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Paloma Cristini 25.10.15


E após muito tempo de espera e o hype quase matar os fãs de ansiedade, finalmente o Metal Gear Solid V: The Phantom Pain está sendo jogado por diversos jogadores nas diversas plataformas em que fora lançado. Choros, ação gratuita, entusiasmo e loucuras cercam a internet, com comentários explosivos daqueles que fecharam o game, e você irá entender que tudo isso realmente não é exagero. Assista o trailer do game e se prepare pra essa análise:


V Has Come To! [SPOILERS LEVES]

Só de começo, o game já te presenteia com uma cutscene que mais merecia um Oscar de melhor atuação em games da história. Frenético, como sempre, o prólogo de MGSV: The Phantom Pain já te coloca em plena agonia e angustia de controlar a fuga de Big Boss assim que ele acorda de seus 9 anos de coma, se rastejando pelo hospital inteiro para sobreviver ao ataque daqueles que querem vê-lo morto (ou seja, quase todo o mundo). 

O início é progressivo, exatamente como um despertar de um coma - tudo começa lento e termina no ápice da ação frenética do prólogo.

Após sua fuga alucinada, uma série de missões é, finalmente, liberada e, assim, começa a caça de Venom Snake atrás dos responsáveis pelo acidente de nova anos atrás e o ataque à Mother Base: Skull Face e sua organização, Cypher. Cada missão transmite ao jogador uma sensação de “quero mais”, prendendo o jogador ansioso, que quer saber sempre mais sobre o que aconteceu, e engana-se quem acha que o game fica cansativo assim. Por incrível que pareça, o game consegue te deixar ainda mais pilhado em jogar e não te decepciona em nenhum ponto, e isso tudo logo de ínicio.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um dos títulos obrigatórios desse ano e por não se prender muito a enredos já conhecidos ele é um título bastante acessível até para quem nunca jogou algum Metal Gear antes.

Controlando a lenda


Em geral, os jogadores sempre observam e vão se acostumando com a jogabilidade de qualquer game logo de início, e isso não muda em MGSV: The Phantom Pain.

Tendo um sistema diferenciado de jogabilidade provinda da Fox Engine (engine usada para a criação do game), além de te dar várias possibilidades de movimentos novos (nada comparado a MGS3 ou a MGS4, por exemplo), e graças a essa ferramenta, MGSV: The Phantom Pain é o primeiro game da série a ter um mundo aberto para total exploração, dando ao jogador infinitas possibilidades de ações para liberarem a imaginação e criar o próprio estilo de jogo. Nesse game, o jogador é realmente capaz de jogar do seu modo, pensando sempre em todas as possibilidades para uma infiltração limpa, rápida e eficaz, ou um bem rápida e barulhenta tiro, porrada e bomba! E sim, dá para fazer qualquer maluquice que você imaginar.

Os controles são de fácil assimilação e traz sem dúvida a melhor jogabilidade de toda a série. Boa parte da diversão se deve pela jogabilidade funcional rápida e precisa.

Em questão de customização, MGSV: The Phantom Pain também ganha nota 10. Na parte de armamento e itens, o game tem uma enorme variedade disponível para o jogador escolher e adaptar o game cada vez mais ao seu estilo. E para tudo isso acontecer, não terá moleza não... O jogador terá que ir atrás de todo o material e dinheiro necessário para obter esses itens. Nem nos games, a vida está fácil, colegas.

Todo o seu crescimento tanto na Mother Base quanto no game em geral dependerá unicamente de você, caro jogador. Ou seja, se quiser alcançar aquele objetivo, aquela arma, aquele item indispensável para você, terá que explorar intensamente o Afeganistão (mas isso traz experiências únicas, então não será um sacrifício ficar horas andando no D-Horse, curtindo uma musiquinha).
Se prepare: 45% do seu tempo jogando MGSV será em prol da sua Mother Base!

E se você pensa que vai se livrar das missões secundárias, melhor pensar duas vezes. Além de obter informações importantes e partes essenciais que completam o enredo, as Side Ops ajudam os jogadores, em geral, a elevar cada vez mais suas conquistas no jogo; e mais: para os jogadores mais acostumados ao estilo da franquia, a obtenção de mais itens, acessórios, dinheiro e recursos para sua base e soldados é alegria na certa, e traz novas ideias de como jogar Metal Gear; e para os jogadores iniciantes nesse estilo ou na própria franquia, é uma forma bem-vinda de traino, onde você é recompensado por isso e, de sobra, ainda dá um gostinho pro jogador correr atrás de fechar os games anteriores da série. Vale lembrar que algumas Side Ops estão interligadas as missões principais do game, e algumas são bem divertidas!

The Man Who Sold The World [SPOILERS MÉDIOS]

Como esse será o último Metal Gear que terá Hideo Kojima e sua equipe de produção no comando, ele realmente não desapontou ninguém!

