cristini 24.9.15


Já não é muito comum termos games do gênero terror de qualidade nessa atual geração de consoles, fazendo os jogadores clamarem por uma mudança nessa situação. Para acalmar os ânimos de alguns sobre tal drástica situação, o jeito é ligar o console antigo e desengavetar vários títulos de terror lançados aos montes no auge do PlayStation, e um desses títulos que merece nossa atenção é Echo Night

O conceito do medo

Desenvolvida pela FromSoftware, a série obtem apenas três games lançados, até então, sendo dois para PSOne, e somente um para PlayStation 2.



O primeiro título, intitulado apenas de Echo Night, traz no enredo o protagonista Richard Osmond, um jovem que parte em uma investigação para descobrir o que acontecera com o navio Orpheus, que desapareceu misteriosamente no mar em 1913, juntamente com todos os passageiros a bordo. Em meio a fenômenos sobrenaturais, além de descobrir tudo o que aconteceu com os tais passageiros, descobrimos, também a história de uma pedra sobrenatural, que se acredita obter o poder a imortalidade, a Red Stone.





No segundo game, Echo Night 2: The Lord of Nightmares, jogamos o sequel do primeiro titulo, onde Richard, dessa vez, passa a investigar o desaparecimento de sua namorada, Christina, levando ele a mansão Clancy, onde também descobrimos a origem da tal Red Stone.


Já no último game da série, Echo Night: Beyond (também conhecido como Nebula: Echo Night), vemos Richard Osmond nos tempos mais modernos, atrás de sua noiva Claudia, que desaparecera misteriosamente após um acidente na base espacial onde ambos trabalhavam (conselho: não namore esse cara). Richard se vê sozinho após o acidente e, em meio a mais fenômenos sobrenaturais na base espacial, corre atrás de sua noiva, onde, mais uma vez, nos deparamos com a Red Stone.


"Quase" real 

Como já perceberam, a série obtem uma mesma linha de enredo, não mudando drasticamente de um titulo para o outro, mais o que marca a série é sua jogabildiade.

Mantendo um suspense em primeira pessoa, Echo Night não disponibiliza armas letais para os jogadores usarem contra os espíritos malignos que vagam os cenários. Sua única arma em todo o gameplay são as luzes! Caçar interruptores e começar a acender, freneticamente, todas as luzes do local onde está será sua única salvação.

Se o espirito não te atacar, fique tranquilo; ele é, somente, uma das almas presas que você tem que libertar e, para isso, a série disponibiliza também, um sistema de “caça a mementos”, ou seja, a caça de um determinado objeto para libertar essas almas será essencial para que você a partir do momento em que você ter acesso a memória passada dessa alma através do objeto adquirido, entender os motivos de tal objeto ser especial e porque ele será o único a trazer paz e libertar “sua alma”, e isso faz com que o jogador entenda, cada vez mais, o enredo do game.

Para completar, Echo Night também oferece um sistema de puzzles completo, com diversos graus de dificuldades, fazendo com que o jogador realmente quebre a cabeça para conseguir resolve-lo, e tais puzzles sempre terão relação com algum personagem ou momento da trama principal do game. Um pequeno exemplo desse tipo de puzzle é uma determinada parte em que você terá que misturar bebidas até achar o drinque certo para uma das almas aprisionadas, te dando passagem rumo a uma chave. 

Feels everywhere...

Outro ponto chave da série é a ligação que o jogador terá com o protagonista e TODOS os personagens encontrados ao longo da gameplay.

O jogador terá sempre a oportunidade de obter vários detalhes do enredo a partir das memorias passadas dos personagens coadjuvantes, e isso faz com que você interaja cada vez mais a trama principal e pegue amor a um determinado personagem, ou ódio, dependendo da situação.

Essa falecida garotinha perdeu a boneca que ganhou de seu pai em vida... É de partir o coração...
Ter tal relação traz também ao jogador a sensação de comoção, pois assim que você descobre o porque um determinado fantasma está preso nessa dimensão e/ou porque ele se tornou um espirito maligno, você fará de tudo para libertá-lo. E você vai chorar, que eu sei!

A evolução do medo

A série em si tem seus momentos de sustos e gritos de pavor, mais isso muda “para melhor” quando a série tem seu representante no PlayStation 2.

Echo Night: Beyond elevou o terror psicológico a outro nível assim que fora lançado em 2004, uma época em que se tinha, como concorrência, games como Silent Hill 2 e Fatal Frame.


Obtendo a mesma linha de jogabilidade e também de enredo, com a continuação a caça de espíritos presos na base espacial, juntamente com os famosos puzzles, o game inova no modo em que o jogador irá receber danos. Se você achava desesperador sair correndo atrás de interruptores de luz para não receber um dano e diminuir sua barra de life, então se prepare para ter um ataque cardíaco... Literalmente!

“You won’t forget this game”

Mesmo sendo pouco reconhecido e raro de se encontrar, já que a série teve seu lançamento focado no Japão, Echo Night vale muito a pena de se jogar, mesmo que seja aquela olhada marota em alguns gameplays que existem dos games no YouTube, pois um terror psicológico produzido por estúdios japoneses já dá pra saber que ótimos enredo e sustos virão por ai, e como todo mundo adora um sustinho de vez em quando (eu sei que você gosta, sim.), é super recomendado os três games da série.

Créditos

Texto: Paloma Cristini
Revisão e Imagens: Juninho Lima

O texto apresenta as opiniões da autora do texto, e não do site Co-op Geeks

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