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Gabriel Martins 29.12.20

Fundo é um céu a noite, uma montagem de vários personagens e entre eles há várias asas de anjos feitas de metal. os personagens mais ao fundo estão duas feiticeiras, uma de frente pra outra, as duas usam coque e uma roupa escura com textura de escamas, do lado esquerdo serafina pekkala, uma mulher branca e do lado direito Ruta Skadi uma mulher negra. Do lado esquerdo tem lee scoresby com a cabeça de lado olhando preocupado, ele é branco, tem bigode e usa um chapéu texano do lado esquerdo dele tem uma lebre e do lado direito de frente para imagem tem o John parry, um homem branco, com casaco de inverno e sua mão está no queixo e é coberta de tatuagens. Do lado oposto da imagem tem uma composição espelhada a essa, no lugar de lee está marisa coulter, uma mulher branca de vestido de tecido nobre, na cor vermelha, ela usa um chapéu do mesmo material do vestido, ela esta de lado e na sua esquerda tem um macaco dourado, e do lado direito de frente pra imagem tem Lorde Boreal, um homem negro, de terno, ele segura uma cobra com as mãos e ela se entrelaça em seu braço. No centro da imagem tem will, um garoto negro, que usa moleton cinza, abaixo dele está Lyra com o corpo levemente virado pra direta, ela é branca e usa uma camisa azul claro de botões, na seu ombro tem uma doninha branca, e ela segura o aletiometro(uma bússola quadrada de metal) em uma das mãos. Entre Lyra e Will circunda um vulto preto sem forma definida, parece um fumaça.

   

E chegamos ao fim de mais uma temporada de 'His Dark materials', uma série que deixou os fãs de 'Fronteiras do Universo' com sentimentos conflitantes pelos problemas gigantescos na primeira temporada, decisões de roteiro e produção feitas pelo showrunner Jack Thorneque foram muito questionadas, mas ao mesmo tempo a temporada nos entregou alguns ótimos momentos, cenas que os leitores esperavam a décadas para verem em uma adaptação e principalmente tivemos o final do livro que foi finalmente adaptado, ao contrário do que tivemos no filme 'A Bússola de Ouro' (2007) que termina antes do clímax. 

A primeira temporada terminou com grandes cliffhangers e expectativas para a continuação, mas será que a espera valeu a pena?


Iniciamos com 'Faca Sutil'


cena mostrando a lamina da faca sutil (uma adaga) sendo girada e luz reflete nela, troca pra cena de sra Coulter sentada num bar, ela é branca, tem cabelo pretos e ondulados na altura do ombro e usa um casaco chique da cor vermelho escuro, usa um chapéu da mesma cor do casaco, e troca a cena para will, um garoto negro, deitado numa banheira de metal, seus olhos se abrem e ele está cheio de hematomas no rosto.


Essa segunda temporada adaptou o segundo livro da trilogia de Philip Pullman, intitulado "A Faca Sutil" e os leitores já chegam no novo ano da série da HBO/BBC, com menos novidades desse livro já que a primeira temporada adiantou vários plots iniciais desse livro, o que trouxe uma profundidade maior pra primeira temporada. 

Já conhecemos Will Parry (Amir Wilson) e já sabemos dos múltiplos universos, porém adiantar muitas coisas acabou estragando outras, principalmente alguns plot twists que poderiam ser apresentados agora. Já sabemos que Lorde Carlo Boreal (Ariyon Bakare) é o Charles Latrom, e quando Lyra (Dafne Keen) descobre isso nessa segunda temporada não temos o impacto que a cena poderia ter. 

O mesmo vale para o mistério cercando o pai do Will, pois nós já sabemos desde o início  quem ele é no mundo de Lyra e assim também se vai todo o mistério de quem é o xamã que Lee Scoresby (Lin-Manuel Miranda) acompanha. 


