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Mateus Henrique 13.5.17


Corra! (Get Out) Um dos grandes motivos para toda a atenção que o filme recebeu foi o fato dele embasar em uma questão bem delicada: racismo. Intitulado pelo diretor como sendo um thriller social, Corra! aborda o terror na visão afro-americana - mesclando questões sociais e seus efeitos nos indivíduos. Porém, não é um filme sobre racismo. É um filme que usa racismo como uma ponta de ligação de toda trama. Há uma grande diferença.



Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

Daniel Kauluya, apesar de ter poucos trabalhos, já é bem conhecido. Ficou conhecido por causa de um episódio de Black Mirror, onde já conseguiu fãs pela sua atuação. O ator, novamente, se destaca pela sua interpretação, conseguindo se adaptar a vários momentos (inclusive, ele assinou para estrelar outro trillher). Outros atores, apesar de não terem grandes nomes, também se saem bem em suas atuações, sendo totalmente satisfatório.

Jordan Peele, diretor estreante, trabalhou, em sua maior parte, com filmes de comédia. E apesar de não ter experiência com filmes de terror, ele se sai muito bem – com toda a atmosfera aprisionadora e perturbadora.


Com orçamento de apenas 4 milhões, o filme já arrecadou mais de 200 milhões (será que um branco perseguido por negros daria tanto sucesso?). O filme é um sucesso de bilheteria e crítica. É um dos poucos filmes que tem 99% no Rotten tomatoes. Mas, não vá assistir esperando uma obra prima do gênero (muito longe disso). É o tipo de filme que você terá o prazer de assistir apenas uma vez.

Não se engane ao querer utilizar este filme como referência em algum debate. O preconceito é usado de forma superficial e, na verdade, no final do filme, você percebe que a cor de pele é apenas um mero detalhe. Existem outros títulos de terror que abordam de forma bem mais profunda o racismo, como, por exemplo, Cão Branco (1981).

Por fim, apenas vá correr para assistir essa obra que, sem dúvidas, é uma das melhores do ano.

Créditos:

Texto: Mateus Henrique
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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