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Valentina Gaztañaga 24.8.20


Você queria mais do vilão Electro interpretado por Jamie Foxx em O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014)? Em Project Power, o ator interpreta o personagem Major, um ex-oficial do exército americano que briga contra o sistema para resgatar sua filha Tracy sequestrada anos depois dele provocar um desastre sangrento durante uma sessão de experimentos radioativos.

Major (ou Art, seu nome civil) foi cobaia do experimento que revelou a pílula do poder, a partir do seu DNA foi possível sintetizar uma droga capaz de liberar no organismo uma reação extraordinária dando origem a super poderes imprevisíveis com duração de até 5 minutos. A empresa de biotecnologia mira em grupos de organizações criminosas que planejam interferir na política e na economia de países da América Latina.


Na sua missão, Major encontra Robin, uma jovem traficante das pílulas de poder com grande talento musical. E também o policial Frank Shaver que não consegue cruzar os braços e assistir sua cidade ser tomada por criminosos altamente poderosos! Temos aqui uma espécie de Liga da Justiça de Vigilantes?

O roteiro oferece todo tipo de referência ao universo dos quadrinhos, filmes de super heróis e do próprio catálogo da Netflix. De Narcos a Frozen, os diálogos escondem discursos de propagandas com as mais famosas falsas promessas de riqueza, poder, ascensão social, mas também algumas mais íntimas como a superação de traumas pessoais.



Aliás, o uso de técnicas de PNL (Programação Neurolinguística) é frequente nas falas de Major. Ele começa dando ordens com a seguinte sequência, “isto vai acontecer desse jeito”, o que conduziria o comportamento da pessoa com a qual está “negociando” a fazer o que ele precisa. Mas como vemos no filme, isso nem sempre funciona, a força da boa e velha porradaria ainda leva vantagem. Major também dá dicas de coaching para Robin, o que é muito engraçado, e enfrenta no final do filme o que todo homem com mais de 40 anos mais teme: uma mulher com mais poderes do que ele.

Os efeitos visuais são convincentes e o sarcasmo não perturba a narrativa, você segue o fio da história sem ser surpreendido com o final, mas consegue se divertir com as referências que vai reconhecendo pelo caminho. O personagem de Rodrigo Santoro tem um visual que lembra ao de Liam Neeson em Batman Begins (2005) e Robin menciona explicitamente que ela e Major são como a dupla dinâmica na vida real.

A história é bem contada e além dos diálogos usa a fotografia como crítica social, traço comum na cinegrafia do cinema Latino Americano. Uma preocupação que talvez a nova produção de Robert Pattison tenha deixado escapar de propósito.

Um spin-off de Homem-Aranha sem a marca oficial? Muito provavelmente e deu muito certo!

Créditos

Texto e revisão: Valentina Gaztañaga

O artigo apresenta as opiniões do autor do texto e não do site Co-op Geeks.

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