Um Novo Mundo: Cittàgazze   

will e lyra encaram a torre dos anjos, edifício de colunas de pedras amareladas, entre as colunas tem placas de metal retangulares e verticais que são enferrujadas e tem entalhes, em cada quina da torre tem a estátua de metal de um anjo de asas abertas. Will é um garoto negro que usa casaco e calça de moletom cinza e tem cabelo curto e crespo. Lyra é uma garota branca de cabelo castanho e no ombro, usa uma camiseta branca e por cima uma camisa azul de botões, usa uma calça cinza de tecido leve.


E falando desse novo mundo, Cittàgazze é muito bem construída visualmente. O cenário é belo e tem todas as referências visuais à cidades italianas, como no livro. O design é  muito cuidadoso, em todos os lugares tem escadarias duplas e opostas umas as outras que convergem em dado momento no mesmo patamar, uma referência ao próprio conceito desse mundo, uma ponte entre os mundos de Lyra e de Will. Há diversas referências visuais a elementos da série na cidade, na forma de estátuas e esculturas de anjos e da própria faca sutil (que agora já aparece na nova abertura da série) em vários cantos do cenário.

Tivemos também no episódio 4 uma linda animação com uma narração à la Senhor dos Anéis, pela nova narradora oficial de cenas em off dessa série, Xaphania. Essa cold opening de animação que talvez um pouco expositiva, também foi muito interessante para mostrar os dias de ouro da guilda de Alquimistas de Cittàgazze e também é valido dar tamanha ênfase a história de origem da faca sutil e suas ligações com o portador, já que tal objeto é vital para a trama da história, tal qual o aletiômetro da Lyra. 


Um martelo de bate em uma lâmina quente que está sendo forjada, fagulhas de fogo voam. depois mostra o cabo da faca sutil ja formada, é uma adaga com o punho de metal com a silhueta de um anjo de asas abertas entalhada.


E nos arredores da Torre dos Anjos ou 'Torre Degli Angeli' que conhecemos novos personagem, dois deles que valem o destaque: Angelica, a líder das crianças sem pais, foi interpretada por Bella Ramsay, que os mais ávidos de séries de fantasia já conheciam como a Lyanna Mormont de Game of Thrones. Bella não tem a personagem mais profunda de todas, mas a atriz tem muita carisma e mesmo sendo um papel pequeno é interessante. Outro personagem desse núcleo é Giacomo Paradise, o antigo portador da faca, interpretado pelo Terence Stamp, muito conhecido de outros papéis, como o general Zod de Superman II (1980). Giacomo aparece em apenas um episódio e está lá para ser o arquétipo base de mentor, o que o ator desempenha muito bem em poucas cenas.


quatro crianças estão num círculo e se encaram com um misto de desconfiança e empolgação, as crianças são de um lado will e lyra, Will é um garoto negro que usa casaco e calça de moletom cinza e tem cabelo curto e crespo. Lyra é uma garota branca de cabelo castanho e no ombro e usa uma camiseta branca e por cima uma camisa azul de botões, e usa uma calça cinza de tecido leve. e do outro Angelica, uma garota branca de cabelo castanho em uma trança, e usa uma camisa branca de botões e ao lado está paola, uma garota branca e loira com os cabelos presos e meio desgrenhados, ela usa um vestido de manga curta, branco.

A bagunça das Feiticeiras no Norte

Duas feiticeiras sob um solo de floresta destruído. a feiticeira de trás está desfocada, quem está em destaque é serafina Pekkala, uma mulher branca, com o cabelo preso num coque, e ela usa uma maquiagem um desenho triangular sob o olho direito. Ela usa uma espécie de armadura sob o peito que sobe ate o pescoço, tem uma textura de escamas. Serafina olha com muita raiva e tristeza.


