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Valentina Gaztañaga 16.7.20


Baseada no romance homônimo de 2013, a série Expresso do Amanhã, produzida pela Netflix, deixa de lado a história contada no filme estrelado por Chris Evans para dar mais detalhes sobre o cotidiano dessa distopia.

Imagine cientistas tentando salvar o planeta de um colapso climático total e conseguindo congelar tudo o que respira na superfície? Sim, esta é a premissa básica da série. Para salvar magnatas, figurões e seus funcionários, uma grande indústria constrói um trem com diversos vagões, totalmente autossustentável, com um único calcanhar de aquiles: o trem não pode parar. Dando voltas e voltas em torno do globo terrestre, a série aposta na investigação de um assassinato para manter a curiosidade enquanto alterna as instalações para tentar deixar tudo menos claustrofóbico. Sim, chega um momento que você se sente dentro do trem e isso é agoniante!

Ok, já vimos séries e filmes que questionem a estrutura de classes da sociedade em um sistema capitalista, mas até agora não tínhamos visto críticas à Ciência e à Tecnologia. Por trás da manutenção do equilíbrio social, que mantém aristocratas satisfeitos e miseráveis, bem, miseráveis, estão as premissas estudadas por cientistas em grandes áreas do conhecimento como Psicologia, Administração, Marketing/Publicidade, Direito, Economia, Engenharia, Física, Agronomia e Geografia.


A noção de indivíduo, individualidade e privacidade dentro de um contexto em que todos dependem de todos e os recursos, embora renováveis, são super limitados constroem as subtramas do Expresso do Amanhã. Caso você não se sinta atraído por investigar o assassinato, certamente vai se pegar pensando em como seria viver em uma sociedade sem possibilidade de ascensão social, com racionamento de comida, restrição de espaço, falta de privacidade ou simplesmente sem “vou lá fora esfriar a cabeça”.

A Netflix já anunciou que a série terá uma segunda temporada e todos os episódios da primeira temporada (que foram divulgados semanalmente) já estão disponíveis para assistir.

É uma série tensa e repleta de pequenos conflitos ao largo da trama principal, por isso ver um ou dois episódios de uma vez já está de bom tamanho. Mas se você prefere maratonar, tudo bem também.

Créditos

Texto: Valentina Gaztañaga
Revisão: Bruno Bolner

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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