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» » » » » Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (SEM SPOILERS)


Bruno Bolner 27.5.17


Piratas do Caribe estreou e, como era de se esperar, traz seus personagens icônicos para mais uma aventura nas telonas. O filme revive, mais uma vez, a fórmula dos outros filmes, tem cenas hilárias, ótimos efeitos especiais e maquiagem e um enredo divertido, com direito a nostalgia aos primeiros filmes. Subam a bordo e icem as velas.

Enredo
Em A Vingança de Salazar, temos o primeiro grande inimigo de Jack Sparrow, Salazar, querendo se vingar de todos os piratas do mundo, começando por Sparrow, pela maldição que o nosso pirata favorito o acometeu, quando era apenas um aprendiz de pirata. Para isso, Salazar, que está preso no Triângulo do Diabo com seus espectros, envia o jovem Henry para entregar uma mensagem à Sparrow e, nesse trajeto, o rapaz, que está procurando um meio de acabar com a maldição de seu pai, acaba encontrando Carina, uma astrônoma que quer conhecer mais sobre seu passado e encontrar o Tridente de Poseidon, uma relíquia que controla o poder de todos os mares. Os dois, Henry e Carina, acabam se juntando à Sparrow e Barbossa nessa aventura pelos mares, enquanto Salazar os persegue buscando cumprir sua vingança.

Personagens


Os personagens que retornam neste filme trazem seus trejeitos característicos, mas não são mais tão carismáticos quanto antes. Sparrow continua sendo Sparrow, sempre com uma resposta inusitada na ponta da língua, seus trejeitos malemolentes e engraçados, porém, parece que o personagem perde o ar da graça em alguns momentos. Já Barbossa, retorna com seu troca-troca de lado, se juntando ora com Salazar, ora com Sparrow, ora com ele mesmo, fazendo seu próprio jogo para continuar como o rei dos mares. Ambos sofrem com atuações mecanizadas e questionáveis.

Dos personagens novos, Henry e Carina tinham potencial, mas foram pouco desenvolvidos, sendo utilizados apenas para fechar as pontas do enredo e justificar a utilização de certos elementos. Os dois são introduzidos para substituir os papéis de Will e Elizabeth Swan, da primeira trilogia, mas os personagens não conseguem chegar lá, ficando de suporte para o desenvolvimento da trama. Os diálogos entre eles, na maioria birrinhas à lá Will e Swan, chegam a ser um tanto patéticas, com direito a piadas sem graça e tudo. Enquanto Henry quer encontrar uma forma de acabar com a maldição de seu pai, Carina traz uma nova lenda, carregada com ela desde que fora deixada num orfanato. Seu único bem de família é um livro, que remete ao Mapa Que Os Homens Não Podem Ler, lembrança deixada por seu pai e que a motiva na sua busca pelo Tridente.

Salazar é o personagem que salva os novatos, e as atuações em geral. Cheio de malícia e força de vontade, o vilão da vez é um cara decidido e faz o que quer, e o que pode, para acabar com Sparrow. Totalmente sem piedade, ele destrói todo e qualquer navio pirata que encontra e mata praticamente toda sua tripulação, deixando apenas uma pessoa viva para contar a história. Seu ódio é sentido nas palavras que pronuncia.

Fórmulas



Falando dos efeitos do filme, eles são incríveis. Desde o assalto à um banco até as batalhas nos mares, os detalhes são sensacionais. Com exceção da animação do Jack Sparrow jovem, é um elemento que toda a franquia sempre soube utilizar. A trilha sonora também é um ponto positivo do longa. Já os efeitos 3D não são tão interessantes, então, se não quiser pagar um preço tão alto, a experiência tradicional será praticamente a mesma.

Os diálogos, por mais que tragam algumas sacadas bacanas, são falhas nas suas piadas, reutilizando fórmulas que funcionaram nos primeiros filmes, mas que não servem mais. A construção de momentos dramáticos ou românticos são pobres, sem deixar espaço para o espectador se sensibilizar com a cena. Em contrapartida, as cenas de ação e aventura são bem ensaiadas e cumprem bem seus papéis.

Enquanto a franquia sabia introduzir novos personagens nos filmes anteriores, em A Vingança de Salazar isso não acontece. Mesmo com as reviravoltas em seus núcleos, eles não conseguem ser interessantes e são ofuscados pelos demais. Até os piratas de Sparrow acabam sendo mais carismáticos. Vale ressaltar a participação especial de Paul McCartney, que foi um dos pontos altos do filme.

No fim das contas, o filme é divertido, tem boas doses de humor e traz algumas cenas hilárias, além de resolver pontas soltas dos filmes anteriores. Porém, com ele, percebemos que a fórmula de sucesso de Piratas do Caribe está ficando defasada e precisa ser revista. Ou a guerra é ganha, ou o barco afunda!

Créditos:

Texto e Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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