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Juninho Lima 14.12.16


É inegável que o PlayStation 2 foi o berço para grandes jogos de terror que até hoje assustam muitos jogadores. Há 15 anos atrás era lançado "Project Zero" no Japão que no Ocidente é conhecido como "Fatal Frame". O game inovou em suas mecânicas e trouxe uma fórmula inédita para a indústria dos jogos de videogame e hoje iremos tirá-lo da estante.


Terror puro e primitivo


Nada de hordas de zumbis, monstros ou heróis armados até os dentes para resolver qualquer perigo eminente. Fatal Frame aterrorizou os jogadores que até então estavam acostumados com uma fórmula pronta no gênero Survival Horror que foi popularizado por jogos como Resident Evil e Silent Hill, trazendo uma protagonista completamente vulnerável e desarmada que tem o objetivo de encontrar o seu irmão que desapareceu em uma mansão assombrada.

A simplicidade das mecânicas do título desenvolvido pela Tecmo trouxe originalidade e frescor para todos os clichês que eram comuns nos jogos de terror da época, e até os dias de hoje influencia e inspira novas aventuras sombrias - além de suas sequências em jogos, mangás e até mesmo um filme.

Típico terror japonês


O enredo do primeiro título é clichê. Miku Hinasaki adentra a mansão abandonada Himuro em busca de seu irmão Mafuyu - um jornalista que desapareceu no local após investigar um (também) estranho desaparecimento de um escritor de novelas, mas não se engane - o jogo é inspirado em lendas reais japonesas envolvendo uma mansão assombrada - o que deixa o título bastante versátil e multifacetado.

Rituais, mutilações, assassinatos e suicídios são alguns dos temas abordados no background da história que é perturbadora.

A principal inspiração para a criação do game, é a lenda da "real" mansão Himuro, que foi palco de um massacre envolvendo uma família e seus associados, para saber toda a verdade por trás desse mito, assista o vídeo do Video Games Death:


Na busca por Mafuyu, Miku é surpreendida por terríveis espíritos que desejam completar um ritual inacabado, que pode revelar a verdade por trás dos desaparecimentos recentes - mas não pense que essa será uma tarefa fácil - Miku é lenta e tudo que tem para se defender dos terríveis espíritos é uma câmera fotográfica chamada Câmera Obscura - ao ativá-la a perspectiva se torna em primeira pessoa, dando muita imersão e aumentando a sensação de opressão - ponto forte do game - fantasmas mutilados e deformados escondidos entre longos cabelos te esperam na mansão Himuro.

No universo do game, tudo gira em torno de sacrifícios humanos para o fechamento de portais para o mundo dos mortos e dos demônios. Para isso, garotas são criadas e escolhidas para o "ritual do estrangulamento", onde a mais forte e pura é selecionada para o fechamento do portal.

Apelo audiovisual


É comum em jogos de Survival Horror sermos surpreendidos por jump scares ou uma trilha sonora que potencializa os terrores apresentados, no entanto, Fatal Frame escolhe o inusitado ao apostar no silêncio absoluto, onde cada estalo e ruído é utilizado para aflorar a imaginação do jogador que nunca se sentirá seguro - fazendo uso do terror psicológico.

Apesar do minimalismo, o game possui gráficos realistas para a época - os fantasmas possuem aparência perturbadora e a escuridão da mansão Himuro é a pior inimiga do jogador.

Um marco para a indústria dos games



Antes do lançamento de Fatal Frame, os títulos de terror estavam se tornando genéricos, a ousadia de criar conceitos onde menos é mais, fazem do game obrigatório para os fãs do gênero e que apreciam experiências de diversas camadas - acredite, você não se sentirá satisfeito de apenas terminar a história do jogo, facilmente você se verá pesquisando na internet sobre todos os horrores das lendas que inspiram os jogos. 

O título pode ser encontrado na PlayStation Store do PlayStation 3 - se você ainda não conhece esse clássico e é um fã hardcore de jogos de terror, a experiência é obrigatória para você!

Se você já é um fã da franquia Fatal Frame, comemore os 15 anos do lançamento do game no Japão jogando tudo de novo e nos conte nos comentários as suas melhores (ou piores) lembranças com o game!

Créditos

Texto: Juninho Lima

O artigo apresenta opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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