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Marcelo Henrique 14.5.16


Vez ou outra, liberamos aqui no site diversas listas com ícones do passado que certamente fizeram parte da vida de muita gente que acompanha cada uma de nossas publicações – como esta com os 5 filmes da infância de quem nasceu nos anos 90.

Agora, mudando o foco para a tão venerada cultura oriental, chegou o momento de resgatarmos alguns inesquecíveis animes que não apenas marcaram a nossa infância, mas continuam, até os dias atuais, tão nostálgicos quanto em seus mais remotos tempos.

Sem mais delongas, confira a seguir 8 destes memoráveis gigantes adormecidos pelo tempo:


1 - Dragon Ball (1986)





E qual título seria melhor para abrir esta publicação senão o responsável por mudar a vida de toda criança que teve o total comando sob o controle remoto e a liberdade para escolher o que assistir na TV durante a sua infância?

Inspirado no mangá de mesmo nome escrito e ilustrado por Akira Toriyama, o sucesso das HQs foi tão grande no continente asiático que originou não apenas o anime homônimo de 153 episódios produzido pela “Toei Animation” (em 1986), mas toda uma série composta por videogames, filmes, brinquedos e tudo mais que a mente humana pode ser capaz de criar por estes últimos 30 anos. 

Rendendo, ainda, 2 outras sequências tão idolatradas quanto o anime inicial (“Dragon Ball Z”, de 1989, com 291 episódios; e “Dragon Ball GT”, de 1996, com 64 episódios), a franquia é atualmente levada até as atuais gerações por “Dragon Ball Super” (2015), a nova aposta da mesma produtora por trás do clássico original que já possui 42 episódios divulgados até o fechamento deste post.

Combinando referências da mitologia chinesa com artes marciais, animais fantasiosos e até mesmo seres de outros planetas, Goku, Vegeta, Gohan e Majin Boo são apenas alguns dos muitos nomes que ganharam massivo destaque por toda a série e hoje eternizaram-se como alguns dos personagens mais populares de todos os tempos.

2 - Pokémon (1997)


Comemorando seu 20º aniversário neste ano, “Pokémon”, assim como tantas outras lendas da cultura popular, também não demorou para nos conquistou de imediato quando saiu da “Terra do Sol Nascente” e se espalhou por todo o globo terrestre em uma das maiores febres que a humanidade já sentiu.

Criada por Satoshi Tajiri e Ken Sugimori a partir de uma série de jogos eletrônicos destinados para “Game Boy”, a franquia da “Nintendo” logo ganhou espaço em outros consoles da companhia e hoje carrega o feito de possuir títulos lançados para “Nintendo DS/3DS”, “Nintendo 64”, “Wii”, “Wii U”, “Android” e “iOS”.

Baseado nas batalhas travadas entre as criaturas que são o cerne das inúmeras histórias já contadas ao longo destas duas décadas, “Pokémon” motivou a produção do conhecido anime que teve sua estreia em 1997, quando foi transmitido pela primeira vez pela “TV Tokyo” e produzido pela “OLM, Inc.”.

Constando, até o fechamento deste post, com 920 episódios já lançados no Japão (nos EUA este número cai para 902) reunidos dentro de 20 temporadas, a animação continua sendo exibida atualmente e deverá ter sua mais recente temporada (“Pokémon: XYZ”) encerrada ainda este mês por lá.

Nos cinemas, 18 foram os longas-metragens já lançados sob a marca.

Não deixe de conferir o nosso Papo Geek do mês de fevereiro onde listamos diversas espécies de Pokémon baseados em mitos e lendas:


3 - Os Cavaleiros do Zodíaco (1986)


Trazendo mais um da série “animes que antes de se tornarem animes já existiam como mangás”, “Os Cavaleiros do Zodíaco” (ou “Saint Seiya”, para a grande maioria) também é outro marcante título dos anos 80 que teve seu roteiro baseado nas páginas das HQs japonesas antes de ganhar os telespectadores do mundo inteiro.

Escrito e ilustrado por Masami Kurumada, a obra literária levou apenas nove meses para chegar até a televisão e ir ao ar em outubro daquele mesmo ano (1986) pelo canal de TV a cabo “Asahi”. Produzida pela “Toei Animation” (a mesma de “Dragon Ball”) e sendo transmitida de 86 a 89, a animação rendeu uma única temporada dividida em três arcos: “Santuário” (do episódio 1º ao 73), “Asgard” (do 74 ao 99, o qual não existe no mangá e foi criado especialmente para o anime) e “Poseidon” (do 100 ao 114).

