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Juninho Lima 16.1.17


Faltam poucos dias para o lançamento de "Resident Evil 7: biohazard" e o sentimento é confuso - muitos estão ansiosos para conferir o novo título numerado da franquia, enquanto outros ainda torcem o nariz para as mudanças que o jogo oferece. 

Diferente de tudo o que os fãs já  conheciam, "Resident Evil 7" é singular desde a campanha de marketing, que revelou pouco sobre o que o game irá abordar, até as mecânicas que terão foco na realidade virtual com sua câmera em primeira pessoa.

Embarque nesse preview e saiba o que esperar do novo Resident Evil para enfim decidir se ele vale ou não o seu investimento!

Uma história nova até demais

A sinopse de "Resident Evil 7: biohazard" é intrigante. Ethan Winters está em busca de sua esposa desaparecida, a qual ele acreditava ter morrido dois anos antes - sua procura o leva a uma mansão abandonada no Sul dos Estados Unidos, onde ele enfrentará uma família insanamente violenta e terríveis criaturas.

De cara, a nova proposta apresentada pela Capcom é chocante para qualquer fã de longa data da franquia - afinal, todos estávamos acostumados com uma fórmula pronta, e "Resident Evil 7" tenta trazer os novos ares que a série tanto precisa e, que apesar de radicais, parecem interessantes.



Parte da resistência da base de fãs com o novo título se deve não só pela história que, a primeiro momento, não parece envolver antigos personagens e organizações, mas também pelas mecânicas que são influenciadas por títulos de terror de sucesso, como "Outlast" e a demo jogável de "Silent Hills", por exemplo - que geram comentários do gênero: "Resident Evil não é mais Resident Evil, esse jogo está mais para um [insira o nome de algum jogo de terror em primeira pessoa aqui]".

No entanto, é preciso destacar que títulos como "Resident Evil 5" e "Resident Evil 6" foram responsáveis pelo desgaste da marca que com o passar dos anos se mostrou sem identidade, confusa e quase irrelevante para a indústria dos games - mudanças eram necessárias - mas será que a Capcom acertou dessa vez? Confira o trailer do game:


Muitos esperam ver personagens já conhecidos e até mesmo empresas farmacêuticas por trás do terror que envolve a família Baker - somente tenha em mente que o jogo é um recomeço para a franquia. Colocar um protagonista despreparado em uma situação de sobrevivência é a melhor aposta para voltar às raízes do Survival Horror que consagrou a série no passado, mas espere conexões e menções a eventos e pessoas que já conhecemos.

Welcome Home


A Capcom quer que os fãs voltem a se sentir "em casa" depois de tantos erros cometidos nos últimos jogos da franquia. Pensando nisso, Resident Evil 7 traz de volta vários elementos clássicos, como as salas de save manual, os baús para gerenciar os itens do inventário - que voltou a ser limitado - foco na exploração de cenários e resolução de puzzles, além, é claro, das icônicas ervas verdes e do combate contra criaturas monstruosas.


Sofrendo grande influência do primeiro jogo da franquia, a ideia é que o jogador se encontre em uma situação de alto risco, tendo que sobreviver aos horrores ali presentes sem fazer ideia do que está acontecendo, usando dos recursos disponibilizados e das informações ali encontradas.

Enter the Survival Horror



"Resident Evil 7" não adotou a câmera em primeira pessoa apenas para "seguir a modinha" dos outros jogos do gênero, mas sim para fazer com que o jogador se sentisse "dentro do jogo" e assim, ainda mais vulnerável àquele universo. Além disso, o título tem suporte completo para o PlayStation VR, o que promete aumentar ainda mais a imersão do jogador.

O motor gráfico que será o responsável pelos visual fotorrealista do jogo, é a "RE Engine" - que foi desenvolvida especificamente para a produção de jogos em primeira pessoa com suporte à realidade virtual pela própria Capcom.

Apesar de não serem o suprassumo dos gráficos vistos em jogos da atualidade, a modelagem dos cenários, personagens e inimigos de "Resident Evil 7", impressiona, principalmente se você jogar com o óculos de realidade virtual. 

A sonoridade do game tem a qualidade de sempre, o trabalho de dublagem parece impecável, assim como as trilhas que carregam a identidade do sul dos Estados Unidos, com suas canções tradicionais, ritmos e instrumentos típicos da Louisiana. Um destaque especial vai para a música tema do jogo, "Go Tell Aut Rhody", que é uma versão macabra de uma antiga cantiga infantil:


A mesma influência de sempre

Assim como o primeiro Resident Evil foi influenciado pelo terror dos filmes b das décadas de 70 e 80, "Resident Evil 7" faz referências claras à "O Massacre da Serra Elétrica", "A Morte do Demônio" e principalmente o episódio "Home" da quarta temporada de "Arquivo X". Eu falei um pouco dessas influências lá no canal do REVIL no YouTube, confere aí:


Seria hipocrisia afirmar que "Resident Evil 7" não é um "Resident Evil", ou tampouco, dizer que é menos do que os outros por ter uma proposta muito diferente do que os fãs estavam acostumados. A história é a mesma de quando "Resident Evil 4" estava em planejamento: a série precisava de uma renovação, e a inspiração no início da criação da série, foi a melhor aposta - buscando referências nas tendências de sucesso do mercado dos games e no terror trash do passado - resta saber se o novo título numerado tem o que "Resident Evil 4" tem para ser marcante e influenciador até os dias de hoje.

A aposta final da Capcom


"Resident Evil 7" estará entre nós em menos de uma semana - disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC à partir do dia 24 de Janeiro e promete trazer a franquia de volta às origens do terror, e nós, como todos os fãs, desejamos que todo o potencial que o game apresenta seja executado e que todas as expectativas sejam cumpridas - principalmente por ser o primeiro título de alto orçamento completamente planejado para a tenologia de realidade virtual.  

Apesar de arriscada, a aposta final da Capcom em radicalizar às mecânicas de Resident Evil parecem bem explicadas e oportunas, no entanto, se dessa vez a franquia novamente ter críticas mistas com notas medianas, é bom a empresa planejar um desfecho para a trama iniciada em 1996 e pensar em um reboot.

Se você não terá a oportunidade de jogar o game, nós queremos te convidar para assistir a nossa série que acontecerá no nosso canal do YouTube à partir do dia 24 de Janeiro. Não esqueça de contar nos comentários o que você está esperando do jogo!

Hypômetro Co-op Geeks


Gráficos: 8
Gameplay: 8
Enredo: 10
Personagens: 9
Inimigos: 7Cenários: 10
Soudtracks: 8
Diversão: 10

Hype: 9

Créditos

Texto: Juninho Lima 
Colaboração: Steven L. Andrade

O preview possui ideias e opiniões dos autores do texto e não do site Co-op Geeks.

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