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Felipe Cavalcante 31.5.21

Imagem de capa: a personagem Cruella, interpretada por Emma Stone, com um casaco de couro, os cabelos pintados de preto e branco, um batom vermelho, e no rosto, acima dos olhos, uma maquiagem preta em que se lê a palavra Future escrita, por trás dela uma moto e fumaça.

'Cruella', o filme live-action da vilã da animação clásica 101 Dálmatas finalmente chegou nos cinemas e na Disney Plus e finalmente podemos falar sobre o que achamos sobre essa reimaginação da história de Cruella De Vil.


Original. Criminosa. Vestida para matar.

Imagem: cena do live-action de Cruella com os cabelos pretos e brancos, em um vestido preto de couro com detalhes quadriculados pretos e cinza-escuros, apoiada em uma bengala em uma loja de roupas cercada de manequins com diversos vestidos ao redor.


Uma das perguntas que mais se tem feito sobre o filme de Cruella tem sido:

"Como eu posso gostar de um filme em que a vilã mata cachorrinhos para fazer um casaco?"

E não:

"Será que esse filme vai ser bom?"

Para a primeira pergunta, a resposta é bem simples.

Você pode gostar de uma vilã. As pessoas se vestem como feiticeiras que amaldiçoam bebês, bruxas do mar que roubam vozes e palhaços do crime há muito mais tempo do que imaginamos. O apreço e gosto que temos por vilões não necessariamente significa algum desvio moral.

Agora sobre a segunda pergunta, podemos dizer, que Cruella consegue triunfar onde a primeira tentativa de reconto de uma história clássica da Disney, sim, estou falando de Malévola, acabou falhando.

Muitas pessoas também tem dito: "Precisamos dessa história de origem de uma vilã? Precisamos mesmo de uma história de outra vilã se tornando boazinha".

Bom, tecnicamente não, mas também não precisamos de diversos outras várias continuações, spin-offs, remakes, reimaginações e etc., mas que de vez em quando conseguimos apreciar já que simplesmente são divertidos de se ver.

Esse é o caso de Cruella. 


Imagem: a personagem Estella, interpretada por Emma Stone, uma moça de cabelos vermelhos com uma boina preta e um casaquinho preto combinando, em uma rua de Londres.


Na trama que agora se passa na Londres dos anos 70, mais precisamente durante a revolução do punk rock, uma jovem e criativa garota Estella, interpretada por Emma Stone, decidida a fazer o seu nome no mundo da moda conta com a amizade com dois ladrões, Jasper (Joel Fry) Horace (Paul Walter Hauser) para sobreviver nas ruas da cidade grande. 

A Estella que conhecemos na primeira parte do filme, depois de sermos apresentados à sua infância e ao seu passado trágico com a perda de sua mãe sobre circunstãncias não tão misteriosas, lentamente vamos entendendo como a personagem vai se tornar a vilã Cruella.


Má versus Cruel

Gif: a personagem da Baronesa, interpretada por Emma Thompson, uma mulher de expressão altiva, em um vestido de tom bronze, os cabelos perfeitamente enrolados, as unhas vermelhas, jogando fora um palitinho de um petisco que esteve comendo num assento de um restaurante.

O filme começa lento, arrastado e um pouco complicado demais na sua primeira meia hora, mas finalmente engata quando Estella atrai a atenção da grande estilista, a Baronesa von Hellman, interpretada por Emma Thompson, que aqui tem a oportunidade de trazer toda a pomposidade e exagero que a personagem demanda, especialmente já que a relação de mentora e aprendiz de Estella e da Baronesa à la Diabo Veste Prada vai lentamente se transformando num enorme plano de vingança.

Aqui é quando o filme mostra a que veio, talvez não exatamente conseguir redimir a Cruella por completo, mas apresentar uma história em que você possa ao menos torcer por ela. 


Gif: um desfile ao ar livre da vilã Cruella, na qual luzes e fumaça verde piscam no palco, enquanto Jasper toca guitarra e uma multidão aplaude Cruella que desfila em um vestido preto e branco com manchas pretas.

A produção do figurino desse filme é simplesmente luxuosa, extravagante e deslumbrante, seja nas peças de alta costura refinada da Baronesa, seja nas peças ousadas e insanamente maravilhosas de Cruella. 

As montagens de criação de design só são melhoradas pela trilha sonora de diversos clássicos como Sympathy With Devil do Rolling Stones ou One Way or Another da Blondie que permeiam o filme e dão ainda mais um ar vintage ao filme.


Cruella cruel... 


Gif: a personagem Cruella, uma mulher jovem com o cabelo metade preto e metade branco, em um vestido de couro preto e tecido, luvas de seda, rindo e apoiando-se na mesa de uma jornalista, enquanto ao fundo vemos o resto da redação do jornal.

Agora sobre a maldade de Cruella/Estella. Não, você não vai precisar se preocupar com a sua bússola moral ao se perguntar se estar torcendo por uma mulher que quer um casaco de cachorrinhos. A história não é sobre isso, mas sim sobre a origem de Cruella, como ela cria o seu império da moda e como ela assume a versão mais sombria de si para muitos anos depois se tornar a vilã que conhecemos.

Ela não se torna exatamente uma heroína que salva a mocinha, como Malévola, mas também não se torna ainda a vilã que conhecemos. Aqui temos as bases da personagem, e quem for assistir esse filme ainda sentirá um leve arrepio quando ela der um sorriso e brincar dizendo que "esses dálmatas dariam um lindo casaco" e não saber se ela está falando sério ou não. 


No final, Cruella com toda certeza vale a pena, e embora um pouco enrolado em algumas partes, ainda nos dá um gostinho infernal da vilã que amamos odiar e odiamos amar. 


Créditos


Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima


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