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Paloma Cristini 19.2.16


Você, caro leitor, que é aquele viciado em filmes, ou simplesmente gosta de assistir um filme nas horas vagas, já deve ter ouvido falar (ou até mesmo assistido) o catástrofe filme do super-herói Lanterna Verde não é? Pois bem, isso fica no passado e o querido Ryan Reynolds conseguiu se desculpar com o publico da melhor maneira possível estrelando Deadpool - e não, aquele Deadpool HORRÍVEL de X-Men Origens: Wolverine também interpretado por Reynolds não volta aqui. Dessa vez, o herói está sendo bem representado e o sucesso deverá ser proporcional ao número de polêmicas. Assista o trailer do filme:


ATENÇÃO: Essa análise NÃO CONTÉM SPOILERS. Leia sem preocupações!

Toda história de amor tem um começo


Para começo de conversa, Deadpool não é aquele filme 100% zoação e pancadaria e sim, podem acreditar, ele tem um enredo muito bem construído. E não é qualquer enredo...

A sua história consiste em focar no ex-militar, agora mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) que começa a criar juízo quando se apaixona pela bela Vanessa Carlysle (Morena Baccarin), a famosa "prostituta de bom coração". Quando decidem dar um passo mais importante num relacionamento: o temido casamento, Wade descobre que tem câncer, e desesperado por uma cura, ele decide arriscar e participar de um experimento que o salvaria da morte, e de "brinde", te daria alguns poderes... E eis que surge Deadpool! Você pode ver um resumo da sinopse no trailer romântico do filme (É SÉRIO, ASSISTE AÍ):


Dada a introdução, escolho não revelar muito mais sobre a trama, pois você irá se surpreender durante o desenrolar da história.

Dando vida a insanidade


Analisando Deadpool como um filme, realmente não se tem nada a reclamar, mas antes de tudo, nada melhor do que analisar o foco de toda essa produção: o anti-heói e Ryan Reynolds.

Como todos já sabem, Ryan sempre se mete em alguma adaptação das Histórias em Quadrinhos para o cinema, resultando nas famosas críticas negativas de seu papel como Hal Jordan em Lanterna Verde. Ryan chegou a dar vida a Deadpool no filme X-Men Origens: Wolverine, sendo um desastre total e destruindo o ídolo de muitos. Mas isso tudo fica no passado quando você escuta a primeira frase do "zoeiro" Deadpool.

A produção decidiu dar mais uma chance ao insistente Sr. Reynolds e tirou o projeto do filme da gaveta. Resultado? Com a liberdade que o estúdio deu ao ator para ele incorporar o mercenário, ele conseguiu criar o elo perfeito: Ryan Reynolds nasceu para ser Deadpool!

Aos outros personagens acrescentados ao enredo, como Vanessa e os X-Men Negasonic Teenage Warhead e Colossus, se dá o melhor crédito possível e são partes essenciais para a construção completa do enredo.
Comentando rapidamente sobre o enredo novamente, ele conta com cenas hilárias e piadas gratuitas de todos os gostos e gêneros, tirando risadas de todos ao longo do filme.

Já a ação do filme deixa qualquer um sem piscar os olhos e boquiabertos, porque juntamente com os cenários perfeitamente montados para tornar o playground perfeito para Deadpool se divertir, os efeitos especiais só contribuem com a "zoação" do mercenário, sendo as partes mais engraçadas de todo o longa.

E todo esse playground criado especialmente para o insano em vermelho não faria sentido sem a trilha sonora perfeita, e é isso que se recebe. Tirando os momentos silenciosos para prestarmos atenção nas piadas do caro Sr. Pool, as ações são tomadas por risadas insanas, gritos de dor e som de espadas e tiros, juntando com uma batida de rap perfeitamente harmonizada em cada cena de ação.

A única coisa que pode incomodar um pouco, é o excesso do uso de efeitos de computação gráfica, já que Colossus por vezes é muito artificial, e o próprio Deadpool que em suas cenas de ação fica nitidamente computadorizado - mas isso não atrapalha em muita coisa, por assim dizer.

A quebra da quarta parede

Durante todo o filme, o anti-herói interage com a platéia, quebrando a quarta parede muitas vezes mais do que qualquer outro filme já tenha quebrado na história dos cinemas. 

Sejam com piadas, pensamentos e até diálogos, todo o carisma de Deadpool aproxima o público, e você ficará impressionado quando ele quebrar "16 paredes".

Das HQ's para os cinemas


Em quesito de adaptação, Deadpool não deixa a desejar em nenhum sentido - todos os elementos que tornam o mercenário memorável, como as piadas nas piores horas (ou melhores, vai entender...), a violência explicita e totalmente não-censurável costumeira das HQs, e tudo o que é característico na personalidade de Deadpool não ficou esquecido e foi perfeitamente apresentado no filme.

Censura... Só que não!

Algumas semanas antes de estrear Deadpool em todo o mundo, a internet parou para discutir qual seria a classificação do filme, e esperando o anuncio oficial de cada país. Em alguns países, Deadpool teve classificação para maiores de 18 anos, mas aqui no Brasil sua classificação é indicada para maiores de 16 anos, o que gerou um certo tumulto e até rumores de que o filme viria censurado e cortado pra cá, mas isso tudo não passou de pura ilusão. Aliás, se você quer saber como foi o desenrolar desse processo polêmico, leia nosso artigo sobre como funciona a classificação indicativa no nosso país.

Mesmo com as cenas explicitas de violência e de conteúdo sexual, o filme em si não chega a ser tão pesado e pode sim ser assistido pelo publico maior de 16 anos, não sofrendo cortes e nem censura.

Comentário rápido: a dublagem também não sofreu censura, onde há presença constante de palavrões e companhia.


Enfim, a adaptação perfeita



Deadpool é o filme perfeito que todos que clamaram por uma adaptação descente de alguma HQ, e vale a pena ser assistido várias e várias vezes, sendo um ótimo aquecimento para as outras adaptações que virão em 2016!
O filme entrega comédia, drama, ação e inovação - se pudesse, daria nota 100 de 10! HAHAHA


E claro, fica a dica: quando acabar o filme, não sai da sala do cinema, pois você verá o pós-créditos mais perfeito que o cinema já teve!


Ficha Técnica


Titulo original: Deadpool

Ano de Lançamento: 2016
Diretor: Tim Miller
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, Gina Carano, Brianna Hildebrand, Andre Tricoteux.

Créditos

Texto: Paloma Cristini
Colaboração: Juninho Lima

O texto apresenta as opiniões da autora e não do site Co-op Geeks

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