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» » » » » » » » » » » Mês do Orgulho: Os melhores vilões queer-coded da Disney (e porque amá-los)


Felipe Cavalcante 11.6.20


Os filmes clássicos da Disney muito normalmente seguem uma fórmula: um protagonista, que muitas vezes é uma princesa, precisa descobrir sua identidade ou realizar um desejo do seu coração, e no meio do seu caminho encontra um conflito causado por um vilão ou vilã diabólico, mas no final consegue o seu felizes para sempre.
Mas só porque essa fórmula parece simples, não significa que não existem motivos para ela existir ou ter se estabelecido, e um dos elementos principais dela que sempre se destaca são os vilões.

Os vilões da Disney são incríveis, infelizmente, também carregam consigo a marca de um estereótipo que existe há muito tempo dentro da indústria cinematográfica e da cultura pop, por consequência: o gay vilanesco.




Durante um longo tempo na história de Hollywood retratar pessoas LGBTQIA+ era algo proibido por um código de ética; qualquer coisa que fosse "sexualmente desviante" ou "perversa" deveria ser representada como algo condenável e ruim, logo, além de não serem explicitamente ditos como homossexuais, muitas vezes personagens queer eram codificados como tal através de maneirismos e estereótipos, por exemplo: um homem que é delicado, com uma voz feminina e se veste de maneira chamativa ou flamboyant ou uma mulher muito masculina, ou mesmo uma femme fatale sem escrúpulos.

Esse tipo de característica que se atribuiu aos vilões acabou se perpetuando e aparece em vários outros vilões, como o Ele de As Meninas Superpoderosas, Jareth de Labirinto - Uma Magia no Tempo e até mesmo o James de Pokémon



Mas então isso quer dizer que devemos passar a simplesmente odiar esses personagens que fizeram parte da nossa infância?

Não necessariamente. Podemos sim reconhecer que houveram muitos erros na representação de LGBTQIA+ no passado, mas ao mesmo tempo vários desses vilões se tornaram tão populares por serem mais interessantes, engraçados e coloridos que os protagonistas que muitas vezes preferimos nos associar a eles que aos mocinhos. Além do  mais em momentos como o Dia das Bruxas ou festas a fantasia, personagens como a Malévola ou a Úrsula são muito mais divertidos para se fantasiar do que as mocinhas, além de oferecerem pelo menos uma opção para pessoas com corpos e tons de pele diferentes.

Vilões da Disney são divertidos, eles são projetados para que você se mantenha engajado na história, mas não são projetados para serem repulsivos ou muito odiosos. Com certeza eles são ruins e maus, e alguns deles piores que todos os outros, mas também são personagens interessantes. 

É claro, o ideal seria que tivéssemos diversidade tanto de heróis e vilões queer, mas enquanto não conseguimos isso, porque não tomar posse dos personagens que são vilões da história e até mesmo transformá-los em algo diferente. Os filmes live-action Malévola (2014) e Malévola: Dona do Mal (2019) além de adicionar elementos na história clássica para modernizar a personagem conseguiram transformá-la numa protagonista e com um design que se tornou muito popular entre cosplayers e no Carnaval. 

E é por isso que vamos listar aqui os vilões mais legais, divertidos e fabulosos da Disney e que totalmente mereciam ter suas histórias contadas em um filme solo live-action ou em um spin-off (e porque não? Se até o príncipe Anders do remake de Alladin que ninguém liga está ganhando um...). 


Hades



O vilão de Hércules e o deus do Submundo, além de maravilhosamente sarcástico e irônico deve ser um destaque no futuro remake live-action dirigido pelos Russo (Capitão América: Soldado Invernal e Vingadores: Ultimato), mas além disso

Seria ótimo descobrir como é a relação de Hades com os outros deuses do Olimpo, e já que temos vários personagens com sexualidades diferentes na mitologia grega, quem sabe não dar um namorado para Hades? 

Scar


O live-action de O Rei Leão (2019) com a maravilhosa dublagem do Scar pelo ator Chiwetel Ejiofor (Doutor Estranho, Malévola II e 12 anos de Escravidão) pecou bastante por seguir à risca o filme animado original e não tentar expandir mais sobre esse personagem tão amado e odiado que é o Scar, além de terem completamente rasgado ao meio a sua canção de vilão, a maravilhosa Se Preparem

Então porque não ter um spin-off com a origem do Scar? Já temos desenhos animados, uma continuação da animação original, vários livros complementares. Não seria a hora de mostrar as razões pelas quais Scar se tornou o que é e especialmente a origem da sua cicatriz?

Úrsula



A bruxa dos mares Úrsula e vilã de A Pequena Sereia,  que inclusive teve o seu design inspirado pela drag queen Divine, além de possuir conhecimentos mágicos de suas poções e longos tentáculos para se locomover consegue ser uma diva subaquática. 

Apesar da longa campanha para que o papel fosse dado a uma drag queen na adaptação live-action, ele acabou caindo para a atriz Melissa McCarthy, mas mesmo assim não seria nada mal se houvesse um spin-off da personagem contando suas primeiras maldades e sua origem, especialmente se tivesse novas músicas. 

Cruella De Vil


E é claro, Cruella De Vil, a vilã de 101 Dálmatas e que terá um filme solo live-action contando sua origem e protagonizada por Emma Stone (La La Land) num visual bem rockeiro glam à la David Bowie e Dr. Henry Frank N. Futter-iano, o filme irá se passar em Londres da década de 70, onde tanto artistas, quanto no ramo da moda estavam sendo um dos centros de se ir contra as convenções de gênero e sexualidade da época. Talvez isso não apareça no filme, mas será que não pode acontecer?





Enfim, qual vilão da Disney você gostaria de conhecer melhor? E qual personagem da Disney você acha que é LGBTQ+? Deixe nos comentários e acompanhe o Co-op Geeks para mais conteúdo sobre o Mês do Orgulho.




Créditos

Texto: Felipe Lima
Revisão: Felipe Lima


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