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» » » » » Satisfatório e carismático: Esquadrão Suicida [COM SPOILERS]


Juninho Lima 15.8.16


Nesse ano muitos filmes de super heróis lotaram os cinemas de todo o mundo. Vimos heróis contra outros heróis e os vilões não tiveram muito espaço nessas histórias grandiosas, no entanto, o melhor estava reservado pela DC. Criticado por muitos, Esquadrão Suicida é a aposta final da Warner Bros. para o ano de 2016.

Assistimos o filme na pré-estreia e queremos dividir nossas impressões com vocês (mesmo que quase duas semanas depois, nos desculpem), ao mesmo tempo em que analisaremos todos os aspectos do filme. Confira o trailer do longa:


ATENÇÃO: Esse texto CONTÉM SPOILERS sobre a trama de Esquadrão Suicida. Se você ainda não assistiu o filme, essa análise não é recomendada para você. Prossiga por sua conta e risco.

Ousado e carismático


Por ser protagonizado por vilões, "Esquadrão Suicida" é ousado por si só. Muitos estavam apreensivos com as críticas que saíram nos últimos dias ao redor do mundo, no entanto, é recomendável assistir sem ter ideia do que esperar - essa foi a nossa experiência, e provavelmente o motivo para termos aproveitado o longa tão bem.

A história do filme começa logo após o final de Batman vs. Superman – A Origem da Justiça - onde o governo americano teme por novas ameaças causadas por meta-humanos. Com muito anseio e insegurança, eles decidem colocar o plano de Amanda Waller em andamento: formar uma equipe de soldados com habilidades sobre-humanas ou que apresentem um alto risco de periculosidade. Isso acaba juntando os maiores criminosos já conhecidos: Floyd Lawton (Pistoleiro), a ex-doutora psiquiatra Harleen Quinzel (Arlequina), George Harkness (Capitão Bumerangue), El Diablo e Waylon Jones (Crocodilo), todos liberados pelo militar Rick Flag Jr. e sua companheira Tatsu Yamashiro (a Katana) e juntos eles formam o Esquadrão Suicida.

Mas tudo dá errado quando, Magia - um ser maligno que possui o corpo da ex-arqueóloga e namorada de Rick Flag, foge e une forças com seu irmão e os dois pretendem dominar a raça humana, como faziam em séculos passados.

Claro que no final das contas, o time peculiar consegue se livrar da bruxa e libertar a companheira de Flag, e apesar de o saldo no fim das contas, ser satisfatório, nem tudo são flores no novo filme da DC.

Deu certo, mas nem tanto,


Antes de qualquer coisa, vamos lembrar de uma coisa: mesmo que o roteiro original tenha sido refeito devido às péssimas criticas que Batman vs. Superman recebeu, os personagens foram muito bem apresentados e todos os atores foram a escolha perfeita para cada personagem integrante do filme. Todos os atores, sem exceção, tiveram um empenho mais que notável.


Mas apesar do trabalho louvável de cada um, esse glamour dura apenas até o final da apresentação de cada um e fica por isso mesmo, pois a maioria acaba sumindo durante o filme, e isso se deve ao maior erro da produção: um filme que era para focar no time de criminosos acabou dando espaço demais para Arlequina e Coringa, que acaba sendo como uma "faca de dois gumes" para a história.

Como muitos sabem, até então, tivemos vários atores que fizeram o Coringa e que acabaram marcando o cinema com isso, como foi o caso do ator Heath Ledger e Jack Nicholson, entretanto, Jared Leto não conseguiu nos entregar mais do que um excelente Coringa, infelizmente (e isso não chega a ser nem culpa do ator).

O Coringa foi usado como marketing do filme, e todas as notícias acerca da representação de Leto como o palhaço, indicavam uma atuação espetacular, que querendo ou não, geraram muitas expectativas, que devido à má construção do personagem no filme, foram completamente frustradas - mas não é tarde para o ator, já que o Coringa, apesar de ter muito tempo de tela, acaba tendo pouco desenvolvimento.


Tanto nas HQ’s quanto nos cinemas e nas animações, sabemos que o personagem é puramente insano e cruel - ele sempre foi e sempre será mostrado desse jeito, mas no Esquadrão Suicida quiseram mostrar esse lado dele e “um pouco mais” - o que não era necessário. Isso resultou na mistura péssima dessa essência do personagem com o que era para ser um “mafioso maluco”, o que acabou se tornando uma verdadeira decepção somada a paixão mal explicada por arlequina. O que poderia ter evitado isso, provavelmente? Simples, era só colocar mais tempo de tela para todos os personagens do Esquadrão Suicida, e deixar o Coringa ser desenvolvido em algum filme solo do Batman.

A faca de dois gumes em questão e os destaques de Esquadrão Suicida


Apesar do aproveitamento do Coringa ser exagerado em Esquadrão Suicida, nós temos que aplaudir o maior destaque do filme: Arlequina. Margot Robbie é perfeita para o papel e em duas horas de filme ela joga isso na cara do telespectador. 

