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Felipe Cavalcante 7.8.21

Imagem de capa: fundo de papel branco com os personagens ilustrados em cores diferentes, no centro o personagem Sanguinário, interpretado por Idris Elba e o Pacificador com o seu elmo metálico erguendo uma pistola, abaixo temos o Rei Tubarão, um humanóide tubarão e o personagem Rick Flagg, e acima temos a personagem Caça-Ratos, em um traje de couro com uma máscara de gás e a Arlequina com uma bazuca.


O filme O Esquadrão Suicida de James Gunn finalmente chegou aos cinemas trazendo de volta a Força Tarefa X para uma nova missão e um novo impulso para a franquia da DC e da Warner Bros. nos cinemas.

No filme com um enorme elenco em que retornam Margot Robbie, Viola Davis, Joel Kinnaman, Jai Courtney, além das adições como Idris Elba, David Dastmalchian, Daniella Melchior e Flula Borg, temos uma aventura cheia de ação, loucura, obscena violência e uma maravilhosa estranheza. 


Imagem: o personagem Sanguinário, interpretado por Idris Elba, um homem negro com o cabelo curto e barba aparada, em um traje preto com detalhes metálicos azuis e cobre, por trás o Tubarão Rei, uma criatura humanóide com cabeça de tubarão e pele cinzenta e por trás várias ruínas de uma explosão recente.


O diretor de Guardiões da Galáxia deixa bem claro que conquistou controle criativo praticamente absoluto sobre o roteiro e que abraçou a premissa ridícula e exagerada de um grupo de super-vilões disfuncionais trabalhando juntos e transformou o seu Esquadrão Suicida em um filme com espírito e personalidade. 

O Esquadrão Suicida de Gunn é despreocupado, caótico, divertido e que realmente não se leva a sério. 

E é um filme violento, bem violento. O filme também contém nudez e obscenidade, mas sem ser completamente vulgar, sem gosto ou ser incômodo sem a intenção real de incomodar. 


Imagem: cena do filme com a personagem Arlequina, em seu vestido vermelho, cabelos loiros presos em duas tranças longas tingidas de preto e vermelho, afundando debaixo da água, e diversos ratos nadando em torno dela.


A trama segue a Força Tarefa X na ilha sul-americana de Corto Maltese com a missão de destruir a base secreta Jottuheim, um ex-laboratório de experiências nazistas dominada por uma ditadura militar e altamente protegida, mas, é claro, as coisas saem completamente fora dos trilhos e a aventura se torna uma completa corrida caótica. 

Temos várias cenas de luta muito bem coreografadas, um humor estranho, sombrio e até infantil, porém sempre na linha humorística do desconforto bem colocado, afinal, estamos lidando com vilões. 


Imagem: os personagens Homem-Bolinha, em um traje branco com bolinhas coloridas, uma mochila e um par de óculos com lentes vermelhas, o Pacificador, um homem branco musculoso com uma camisa vermelha e um símbolo amarelo com uma pomba branca no peito e um elmo prateado e arrendondado, luvas azuis segurando uma enorme pistola, depois o Sanguinário, um homem negro com um traje tecnológico preto com detalhes azuis, e ao lado a Caça-Ratos, uma mulher branca com cabelos pretos curtos chegando aos seus ombros e um traje verde-escuro com capuz. Todos eles olham da porta de um tipo de cabana ou acampamento em uma floresta.


Todos no elenco tem uma chance de brilhar, seja com alguma cena ou piada rápida, fazendo suas aparições, mesmo que poucas e seguidas de uma horrível morte, ainda assim bem significativas.

E, acredite, temos muitas e muitas mortes nesse filme. 

O roteiro desse filme ganha muitos pontos pela coragem de inovar e permitir-se fazer o que se propõe a ser: estranho e deliciosamente imprevisível em quem vai sobreviver e quem não vai.


Imagem: a Arlequina, interpretada por Margot Robbie, com os cabelos longos dividos e com mechas vermelhas e pretas, em um vestido vermelho, gritando, com o nariz sangrando e dezenas de flores explodindo às suas costas.


A atriz Margot Robbie novamente se destaca como a Arlequina, e desta vez vemos um lado sombrio e assustador da personagem, porém, sendo muito divertida de se acompanhar. 

Os personagens que mais tem destaque do filme temos Idris Elba como o Sanguinário, um mercenário que entra na missão pela sua filha Tysha (Storm Reid) e cria uma interessante relação com a Caça-Ratos 2, interpretada por Daniela Melchior que traz à sua personagem uma carga de fofura, simpatia e estranheza e rende os momentos mais emocionantes do filme. 

E o seu ratinho de estimação Sebastian é maravilhoso. 


Imagem: cena do filme em que se vê o Rei Tubarão, um humanóide enorme com a cabeça de um tubarão, pequenos olhinhos escuros, o corpo cinzento, mastigando uma coisa, possivelmente um crânio e escombros de uma explosão por trás.


O Tubarão Rei, dublado por Sylvester Stallone, consegue cativar sendo o o animal sanguinário mais fofo que você verá na sua vida. 

O coronel Rick Flag, interpretado por Joel Kinnaman, que aqui trouxe uma nova alma e personalidade ao personagem, fazendo-o muito mais interessante que a versão do filme anterior.

Outro destaque do filme é Amanda Waller (Viola Davis) com uma nova dose de sadismo e frieza que dessa vez chega a assustar. 

O personagem menos gostável talvez seja o Pacificador, interpretado por John Cena, embora ele consiga arrancar alguns risos durante o filme. 


Imagem: a personagem Mongal no filme, uma mulher musculosa com a pele laranja e escamosa, usando um elmo e uma armadura roxa com detalhes pretos e os cabelos alaranjados saindo do topo do elmo, ao fundo uma enorme bandeira americana e vários guardas armados.


Contudo, apesar de ser um filme violento e divertido, também consegue ser extremamente crítico dos custos da guerra, da violência e do imperialismo norte-americano ao interferir dentro de países estrangeiros e de um modo surpreendente retrata os traumas e conflitos dos personagens de uma forma até que bem trabalhada.


A trilha sonora é muito bem composta e as faixas escolhidas para o filme foram muito bem colocadas na maior parte dele, tendo desde Johnny Cash, as músicas originais compostas pelo artista Grandson e até mesmo Glória Groove.


Imagem: cena do filme em que vemos o Homem-Bolinha, interpretado por David Dastmalchian, usando um par de óculos de proteção e um traje branco com várias bolinhas coloridas, ao lado a Arlequina em um vestido vermelho, botas e carregando uma lança e o Sanguinário, com um traje preto de proteção e o capacete, correndo enquanto o prédio e o chão em que estão desaba.

'O Esquadrão Suicida' vale a pena como um filme com super-vilões que são personagens bem moralmente cinzentos, violência exagerada no meio de construções catárticas do roteiro, piadas cruéis e obscenas e alguma emoção no meio de toda essa maravilhosa e caótica loucura. 


Créditos

Texto: Felipe Lima

Revisão: Felipe Lima


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