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Vitor Assis 1.3.17


Atire a primeira pedra quem nunca se decepcionou. Infelizmente a vida também é feita de decepções, e os jogos não estão livres disso. Esperamos cada vez mais deles, e seja pelo ótimo trabalho de marketing ou por um jogo anterior de uma franquia ser excelente, embarcamos no hype train facilmente para diversos jogos. Mas o hype pode ser perigoso e sempre há a possibilidade de quebrarmos a cara. Aqui está uma lista de 5 jogos – entre muitos – que de um jeito ou de outro acabaram decepcionando.

Mas atenção: um jogo decepcionar não significa necessariamente que ele seja ruim, apenas que não entregou aquilo que prometeu antes de seu lançamento.


5 – Star Wars Battlefront (2015)


Este é um jogo que deixa com tesão (no bom sentido) qualquer fã de Star Wars. Podemos revisitar lugares icônicos da saga em primeira pessoa como se realmente estivéssemos lá com a ajuda dos gráficos extremamente lindos. A trilha sonora original não deixa a desejar, fazendo com que a sensação gostosa de nostalgia venha forte. Mas é basicamente isso. Diferente do Star Wars: Battlefront II de 2005, o novo Battlefront não possui modo história, nos obrigando a jogar apenas as missões que o jogo nos disponibiliza. E missões essas que em um primeiro momento são divertidas, mas após algumas horas se tornam entediantes, repetitivas e até chatas, mesmo as jogando on-line.

4 – Until Dawn (2015)


Sim, este é um ótimo jogo. A Supermassive Games conseguiu criar um genuíno clima de terror com uma história bem interessante, além dos lindos gráficos. Porém, Until Dawn, utilizando o sistema de escolhas popularizado por Heavy Rain, se vendeu como um jogo repleto de escolhas e caminhos diferentes, onde cada ação levava a uma reação. O tão famoso “efeito borboleta” que foi citado diversas vezes no começo do jogo. Mas quem jogou sabe que não é bem assim.

Em uma primeira jogatina o jogo realmente aparenta ter diversos caminhos para serem escolhidos, mas jogando ao menos mais uma vez as máscaras caem. Em certos pontos mesmo que você não queira seguir tal caminho, o jogo te obriga a fazê-lo, e o jogador na verdade mal tem controle sobre a história. A maior prova disso é que Until Dawn possui apenas um final, e a única coisa que pode ser alterada é quem sobrevive até o amanhecer (além, claro, da cena pós-créditos caso o jogador encontre um item específico durante o gameplay).

3 – Resident Evil: Operation Raccoon City (2012)


RE: ORC veio como um presente de 15 anos da série Resident Evil, e realmente parecia ser um belo presente. Estaríamos finalmente de volta a Raccoon City, mas dessa vez sob a visão da Umbrella através da U.S.S., uma divisão especial de força-tarefa da empresa. E mesmo que personagens clássicos estejam presentes, como Leon, Claire, Jill, e até HUNK, o jogo não agradou muitos fãs.

O fato de ser um spin-off já descarta a possibilidade de ter sido mais um capítulo nunca antes contado na história Raccoon. A história não empolga e as poucas escolhas que existem durante o jogo não influenciam em praticamente nada seu andamento. Ele pode ser divertido para se jogar on-line, mas quem decidir seguir campanha solo vai passar raiva, pois além dos diversos bugs no jogo, a inteligência artificial dos companheiros é extremamente burra, principalmente se tratando de um jogo em que a cooperação é importante.

2 – Duke Nukem Forever (2011)


Foram mais de 15 anos esperando a volta de Duke aos consoles, e mesmo que o jogo tivesse virado piada entre a comunidade gamer devido a sua demora, era esperado que ele surpreendesse, justamente por causa de seu tempo em desenvolvimento. O jogo foi lançado com gráficos sem o menor capricho e com controles e mecânicas péssimas.

Apesar do tempo enorme que o jogo levou, é visível a falta de carinho com ele devido às suas falhas técnicas. É verdade que um jogo não é feito somente de gráficos, e Duke Nukem Forever consegue divertir, mas não traz nada de surpreendente e inovador do que era esperado, sendo apenas mais um jogo esquecível do mercado.

1 – Resident Evil 6 (2012)


Esse sim foi um jogo que prometeu diversas coisas: a volta do horror da franquia, um capítulo épico para Resident Evil, um novo Nemesis, a volta e o encontro de personagens clássicos, como Sherry, Ada, Leon e Chris – com direito a um combate entre os últimos dois ao estilo Guerra Civil –, além do filho do famoso vilão Albert Wesker. O fato é que Resident Evil 6 tentou agradar a todos sem saber exatamente onde chegar.

O terror prometido para a campanha do Leon, se existiu, durou poucos minutos e rapidamente estávamos no meio de explosões e quedas de aviões e helicópteros o Leon tenta, gente. Os vilões possuem motivações que chegam a ser cômicas, e os personagens novos pouco agradam, com exceção talvez de Piers Nivans. Além disso, a história por muitas vezes se torna clichê e óbvia (existe alguém que não sabia o que tinha na catedral antes de chegar nela?).

E para você, qual jogo deveria estar na lista? Deixe suas opiniões nos comentários e lembre-se: evite decepções desnecessárias e exploda o hype train. Você não quer ser arremessado dele depois de uma espera por um jogo que aparenta ser o melhor de todos, não é mesmo?

Créditos

Texto: Vitor Assis

O artigo apresenta opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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