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Douglas Hungaro 11.4.17


S09E02 She Done Already Done Brought It On

Começamos o segundo episódio com a revelação de quem seria a décima quarta competidora: Cynthia Lee Fontaine e seu Cucu avassalador. Cynthia conquistou o público na temporada passada por ser companheira e por ser divertida, mas as queens dessa edição não parecem nada animadas com a chegada dela. Quando eu soube que seria ela que voltaria (é quase impossível fugir de spoilers quando você tem Twitter) eu já imaginava que o programa iria explorar a questão do câncer - pra quem não sabe ela foi diagnosticada com câncer no fígado e conseguiu entrar em remissão após um tratamento e isso foi abordado brevemente na Reunion da temporada passada - e eu estava certo: em menos de um minuto após a revelação o assunto já entrou em pauta no workroom


O retorno de Cynthia causou um frisson nas novas competidoras e algumas não ficaram NADA satisfeitas com isso (Shea Couleé fez a linha solidária fake e Kimora já tá incomodada com outro popozão aparecendo na área pra disputar o lugar ao sol) e outras estão todas cagadas de medo de saírem “porque ela conhece a competição”. Meus olhos reviraram nessa hora, gente… Alguém avisa que por mais que a pessoa conheça a competição o que importa no final é a opinião de Mama Ru? Nem as redes sociais conseguem ditar uma vencedora…

Daí Lisa Kudrow entra no workrook e as bichas ficam louquíssimas e o que se segue e uma cena extremamente constrangedora: RuPaul explica que seu bordão “Hello hello hello!” é baseado em uma personagem que a Lisa fazia na série The Comeback e aí Mama Ru pede pra ela fazer uma piada (não apenas uma, mas três vezes) e aí ela vai embora. Tipo… gente?! OI?! Ela só apareceu pra isso?! Espero que ela volte como jurada porque essa participação foi super desnecessária. 



RuPaul escolhe Nina Bo'Nina Brown e Cynthia Lee Fontaine para serem as líderes e formarem um grupo para o maxi-challenge desta semana: uma apresentação de cheerleaders. Preciso pontuar uma coisa com relação às escolhas dos times: Jaymes sendo chamado de underdog/azarão - todo mundo tá percebendo Jaymes como a drag cotada desta temporada, mas essa situação foi super desagradável porque as drags ficaram tirando sarro dela na cara dela. Triste.

São formados então dois times: Rupaul’s Glamazons e B-52’s Bombers. Temos então aquela mesma história de sempre com os times discutindo para ver quem ficará com qual papel, algumas pessoas querendo mais atenção do que as outras e todo aquele drama que não surpreende mais ninguém. 



Esta temporada parece estar mais politizada e focando em temas como o bullying e LGBTfobia e eu creio que isso se deva à eleição de Donald Trump como novo presidente dos EUA. Será que talvez seja por essa “necessidade” de focar nesses assuntos é que não temos mais mini-challenges? Fica a dúvida…

Sobre o main challenge deste episódio só tenho uma palavra pra definir: CORAGEM. A música cantada pelas equipes foi bem bobinha, as coreografias estavam meio descoordenadas e as acrobacias foram desastrosas! Creio que a culpa não foi das drags, mas do pouco tempo de preparação prévia. Nem tudo foi ruim e algumas queens surpreenderam, mas no geral foi um desafio bem ruim… 



Finalmente tivemos o desfile com o tema White Party Realness e os convidados foram os B-52’s (Kate Pierson, Fred Schneider e Cindy Wilson compareceram). O problema é que a participação dos três integrantes da banda como jurados acabou ficando meio apagada - o que foi uma pena. 

A vencedora foi Valentina com seu look de noiva e o bottom two foi Jaymes Mansfield vs. Kimora Blac. Elas dublaram a música Love Shack (que surpreendentemente possui mais vocais masculinos do que femininos e ficou bem estranha) e Jaymes acabou sendo eliminada. Não foi surpresa pra ninguém, visto que Jaymes não conseguia se expressar e ficava sempre à sombra das outras participantes. 

S09E03 Draggily Ever After

Essa temporada está tão fraca de discussões e shade que a edição está tendo que procurar pêlo em ovo pra poder causar impacto. No início do terceiro episódio a Trinity Taylor está recalcadíssima por causa da vitória da Valentina a ponto de revirar os olhos apenas pelo fato de ela estar rezando para a Virgem de Guadalupe. Dá pra perceber que Trinity não é uma má pessoa, mas a edição precisa colocar um pouco disso senão a temporada vai ser mais chatinha do que já está sendo. 

O desafio principal da terceira semana foi criar um conto de fadas onde as drags seriam as princesas e teriam um mascote/ajudante e elas teriam que fazer a própria roupa. Foi uma ideia muito interessante, mas que não deu muito certo… 
Os looks tiveram que ser criados pelas participantes e surpreendentemente (só que não) temos uma drag que não sabe costurar. Eu sinceramente não consigo entender como uma pessoa consegue fazer a audição para o programa e não ter o mínimo de preparo para os desafios! 



Aja está confiante porque diz que costura 95% do que ela usa e garante que irá arrasar no desafio principal por causa disso, mas no primeiro episódio ela ficou mostrando um monte de coisas que ela ganhou de designers hypados. Fiquei confuso nessa hora, mas enfim… 

Lembram quando eu disse que essa temporada parecia estar mais politizada e etc? Temos nesse episódio a comprovação: o ataque à boate Pulse, em Orlando. As participantes contam suas experiências e foi bem intenso porque algumas drags conheceram pessoas que acabaram morrendo naquela noite. Foi de certa forma uma maneira de reforçar a importância da união que deve haver na comunidade LGBT e aproveitar a oportunidade e visibilidade do programa para trazer de volta essa discussão sobre o atentado. 



Os convidados desta semana foram Todrick Hall e Cheyenne Jackson. A vencedora do desafio foi Trinity Taylor e o bottom two foi entre Kimora Blac e Aja, mas Kimora acabou sendo eliminada. 



Créditos: 

Texto: Douglas Hungaro
Revisão: Felipe Lima

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