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» » » » » » 5 coisas em The 100 que não fazem sentido


Angelo Prata 3.4.17


Baseado no livro homônimo de Kass Morgan, a série The 100 estreou em 19 de março de 2014 pelo canal americano CW. A trama se passa num futuro pós-apocalíptico, no qual uma suposta guerra nuclear devastou o planeta Terra tornando-o inabitável. Na época das bombas, 12 estações espaciais estavam em órbita e se uniram formando a Arca, com o objetivo de aguardar que o mundo se regenerasse novamente.

Os habitantes da Arca teriam que aguardar cerca de três séculos para retornarem à Terra, porém, 97 anos depois os líderes decidem enviar 100 adolescentes criminosos para verificarem as condições de vida, pois devido a superpopulação da estação espacial todos os crimes cometidos por maiores de 18 anos eram punidos com a morte. Por isso, só os menores de idade eram presos até atingirem a maioridade e serem julgados novamente, o que os torna “dispensáveis” aos olhos do conselho.

Mesmo sendo um programa com uma premissa teen, The 100 surpreende por seu elenco bem diversificado e sua história densa sobre o peso da liderança. Com o passar das temporadas o universo da série ficou mais rico, o que não impediu os produtores de deslizarem em alguns momentos da trama que você confere a seguir:


Atenção!! Já avisando que o post contém spoilers das quatro temporadas de The 100... Leia com cuidado!



1- O sumiço dos personagens

Apesar do nome, a série não possui 100 protagonistas. Focando somente em alguns deles conforme o desenrolar da história. O problema é a inserção de vários personagens secundários que somem de uma hora para outra.  Só para citar dois exemplos: no episódio piloto somos apresentados a Callie Cartwig (Kelly Hu) que aparenta ser uma amiga próxima de Abi Griffin (Paige Turco), depois disso ela desaparece do nada!

Este outro personagem apresentado na segunda temporada chamado de Kyle Wick (Steve Talley), chega a viver um romance prematuro com Raven (Lindsay Morgan). O que aconteceu com ele? Até agora queremos saber.

2 – O novo surto de Bellamy

Na primeira temporada o personagem interpretado por Bob Morley teve seus motivos para ser um verdadeiro pé no saco. Ele precisou realizar muitas boas ações no segundo ano da série para se redimir e fazer os espectadores gostarem dele. Todo esse esforço vai por água abaixo quando resolvem transformá-lo em um adolescente estúpido que começa a matar os terrestres sem uma justificativa plausível.

A atitude que Bellamy teve na terceira temporada não condiz com sua evolução durante o andamento do enredo. Fazendo o personagem regredir de maneira catastrófica, só para ser perdoado nos episódios finais do terceiro ano.

3 – A nightblood de sangue vermelho

Logo na metade da primeira temporada, a série nos apresenta Anya (Dichen Lachman), líder dos terrestres. O que não sabíamos na época é que existe todo um misterioso ritual na escolha desse comandante, no qual somente aqueles que possuem o sangue preto podem participar.

No episódio 2x3 Anya é baleada e morre nos braços de Clarke, mas seu sangue é vermelho. Deixando um ponto de interrogação enorme na cabeça dos mais atentos a história.

4 –  A morte de Lexa

Já foi explicado milhares de vezes o motivo pelo qual a personagem da atriz Alycia Debnam-Carey teve que morrer. Ela está com um dos papéis principais também em “Fear the Walking Dead”, mas isso não justifica o fato de que tudo aconteceu de forma muito tosca, tornando-se motivo de revolta dos fãs.

A morte de Lexa afetou a série de tal maneira que o próprio produtor executivo, Jason Rothenberg, teve que se desculpar com textão. O caso ficou tão sério que rolou um debate sobre a relevância e descarte prematuro de personagens LGBTQ nas séries americanas e o programa sofreu boicote por parte do público.

5 – Clarke repetindo os erros da mãe

No fim do terceiro ano, Clarke descobre que a Terra não está a salvo. Em poucos meses as usinas nucleares irão derreter e tornar a superfície inabitável. Porém, mesmo precisando da ajuda de todos para resolver o problema, a protagonista escolhe manter segredo. O curioso é que esse foi o mesmo motivo pelo qual ela brigou com sua mãe durante a primeira temporada. Faz sentido? Nem um pouco.

O povo da Arca já demonstrou que sabe trabalhar unido e está disposto a fazer sacrifícios para salvarem seus entes queridos. Como foi o caso das pessoas que morreram para poupar oxigênio no episódio 1x5. Ainda assim, a jovem líder dos skykru simplesmente tem um lapso de amnésia e repete a mesma falácia.

Além dos problemas

The 100 é uma série que aborda diversos conflitos e isso foi o que mais me chamou a atenção. O problema é que não se pode deixar certos detalhes da história de lado como se não tivessem acontecido. Apesar de tudo, o programa mantém-se interessante até hoje, e o canal CW confirmou a 5ª temporada este mês. Vamos torcer para que os produtores achem um ponto de equilíbrio e comecem a ter consideração pela opinião dos fãs.

No Brasil a série é exibida pelo Warner Channel e também está disponível na Netflix.



Créditos:

Texto: Ângelo Prata
Revisão: Felipe Lima

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