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Gabriel Borges 18.7.17


League of Legends é um jogo muito popular em quase todo o mundo, com isso, temos diferentes públicos, de diferentes idades. Infelizmente é comum em toda comunidade gamer ter algum tipo de preconceito, esses jogadores tóxicos acabam destruindo a harmonia e o trabalho em equipe do jogo. Por diversas vezes em partidas, já vi muitos jogadores com atitudes machistas como "Você joga muito mal, parece uma garota", "tá jogando ruim assim, vai lavar uma louça" e outros piores que prefiro não citar.

Comentários homofóbicos como: "Joga como homem", "Para de viadagem" e outros impropérios também são muito comuns de se ver. Ofender outros jogadores para se sentir melhor ou culpa-los como motivo da "Derrota" acontece em 80% das partidas.

A empresa Riot já se pronunciou que em algum momento teremos personagens LGBT+ sendo representados no jogo, algo que todos podemos concordar que estava mais que na hora. Dentro da comunidade de jogadores de LOL os dois casais mais famosos criados pelos fans é o casal Taric e Ezreal e o casal Vi e Caitlyn, personagens, mesmo de um jogo, estão sempre dentro da imaginação e interpretação de cada um, e esses ships tão famosos no meio de uma comunidade tóxica só demonstram que todos podem apreciar todo tipo de jogo, indiferentemente da sua orientação sexual ou gênero, e que esse tipo de representação é importante.

Não pense que toda a comunidade do League of Legends é tóxica, mas infelizmente é uma parcela realmente grande, e temos muitas pessoas boas, que de alguma forma acabam se destacando melhor do que os jogadores tóxicos, além disso, como um jogo muito popular, League of Legends tem uma grande diversidade. Pessoas que por um lado podem acabar quebrando certos preconceitos com a comunidade. Nesse texto nós iremos apresentar quatro dos maiores streamers LGBT+ de League of Legends e como eles tem quebrado barreiras para se fazerem notar e outros jogadores da comunidade gaymer.

Queen B (Raphaela De Laet)

Raphaela De Laet, mais conhecida como Queen B é a transgênero mais famosa streamer de League of Legends existente no Brasil e bastante influenciadora. Queen B está presente na comunidade do jogo por um bom tempo, chegando a apresentar alguns programas e ser muito aclamada pelos jogadores, tendo uma grande fama, uma fan-base enorme e respeito dos jogadores.

Canal na Twitch - Queen B

Samira Close (Wenner Pereira)


Samira Close é uma Streamer que tem o seu próprio estilo, suas lives tem um toque especial pois são muito engraçadas. Ele se caracteriza como Drag Queen.

Não recomendo que você veja uma de suas lives perto de sua familia tradicional, pois as piadas são um pouco pesadas, em relação ao seu vocabulário um tanto peculiar. Samira também faz sucesso sem ter essa caracterização, em diversas lives seus fans pedem para que ela não passe por sua transformação. Faz sucesso de qualquer jeito né mores?


KamiKat (Gabriel Bohm)

Gabriel Bohm ou Kami é um jogador profissional do jogo, saiu de sua casa na sua adolescência para morar na "Game House" aonde treina e mora com o seu time. O jogador atua no time "Pain Gaming" e fala abertamente sobre sua orientação sexual e reforça que quando foi a publico com ela, mostrou que pelo fato dele ser uma figura publica e por ser um ídolo do LOL, gostaria de mostrar que independente de sua opção sexual ele ainda era um jogador, uma pessoa, um ser humano e que ser ou não homossexual não mudaria nada em sua vida, tentando acabar com o preconceito e mudar alguns conceitos de certos jogadores.


Hugo Nasck

Hugo Nasck é youtuber e streamer não-binária de LOL, uma pessoa extremamente gente boa que também faz suas lives com um pouco de humor e sua carisma contagiante. Acredito que muitas pessoas conheceram o termo Não-binário por causa dela, que significa que ela não se identifica com qualquer identidade de gênero, e graças à ela ou elx muitos jogadors talvez até tenham mudado alguns conceitos sobre a questão de gênero. Ela tem uma grande quantidade de fãs e esta se destacando e crescendo cada vez mais, tanto no Youtube como no LOL.


Todos os influenciadores citados acima tem um canal no Youtube ou um canal na Twich, e além disso todos eles sofreram ou sofrem hate de inúmeros trolls de internet, mas ainda estão aí representando a comunidade LGBT para combater as grandes e pequenas atitudes tóxicas que assolam jogos de grande porte como League of Legends, diminuir a violência que ocorre afora em fóruns e jogos online e melhorar a nossa comunidade gamer no Brasil.

Créditos

Texto: Gabriel Borges
Revisão: Felipe Lima e Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões e ideias do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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