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Weslley Nogueira 28.3.16


Muitos jogos antigos da época do hoje, falecido PlayStation, acabaram sofrendo da velhice e tem seus lugares na estante de várias casas cheios de teias de aranha, muita poeira e sofrem do esquecimento na mente de muitos gamers. 

São raros os casos onde jogos são muito relembrados, talvez por marcarem tanto nossas vidas e, para alguns, ter sido o grande ponta pé inicial deles na indústria dos videogames. Um desses jogos que marcou muitas pessoas e hoje em dia foi deixado na estante do esquecimento até mesmo pela própria desenvolvedora, é um dos RPGs mais divertidos da época do primeiro console da Sony e que fez muita gente se questionar sobre o valor de histórias em videogames e o quão bem feita é a junção entre o entretenimento do jogador em meio a jogabilidade e o entretenimento dele em meio a narrativa, a história que acompanha o jogo.

Oh, this bring me so many good memories...


Parasite Eve é um RPG de ação e survival horror desenvolvido e publicado pela Square Co. (atual Square Enix), lançado em 29 de Março de 1998. O jogo é uma sequela à história Parasite Eve, escrita por Hideaki Sena.

Somos colocados no papel da personagem Aya Brea, que está prestes a ter um encontro com seu acompanhante em uma ópera. Ao adentrarem e se sentarem para apreciar o encontro, algo estranho acontece. Os atores ao redor de uma atriz que estaria interpretando sua personagem no momento, começam a entrar em combustão e a serem queimados vivos. Aos poucos, as chamas se espalham, matando todos os presentes com exceção de Aya que avança em direção a atriz, questionando-se sobre o que teria acabado de acontecer. Com palavras estranhas nada objetivas e cheia de enigmas, a atriz simplesmente diz que algo está prestes a despertar em Aya e some, deixando que o jogador assuma o controle da personagem e vá atrás de mais respostas sobre o passado de Aya, e os mistérios ao redor do jogo se iniciam. Confira o trailer do game:


Parasite Eve traz um conceito inédito de inimigo - original no mundo dos games - as mitocôndrias. O que é Mitocôndria? Explicação Rápida: Elas são verdadeiras “casas de força” das células, pois produzem energia para todas as atividades celulares. As mitocôndrias estão imersas no citosol, entre as diversas bolsas e filamentos que preenchem o citoplasma das células eucariontes. As mitocôndrias, cujo número varia de dezenas até centenas, dependendo do tipo de célula, estão presentes praticamente em todos os seres eucariontes, sejam animais, plantas, algas, fungos ou protozoários.

O game também é um jogo que se inspira muito no o livro de mesmo nome do Hideaki Sena, posteriormente virando um filme. Conteúdos esses que serviram de inspiração para a criação e desenvolvimento da trama geral de Parasite Eve – o jogo. Para mais informações, não deixem de conferir a postagem no blog Video Games Death onde eles falam sobre a inspiração literaria de Parasite Eve.

A jogabilidade do título era no mínimo instigante e bem intuitiva, trazendo elementos de Survival Horror emendados ao RPG. Você – personagem – possui a capacidade de se mover livremente pelos cenários renderizados no melhor estilo Resident Evil. Durante suas aventuras você se deparava com um inimigo que o jogo te colocava aleatoriamente para enfrentar, assim iniciando-se a batalha – para quem jogou Final Fantasy 7, deve se lembrar do sistema aleatório de inimigos surgindo na tela.

