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» » » » » » O que achamos de Life is Strange (SEM SPOILERS)


Steven L. Andrade 13.11.15


Life is Strange chegou conquistando seu espaço aos poucos, encantando jogadores do mundo todo através da sua trama, personagens, trilha sonora e gráficos de estilo artístico único. Desenvolvido pela Dontnod Entertainment (os mesmos criadores de Remember Me) e distribuído pela Square Enix, o game chamou a atenção dos jogadores durante a gamescon 2014, se destacando entre grandes anúncios do evento.

O título foi lançado para os consoles da antiga e atual geração - além dos PCs - em formato episódico, e conta com um sistema de decisões que alteram o desenrolar da história (como os dos jogos da Telltale).


No game, você controla Maxine Caulfield (Max), uma adolescente aspirante a fotógrafa que ao voltar para a cidade litorânea de Arcadia Bay, reencontra sua amiga de infância Chloe Price. Juntas, elas decidem investigar o desaparecimento de Rachel Amber, mas tudo fica ainda mais complicado quando Max descobre que pode voltar no tempo, alterando ações passadas e causando o famoso Efeito Borboleta.

Cativante e inesquecível


Foram inúmeras as emoções que senti jogando Life is Strange. Fiz várias escolhas durante os cinco episódios, algumas delas vitais, outras que decidiam o destino de alguém. Mas mesmo com o poder de voltar no tempo, é engraçado como ainda me senti impotente, pelo fato das consequências nem sempre serem aquelas que eu desejava.

Por traz de toda simplicidade e beleza da cidade costeira de Arcadia Bay, existe um segredo obscuro e perturbador que é revelado gradativamente ao decorrer de cada episódio. Se teve algo que a Dontnod efetuou com maestria, foi nos contar uma história cheia de sentimentos reais, que nos surpreende e nos emociona. E nós, jogadores, guardamos todos esses momentos como lembranças.

Ao longo do game vemos os poderes da Max evoluírem. Algo que de início era um elemento de alegria, com base na amizade re-estabelecida com Chloe, de repente se torna um senso de fragilidade, com consequências graves e de grande alcance.

Nem todo cuidado do mundo é o suficiente


Várias vezes a Max se vê na necessidade de manipular o tempo na tentativa de alterar os eventos. No entanto, para cada tentativa, outra série de acontecimentos e consequências imprevisíveis vem à tona, todos na sombra do tornado gigantesco da primeira visão da protagonista. 

Suas decisões e interações com outros personagens ao longo do game são muito importantes. Você nunca vai ter segurança sobre aquela decisão ou sobre quem ela e suas ações vão se aplicar.

Simples, mas maduro


Ao longo dos episódios, lidamos com um monte de temas difíceis e maduros dentro de situações reais do cotidiano de adolescentes, explorando a forma como eles lidam com determinadas situações de impacto emocional. Cabe ao jogador dar o apoio ou julgar da forma que achar certo, independentemente de como as escolhas afetam os eventos.

O game claramente brinca com elementos de ficção científica e teorias sobre viagem no tempo, mas é a manipulação dele que serve como base para os personagens, suas relações e o enredo que a Dontnod construiu.

Belos gráficos aquarelados


O estilo artístico do jogo apresenta um efeito de pintura maravilhoso, que chega até ser sutilmente irônico, já que a Max é apaixonada pela arte da fotografia. Alguns ângulos de câmera são posicionados propositalmente para capturar os ambientes e seus detalhes. Porém, quando eles dão foco aos personagens,  há uma clara falta de cuidado quanto as animações labiais, que são dessincronizadas com os diálogos.

O melhor do Indie Rock


A trilha sonora do game é simplesmente impecável. Todas as músicas são tocadas na hora certa, e junto com os efeitos sonoros, conseguem fazer o jogador cair em lágrimas, sentir raiva e várias outras emoções ao longo do game. Deu pra ver que a Dontnod se preocupou em trazer músicas com grande teor emotivo, criando um clima intimista entre o jogador e a história.

Inclusive, você pode conferir algumas das músicas presentes no game em uma playlist do Spotify:


Altamente recomendável


Se você ainda tem dúvida sobre jogar Life is Strange, não perca mais tempo, simplesmente jogue. O título prova que baixo orçamento não é sinônimo de jogo fraco, muito pelo contrário. Pra mim, ele é um dos jogos mais fortes que já joguei, e com certeza entrou pra minha lista de "jogos pra guardar no coração".

E se você já terminou o game, conte pra gente o que achou através dos comentários (mas procure evitar spoilers).


Enredo: 9
Criatividade: 9
Personagens: 10
Jogabilidade: 7
Diversão: 8
Soundtracks: 10

Nota final: 9

Ficha Técnica

Título: Life is Strange
Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC
Data de lançamento: 29 de janeiro de 2015

Créditos

Texto e imagens: Steven L. Andrade
Revisão: Juninho Lima

Essa análise representa as opiniões do autor e não do site Co-op Geeks

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