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Igor Oliveira 12.4.16


Quantum Break foi lançado recentemente (5 de abril), para Xbox One e PC, o mesmo recebeu 77/100 no site Metacritic, e é a melhor estréia para uma nova propriedade intelectual dos Microsoft Game Studios nesta geração. O game vem com a árdua missão de mostrar a capacidade gráfica do console da Microsoft e ser um exclusivo de peso, mas será que o estúdio Remedy Entertainment conseguiu completar sua missão? 

ATENÇÃO: Esse texto contém spoilers. Leia por sua conta e risco!!!

Confira o trailer cinemático utilizado na campanha de divulgação do game na TV americana:


Com o tempo não se brinca

A história se desenrola na cidade Riverport, que após um incidente em uma universidade que continha uma maquina do tempo, acaba gerando uma ruptura no tempo e dando poderes ao protagonista Jack Joyce e o seu amigo/antagonista Paul Serene. Joyce será perseguido pela Monarch Solutions que por acaso é a empresa de seu amigo Serene.



O universo de Quantum Break é rico, pois ele possui inúmeros complementos a história com files, diários dos personagens e uma série digital (sim, eu disse uma série).

Até que ponto você está disposto para mudar o futuro?

A trama conta com conspirações, traições, uniões inesperadas e tudo o que você pode esperar de um jogo com uma temática tão rica, o tempo. A Remedy tentou explorar as relações entre os irmãos Joyce de uma forma que te comovesse, mas como a maioria desses momentos eram por files ou gravações acabou não sendo tão impactante.

Diversas vezes você irá se impressionar com o ambiente do jogo, principalmente quando ocorrem os colapsos no tempo, a desenvolvedora usou e abusou da criatividade e de fato muitas cenas irão te impressionar e renderam vários "WTF".



Mas como nem tudo são flores, o gameplay pode ser um pouco repetitivo por mais que você tenha vários poderes e muitas possibilidades para eliminar os seus inimigos, o jogo não apresenta uma dificuldade alta e os inimigos não são nenhum pouco inovadores e não apresentam desafio algum, pois você consegue controlar o tempo, somente o final boss me causou uma dificuldade, (mas foi por uma estratégia mal executada da minha parte) e algumas vezes Joyce não responde os comandos executados causando assim danos desnecessários. Mesmo com esses deslizes você ficará tão preso a história e a sua curiosidade para descobrir como tudo se resolve fará você relevar esses erros.

O sistema de evolução de poderes é bem simples, você coleta as fontes de cronum perdidas e ao ter certa quantidade você consegue realizar um upgrade em determinada habilidade. O jogo conta com um arsenal imenso de armas, no total você pode andar com três delas.

Graficamente o game é bonito, porém em alguns momentos podemos notar os serrilhados e o excesso de motion blur, causando assim pouca nitidez, mas por um lado é compreensível visto que o jogo apresenta muitas informações e detalhes.

OBS: o game contém vários easter eggs e piadas, mas uma coisa que me chamou atenção é a forma que o jogo aborda o homossexualismo de uma forma natural. ~palmas~

Inovando o tempo

A grande sacada foi a série, que muitos ficaram confusos de como isso seria aplicado no game, confesso que amei a forma que ela desenrola a história, pois ela conta o enredo de uma perspectiva mais simples, e os personagens secundários, que no game você verá poucas vezes na série, têm suma importância e se encaixam perfeitamente.

No final de cada episódio do game você terá que fazer uma escolha que sempre irá influenciar na série, então tome cuidado!

Mas como nem tudo são flores, para assistir a série você precisará de um serviço de internet competente, pois os episódios podem ser assistido por stream, ou você deve baixá-los, o que ocupará 75 GB em seu HD. Nada prático.

Elenco de peso e trilha da boa



A Remedy Entertainment não economizou esforços para impressionar e trouxe um elenco de peso, e tudo fica mais impressionante quando os atores que dão vida aos personagens no jogo, são os mesmos da série.

· Shawn Ashmore - Jack Joyce
· Dominic Monaghan - William Joyce
· Aidan Gillen - Paul Serene
· Lance Reddick - Martin Hatch
· Marshall Allman - Charlie Wincott
· Patrick Heusinger - Liam Burke
· Mimi Michaels - Fiona Miller
· Amelia Rose Blaire - Amy Ferraro
· Brooke Nevin - Emily Burke
· Courtney Hope - Beth Wilder
· Jacqueline Pinol - Sofia Amaral
· Jeannie Bolet - Kate Ogawa
· Sean Durrie - Nick Marsters
· Matt Orlando - Brenner

A trilha sonora do game não deixa a desejar e entra em ação causando certa harmonia com os momentos percorridos, porém não é nada grandioso. Confira a música tema do game:


Afinal de contas o tempo foi quebrado?



Durante um bom período do jogo você irá pensar, "mas que diabos está acontecendo?", mas não se preocupe. Boa parte será esclarecida e é aí que mora o perigo. Sabe aquela sensação que o último episódio de TWD da 6 temporada passou - frustração feat. decepção? Foi a mesma sensação que tive com Quantum Break. O jogo foi perfeito com várias reviravoltas, mas quando chegou ao fim a produtora resolveu deixar o gancho para uma possível seqüência e acabou virando uma bagunça que você não consegue entender o que realmente aconteceu.

Quantum Break conseguiu completar sua missão e provou que a Microsoft realmente está investindo em exclusivos de peso, apesar de que a Remedy Entertainment arrasa nos games, então não tinha como esperar algo meia boca. Ela pecou somente em alguns detalhes, mas nada que no próximo game não possa ser consertado. Temos um game indispensável para você que gosta de ficção e tiroteios, arrisco dizer que essa é a melhor IP da Microsoft no Xbox One.



Enredo: 7
Criatividade: 9
Personagens: 8
Desafio: 6
Jogabilidade: 7
Diversão: 9
Soudtracks: 7

NOTA FINAL: 7,5

Ficha Técnica

Título: Quantum Break
Plataformas: Xbox One, PC
Lançamento: 5 de Abril de 2016

Créditos

Texto: Igor Oliveira
Revisão: Ramon Sutti

O texto reflete a opinião do autor e não do site Co-op Geeks

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