Levando treze anos para receber uma continuação, a série só voltaria a ser recontada em 2002 com a “Saga de Hades”, um lançamento em OVA que trouxe até o público 31 novos episódios. Além dos 6 filmes que foram liberados de 87 para cá, 2 outros animes foram produzidos pela “Toei Animation”: “Saint Seiya Omega” (de 2012, com 97 episódios) e “Saint Seiya: Soul of Gold” (de 2015, com 13 episódios).

Respaldado na mitologia grega, “Os Cavaleiros do Zodíaco” narra a história de cinco guerreiros que entravam em combate usando armaduras nada convencionais que, amparadas à energia mística conhecida como cosmo, eram capazes de aumentar sua força em proporções inigualáveis.

4 - Sakura Card Captors (1998)


O ano é 1998 e a nova sensação de quase duas décadas atrás é “Sakura Card Captors”, o anime inspirado no mangá de 1996 escrito e ilustrado pelo grupo Clamp.

Contando as aventuras de Sakura Kinomoto, o desenho animado ganha forma quando a menina de dez anos, acidentalmente, liberta as misteriosas Cartas Clow: objetos mágicos que guardam dentro de si distintas personalidades de um poder sem tamanhos. Indo atrás de cada um dos 52 exemplares (isso na animação, pois no mangá só existiam 19), a tarefa da nossa protagonista é capturar todos os cards antes que eles causem maiores problemas pela cidade onde vive – daí o título da franquia “Cardcaptor Sakura”, (no original), que ao pé da letra pode ser traduzido para “Sakura, a Capturadora de Cartas”.

Com 70 episódios divididos em 3 temporadas, o anime produzido pela companhia “Madhouse” e transmitido pela “NHK” conta, ainda, com 3 outros episódios lançados em OVA e 2 longas-metragens, ambos divulgados em 1999 e 2000.

No Brasil, a atração foi exibida pelo “Cartoon Network” (em 2000), pela “Rede Globo” (em 2001) e pelo “Boomerang” (em 2010). Porém, assim como a maioria das produções orientais, em território norte-americano “Card Captors” passou por um intenso processo de americanização (pela “Nelvana”) que não apenas alterou o enredo dos episódios como também modificou os nomes dos personagens e até a trilha-sonora. Alguma novidade?

5 - Digimon (1999)


Outro clássico dos anos 90 que, definitivamente, não poderia faltar por aqui, é o inestimável “Digimon”. E, assim como tantas outras, a franquia que teve suas origens no “Digital Monster” (o bichinho virtual criado pela “Bandai” em 1997 ao lado do “Tamagotchi”) também não demorou para sair do mercado eletrônico e abraçar não apenas o universo das animações televisivas, mas também o dos cinemas, mangás, videogames e até mesmo dos trading card games.

Idealizado por Akiyoshi Hongo, o anime foi ao ar pela primeira vez pela “Fuji TV” em 1999 quando recebeu, de quebra, a produção da já conhecida “Toei Animation” em parceria com a própria “Bandai”. 

Versando sobre as criaturas digitais que habitam o “Digimundo” – uma espécie de universo paralelo formado inteiramente de dados que pode ser acessado através de portais nas conexões de internet –, “Digimon” nos apresenta a um grupo de garotos que é levado até este outro hemisfério para lutar contra as forças do mal que pretendem dominar os dois planos terrestres. Entrando em inúmeros combates corpo a corpo, assim como em “Pokémon”, cada Digimon também passa por um constante processo de evolução que lhes dá mais poder e novas habilidades especiais.

Totalizando, até o fechamento deste post, 332 episódios divididos em 6 temporadas, a série é atualmente movida por “Digimon Adventure tri.” – o assunto do Papo Geek de dezembro do ano passado que você pode conferir por meio deste vídeo:


6 - Yu-Gi-Oh! (2000)


Inspirado no mangá inicial de 1996 escrito e ilustrado por Kazuki Takahashi, a franquia “Yu-Gi-Oh!” é tão exitosa no mercado internacional que, antes mesmo de ganhar os fãs através de seu segundo (e mais conhecido) anime, chegou a render inúmeras releituras para as mais diferentes mídias – dentre as quais se destacam o bem-sucedido jogo de cartas (o “Yu-Gi-Oh! Trading Card Game”, de 1999), diversos jogos eletrônicos e o primeiro (e quase desconhecido do público) anime produzido pelos estúdios da “Toei Animation” (em 1998).

Criado pela “NAS” (“Nihon Ad Systems”) com o apoio do “Studio Gallop”, “Yu-Gi-Oh! Duel Monsters” (como foi chamado no Japão) foi transmitido pela primeira vez em abril de 2000 pela “TV Tokyo” e toma por base as histórias do 8º volume em diante do mangá de Takahashi.

