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Otávio Vislley 18.11.19

O New French Extremity (Nova Extremidade Francesa), nome dado pelo crítico James Quandt para classificar alguns filmes franceses que surgiram no final dos anos 90, com Sozinho Contra Todos, de 1998, dirigido por Gaspar Noé, como um de seus primeiros representantes, é um subgênero cinematográfico muito comparado ao Torture Porn americano, porém, existem diferenças entre ambos.

Diferente daqueles filmes em que assistimos para vermos pessoas bonitas sendo torturadas até a morte (Torture Porn), os filmes do New French Extremity, por mais que pareçam, não são apenas 90 minutos de violência gratuita. Há sempre uma crítica social e um tabu sendo quebrado, com diálogos irreverentes e com falta de pudor.

Por conta da violência extrema (inclusive contra grávidas), canibalismo, automutilação, tortura psicológica e muito sangue (muito sangue), não são filmes recomendados para o grande público. Possuem um conteúdo amargo e reflexivo, que dificilmente será divertido de assistir, então, se você está acostumado com os blockbusters hollywoodianos, pode estranhar num primeiro contato.

Os agonizantes plano sequência, movimentos de câmera, ruídos e luzes, podem desorientar o espectador, porém, são estes detalhes que tornam a experiência única e imersiva. “Única” porque dificilmente você repetirá a dose.

Em resumo, o subgênero trata-se de uma lupa, que transita em meio a parte mais repulsiva do ser humano, mostrando seus fetiches, suas peculiaridades e seu lado mais cruel, de maneira exagerada, com o objetivo de mexer com o psicológico do espectador. Uma experiência, por vezes sensorial, que exigirá, no mínimo, uma estabilidade emocional.

Se você leu até aqui e se sentiu interessado, segue uma lista de indicações:


1. Martyrs (2008)
2. Irreversível (2002)
3. A Invasora (2007)
4. Em Minha Pele (2002)
5. Alta Tensão (2003)
6. Grave (2016)
7. Sozinho Contra Todos (1998)
8. Eles (2006)
9. (A) Fronteira (2007)
10. Vingança (2017)

Antes de assistir aos filmes, verifique a classificação indicativa, pois a grande maioria (senão todos) são classificados +18.

Créditos:

Texto: Otávio Vislley
Revisão: Bruno Bolner

O texto apresenta as opiniões do autor do artigo e não do site Co-op Geeks.

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