A atriz não só deu vida à louquinha que todos queriam, como também a deixou mais linda, divertida e perturbada. A inteligência de Arlequina faz com que ela roube a cena quando quiser e isso deixa ela ainda mais adorável (aqui, o exagero em focar na personagem até dá certo).

Noventa por cento do alívio cômico do longa - que não é nada exagerado - se deve à personagem que encanta, apaixona e te faz ficar ansioso por mais.

O protagonismo de Arlequina é evidente e aceitável, no entanto, continuamos achando que o Coringa deveria apenas ser "uma muleta" para a história da vilã, assim como a filha do Pistoleiro é para o mercenário.

Não podemos de destacar também as outras surpresas do filme: El Diablo, o Pistoleiro e a poderosa Magia. Esses personagens, sem dúvida, foram as melhores coisas que o filme pôde mostrar. Will Smith apresenta o diálogo perfeito em cenas de ação, seja engraçado ou sério. Jay Hernandez praticamente incorpora El Diablo e permanece na essência do personagem do começo ao fim do filme, sendo uma das melhores surpresas do enredo (se não for a única). E claro, a atriz Cara Delenvigne, que dá um show ao interpretar  Magia da melhor forma possível: manipuladora e extremamente poderosa. PS: Cara, depois ensina a gente a mexer o quadril no sentido diferente do movimento dos ombros, tá? Amamos aquilo!

Referências e fan service

O QUE FOI AQUELA CENA DA ARLEQUINA E O CORINGA COM OS TRAJES CLÁSSICOS?! Essa referência fez o filme valer a pena pra gente.


Faniquitos à parte, o filme brinca o tempo todo com as memórias dos leitores das histórias em quadrinhos e fãs da DC em geral, além de, é claro, entregar o mais puro fan service com cenas ótimas do Batman (com um traje mais natural do que aquele corpo artificial do uniforme de Ben Affleck em Batman vs. Superman) e até a aparição do "tímido(?!)" Flash de Ezra Miller.

Não podemos esquecer a cena pós-créditos maravilhosa que tema intenção de deixar o público num tremendo hype para "Liga da Justiça", que deve ocupar o espaço de "maior espera" para os fãs das produções da DC.

~Imagem de Fan service gratuito da Arlequina matando a saudade do traje clássico na imagem desse tópico só pra alegrar sua leitura. Juro que procurei alguma imagem da cena da personagem com o coringa, mas não encontrei, sorry~

Na medida 

Diferente de Batman vs. Superman, Esquadrão Suicida não abusa das cenas em computação gráfica, elas estão ali e são facilmente reconhecíveis, mas tudo está no ponto, sem exageros, apenas para complementar as cenas de ação do filme. Destaque para as cenas de Magia e El Diablo - por favor, vamos esquecer aquela cena da pistola em câmera lenta de 30 segundos, ok?



O figurino de todos os personagens é perfeito, e todo esse ar colorido e detalhe, ajuda a destacar o filme, já que ele possui diversos cenários escuros, sendo até difícil acompanhar algumas cenas de ação.


A única coisa que ninguém pode reclamar do longa, é da trilha sonora que foi perfeitamente selecionada e obtém músicas que se destacam sempre ao longo do roteiro perfeitamente.

Injustiçado pela  crítica?


Esquadrão Suicida não é perfeito, mas também não é esse desastre que a crítica especializada tem divulgado. Nós saímos do cinema satisfeitos e pedindo por mais de alguns personagens - já que outros são completamente esquecíveis, sendo um dos pontos mais fracos do filme.

Como um filme de ação, Esquadrão Suicida cumpre o seu papel com cenas empolgantes e alívio cômico na medida. Como um filme de vilões, ele cai no clichê e não impressiona em nada, decepcionando aqueles que esperavam um desenvolvimento que pretendia marcar os cinemas.

O filme é a prova de que a DC e a Warner Bros. ainda precisam de seu grande representante nos cinemas, deixando essa esperança nas mãos de Liga da Justiça e Mulher Maravilha.

Já assistiu Esquadrão Suicida? Não esquece de contar pra gente o que você achou do filme nos comentários!



Ficha Técnica

Título Original: Suicide Squad
Lançamento:  4 de Agosto de 2016
Direção: David Ayer
Elenco: Viola Davis, Jared Leto, Margot Robbie, Will Smith, Cara Delenvigne, Joel Kinnaman, Jai Courtney, Jay Hernandez, Adewale Akkinouye-Agbaje e Karen Fukuara.

Créditos

Texto: Escrito à duas mãos por Juninho Lima e Paloma Cristini

Essa análise apresenta as opiniões e ideias dos autores do texto, que são inteiramente responsáveis pelo que foi escrito.

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