Nos introduzindo à saga de Yugi Muto – um garoto que divide o seu corpo e mente com o espírito de um antigo faraó que o auxilia por toda a série –, a animação foca no popular “Monstros de Duelo”, o jogo de cartas que é febre em todo o globo e move a vida dos milhares de duelistas espalhados por aí.

Com 224 episódios divididos em 5 temporadas, “Duel Monsters” foi sucedido pelos spin-offs “Yu-Gi-Oh! Capsule Monsters” (de 2006, com 12 episódios), “Yu-Gi-Oh! GX” (de 2004, com 180 episódios), “Yu-Gi-Oh! 5D’s” (de 2008, com 154 episódios + 1 especial), “Yu-Gi-Oh! Zexal” (de 2010, com 73 episódios + 1 especial) e “Yu-Gi-Oh! Arc-V” (de 2014, com 104 episódios até o fechamento deste post).

Para mais informações sobre a franquia “Yu-Gi-Oh!”, leia o nosso Tirando da Estante de dezembro passado.

7 - Sailor Moon (1992)


Ainda falando sobre animações vindas diretamente dos quadrinhos japoneses (este, por sua vez, escrito e ilustrado por Naoko Takeuchi), “Sailor Moon” nos leva à trajetória da personagem homônima (que na versão original era chamada de Usagi Tsukino) e suas quatro melhores amigas: garotas que, apesar de à primeira vista, parecerem meninas normais, possuíam a habilidade de se transformar em super-heroínas com poderes para lá de especiais. Representando os principais planetas e corpos celestes do universo, juntas elas se reuniam para combater o mal em uma saga recheada com elementos que vai de astrologia às mitologias grega e romana.

Produzido pela “Toei Animation” (sempre ela) e baseado nos 52 capítulos do mangá publicado entre os anos de 92 a 97 em 18 volumes, o anime foi ao ar no mesmo ano em que a HQ ganhou o mercado e chegou a ser transmitido em primeira mão pela “TV Asahi”.
Com 200 episódios exibidos até fevereiro de 1997 em 5 temporadas, a produção foi sucedida por “Sailor Moon Crystal”, a adaptação em ONA liberada há dois anos que havia sido anteriormente anunciada na comemoração de 20 anos da série (em 2012) – e que você pode saber mais em nosso recente artigo publicado aqui no site.

Popularizando o termo magical girl, a franquia não apenas revitalizou o gênero mahō shōjo como se destacou como um dos pioneiros ao conquistar o público com uma beleza visual que é própria de “Sailor Moon”.

8 - Beyblade (2001)


Por fim, chegamos a “Beyblade”. Assim, com 14 volumes de um mangá criado por Takao Aoki em 1999 exclusivamente para promover os piões de mesmo nome que também virariam febre pouco tempo depois, o anime de 2001 da “Madhouse” ganhou os nossos corações de imediato quando dominou a programação da “Rede Globo”, “Fox Kids” e “Jetix” logo após ter sido exibido pela “TV Tokyo”.

Girando em torno das competições entre os piões-beyblade, os concorrentes (dentre os quais destacamos Tyson Granger/Takao Kinomiya, o conhecido protagonista da trama) batalhavam entre si para decidir quais seriam os almejados campões mundiais do jogo. 

Dividido em três temporadas (“Beyblade”, com 51 episódios; “Beyblade: VForce”, com 51; e “Beyblade: G-Revolution”, com 52) – que juntas somavam 154 episódios –, o clássico foi prosseguido por dois spin-offs de 2008 e 2012: “Beyblade: Metal Saga” (com 154 episódios) e “BeyWheelz/BeyWarriors: BeyRaiderz” (com 26 episódios), respectivamente. Atualmente, a franquia é movida por sua terceira geração (sucedendo “Metal Saga”), “Beyblade: Burst”: título que estreou neste ano e conta, até o fechamento deste post, com 6 episódios já liberados.

Chegando ao fim da nossa nostálgica lista com os 8 marcantes animes da infância de qualquer criança, é com “Beyblade” que finalizamos esta publicação.

MENÇÕES HONROSAS:

Além dos 8 acima listados, gostaríamos de ressaltar, a seguir, outros animes que também fizeram parte da infância de muita gente e não poderiam ser esquecidos neste post tão especial. Assim, destacamos: “Super Campeões” (1983), “Slayers” (1995), “Hunter × Hunter” (1999), “Inuyasha” (2000), “Hamtaro” (2000), “Naruto Shippuden” (2002), “Fullmetal Alchemist” (2003), entre outros.

Quais animações deixamos de fora e, mesmo assim, mereciam algum destaque por aqui? Conte-nos no espaço para comentários mais abaixo.

Créditos

Texto: Marcelo Henrique

As opiniões e ideias apresentadas no texto são do autor e não do site Co-op Geeks

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