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» » » » » » » » » » Malévola 2: Dona do Mal - desconjuntado, porém divertido (review)


Felipe Cavalcante 22.10.19


Malévola (2014) protagonizado por Angelina Jolie foi um dos sucessos da Disney que despontou uma nova leva de remakes e reimaginações dos clássicos dos contos de fada durante anos, mas agora a sequência da história da fada madrinha de Aurora (Elle Fanning), chegou com Malévola: Dona do Mal, onde cinco anos depois um novo conflito atravessa o relacionamento das duas quando o Príncipe Phillip (Harris Dickinson) pede a princesa Aurora em casamento, muito para descontentamento tanto de Malévola, quanto da mãe do Príncipe, a Rainha Ingrith, interpretada por Michelle Pfeiffer, que guarda um segredo sombrio...


Malévola ainda nessa sequência continua não sendo a grande vilã que conhecemos em A Bela Adormecida, e esse filme ironicamente, apesar de ter o seu nome tem um foco bem maior na princesa Aurora. Com o pedido de casamento de Phillip, a princesa tenta estabelecer a paz entre sua "fada madrinha", que desaprova completamente o casamento e a família do seu noivo no reino vizinho, porém, a partir do momento em que Malévola acredita que Aurora irá abandoná-la para se unir a outros humanos e "causa" em um jantar desastroso um conflito entre fadas e os humanos se escala. 


Malévola - Dona do Mal, contudo é um filme inchado e desnecessariamente longo, e mesmo com todo o seu tempo não consegue desenvolver todas as suas ideias. Ele apresenta novos personagens, novas criaturas e até mesmo o novo reino, porém nada disso tem muito tempo para ser desenvolvido. Mesmo a fantástica interpretação de Angelina Jolie como Malévola acaba não tendo foco suficiente e se outros personagens  agora acabam tendo mais coisas pra fazer, nenhum deles tem desenvolvimento suficiente. Esse é um daqueles filmes em que se um personagem falasse com o outro, uma grande parte do conflito seria resolvida. Sem falar que essa sequência conflita com as regras estabelecidas no filme anterior, quando não joga algumas coisas do nada. Na verdade, esse filme cria muito mais perguntas do que realmente as soluciona. 


Michelle Pfeiffer consegue convencer muito bem como a vilanesca rainha Ingrith, contudo o roteiro não dá muita coisa pra ela trabalhar. A vilã não parece ter muita motivação sobre seus atos e o jeito que os personagens acabam descobrindo o seu plano do mal acaba sendo muito mais por acaso do que por uma real motivação. Elle Fanning continua sendo uma atriz excelente, porém num papel muito limitador para ela, mesmo que Aurora tenha mais conflito e mais coisas para fazer. Outro ator que também está subutilizado aqui é Chiwetel Ejiofor, como Conall, um dos fadas da espécie de Malévola que não tem muito o que fazer no filme, exceto por alguma exposição e poucas cenas feitas num belíssimo CGI e Ed Skrein, que interpreta Borra, tem muito menos ainda. 


Os efeitos especiais, porém, são realmente muito bem feitos. O design das diferentes criaturas mágicas e das fadas é bastante rico, além dos efeitos dos locais novos e da batalha final, além dos figurinos, que desde as roupas das rainhas, os vestidos da Aurora e as roupas da Malévola continuam a linha do primeiro filme de serem todos impecáveis. 


Enquanto que o primeiro Malévola é econômico, bem fechado, esse segundo filme tem elementos demais e pouca história coesa, deixa muito mais perguntas que as soluciona, além de ter muitas ideias interessantes e elementos novos que poderiam ter sido muito mais bem explorados, mas ele serve bem como um filme pipoca. 

Créditos

Texto: Felipe Cavalcante
Revisão: Felipe Cavalcante

O texto apresenta opiniões do autor antigo e não do site Co-op Geeks.

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