Em contra partida não tivemos tanta sorte com outros personagens novos, a feiticeira Ruta Skadi (Jade Anouka) representa um dos grandes problemas dessa série: o núcleo das Feiticeiras. Apesar das tentativas de concertar algumas coisas da primeira temporada, como o figurino e caracterização delas estarem mais trabalhados, tivemos escolhas não tão aceitáveis, como o que estão fazendo com a personagem da Serafina Pekkala (Ruta Gedmintas). Ela não teve o desataque merecido na primeira temporada e vem perdendo ainda mais o protagonismo que ela poderia ter. Agora nessa temporada nova, várias cenas que são protagonizadas pela Serafina nos livros foram passadas para a Ruta, seria sim importante aumentar o papel da Ruta, mas não em detrimento da Serafina, fazendo as duas ficarem rasas e parecem a mesma pessoa. 

Não há diferenças de personalidade entre as duas e até o daemon delas é o mesmo pássaro (coisa que não é o caso nos livros). 


Ruta Skadi, voa no meio de um céu noturno e tempestuoso, ela é negra e tem o cabelo preso num coque, seu vestido tem uma espécie de armadura que vai até o pescoço. Uma falcão voa ao seu lado


No geral toda a trama das feiticeiras é muito arrastada e até elas chegarem em Cittàgazze, temos quatro episódios delas só conversando sobre a profecia e num bate-rebate de atacar o Magistério, tornando todo o núcleo cansativo e redundante e quando chegamos em Cittàgaze tudo tem que correr, pois Lyra precisa conhecer Serafina, confiar nela e ir embora com ela tudo em questão de minutos. 


O Magistério

Um grande salão em forma de pentágono, está lotado de homens de meia idade, com vestes pretas e colarinhos brancos, todos fazem um juramento e colocam a mão no peito, seguindo os movimentos de padre macphail, que está num patamar de destaque no salão. Ele é um homem branco e careca, e barba grisalha, e está de olhos fechados.


E o troféu de prata de núcleo mais parado vai para o Magistério e toda a ascensão do personagem Padre Macphail (Will Keen). 

Quando se pensa em adaptar esses livros podemos ver grandes oportunidades de expansão e pensar em dar um núcleo só para o Magistério é muito positivo, porém novamente Jack Thorne mantém os seus problemas de coito interrompido. Temos muitas cenas que não levam a nada, porque eles ficam segurando as coisas pra deixar como viradas para o final de temporada, e acaba estragando mesmo assim. Como uma cena do Frei Pavel (Frank Bourke) enrolando pra revelar "quem é Lyra Belacqua?" para no fim deixar óbvio a revelação no último episódio, é um ótimo exemplo disso. 


Lee Scoresby e John Parry

Lee Scoresby, um homem branco de cabelo preto de topete, e cavanhaque. Usa roupas de couro e luva de couro e ascende um fósforo que ilumina o lugar escuro que ele está.


Mas teve alguns núcleos melhor trabalhados, como a Jornada de Lee Scoresby e John Parry (Andrew Scott) em busca do portador da faca sutil. Os dois personagem contrastam bem, Lee é mais cético de tudo e John é de todo místico, e as interações deles são muito boas, e muito se deve aos atores, que são incríveis. Foi a partir desse núcleo que o elemento mágico da série se intensificou mais ainda, todas as sequências de xamanismo e demonstrações de poder de Parry são muito boas, e abre caminhos para mais cenas épicas que podem vir no futuro. Tivemos também a despedida de Lin Manuel-Miranda como Lee Scoresby, e apesar de que a cena de perseguição e tiroteio não foi lá muito bem coreografada, a cena da morte dele enquanto conversa pela última vez com sua deamon Hester ficou muito emocionante. O laço que Lee criou com a Serafina foi também um dos pontos altos dos dois personagens, e quando ela chega tarde demais para salvá-lo, podemos ver o peso da partida dele.


