Menu
» » » » » » » Mortal Kombat XL, Capcom e a prática das DLC's abusivas


Juninho Lima 27.3.16


Com a crise econômica atingindo o Brasil, está cada vez mais difícil manter o vício nos videogames. Jogos, expansões, assinatura de serviços e outras coisas, fazem parte das despesas mensais de quem joga, e na situação problemática que o brasileiro se encontra, cada centavo conta. 

No entanto, existem empresas que acabam por complicar ainda mais a situação com o exagero na disponibilização de conteúdos adicionais compráveis que implicam pouco na expansão da experiência dos jogos, ou que deveriam estar inclusos na compra dos mesmos.

Você não é obrigado a expandir o seu game, ou pagar por roupas extras e novas fases, porém o problema não está na disponibilização desses extras, mas a motivação dos mesmos. Não é difícil relembrar itens pagos que poderiam ser desbloqueáveis, ao invés de compráveis - o que faz muitas DLCs parecerem desnecessárias e com a imagem de verdadeiros "caça-niqueis" para suas desenvolvedoras, que estão atrás de dinheiro fácil.

Mas a pergunta fica: até que ponto é saudável investir, e qual o limite da submissão à compra de conteúdos desnecessários?

Mortal Kombat XL


Recentemente, foi lançada a edição definitiva de Mortal Kombat X, que inclui todos os pacotes de expansão, skins e fases lançadas para o título. Essa versão é a mais econômica, e atrativa para quem ainda não tinha o título, mas antes de seu lançamento, os portadores do game já sofreram nas mãos da NetherRealm Studios, com os dois Kombat Pack, venda de personagens avulsos, pacotes de skins, entre outras coisas que poderiam muito bem estarem inclusas no jogo e ativadas através do desbloqueio conquistado pelo jogador ao concluir desafios pré-determinados - como estávamos acostumados antigamente.

Mas para quem ainda não comprou o game, Mortal Kombat XL é atrativo e apresenta um bom custo benefício - considerando o preço individual de cada conteúdo extra.

Capcom


Não é de hoje que a Capcom aproveita o lançamento de novos jogos para conseguir dinheiro através das DLCs. Nesse ano, o ápice foi o preço altíssimo de Street Fighter V - um título que aparentemente não está completo, e que receberá os conteúdos faltantes através de expansões gratuitas (felizmente) - mas pode esperar por versões "Super-ultra-mega-duper-uper-melody-insiraumapalavradeefeitoaqui Edition". 

Vale citar também, o preço de venda das roupas extras de Resident Evil 0 HD Remaster que em nosso país foi cobrado R$ 30,90 pelo pacote de roupas para Rebecca completo.

Mais uma vez, esses conteúdos poderiam estar dentro do jogo, apenas esperando para serem desbloqueados, mas como todo download é uma oportunidade de fazer dinheiro e ser mercenária, a Capcom não perde tempo.

Apesar das estratégias de marketing e de dinheiro fácil, táticas como essas acabam por criar uma imagem ruim para a indústria dos games, e infelizmente, criando uma tendência que acaba sendo adotada por outras empresas que lançam cada vez jogos mais incompletos com conteúdos que, na realidade, não precisavam ser pagos.

Como proceder?

Os altos preços das DLCs não são tão recentes assim, e a culpa é de quem compra e acaba apoiando as medidas. É claro que na inocência e na vontade de ter um título mais completo acabamos por não pensar muito se o preço pago pelos conteúdos adicionais são justos, ou se vale a pena esperar por alguma promoção, mas uma coisa é certa: se existe preço, existe demanda!

Claro que a chave para o problema não é parar de comprar e boicotar a prática, no entanto, o intuito desse texto é conscientizar e te incentivar a fazer compras mais sensatas, para que seu dinheiro seja utilizado de maneira sábia. 

As empresas gostam de dinheiro, você compra se quiser e se tiver. Mas é válido pensar muitas vezes antes de adquirir conteúdos que no futuro poderão vir em alguma versão mais completa e econômica do game.

Mas no fim das contas, o dinheiro é seu, e só você pode decidir se a compra valerá a pena ou não. Só não vale comprar tudo que é disponibilizado não importa o preço, e depois ficar xingando aos quatros cantos do mundo dizendo que a empresa é mercenária. Não meu querido, a empresa não é mercenária, e você não precisa ser burro!

«
Próximo
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga