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Rodrigo Barbosa 11.2.21

Imagem de capa: Mulher de cabelos brancos, pele branca, mergulhada em um liquido vermelho, com mãos de dedos amarelos com aparência podre puxando ela mais para baixo, acima da cabeça da mulher está escrito The Medium.


The Medium é um jogo de terror, desenvolvido pela Bloober Team que já tem se colocado como uma desenvolvedora de jogos de terror com histórias emocionante e cativantes, e não foi diferente com este jogo que já de inicio nos atira diretamente para a mente de nossa protagonista.


“It all starts with a dead girl”


Nesse jogo desenvolvedora busca nos questionar sobre crenças pessoais com a colisão dos vivos ou dos mortos, ou melhor, em não existir mais que um mundo. 

A Bloober Team nos introduz e desenvolve Marianne, a protagonista do jogo, uma órfã com diversas queimaduras severas pelo corpo e um dom (ou uma maldição) que conforme exploramos sua historia e prosseguimos pelo jogo, descobrimos ser pelo fato dela se denominar uma Medium, ou seja, é capaz de viver e coexistir entre os dois mundos: o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.

Com essa habilidade ela ajuda muitas pessoas, mas após a morte do pai, ela se encontra em um mistério: um homem desconhecido que sabe sobre um sonho seu na qual ela vê um homem matando uma garotinha. 

O jogo então nos joga outro mistério com o cenário de um antigo resort socialista polonês, que dizem que se fechou por ser palco de um massacre e com isso somos apresentados a primeira mecânica do jogo para criae toda a tensão: o jogo se baseia em puzzles, mas com a atmosfera que é criada pela dualidade de mundos.

Nós podemos ver e interagir com o mundo dos vivos, aonde tudo permance normal, mas do outro lado da tela podemos ver todo o horror com uma versão de mundo distorcido, paredes com rostos, a atmosfera agonizante com gritos e lamentações e uma câmera travada ajudando ainda mais a te manter preso.

The Medium é um jogo sobre se esconder de algo que você não é capaz de enxergar, lembrando muito os primeiros Resident Evil, e junto com o “Spirit World” consegue puxar os nostálgicos de Silent Hill.


Imagem: mostra terreno podre com arvores em secas, com grandes Cruzes brancas.


A construção do Terror


Na questão dos desafios e dos personagens apresentados somos jogados no mundo onde nossos demônios internos se tornam nós mesmos após a morte e onde a brutalidade, arrogância, medo, ira, impotência, é tudo o que nos resta após a morte.

Os demônios, inimigos de nossa protagonista, são a personificação dos demônios internos daqueles que já se foram e não conseguiram seguir e ela mesmo com medo, incertezas e sem saber como seguir une suas forças e os liberta para o nada, mesmo eles merecendo continuar na escuridão.

Mas o principal antagonista é o que nos leva para o verdadeiro terror “The Maw”, uma criatura com corpo humanóide mas de asas de mariposa, cuja voz nos leva a crer que nossa protagonista não irá o derrotar. Somos mostrados que não importa o que nos tentemos ele sempre volta e sempre grita, quase chora “It all ends in me”, ou seja, "Isso tudo termina em mim" e sua presença agoniante e sua invencibilidade quase certeira nos faz temer pela protagonista.

O jogo nos faz questionar sobre a origem desse monstro, de todos que vimos é o único que pode estar em ambos os mundos.

Outro ponto alto do jogo é a dublagem perfeita de Marianne que nos faz se importar com a personagem logo de início, que nos leva por seus medos, pensamentos , e nos faz entender do porque para ela aquele mundo que nos vemos como bizarro, que para ela aquilo é o normal



The Medium é um aviso da Bloober Team, que eles vão continuar cada vez mais nos jogos de terror, mas que não sejam apenas uma história rasa e baseando-se em jump scares. 

A intenção aqui é criar uma atmosfera, um mundo, eles te colocam para dentro da história, assim como outros jogos da desenvolvedora e The Medium é um ótimo exemplo da nova era dos jogos do mesmo gênero, tanto no mundo do terror, quanto no mundo dos jogos por um longo tempo. 


Créditos


Texto: Rodrigo Barbosa

Revisão: Felipe Lima

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