Marisa Coulter

Marisa Coulter, está de costas e se vira rapidamente. Marisa é uma mulher branca com o cabelo preso em um coque baixo, usa um chique chapéu azul que combina com seu vestido azul, que tem um broche brilhante em forma de estrela na região do peito próximo ao decote do vestido


E assim como a primeira temporada, uma das personagens mais interessantes da segunda é a Marisa Coulter. Fora os figurinos dela que são sempre lindos, a Marisa tem um conflito interno consigo mesmo (vulgo com seu deamon) muito grande, e a todo o momento isso volta, há muitas cenas em que ela maltrata seu deamon macaco, e a outras em que ele é o único que consegue consolar ela. Há um sentimento de dor, ódio e compaixão que os dois tem um com o outro, o que torna uma das relações deamons/pessoas, mais complexas da série. Na primeira temporada Marisa acredita que esse conflito interno que ela vive é a sua fraqueza, mas agora ela aprende que esse auto controle, e repressão que ela põe em si mesma é o que a torna diferente e lhe da "poderes" que ninguém mais tem, como controlar os Espectros. E novamente a cena belíssima da Marisa controlando os espectros trás à tona a magia dessa série, abrindo caminho pra universos mais fantásticos que ainda estão por vir.

 

vemos as pernas de uma mulher perto de uma parede, ela usa um vestido vermelho, e sua mão está caída ao lado do corpo, um macaco dourado se levanta do chão e pega na mão da mulher.

Marisa Coulter, uma mulher branca, com cabelos ondulados na altura do ombro, ela usa um casaco cor de caqui, e cheio de bolsos. Ela estende a mão para quase tocar num espectro, uma ser cinza em forma de fumaça que esta sempre se mexendo. Quando o dedo de marisa se aproxima a criatura se afasta. Há outros espectros rondando no fundo.


O desenvolvimento de Marisa com Lorde Boreal é também muito interessante, na relação deles que ela consegue mostrar a que veio. Ela manipula ele sim, e usa ele pra chegar onde ela quer, e depois o descarta, como ela sabe que ele pretendia fazer com ela. Outro bônus muito bom são os encontros quase crossovers de personagens que criaram para Marisa nessa temporada. Primeiro ela encontra Lee Scoresby, e a partir dessa cena aprendemos um pouco sobre o passado dela, o que começa a justificar o porquê da relação dela com seu deamon ser daquele jeito. E depois Marisa encontra com a Dra. Mary Malone (Simone Kirby), e ao ver o sucesso acadêmico e profissional de Mary, que Marisa se questiona o que ela mesmo teria sido, caso seu mundo não fosse extremamente machista, já que ela é uma das maiores estudiosas de Teologia Experimental, escreveu diversos artigos e nunca pode publicá-los, nunca recebeu os devidos reconhecimentos só por ser mulher.

Dra. Mary Malone e os Anjos

Mary malone, uma mulher branca de cabelo chanel, crespo e ruivo,está sentada numa escadaria, está de olhos fechados aproveitando o sol. Ela usa uma camisa azul meio desbotada e calça jeans. Atrás de mary tem uma figura semitransparente, um anjo, só é possiel ver o reflexo do sol batendo nas asas dele que se mexem protegendo mary.


E o melhor núcleo de longe dessa temporada inteira foi o da Mary Malone e os Anjos. A Simone Kirby entregou muito na atuação da Mary, com olhares apenas, a personagem já transmitia muito, todas suas preocupações, indagações e até sua compaixão. Na primeira metade da temporada, a série se propôs desenvolver muito a Mary, tivemos várias  cenas além das de Mary com Lyra (que vemos nos livros). Vimos um pouco do dia a dia da Dra. Malone, vimos sua família, e entendemos um pouco mais sobre como ela é e como é o relacionamento dela com outras pessoas, e isso é de vital importância para Mary e o papel que ela tem de desempenhar como 'a serpente'. E a cena da Mary conversando com os anjos é a melhor da série, as reações dela, a pupila dela dilatando conforme as motivações dos anjos é revelada é de arrepiar.


Mary Malone, uma mulher branca de cabelo chanel, crespo e ruivo esta sentada num escritório, tem dois eletrodos em suas têmporas, ela está com a cara de surpresa e conforme a câmera se aproxima dela, as suas pupilas dilatam.


