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Gabriel Borges 25.4.17



Entre os jogos indie, Undertale é bem popular. Parte disso foi a grande repercussão de teorias, possibilidades e escolhas que o jogo proporciona ao jogador. Criado por Toby Fox, o jogo recebeu em 2016 uma indicação no Vídeo Game Awards na categoria "Melhor História" competindo com grandes nomes como: Until Dawn, The Witcher 3 e Life is Strange, uma marca muito grande para um  jogo lançado com apenas um produtor: Toby Fox  escreveu  o roteiro, compôs a trilha sonora e programou o jogo de forma totalmente independente. Inspirado em jogos de 8 bits como Mother (1989) e Mario World e algumas séries. O jogo foi anunciado em 2013 e lançado em 2015, e possui três finais diferentes, muitas possibilidades, cabendo a você decidir o que o protagonista vai fazer.  

O Mundo dos Monstros

A introdução do jogo traz uma curta explicação que situa o jogador no local ao qual o personagem está, e o insere ao mundo dos monstros: "Antigamente os humanos e os monstros viviam em paz, até que um dia houve uma guerra. Os humanos se saíram vitoriosos e selaram os monstros no subsolo com um feitiço".

Uma criança que andava no "Monte Ebott" acabou caindo e é ai que o jogo começa.


Uma das coisas que fazem Undertale ter a fama que tem, são as possibilidades. No jogo o protagonista é você, sendo assim quem faz as escolhas e decisões que afetam o jogo é somente você. O efeito borboleta, que vem sendo muito apresentado recentemente, é a principal mecânica do jogo, sendo assim "Cada ação, sua consequência".

O Jogo é Imersivo

Além de reflexões e puzzles, o jogo tem personagens muito divertidos e que com certeza você vai gostar, além do tempo passar rápido e proporcionar emoções ou alguma identificação com os personagens, como os irmãos Sans e Papyrus que tem uma relação um tanto engraçada, entre outros personagens que lembram nossos dias, como sonhos de carreiras, amigos queridos e situações que nos fazem repensar.

Além de fazer críticas ao nosso mundo, como guerras e atitudes desnecessárias, programas influenciadores e exagerados, entre outros...

Confirmado pelo próprio criador, o protagonista (Frisk) é andrógeno, sendo assim tornando o jogo ainda mais imersivo, com um personagem não necessariamente masculino ou feminino você pode dar mais características suas.

Com mapas variados e um clima de familiaridade, Undertale é aquele tipo de jogo que em poucos minutos você se localiza facilmente, além de descobrir a história do jogo e dos personagens durante o game, vale lembrar que para descobrir 100% do mundo de Undertale será necessário jogar mais de uma vez. O game deixa algumas coisas em aberto, bom para alguns já que o jogo fica vivo para teorias e mais teorias, e ruim para aqueles que buscam respostas concretas. 


Independência 

O jogo foi produzido de forma independente por Toby Fox que escreveu o roteiro, programou o jogo e compôs uma  trilha sonora  impecável, que é um dos principais pontos do jogo, assim como To The Moon, Undertale é um dos jogos mais populares de 8 bits, popularizado por sua história, reflexão e trilha sonora.

Reflexão

O jogo em si é bem reflexivo, as dúvidas e as teorias dos jogadores é o que deixam o jogo vivo e com um espaço em nossos corações. Você pode concluir o jogo em três finais diferentes, e cada um deles pode refletir em quem você é.

Um dois maiores pensamentos em Undertale é que você não precisa matar nenhum monstro, mas mesmo assim a maioria dos jogadores conseguem o final neutro em uma primeira jogada. O que isso significa? Jogue Undertale e depois volte nesse artigo e deixe sua reflexão.
  

Vale a pena?

Além de um clima retrô que pode causar nostalgia, Undertale é muito simples, porém grandioso. O jogo infelizmente está em inglês e foi legendado de forma não oficial. E está disponível apenas para Windows e Mac (Steam), sendo assim você pode jogar sem ter o melhor computador do mundo, você pode aproveitar grandes possibilidades e passar o tempo, além de ser um mega jogo que mostra que não é preciso ter os melhores gráficos ou uma grande produção, apenas força de vontade, criatividade, dedicação e determinação!


Créditos:

Texto: Gabriel Borges
Revisão: Bruno Bolner

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