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» » » » » » » » » Deuses Americanos - 3x01 e 3x02 (review SEM SPOILERS)


Felipe Cavalcante 18.1.21

Imagem de capa: os personagens principais da série, da esquerda para direita, Mr. Wednesday, interpretado por Ian McShane, um homem velho com um olho de vidro, as mãos fechadas em oração e uma auréola néon azul-clara em volta da sua cabeça com o escrito God Willing por cima, mais acima e no centro Bilquis, interpretada por Yetide Babake, uma mulher negra com uma auréola néon azul escura por cima da cabeça, no centro e abaixo, Shadow Moon, interpretado por Ricky Whittle, um homem negro e jovem, com barba curta e cabelo preto curto, com uma auréola neón roxa com as palavras God Speed nela, e à direita, Laura Moon, interpretada por Emily Browing, uma moça branca e jovem, com uma roupa florida e uma auréola néon vermelha com as palavras God Damned em torno dela, o fundo da imagem todo em preto.


A terceira temporada de Deuses Americanos retornou, apesar das polêmicas e mudanças de elenco, com a história de Shadow Moon (Ricky Whittle) fugitivo e ainda tentando lidar com os acontecimentos anteriores e se vendo a caminho na cidadezinha idílica de Lakesideporém Mr. Wednesday (Ian McShane) ainda deseja tê-lo ao seu lado na guerra contra os Novos Deuses


ATENÇÃO! Esse review deve conter SPOILERS das duas primeiras temporadas de 'Deuses Americanos'. Leia com atenção.


Um Conto de Inverno

Gif: Shadow Moon andando por um lugar belo e imaculadamente vazio, por cima o céu com uma aurora boreal e um carro estacionado.


Os dois primeiros episódios da nova temporada de Deuses Americanos podem ser bem lentos, mas agora somos apresentados a um frio novo cenário que deve servir de tema para a nova temporada: o inverno

E nesse novo cenário a série tenta retomar o caminho que foi perdido na segunda temporada reajustando o curso de alguns personagens e apresentando outros novos, além de fornecer algumas respostas.

Nesse primeiro episódio temos Shadow Moon, ainda fugitivo do FBI e usando o nome falso de Mike Ainsel, tentando se afastar de Wednesday, o deus nórdico Odin, que agora sabemos ser o pai de Shadow, mas que ainda está tentando trazer o seu filho para o caminho que ele deseja na guerra que está por vir, e como sempre mantendo algumas várias coisas em segredo de Shadow.

Também nesse primeiro episódio somos apresentados a Cordelia (Ashley Reyes), a assistente de Wednesday, sobre o qual ainda não sabemos muito  nesses primeiros dois episódios, mas que talvez apresente um pouco mais de sua personalidade em breve. 


Lakeside: sua típica cidadezinha do interior

Gif: um carro passando por uma estrada e a placa de madeira de Lakeside com uma truta pintada saltando e Shadow Moon, com cabelo e um casaco laranjado, puxando algo do bolso em frente ao vidro rachado de um balcão, talvez de uma rodoviária.

O cenário dessa temporada além de ser o inverno é a cidade de Lakeside, Wiscounsin, um lugar que esses dois primeiros episódios retrata como um lugar perfeito, mas que com toda certeza tem alguma coisa estranha por trás.

Ao chegar na cidade Shadow se vê logo acolhido por Ann-Marie Hinzelmann, interpretada por Julia Sweeney, a dona de uma lojinha de conveniência e aparente maior fofoqueira da cidade, já que ela conhece todos por ali e pelo chefe de polícia Chad Mulligan, interpretado por Eric Johnson, que até agora não apresentou muita personalidade, além de ser um sujeito simpático e simples.


A única pessoa que não o recebe tão bem é Marguerite Olsen (Lela Loren), a repórter local da cidade e dona do lugar em que Shadow está hospedado e que assim como a cidade de Lakeside em si e todos os que a habitam, parece ter muito mais coisas guardadas do que parece. A personagem de Loren parece ser a pessoa mais interessante na cidade, não apenas pela maneira como ela é apresentada, mas também porque parece ter alguma história pregressa envolvendo a cidade e a sua família, algo que devemos descobrir mais para frente na temporada.


Os Novos Deuses e a Guerra...

Gif: Miss World, interpretada por Dominique Jackson, uma mulher negra num vestido rosa claro, sentada na cabeça uma mesa de escritório de CEO com uma janela enorme por trás, cruzando as mãos.


Claro que, além de Shadow Moon, também temos o grande conflito (um eterno vem aí prometido pela série desde a primeira temporada) com a guerra entre os Deuses Antigos e os Novos Deuses, agora compostos pela Miss World, interpretada pela atriz Dominique Jackson de Pose, numa interpretação de CEO de empresa de tecnologia e vilã violenta que foi muito interessante de se assistir e esperamos que venha para ficar e do Technical Boy (Bruce Langley), que parece ter lembrado que tinha uma trama em aberto com Bilquis (Yetid Badaki) e está entrando em um rumo desconhecido por enquanto.


Além disso somos apresentados a alguns novos deuses em lugares diferentes da América, com alguns nomes de divindades muito interessantes sendo jogados, desde a mitologia nórdica até a grega, e até algumas figuras nativo-americanas sendo mencionadas. São referências até bem interessantes e que podem até mesmo enriquecer a trama, mas se não forem bem exploradas nessa temporada serão apenas enfeites para uma mais uma temporada com uma história inflada. Esse começo de temporada está lançando as bases para saber se a série Deuses Americanos ainda se manterá minimamente relevante ou se ela vai continuar o passo da medíocre segunda temporada.


A mistura disso tudo, de referências e dos novos caminhos para onde os personagens estão sendo direcionados (mesmo que de maneira muito direta e torta, como no caso do pobre Omid Abthahi como Salim) talvez dê bons frutos para essa nova temporada de Deuses Americanos. Depois desses dois episódios de estabelecimento de tramas pelo visto será esperar para ver e orar.



Créditos


Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima



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