E nos créditos dos episódios vemos que quem faz a voz principal dos anjos em todos os episódios, inclusive faz a narração da animação da história da faca sutil é a Xaphania, um dos anjos de grande importância do livro 3. E foi muito bem pensado, adiantar um pouco da Xaphania agora, e criar uma conexão dela com Mary. A jornada de Mary só fica um pouco perdido quando ela chega em Cittàgaze, nos livros Mary já vai quase que direto para o lugar para onde ela deve ir, mas resolveram não adiantar tanto esse plot e guardar esse outro lugar para mostrar apenas na 3ª temporada. Chegando cedo demais em Cittàgazze, Mary fica sem o que fazer, até criaram um narrativa dela levando as crianças perdidas para o lugar seguro com os adultos daquele mundo, e isso foi claramente colocado só para a Mary ter algo que fazer no season finale, e não levou a lugar nenhum.


Will Parry 

Will segura um gato malhado no colo enquanto está de pé e lyra faz carinho no gato. Os dois trocam olhares e sorrisos. Will é um garoto negro que usa uma camiseta cinza e tem cabelo curto e crespo. Lyra é uma garota branca de cabelo castanho e no ombro e usa um macacão de tecido leve azul claro.


No início dessa temporada temos uma ótima cena de Will finalmente conhecendo Lyra. O choque inicial dela por não ver o deamon dele poderia ter sido um pouco maior, mas no geral os dois atores interagiram muito bem e todas as cenas deles juntos, seja conversando, trocando olhares ou ate brigando, são muito boas. Tivemos um parte super avulsa do Will, indo atrás dos avôs deles, e não deu em nada, novamente criaram uma cena para substituir a equivalente que já foi usada na temporada passada. Às vezes as expansões para coisas além dos livros não ficam tão bem assim na série, e esse é um exemplo. Will tem um desenvolvimento maior a partir do episódio 4, quando ele conquista a faca sutil e sua importância para história finalmente se estabelece. 


Will, um garoto negro de cabelo curto está ao lado de um senhor de idade, branco e com cabelos brancos, os dois observam uma abertura semi transparente e vertical, que dentro mostra um outro universo. Will coloca seus dedos da mão esquerda no inicio da abertura segura as duas beiradas, e vem puxando para baixo, fechando a abertura.


Tem umas cenas muito estranhas também do Will tendo visões com a faca sutil, que são completamente aleatórias e no final do episódio 1 só servem de um falso cliffhanger já que no episódio 2 isso nem é tratado. Mais para o fim da temporada da a entender que foi o pai do Will que mandou esses flashs para o Portador da faca sutil encontrá-la, ele só não  sabia que era o Will, mas mesmo assim essas visões não tiveram muita utilidade. No final o Will teve uma cena muito boa com o pai e a despedida foi emocionante, apesar de terem mudado o assassino do pai do Will e a motivação para isso, originalmente uma feiticeira mata ele por vingança, mas na série foi um soldado do Magistério que estava atacando eles. Will acaba a temporada compreendendo melhor o que é ser o portador da faca sutil, mas sem saber o que aconteceu com Lyra.


Lyra Belacqua

Lyra está se virando na frente de uma estátua de metal de um anjo. Uma mariposa voa ao seu redor. Lyra é uma garota branca de cabelo castanho e no ombro e usa uma camiseta branca e por cima uma camisa azul de botões, e usa uma calça cinza de tecido leve.


Lyra ainda tem muito destaque, apesar de não ser mais a única protagonista. E uma coisa muto interessante são os reflexos entre as cenas de Asriel (James McAvoyLyra, Marisa e Lyra, da primeira temporada e cenas dessa temporada, são um dois pares de cenas que mostram como a Lyra cresceu, e está aprendendo. No primeiro encontro dela com Will ela o imobiliza com o mesmo golpe que lorde Asriel da nela no episódio 1 da primeira temporada, e assim também é quando Lyra reencontra Sra. Coulter ela manda Pan atacar o macaco do mesmo jeito que sua mãe tinha lhe atacado antes.