Começando pela relação e importância de cada personagem presente em MGSV: The Phantom Pain:

Ocelot: Não, ele não é o “vilão” do game e não ficará atrás do Venom Snake para encher o saco dele. Nesse game, se torna o aliado mais importante de Big Boss, o ajudando a confrontar o mundo, que o quer morto. Shalashaska será seu melhor mentor em todo o game.

Miller: após ver Big Boss quase morrer e entrar em coma, vemos, nesse game, a parte do Miller mais “demoníaca”, ou seja, com o trauma do ataque na antiga Mother Base, ele se torna um homem mega cauteloso, desconfiado de todos e que faz de tudo para ninguém acabar com os Diamond Dogs e manter sua integridade (sendo até um pouco chato, as vezes, em algumas partes do game).

Huey: Talvez seja o personagem mais ignorado pela maioria dos jogadores, mas isso não quer dizer que ele não seja mega importante, tendo pouco de espaço nesse novo game, ter Heuy em sua equipe torna capaz de interligar o enredo desse novo game com o enrendo de dois games anteriores perfeitamente, o Metal Gear Solid: Peace Walker e Metal Gear Solid.

Eli: a relação de Venom Snake com Eli nos prova que cada detalhe é muito importante para o entendimento completo do enredo não só desse game, mas da franquia em si. Com pouco contato com o Liquid “versão children”, sua permanência na Mother Base desencarrega vários fatos importantes em relação “pai e filho” que todos esperavam (o famoso Le Enfants Terribles, e um entendimento maior sobre tal projeto).

Quiet: inocente (ou pervertido) daquele que pensara que a sniper semi-nua seria somente uma ajuda extra no jogo. Quiet veio para mostrar aos jogadores o preço pago por algumas de suas atitudes e escolhas ao longo da jogatina, deixam MGSV: The Phantom Pain, em partes, bem emocional.

D-Dog e D-Horse: a questão em ter dois parceiros animais no game denota que Venom Snake é amigo de todos, e mostra grande afeição a seus animais de estimação, te dando algumas recompensas se ficar bem amigos deles.

Soldados em geral: sim, até os soldados que estão na Mother Base fazem uma diferença no humor na base, mostrando que, mesmo eles sendo soldados, eles têm limitações, e temos sempre que lidar com isso para evitar uma guerra no ambiente. Conseguindo gerenciar isso, a harmonia na base sempre trará bons resultados.

Para terminar toda a moral pesada pelo Hideo Kojima ao longo dos anos e nesse último projeto dele, o produtor desencadeia um final de tirar o folego e, ainda, traz muitas polêmicas, mas fecha o ciclo da saga Solid com perfeição.

Sem muitos spoilers no texto, opto por apresentar um vídeo com uma explicação completa sobre o final sensacional que não muito bem interpretado pela maioria dos fãs. Se você quer entender melhor o enredo, e talvez, gostar mais dele, assista:


Discoteca em plena jogatina

Um ponto positivo para esse novo Metal Gear foi a trilha sonora colocada nela, para os jogadores desfrutarem ao longo da jogatina.

Essa trilha sonora não é, somente, composta por OST’s do próprio game e de games anteriores da série (sistema bem conhecido nos games Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots e Metal Gear Solid: Peace Walker), mas também algumas músicas clássicas, que foram sucesso nos anos 80, o que causa mais empolgação e evita cansaço durante a jogatina do jogador. O que dá para perceber, também, é que tais músicas foram bem selecionadas para o game, pois elas combinam perfeitamente com o enredo e ambientação.

A qualidade do áudio é absurda e a dublagem do game tem atuações incríveis. E apesar de termos um Venom Snake um tanto quanto descaracterizado, por não ser dublado pelo veterano e amado por todos David Hayther, Kiefer Sutherland - o astro de "24 Horas" exerce um trabalho impecável.

Queremos dar um destaque para a música tema do game - Sins of the Father, que só fica atrás da memorável "Snake Eater". Ouça:


Vale a pena jogar?


Metal Gear Solid V: The Phantom Pain realmente fecha a saga Solid e a série Metal Gear com pura maestria e glamour que todos esperavam em ver.

Para aqueles que nunca jogaram algum game da série, ou não se aprofundaram em tal série, essa é a chance de ouro que não deverá ser desperdiçada e não decepcionará. E para os fãs incontrolados, esse título é mais que obrigatório para fechar a lista da série de vez e vamos todos torcer para que ele ganhe o Game of The Year, amém!


Enredo: 9
Criatividade: 10
Personagens: 10
Desafio: 9
Jogabilidade: 10
Diversão: 10
Soundtracks: 10

Nota final: 9,5

Ficha Técnica

Título: Metal Gear Solid V: The Phantom Pain 
Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC
Data de lançamento: 1 de Setembro de 2015

Créditos

Texto: Paloma Cristini
Revisão e Imagens: Juninho Lima

Essa análise representa as opiniões da autora e não do site Co-op Geeks

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