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Felipe Cavalcante 18.7.21

Imagem: fundo de padrão marrom com dourado e um relógio, e na frente, o personagem Loki, interpretado por Tom Hiddleston, um homem branco e magro, de olhos azuis e longos cabelos pretos, em um uniforme de prisioneiro bege com detalhes vermelhos e uma coleira eletrônica no pescoço.


O sexto e último episódio de 'Loki' já chegou na Disney Plus e tivemos um final surpreendente e muito bem desenvolvido para a série.

Neste episódio, temos Loki (Tom Hiddleston) e Sylvie (Sophia Di Martino) enfrentando a figura por trás da Autoridade de Variação Temporal.


ATENÇÃO! Este review conterá SPOILERS do quinto episódio de 'Loki' da Disney Plus. Leia com atenção.


Uma das características dos finais de séries da Marvel para a Disney Plus, até o presente momento, tem sido decisões polêmicas, ou que não são completamente bem aceitas por todos, especialmente por causa de certas escolhas do roteiro.

No entanto, o final de Loki simplesmente apresentou um desfecho que vai deixar muita gente falando por um longo tempo, justamente por causa de uma decisão muito acertada no roteiro e uma decisão muito bem executada.

Neste episódio, temos as explicações sobre a figura por trás da Autoridade de Variação Temporal e temos muito diálogo de exposição, vindo de um personagem que nunca conhecemos antes. Contudo, mesmo assim, nada disso é cansativo ou mal executado. 

No começo do episódio, temos Sylvie e Loki determinados a destruir a pessoa que criou a A.V.T., e, como vimos, Sylvie está bem mais determinada a isso do que o Loki, afinal, a vida dela e a existência dela foram destruídas pelos agentes temporais.



Então, temos um momento assustador de Miss Minutes (Tara Strong), em que vemos que ela serve de porta-voz e deve ter sido criada pela pessoa que está por trás da AVT, oferecendo aos Lokis uma chance deles viverem dentro da linha do tempo principal, mas, sem causar nenhum problema.

Além disso, ela tenta os dois com coisas que ambos queriam, como vencer a batalha em Nova York, um trono para reinar para o nosso Loki, e o desejo mais simples de todos para Sylvie: memórias felizes.

E, persistindo em sua intenção, ambos descobrem a pessoa que está por trás da A.V.T. e que causalmente surge em um elevador, pede para que ambos venham ao seu escritório e até oferece uma xícara de café para os dois com um sorriso, Kang, o Conquistadorinterpretado por Jonathan Majors.




Por mais que na série o nome Kang não seja mencionado, ainda assim, para quem estava teorizando que o personagem seria introduzido no seriado, foi uma confirmação certeira.

E a atuação de Jonathan Majors como o personagem vendeu a revelação de uma maneira magistral e cabível. Temos um episódio em que um personagem que nunca conhecemos precisa explicar suas motivações e ações e isso nunca se torna entediante, especialmente porque temos, algumas vezes, Loki e Sylvie questionando Kang sobre o que ele está falando e se o que ele diz é verdade.

Aqui, descobrimos que Kang é um inventor e cientista do séc. 30, que descobriu a viagem entre diferentes universos e encontrou diferentes versões suas, mas, que algumas delas desejavam dominar tudo, apagando realidades e lutando entre si, criando uma guerra multiversal, que ele impediu ao isolar uma única linha do tempo e impedindo que outras acabem surgindo.

É uma ideia fantástica de que os múltiplos universos não possam coexistir, mas, que apenas esse cara, e nem mesmo um cara super importante como uma entidade cósmica, apenas um cara muito inteligente, que fez uma única linha temporal acontecer. 

E, assim, temos a explicação da razão de não termos um multiverso antes no MCU, pois, outras realidades podem ter existido, mas foram destruídas pelo Kang do agora. 

Mas, além disso, a Marvel consegue estabelecer o multiverso, apresentar o vilão, criar uma revelação sobre a origem da A.V.T., criar conflito entre Loki e Sylvie e ainda matar essa versão do Kang, garantindo que outras virão no futuro, e por isso você não precisa necessariamente assistir Loki para conhecer o personagem. É bem impressionante.




Infelizmente, acabamos tendo um final trágico para Loki e Sylvie, que não conseguem conciliar as suas decisões. 

O nosso Loki acredita em Kang quando ele diz que se o matarem vão criar outras linhas temporais e os outros Kangs que virão serão mil vezes piores, desejando dominar tudo, e Sylvie não consegue admitir nada além da sua própria vingança.

E, por isso, temos a cena do beijo entre os dois e da traição de Sylvie, lançando Loki de volta para a A.V.T., e ela mata aquela versão do Kang, criando o multiverso.



Enquanto isso, na A.V.T. temos o confronto de Ravonna (Gugu Mbatha-Raw) com Mobius (Owen Wilson), em que os dois discutem um pouco sobre as suas visões.

Mobius fala que Ravonna mudou, mas parece que ela não exatamente mudou, ao contrário dele, mas sim, depositou a sua confiança na pessoa no topo da A.V.T. e que conhece o verdadeiro propósito da agência. 

Assim, ela foge facilmente depois de desarmar Mobius e deixando-lhe ali com a Caçadora B-15 (Wumni Mosaku) para lidar com as consequências das novas realidades sendo criadas.

Além disso, conhecemos a versão original de Ravonna na Terra, antes dela se tornar uma variante e ser levada para a A.V.T.




No final do episódio, porém, temos um outro tapa na cara, especialmente com Loki decidindo o que fazer depois da traição de Sylvie e descobrindo que ele não está na A.V.T. que ele conhecia, mas em uma versão alternativa dela em que Mobius nunca o conheceu e Kang já conquistou tudo.

O potencial desse personagem aqui se revela gloriosamente: como derrotar um vilão que pode voltar ao passado e vencer antes mesmo de você sequer pensar em derrotá-lo?

Infelizmente teremos de esperar para descobrir.




E, na cena pós-créditos, tivemos a confirmação da segunda temporada de Loki. Uma vitória para quem também se apaixonou pela estética de ficção científica e viagem no tempo da série, e uma porta aberta para novas aventuras do Deus da Trapaça por diferentes mundos no tempo e espaço. 


Créditos


Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima e Júlia Capuano



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