Will, um garoto negro de cabelo curto e crespo está atras de lyra e pretende encostar no ombro dela, porem ela percebe e puxa sua mão e a imobiliza prendendo-a nas costas dele e forçando ele a cair de cara na mesa. Lyra é uma garota branca de cabelo castanho no ombro, usa um macacão azul claro e de tecido leve.


Outros paralelos ocorrem com a relação de Lyra e Will em comparação com Lyra e Roger (Lewin Lloyd), o seu melhor amigo falecido. Lyra compara bastante Will com ele, e vê similaridades, o que faz com que ela decida confiar nele. Há também um espelhamento com a cena da banheira, na primeira temporada Lyra entra de costas pra falar com Roger enquanto ele toma banho e o mesmo ela faz com o Will.

Após o enredo de recuperar o aletiometro, o foco saí um pouco de Lyra e tudo caminha para Will e seu pai, mas ainda sim somos lembrados constantemente da profecia e temos a revelação de Lyra ser a 'Eva', para ficar claro que sua importância na história ainda não acabou. Há um momento muito interessante que Lyra começa a ficar mais ruborizada ao ver Will, e um momento em que Pan toca na mão de Will, o que é algo extramente íntimo, mas Lyra não fica incomodada, só um pouco assustada de início. E todos esses detalhes vão desenvolvendo bem a personagem, mostram que ela está crescendo, e isso é muito importante para todo o enredo do Pó, e relação de Lyra com todos esses universos. 


Fanservices, easter eggs e vem aí da próxima temporada

Três feiticeiras estão de costas, usam vestidos esvoacantes e coque no cabelo. elas observam o céu noturno, objetos sem forma e luminosos cruzam o céu deixando rastros, como se fossem estrelas cadentes.


A segunda temporada como um todo deixou muitos easter eggs, e fez várias piscadinhas para os fãs que já leram tudo, entre elas estão:

- Os anjos aparecendo nos céus de Cittàgazze, assim como a cena final com o lorde Asriel, finalmente conversando cara a cara com os anjos e pedindo ajuda deles para lutar contra a Autoridade. Isso foi na verdade uma resumo de um episódio que não teve, era para ter 8 episódios essa temporada, e esse episódio extra seria só sobre o Asriel atrás de conquistar aliados para a Nova Republica dos Céus. Mas não pode ser gravado por causa da pandemia, aí conseguiram encaixar só essa cena.

- A cena do banco de praça no jardim, onde Will e Lyra conversam na Oxford de Will. Quem aí já leu, sabe a importância desse cenário.

- Iorek Byrnson aparece em algumas cenas durante a temporada, para o público não esquecer do Rei dos Ursos de Armadura, pois ele voltará para o plot principal em breve.

- O final foi um pouco anti-climático, teve cenas muito impactantes mas a maior delas, a cena final do livro 2, não foi adaptada e fez falta. Terminaria com um senso de urgência maior para Will, talvez tenha ficado para o início da próxima temporada, teremos que esperar para ver. 

No fim 'His Dark Materials' continua não sendo uma série perfeita, ou uma adaptação perfeita, mas tem muitos pontos fortes, e novamente termina sua segunda temporada com grandes promessas para a próxima e última da série.

- E tem cena pós-créditos! Aparece Roger Parslow num efeito de blur, pedindo ajuda à Lyra, e ele diz não saber onde está.

Um jardim com árvores ao redor. Num banco de madeira estão sentados will e lyra, de costas pra câmera. Lyra está cabisbaixa e will olha pra ela.No encosto do banco está pan, uma doninha branca. Will é um garoto negro de cabelo crespo e curto, e casaco de moletom cinza. e Lyra é branca, tem cabelos castanhos, ondulados. Ela usa uma camisa azul claro.

A série já foi renovada, e foi confirmando que será apenas 1 temporada para adaptar o 3º livro e último livro de 'Fronteiras do Universo'. Mas segue ainda sem data de estreia.


Créditos

Texto: Gabriel Martins

Revisão: Felipe Lima









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