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» » » » » » » » » » Rua do Medo: 1978 - Parte 2 - 'Mais sangrento, mais assustador e um pouco trágico' (review COM SPOILERS)


Felipe Cavalcante 13.7.21

Imagem de capa: os personagens de Sadie Sink, uma menina ruiva em uma camisa verde com listras e um garoto de cabelos castanho escuros em uma camisa vermelha com detalhes brancos, ambos sentados detrás de uma mesa num tipo de cabana iluminada por uma lâmpada laranja.

 

O segundo filme da trilogia de filmes 'Rua do Medo' baseada nos livros do autor R. L. Stine (dos livros Goosebumps) chegou na Netflix para continuar a história, mas desta vez visitando o passado sombrio no Acampamento Nightwing. 

Rua do Medo: 1978 - Parte 2 traz uma segunda parte mais sangrenta, mais assustadora, porém muito mais de desenvolvimento e transição entre a trilogia. 


ATENÇÃO! Esse review contém SPOILERS de 'Rua do Medo: 1978' da Netflix. Leia com atenção.



A segunda parte da trilogia "Rua do Medo" traz uma continuidade na história de Shadyside, mas dessa vez retornando ao passado e trazendo o conflito personificado em duas irmãs.

Desta vez, acompanhamos as irmãs BermanZiggy (Sadie Sink) e Cindy (Emilly Rudd), uma campista e uma supervisora, respectivamente, no Acampamento Nightwing que não conseguem se dar bem por desejarem coisas bem diferentes em suas vidas e acabam sendo pegas no meio da maldição da bruxa Sarah Fiers.

O foco do começo da história fica com Cindy, que, ao lado do namorado Tommy (McCabe Slye), da sua ex-amiga e colega supervisora do acampamento, Alice (Ryan Simpkins), começam a descobrir estranhos eventos acontecendo naquele lugar e a descobrir as origens da maldição que o assombra.

E quando o próprio Tommy acaba se tornando o assassino da vez, através da maldição de Shadyside, as irmãs Cindy e Ziggy, uma separada da outra, ao lado de Alice e do jovem Nick Goode (Ted Sutherland), acabam precisando enfrentar o massacre resultante, salvar a maior parte de seus amigos possíveis e tentar sobreviver àquela noite. 




Esse filme traz uma interessante construção da narrativa e da mitologia por trás da trilogia, apresentando para nós as minúcias de como os serial killers de Shadyside surgem, como os massacres começam e, mais interessantemente, as relações das pessoas, especialmente os adolescentes com a vivência na cidade amaldiçoada.

A rivalidade entre Shadyside e Sunnyvale é bem importante aqui também, com o arco de Cindy negando as suas origens e quem ela é para tentar se encaixar no modelo de vida bem melhor e menos macabro de Sunnyvale, a única maneira com que ela consegue lidar com tudo aquilo ao seu redor.

Mas não é apenas ela que está lidando com muita coisa em sua vida.

Todos os personagens têm a sua dose de problemas e expectativas, que, de alguma maneira, são afetadas ou ligadas diretamente à maldição da bruxa.



Outro ponto é que, desta vez, temos um conteúdo sexual mais gráfico dentro desta trilogia, o que faz sentido considerando que estamos falando de um filme de acampamento e temos o clássico tropo do slasher em que adolescentes que transam serão os primeiros alvos do assassino. 

Mas aqui não temos essa discriminação: o assassino está atrás de qualquer um e o seu modus operandi é apenas ser imparável.


Imagem: a personagem de Sadie Sink, uma garota branca e ruiva, em uma camisa listrada, caída no chão de uma cozinha, coberta de sangue no rosto e no corpo, olhando para cima com um rosto machucado e assustado.


Uma questão com esse filme, porém, é que desta vez temos bem mais personagens para nos relacionar, mas com pouco tempo de tela e, por isso, não temos tanto tempo para gostar, nos importar ou mesmo lembrar de todos.

Alguns personagens são mais relacionáveis e outros simplesmente vão ser mortos sem dó para uma cena assustadora. Esse filme também não está poupando crianças ou dando a chance delas fugir, o que dá um senso de perigo muito maior. Mas, pelo menos, ele também não é um filme gore ao extremo ou desconfortável. 

A diretora Leigh Janiak soube bem medir onde colocar o filme e deixá-lo no raso, sem subestimar o seu público, que maioritariamente é jovem e jovem adulto mesmo.

As atuações, porém, estão bem melhores nesse filme. Temos a construção da amizade entre Ziggy e Nick Goode, que é muito bem criada pelos dois atores, e algumas cenas bem inspiradas para os atores adolescentes, além de um destaque para Emily Rudd, que funciona bem como a irmã mais velha e neurótica.

O filme, porém, pode ficar bem lento e até entediante em determinado momento, especialmente por conta de sua duração.



'Rua do Medo - Parte 2' passa a sensação de um filme slasher dos anos 80, porém, bem mais despretensioso e muito mais próximo de uma homenagem do que de uma tentativa de inventar a roda. É bem mais sangrento que o filme anterior, mais assustador e até um pouco trágico no seu final, mas, principalmente, para quem gosta dos clichês do gênero, bem divertido.


Créditos


Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima e Júlia Capuano


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