O esquema de batalha permitia que a movimentação total porém de forma lenta do jogador, dando a liberdade de esquivar dos ataques inimigos, assim também podendo se aproximar dos próprios para ter um alcance mais próximo. Assim que o jogador encontrasse uma área satisfatória para atacar seu oponente, o botão de ação deveria ser pressionado – no caso, nosso adorável xis – e o jogador abriria uma área de ataque onde tudo ao seu redor seria paralisado e uma bola de seleção aparecia, dando a opção do jogador selecionar qual o inimigo ele atacaria naquele momento. Assim que selecionado, o jogador poderia realizar disparos com a arma que Aya estivesse utilizando. Assim que o inimigo fosse derrotado, uma porcentagem de experiência seria entregue como recompensa, assim como itens deixados pelo inimigo, tais qual você poderia ignorar ou guardar para eventualmente vendê-los em troca de dinheiro que o ajudaria a comprar mais equipamentos e armas fortes. Confira um pouco mais sobre o gameplay no vídeo abaixo:



Dai você se pergunta: "Ok, tenho arma, posso atacar os inimigos no melhor estilo RPG, mas... é só isso?" É claro que não, jovem.

Como dito anteriormente, o jogo apresenta o conceito das mitocôndrias serem nossas inimigas. Ao entrarem em combustão por causas que não vou falar porque é spoiler, elas começam a sofrer mutações e seus hospedeiros, reagindo a elas, se transformam e ganham capacidades elevadas, como por exemplo o primeiro inimigo do jogo que você já conheceu no vídeo acima: ratos que soltam fogo pela boca. Sério, ratos já são assustadores por natureza e agora eles soltam fogo - isso é bem creppy!


Mas não parar por aí! Como enfrento tudo isso com apenas uma arma? Calma, jovem. Me permita continuar com as mecânicas do jogo.


A personagem Aya Brea, como dito anteriormente, possui dons que vão ser despertados por motivos DE SPOILER, que mais uma vez vou me segurar para não dizer, e isso acaba sendo influenciado não só pela história como também pelo desenvolvimento do jogador em si nas batalhas e nas experiências ganhas. Assim que níveis superiores são atingidos, Aya ganha habilidades especiais que podem ser executadas durante a batalha que podem ajudá-la a se sobressair nelas. Analisar os pontos fracos dos inimigos, chamas, curar-se e entre outros que vão poder ajudar você a ter uma vantagem superior aos seus inimigos e poder desfrutar dessas capacidade sobre-humanas nas batalhas.

Um dos melhores de sua época


A história de Parasite Eve em si, isolando as mitocôndrias e o quão bem elas foram aproveitadas como conceito e desenvolvimento na história, possui uma narrativa bem linear mas com eventuais momentos marcantes que você como jogador nunca irá esquecer. O próprio começo do jogo é um deles quando você vê aquela CG muito bonita – para a época – onde o local cujo está acontecendo a opera entra em chamas e você é o único sobrevivente. Os mistérios ao redor do passado da Aya e seus diálogos com Eve são marcantes, tanto que instigam cada vez mais o jogador a descobrir mais sobre o passado de sua personagem e o que tem de tão surpreendente que eu preciso descobrir. A Narrativa faz bem o seu papel em te contar uma história, sabendo trabalhar em conjunto com a jogabilidade no estilo mais clássico.

Além da história, o jogo possui uma composição incrível de trilha sonora feita por Yoku Shimomura, tocadas por Shani Rigsbee que eu só preciso deixar a aberta do jogo para vocês entenderem o quão bem feito é o trabalho desse ser na trilha sonora do jogo. As trilhas se encaixam perfeitamente nas cenas das quais elas foram feitas, principalmente nas partes onde Aya possui eventuais lembranças fragmentadas de seu passado. Cada música foi bem encaixada em cada momento especifico do jogo, é quase impossível não memoriza-las e guarda-las lá no fundo dos nossos corações. Se quiser, você pode conferir a trilha sonora completa abaixo:


Partners, isso é um pequeno fragmento de memórias carinhosas do que é Parasite Eve  - e sem spoilers, pois eu acho que por mais que muitos anos tenham se passado e o jogo já tenha envelhecido, eu acredito fielmente que ele envelheceu BEM e é válido ser mantido a experiência de descoberta para cada um que estiver afim de descobrir mais sobre esse jogo maravilhoso.

Se você, assim como eu, tem boas memórias sobre o game e gostaria de discutir teorias, ou apenas dizer o que achou desse texto, te espero nos comentários!

Créditos

Texto: Weslley Nogueira

O artigo apresenta opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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