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Felipe Cavalcante 23.2.20


Locke and Key, a nova série da Netflix, baseada numa série de HQs escrita por Joe Hill chegou na rede de streaming e traz uma narrativa interessante, criativa e com toques de terror muito bem.

A história segue a família Locke - Nina Locke e seus três filhos: Tyler, Kinsey e Bode - que se mudam para a ancestral mansão Lockehouse, onde o pai da família, Rendell, viveu na infância, na cidade de Matheson, fugindo de um trauma e tentando recomeçar. Contudo, a medida que eles passam mais tempo ali percebem que aquela casa guarda muitos segredos. Os três descobrem várias chaves mágicas que concedem poderes e habilidades mágicas para aqueles que as possuem, e quanto mais eles desvendam os mistérios daquele lugar, mais percebem que eles estão conectados com o assassinato de seu pai.


A série possui uma fotografia muito bem feita, com a locação da Keyhouse sendo o centro de tudo, além dos seus arredores, com cemitérios, cavernas misteriosas e o colégio interno servindo muito bem para a trama, e ainda conta com os efeitos especiais bem executados e uma trama bem construída, dá pra sentir o investimento da Netflix nessa série, os personagens também são interessantes e constantes, em especial o personagem Bode, interpretado por Jackson Robert Scott (o George de It - A Coisa) e Tyler, interpretado por Connor Jessup, que possuem um destaque maior em seus arcos e o modo como os dois reagem às chaves é contrastante e interessante de se acompanhar. 


Locke and Key também não se esquiva de falar sobre a questão do trauma e do luto, com as consequências disso sendo trazidas para a trama de Kinsey e Nina, tanto pela questão do medo, como tratando de alcoolismo.

E além disso a série possui um ótimo elenco de personagens secundários, equilibrando bastante a presença de todos eles conforme vão sendo apresentados nas tramas e nas  novas vidas dos Locke em Matheson, e embora Joe Hill tenha o seu próprio estilo de escrita, dá pra ver bastante aquela influência de Stephen King em sua escrita, com os temas de terrores de infância surgindo novamente, monstros na escuridão, mistérios antigos e o foco na amizade que se forma.



A vilã da série, interpretada pela atriz Laysla de Oliveira, consegue manter o equilíbrio entre assustadora e sensual e a revelação final sobre a sua origem embora continue vaga e misteriosa, também funciona bem para a série, sendo eficiente, maldosa e manipuladora.

Um dos defeitos da série, talvez, seja a escolha para trilha sonora que às vezes distoa bastante do tom das cenas, especialmente no final dos episódios, isso fica um pouco distrativo em alguns episódios no meio da série quando as cenas começam a se tornar mais séries ou dramáticas, mas nada que afete muito o resultado geral, existe também uma ou outra decisão de como levar os personagens à alguns pontos dramáticos que parecem exagerados ou um pouco forçados, mas isso parece ser mais objetivo na questão de gosto.

Por fim, Locke and Key parece uma série fascinante que junta mistério e leves tons de horror à uma história de fantasia que se desenrola e prende bastante a atenção.



Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima


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