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» » » » » » Nintendo Switch: A batalha pela relevância


Pedro Fernandes 28.1.17


No final do ano passado, a Nintendo finalmente liberou um trailer de seu novo console, após muito falatório sobre o projeto para substituir o falho Wii U. O trailer do Nintendo Switch empolgou muitos, pois era tudo aquilo que a comunidade falava sobre os rumores e acontecimentos da empresa, como a fusão dos times desenvolvedores de console de mesa e portátil.

O conceito de um console híbrido, como foi muito bem apresentado pelos usuários millenials no trailer, foi uma ótima jogada de marketing para mostrar que estamos mudando, mesmo que aos poucos, nossos hábitos de onde jogamos por estarmos em constante movimento. Mas será que essa promessa de versatilidade e qualidade vai se cumprir?

Depois do Hype, informações técnicas

Na madrugada de sexta, 13 de janeiro, a Nintendo organizou um evento corporativo próprio no Japão e outros menores ao redor do mundo para apresentar formalmente o aparelho ao mundo. O lançamento breve, no dia 3 de março, pegou a todos de surpresa positivamente, mas não o seu preço: 300 dólares americanos, ao contrário dos especulados 250 dólares.

Após demonstrações do aparelho rodando jogos, ficou claro que sua potência gráfica é levemente superior ao Wii U, que já é bem defasada considerando seus competidores diretos; o PlayStation 4 e Xbox One básicos. Por isso, a comparação de preços é inevitável. Se os novos modelos econômicos do PS4 e do XOne são justamente 300 dólares, o preço do Switch, menos potente, porém portátil, não é tão justificável.

Com um preço de 250 dólares, provavelmente veríamos mais cenas assim. Com 300, apenas um dos jovens da imagem terá o console em mãos.

Tocando nesse ponto, entramos em outra questão complicada para a empresa. Apesar das declarações de que eles não querem competir com a Sony e a Microsoft, eles competem porque vendem essencialmente o mesmo produto; um aparelho eletrônico dedicado para jogar jogos eletrônicos. Os detalhes dos aparelhos acabam sendo pou~?co relevantes aqui.

O Switch, apesar de atualmente ser vendido como um console de mesa primeiro, também pode facilmente ser considerado um portátil que por acaso se conecta na TV. Isso não é novo ou revolucionário, pois o PSP já fazia isso uns anos atrás. Não dá pro marketing ficar em cima do muro pra sempre, afinal, o Switch é um console de mesa fraco ao mesmo tempo que é um portátil muito poderoso (com bateria fraca). E caro em ambos os casos.

Trunfo: Os (possíveis) Jogos

O Wii U, apesar de ser um fracasso de vendas, possui um ótimo catálogo de games próprios, pois a Nintendo sabe fazer jogos com qualidade. O contraponto disso é que não é possível lançar tantos jogos bons em um curto espaço de tempo, e isso é crucial para manter o console em evidência para os consumidores. Por isso, o apoio de third parties é mais do que essencial. Os jogos multiplataforma (recentes) precisam chegar ao Switch para que seja uma real opção de possíveis compradores ao lado de seus competidores.

Por outro lado, os jogos da Nintendo podem também ser o grande diferencial para atrair a atenção dos compradores. Títulos excelentes foram mostrados, como o clássico Mario e o épico Zelda Breath of the Wild, além de revivals interessantes, como Super Bomberman R (Konami, sua barra ainda não está limpa) e o esquecido (no ocidente) Puyo Puyo. Porém, como a Nintendo é a Nintendo, algumas bizarrices apareceram, como o questionável 1 2 Switch; uma coletânea de minigames contendo coisas como competições de quem come sanduíches mais rápido ou... Quem ordenha mais leite de uma vaca.

E eles ainda tiveram a audácia de cobrar 50 dólares por todo esse leitinho.

Nintendo, minha amiga… Precisamos de mais jogos que olhem para o futuro, como experiências em mundo aberto, e menos coletâneas de mini games baseados em gimmicks, porque a época do Wii já passou. Breath of the Wild, Xenoblade Chronicles 2 e Skyrim parecem mostrar algum direcionamento do que eles são capazes de fazer. Porém, para garantir boas vendas do console, pode ser necessário mostrar que você pode jogar, além dos tradicionais jogos da Nintendo, experiências Triple A como Grand Theft Auto, Assassin’s Creed e outros do gênero onde quiser, mesmo que com os gráficos levemente reduzidos.

Por favor... Seja melhor que excelente.

Créditos

Texto:
Pedro Fernandes
Revisão: Juninho Lima

O artigo apresenta opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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